terça-feira, 19 de novembro de 2013

Saudades do meu avô Chico França


Por Juscelino França, blogueiro e ativista político no Vale do Açu

Hoje se estivesse vivo o meu avô Chico França estaria completando 94 anos de idade. Ninguém morre quando vive no coração das pessoas que tanto o amaram. Relembrar de Chico França nos traz uma grande alegria! Ao mesmo tempo muita saudade. Homem de boa índole, o velho guerreiro era uma lutador. Lutou pela redemocratização do país. Meu avô e eterno herói. Militante político, fiel escudeiro de Aluízio Alves, com quem manteve amizade de 1945 até os últimos dias de vida. Papai, como eu carinhosamente o chamava, era  influente na política de Ipanguaçu, mais precisamente na oposição ao saudoso major Montenegro. Ele e Dôncio ambos eram muito amigos e aqui no Vale eram soldados da luta do saudoso ex-deputado Olavo Montenegro. Meu avô chegou até o cárcere. Mas em nada isso diminuiu a sua honra. Pelo contrário, sinto orgulho de ser seu descendente Meu querido velho, meu herói meu sertanejo, sinto muita falta do senhor nessa hora. Papai descanse em paz.

Juscelino França


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Uma das primeiras mulheres a votar no Brasil

Ester de Oliveira Caldas, em 1923, natural de Maceió Alagoas, uma das primeiras mulheres a votar no Brasil, segundo informações do Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. A foto abaixo (cedida por Rosangela Cavalcante) fez parte da exposição "Imagens da Mulher Brasileira", realizado em Brasilia e Belo Horizonte, em novembro de 1996. Ela era minha parente. Registro com muito orgulho.

Fernando Caldas


Um AVC pode mudar a vida das pessoas! Dona Cida ficou 48h sem ajuda. Sr. Bira teve o primeiro AVC aos 40 anos. Elias cuida do pai, que teve um AVC. Mas eles superaram e nos mostram como a valorização à vida e a prevenção são essenciais! #comtodoS2 #jornadaFAAVC

Maior cuidado com saúde bucal na terceira idade

Postado por: Equipe Terceira Idade | Em: Vivendo com Saúde


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A saúde bucal ainda é bastante negligenciada no Brasil, conforme afirmam especialistas da área, porém, recentemente, tem aumentado a preocupação com cuidados preventivos e com tratamentos, que estão mais modernos e menos invasivos, também para os problemas comuns à terceira idade.
Da mesma maneira que tem aumentado os cuidados preventivos, pela terceira idade, com a saúde de modo geral, há recentemente uma maior preocupação entre aqueles que já passaram dos 60 anos em cuidar da saúde bucal, muito negligenciada até pouco tempo atrás. Além da cárie dental, as doenças periodontais (na gengiva) e a necessidade de próteses são alguns dos problemas mais comuns em idosos.
A cirurgiã Dentista Hericka Caldas, do consultório CH Odontologia em São Paulo, listou cinco itens relacionados à saúde bucal na terceira idade que merecem atenção especial:
1- Higiene adequada. O ideal é uma escovação sem muita pressão, para não machucar a gengiva e desgastar os dentes. Fazer uso frequente do fio dental, nunca se esquecendo dele na escovação noturna.
2- A importância da presença dos dentes,pois a sua ausência pode acarretar má mastigação e, consequentemente, uma má digestão, o que pode causar aumento de produção de ácido gástrico para digerir os alimentos que não foram mastigados na boca.
3- Uma boa adaptação de próteses,pois caso estejam mal adaptadas podem causar lesões que, por sua vez, podem levar até ao aparecimento de tumores cancerígenos.
4- Hoje, os implantes podem ser feitos em pessoas com mais de 70 anos, pela segurança do procedimentos(desde que a saúde do paciente não restrinja o procedimento). Com o avanço da tecnologia em várias áreas da odontologia, os implantes não ficaram atrás. Os implantes feitos de titânio são mais compatíveis biologicamente, evitando os altos índices de rejeições. E as técnicas mais modernas são menos invasivas e traumáticas.
5- Aparelho ortodôntico não é mais somente para crianças e adolescentes. Na ortodontia, desde que os pacientes tenham uma boa estrutura óssea, utilização de aparelho não é contraindicada, e auxilia no alinhamento e posicionamento, ajudando a criar espaços necessários para uma futura instalação de implante.
Vamos aproveitar essas dicas e cuidar de nossa saúde bucal e sorrir ainda mais pra vida.


Procon lança campanha para mais de 100 mil natalenses “limparem o nome”

“Alguns consumidores tem até seis débitos cadastrados, porém 48% têm dívidas até R$ 100", diz CDL Natal

Por Júlio Rocha
A chegada do fim de ano e do 13º salário para muitos serão período de quitar as dívidas acumuladas para voltar ao poder de compra dos presentes no comércio para o Natal e Ano Novo. Pensando em incentivar o consumidor a “limpar o nome”, o Procon Natal, em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Natal) lançaram a campanha “Natal Sem Dívidas”.
O diretor do Procon Natal, Kleber Fernandes destacou que a campanha está valendo até o dia 6 de dezembro com os consumidores indo até a sede do Procon Natal levando RG, CPF, comprovante de renda e residência. “Vamos fazer o trabalho de intermediação entre o consumidor e o credor, identificando o perfil financeiro e a melhor forma de negociação da dívida”, disse Kleber.
Lançamento aconteceu no Salão Nobre da Prefeitura (Foto: Alberto Leandro)
Lançamento aconteceu no Salão Nobre da Prefeitura (Foto: Alberto Leandro)
Após o cadastro no Procon Natal, haverá o período das audiências de negociação entre 9 e 13 de dezembro na sede da CDL Natal. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), cerca de 101 mil natalenses estão negativados, em uma soma de mais de 240 mil registros. “Alguns consumidores tem até seis débitos cadastrados, porém 48% têm dívidas até R$ 100, e nesse período da campanha poderá renegociar seus débitos e voltar a ter crédito no mercado”, explicou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal, Amauri Fonseca.
Mais de 30 empresas e instituições já aderiram à campanha que pretende estimular o consumo consciente no fim de ano, a partir do momento do pagamento da primeira parcela da dívida, o consumidor tem seu nome retirado do cadastro de negativados. O público feminino responde por 51% da inadimplência em Natal e 34% dos devedores têm entre 50 e 64 anos.
Atualizado em 18 de novembro às 12:38

CONTO

 O SINAL
Ivan Pinheiro
A velha Raquel estava sentada na calçada proseando com umas amigas da rua em que morava, quando avistou ao longe a silhueta cambaleante de seu filho Rafael. Vinha bêbado. E, quando isto acontecia, acabava a tranqüilidade dela e dos moradores circunvizinhos.

Imediatamente ela despediu-se das amigas e entrou em casa deixando a porta apenas encostada, como sempre, para não ser incomodada e para que seu filho não se aborrecesse quando fosse adentrar, quase sempre, às altas horas da madrugada.

Por trás daquela mulher alta, já corcunda pelo sofrimento da vida, se escondia a angústia e o sofrimento. Perdeu o esposo ainda jovem. Seu único filho que poderia ser a sua esperança, só lhe dava desgostos. Sem o comando paterno virou um viciado em diversos tipos de drogas, sobretudo, o álcool e a maconha. 

Rafael foi se aproximando. Parou na frente da casa, botou a mão na parede, olhou para os vizinhos e gritou: 

- Aquela égua ainda tá aí, ou já foi fingir que tá dormindo?

Não recebendo respostas completou: 

- Vão todos pra puta que pariu que eu não tenho satisfação a dar a ninguém. Bebo com meu dinheiro... E pronto!

O círculo de amigas foi se desfazendo rapidamente, cada uma se recolhendo às suas casas para não ter que ouvir mais desaforos. A porta se abriu com a velocidade de um raio, quando Rafael a empurrou violentamente. A velha Raquel quase pulou da surrada rede armada num canto da sala, já que a casa só possuía um quarto e este ela sempre destinava para ele no intuito de agradá-lo e evitar reclamações.

- O que é isso, meu filho, tá ficando maluco?

- Maluco é você velha gagá. Eu quero é comer... E muito! 

Ela fingiu que não tinha ouvido aquele atrevimento. Foi para a cozinha e começou a preparar a refeição do filho. Botou os pratos sobre a mesa e retornou para comunicar que o jantar estava servido. Com muito jeito entrou no quarto e pôde observar que o estado de embriaguez de Rafael não tinha permitido que ele tirasse a roupa completamente. A calça tinha enganchado na altura dos tornozelos. Dormia todo desajeitado sobre a cama. 

Raquel puxou suas pernas para cima da cama e, com dificuldades, conseguiu retirar-lhe a calça. Com movimentos rápidos, apanhou um lençol no fundo do baú, abriu-o e o jogou sobre aquele corpo fétido. Foi como derramar sobre ele um frasco de perfume de flor do mato colhido ao nascer da aurora. 

Retornou à cozinha, cobriu toda a comida, apagou as luzes e, com cuidado para não acordá-lo, voltou à rede para enfim repousar o sono dos justos. 

- Maaaeeê!... Cadê meu comer?!

A velha Raquel despertou sobressaltada de seu breve sono. Quase bota o “coração pela boca”, como diz o dito popular. Rapidamente saltou da rede, acendeu a luz e, ainda trêmula, falou baixinho e compassado:

- Meu filho, você quer me matar do coração? Pra que esses gritos? Pra que esse escândalo? Tenha modos, será que você vai passar a vida toda me dando trabalho?

Rafael ainda transtornado das drogas replicou:

- Agora sim... Eu não poder gritar na minha casa porque uma “merda” dessa não quer. Sai de mim velha... Eu não casei para não ter que dar satisfação à mulher nenhuma. Grito, grito: Cadê meu comeeeerrrr!? 

Ao tempo em que Rafael foi gritando, num movimento instantâneo, apanhou um calçado e jogou em direção à mãe que se encontrava na porta do quarto. A velha tentou se esquivar, porém, a sandália bateu em seu rosto com bastante velocidade, raspando sua pele como se fosse uma navalha. Raquel levou a mão direita ao rosto e pôde observar o sangue que escorria no seu braço.

- Veja, meu filho, o que você fez comigo! Quem faz isso com uma mãe merece ser castigado.

Raquel foi até o baú, pegou um pacote de lã de algodão e colocou sobre o corte na tentativa de estancar o sangue. Decorridos alguns minutos ela olhou para o filho e falou carinhosamente.

- Venha, meu filho... Seu jantar está na mesa. 

No dia seguinte, quando a claridade alaranjada que lentamente iluminava o céu começou a surgir, Raquel já estava de pé varrendo o terreiro da casa. A vizinha, por nome de Nazaré, que também tinha a mania de varrer a frente da sua residência antes do nascer do sol, ao avistar sua amiga com um pano amarrado na cabeça cobrindo parte do rosto, se aproximou com uma saraivada de perguntas:

- Dona Raquel, o que houve? Feriu-se? Andou caindo? Escorregou no banheiro? E aqueles gritos de Rafael ontem à noite? O que foi que aconteceu minha amiga? Conte mulher...!

- Nada não comadre Nazaré. – Falou Raquel com muita calma – Lembra daquele sinal de carne bem grande que eu tinha no rosto? Por descuido, enganchei o danado no punho da rede e não é que cortou certinho... Quase morri minha comadre, esvaída em sangue... Ainda bem que meu filho Rafael estava em casa!

Do livro: Dez Contos & Cem Causos - Ivan Pinheiro.
Fotos ilustrativas.

UFERSA ASSU

Conselho universitário da Ufersa aprova Campus Assu vocacionado a área de Ciências da Saúde

A criação do Campus da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) em Assu foi aprovada na manhã desta segunda-feira, dia 18 de novembro, na 24ª Reunião Extraordinária do Conselho Universitário (Consuni), presidido pelo reitor José de Arimatea de Matos. Esta será a quinta Unidade da Ufersa, que já funciona na cidade de Angicos, Caraúbas, Pau dos Ferros e o Campus Central em Mossoró.

O novo campus construído em Assu terá sua atividade vocacionada a cursos na Área de Ciências da Saúde, iniciando seu funcionamento com 60 vagas para o curso de Medicina, já aprovado pelo Ministério da Educação através do Plano de Expansão do Ensino Médico – o Programa Mais Médicos.

As obras de construção da nova unidade começam em 2014, visto que o Governo Federal já assegurou recursos na ordem de R$ 28 milhões. De acordo com o cronograma do projeto, a primeira turma de graduandos em Medicina na Ufersa Assu deverá ingressar em 2016 com 30 alunos; no ano seguinte serão ofertadas mais 30 novas vagas.

Paralela a toda tramitação até a aprovação do curso, os esforços para viabilizar a Unidade se intensificavam. O Campus da Ufersa em Assu será construído em uma área de 20 hectares. A prefeitura do Assu já garantiu reserva orçamentária para mobilidade urbana.

A nova Unidade será dotada de estrutura com biotérios, sala de aula, sala para professores, laboratórios, auditórios, acervo bibliotecário e recursos humanos com 60 Docentes e 30 Técnicos-Administrativos.

Postado por Alderi dantas com informações da Assessoria de Comunicação da UFERSA.
Não me Peçam Razões...

Não me peçam razões, que não as tenho, 
Ou darei quantas queiram: bem sabemos 
Que razões são palavras, todas nascem 
Da mansa hipocrisia que aprendemos. 

Não me peçam razões por que se entenda 
A força de maré que me enche o peito, 
Este estar mal no mundo e nesta lei: 
Não fiz a lei e o mundo não aceito. 

Não me peçam razões, ou que as desculpe, 
Deste modo de amar e destruir: 
Quando a noite é de mais é que amanhece 
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago















Não me Peçam Razões...

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem 
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.
José Saramago

As boas de Chico Dias

1 - Francisco de Medeiros Dias ou simplesmente Chico Dias (ele é cearense de nascimento e assuense por opção e escolha). Chegou no Assu ainda adolescente, onde construiu boas amizades. Foi líder estudantil, dirigiu o Grêmio do Ginásio Pedro Amorim, da então CNEG, e candidatou-se a vereador em várias eleições. Pena que não obteve sucesso. Pois bem, Ronaldo Ferreira Dias era potiguar de Lages e morou algum tempo na terra assuense. Ele era boa gente, mais era muito sisudo, cara fechada mesmo. A convite do presidente Figueredo, Ronaldo candidatou-se a deputado federal, salvo engano, nas eleições de 1978, pelo PDS do Rio Grande do Norte. Começo de campanha ele foi ao Assu se entender com Chico Dias, seu primo e amigo, para apoiá-lo. Negócio acertado, propaganda (santinhos) entregue a Chico, Ronaldo retornou a Brasília onde era alto funcionário do senado da república. Daquela capital telefonou, dizendo: Chico, como vai a aceitação do meu nome por aí? Rapaz, eu saí de casa com mil santinhos seu e voltei com dois mil! Respondeu Chico na horinha.

(Em tempo: Ronaldo Dias naquela eleição somente com o seu voto seria primeiro suplente de deputado federal. Assumiu o mandato durante uns seis meses em razão da morte do deputado Djalma Marinho. Obteve naquela eleição pouco mais de mil votos).

2 - O povo assuense passou uma época em polvorosa e aflita. Pessoas de bem eram assassinadas naquela cidade por qualquer futilidade. Pois bem, Chico Dias em 1982, perdera na morte certo amigo e eleitor. Na hora da última despedida, no cemitério da cidade de Assu, foi ele, Chico, se despedir do amigo, dizendo assim: Meus amigos, estão matando gente nesta cidade por qualquer futilidade. Ocorre, que o réu vai a julgamento, alega legítima defesa e é absolvido". E foi mais adiante na sua fala de sentimento e de revolta, para risos dos circunstantes: Legítima defesa uma porra!"

3 - Chico Dias (não quero com essa estória, absolutamente denegrir a sua imagem, não. Ele é meu amigo e este fato ocorreu há uns trinta anos atrás). Pois bem, inadimplente com o Banco do Brasil, agência de Assu, Chico foi surpreendido pelo gerente daquela casa bancária, que lhe disse abusivamente, ao vê-lo na fila do caixa: "Seu Francisco, o senhor está com um título atrasado com este banco e, se não for quitado daqui a quarenta e oito horas eu vou registrar seu nome no CADIN!" Chico não se fez de rogado: Seu gerente, pois diga a seu CADIN que pague a minha conta!

Fernando Caldas 

INSPETOR CABRAL PEDE DUPLICAÇÃO DA BR 304

Roberto Luiz Bezerra Cabral chefe do setor de comunicação da Policia Rodoviária Federal, fez um apelo durante entrevista na inter TV Cabugi, para que se duplicasse a BR 304, considerando o trecho Natal/Mossoró como um dos pontos que mais acontece acidente de trânsito no estado.
Inspetor Cabral falou da imprudência rotineira dos condutores de veículos, associado ao vicio do alcoolismo, como fatores determinantes por tanta tragédia nas estradas.
Lamentou que neste feriadão, Carnaubais tenha sofrido a perda de 4 jovens universitários, preocupado com tantas mortes, revelou que uma BR trafegada como é a 304 não pode mais permanecer em faixa única, sendo preciso sua imediata duplicação, como forma de minimizar os acidentes com vítimas fatais, assim concluiu a entrevista o inspetor carnaubaense.

Aluízio Lacerda


Entenda o que é o Novembro Azul e a importância do exame preventivo contra o câncer de próstata. O senador Eduardo Amorim, que também é medico, fala sobre o assunto: http://bit.ly/1edFsKL


UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO