sábado, 25 de janeiro de 2014


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Deus no comando, amigo Waldi. Sucesso no seu tratamento.

Fernando Caldas

HISTÓRIA DO ASSU


Economia Primária do Assú - Parte II

Pesca
             
A pesca do curimatã (foto ilustrativa), da traíra, do piau, da piranha ou do tucunaré supria de proteínas os moradores do Vale do Assú desde a ocupação indígena. A região foi sempre privilegiada com três grandes reservatórios naturais: O rio Piranhas/Assú, Lagoa do Piató e Lagoa de Ponta Grande, todos com peixes em abundância. Umverdadeiro “porto seguro” para os habitantes. Prova disto é que o acampamento principal do rei Janduí – chefe dos Tapuias Janduís - estava localizado a menos de dois quilômetros do Rio Assú, aproximadamente seis quilômetros da Lagoa do Piató e cerca de 20 quilômetros da Lagoa de Ponta Grande, que os asseguravam a alimentação e água potável durante todo o ano, até mesmo nos períodos de estiagens.

“... Esses índios resistiram à invasão do seu território, dos seus rios, florestas e de toda sua paisagem de caça, pesca e de sobrevivência ocupada pelos colonizadores de origem portuguesa. Essa luta é articulada pela Confederação dos Cariris, que deve ter sido realizada em torno de 1670.” (Felipe, 2002; 08).

O cronista Barleu informa que quando trovejava e soprava fortemente o vento, havia uma abundantíssima pescaria lagoa Bajatagh (Piató), próxima ao local onde existia o acampamento principal do rei Janduí, em Assú/RN.

“... Os peixes eram tão gordos que dispensavam o uso de gorduras para o seu preparo. Marcgrave descreve que o Bajatagh (Piató), nos meses de março e abril recebia o transbordamento do rio Otschunog (Assú), mal conseguindo as mulheres da tribo transportar todo o peixe pescado, para o acampamento”.(Medeiros Filho, 1984; 60)

Além do Piató, a pesca também foi praticada, como base alimentar, pelos Janduís e posteriormente pelos colonizadores, no rio Piranhas/Assú e nas lagoas de Ponta Grande (Ipanguaçu), Queimado (Pendências) e em outros pequenos reservatórios naturais e temporários.   

O tempo foi passando e com a colonização veio a exploração pesqueira. Inicialmente para o consumo. Depois, através da troca e venda o pescado foi surgindo economicamente no cenário da região.

“Da Pesca – É de alguma importância a pesca neste município, não só na costa como em suas principais lagoas.
Na costa pescam-se – garopas, serras, camoropins, pescadas, cações, cavalas, charéus, galos, biquaras, pampos, bagres, agulhas, etc.
O município faz exportação de agulhas para o visinho estado do Ceará.
Nas lagoas pescam-se – traíras, curimatãs, piaus, piranhas, coros, pirambebas, cascudos, cangatis, etc”. (A. Fagundes, 1921; 61).

O potencial hídrico do Assú, sobremaneira o da Lagoa do Piató - maior reservatório natural do Estado, até os anos setenta (do século passado), foi o principal ponto de apoio para a pesca. Está localizada entre as coordenadas geográficas de 37º longitude, WG e 5º 30’ latitude Sul. É uma lagoa relativamente grande para as poucas precipitações pluviométricas caídas na região, que em média são inferiores a 650 mm/ano. Durante a cheia, esta lagoa tem, aproximadamente, 18 quilômetros de extensão, 2,5 quilômetros de largura e 10 metros de profundidade (máxima); constituindo-se, portanto, em potencial hídrico de enorme relevância para a economia, além de proporcionar uma bela paisagem. (Almeida, 1993; 17).


Após a construção do Açude do Mendubim e da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, o Assú se constituiu basicamente em uma ilha - cercada de águas por todos os lados. Atualmente é a cidade norte-riograndense que concentra o maior volume de água doce. Por conseguinte, o pescado não poderia deixar de ocupar lugar de destaque em sua economia. 

A MAIS LINDA CAMPANHA POLÍTICA DA HISTÓRIA DO ASSU - 1976

Músicas, Parodias e modinhas que arrastavam multidões e encantavam a gentinha da cidade do Assú.


Manuca.


Depois de perder a prefeitura para Valter Leitão, Olavo Montenegro trás seu jovem filho para ser candidato a prefeito. O partido jovem assim como era conhecido nos anos 70 o MDB, hoje PMDB, deixou marcas de saudade na política do Vale do Assú. Olavo homem destemido, corajoso, amigo dos amigos, era um orgulho para seus seguidores, hoje os políticos só pensam em si, e os eleitores que se danem, quem é bom hoje, amanhã não presta, quem era o ruim passa ser o bom. É lamentável essa miscelânea e partidos, cada um querendo criar um partido para tirar proveitos próprios, é assim a política de hoje.


Por onde Santarém passava arrastava multidões.

Voltamos a 76, Olavo trás para o Assú um carro de som com cornetas americanas, grande novidade na época, um Veraneio amarela com um grupo musical chamado Santarém que arrastava multidões pelas ruas da cidade com galhos, bandeiras e lenços verdes em passeatas memoráveis e inesquecíveis.


Imagem ilustrativa - Passeata dos Bacuraus.

A partir de hoje, Ipanguaçu do Bem vai relembrar com você as letras dessas músicas da campanha de Manuca para Prefeito do Assú. Vamos começar relembrando aonde tudo começou na casa do saudoso João Batista Montenegro na Rua Manuel Montenegro. Hoje vamos deixar varias letras de paródias que iniciaram a campanha de Manuca.



Foi na casa de Batista/ Que o partido programou/ Mais uma passeata/ Pra dizer ao fechador/ que o povo do Assú/ Adormeceu, mas acordou/ vamos votar em Manuca/ Candidato do amor.

Refrão: Todo mundo unido está/ de mãos dadas, gritando nas ruas/ Manuca vai governar (bis).

2° Música “A favela”, paródia (saudade).

Refrão: Saudade ou, saudade/ Saudade da capital ao sertão/ Saudade é o grito do povo/ A espera que volte de novo/ O cigano de lenço verde na mão.

Henrique é o mensageiro/ da voz que silenciou/ Olavo apresenta Manuca/ Candidato do amor/ João Batista guerreiro forte/ Da Zona Norte, da Zona Sul/ Abraça a gloriosa cidade do Assú.



Olavo manda agora/ O filho em seu lugar/ todo Vale do Assú/ Vai com ele votar/ Será Manuca um Prefeito legal/ E seu pai ficar lutando, na Assembléia Estadual.

Fizeram cartas, piadinhas e tudo mais/ Porem Olavo é bamba/ E passou tudo pra trás/ No dia 15 em Manuca eu vou votar/ E Olavo vai voltar para Assembléia Estadual.

4° Hino do MDB: O Partido Jovem

MDB, MDB, MDB/ O povo agora vota certo com você/ MDB, MDB, MDB/ O povo vota certo com você.

Fiscalizar o governo é o papel da oposição/ E politizar o povo, engrandecendo a nação/ Pensando em liberdade, o leitor deve escolher/ Todos os candidatos da legenda MDB.

5° Música “Filho da Veia”, paródia (Sou MDB)

Sou MDB, você sabe porque/ É o MDB, que está com você/ Quem quiser que acredite, ou então deixe de acreditar/ Que o MDB é um partido pra frente/ E em Manuca nós vamos votar/ Assim desse jeito, não tem fechador que se aguente/ Vamos de mãos dadas seguindo em frente/ Jogar o fechador no fundo do mar.

No próximo Sábado mais letras da campanha de Manuca para você recordar.

Você lembra dessa campanha, das músicas, das passeatas, então deixe seu comentário.

Postado por IPANGUAÇU DO BEM

POESIA

No dia 04 de agosto de 1967, numa mesa solitária de um bar, RENATO CALDAS escreveu:
Reflexão de um bêbado

Eu estava tão só! E, tão vazio,
Necessitava fugir daquele estio
Que estorricava a minha solidão!
O inverno demora; vou buscá-lo,
Sei bem onde está, vou procurá-lo
Numa mesa de bar ou num balcão.

O inverno desceu... Rolaram as águas,
Inundaram e arrastaram minhas mágoas!
Em minh’alma brotaram novas flores.
A chuva demorou para castigo,
As rosas que meu peito deu abrigo
Transformaram-se em espinhos agressores.

... Os momentos felizes são tão poucos!
Ditosos os que vivem como loucos,
Ao léu da sua própria condição...
Considero uma grande iniquidade
Ir me encontrar com a felicidade
Numa mesa de bar... Ou num balcão. 
ANIVERSARIANTE DO DIA

"Aniversariar é um capitulo a mais que se escreve no livro da vida", com esse pensamento parabenizamos o escritor Ivan Pinheiro Bezerra emérito contador de causos da saga cultural regionalista, meu ex-companheiro de turma na UERN, atualmente ocupando a chefia de gabinete do deputado George Soares.
Ivan Pinheiro tem no seu semblante a leveza das palavras e da expressão, gente fina e bem relacionada, cuja data é uma ponte de satisfação das suas amizades no longo caminho que haverá de trilhar com sucesso no seu conceituado espaço: Assu na Ponta Língua.... Mil felicidades amigos e que tudo de bom se repita a cada ano!

Por Aluízio Lacerda

Do blog Fernando Caldas: Parabéns, velho amigo e conterrâneo, assuense de boa qualidade, Ivan Pinheiro.

Fernando Caldas

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O imortal assuense Rômulo Chaves Wanderley


Rômulo Wanderley (1910-1971) era assuense da gema. Escreveu uma das primeiras antologias dos poetas potiguares, intitulada "Panorama da Poesia Norte-Rio-Grandense", 1965. Rômulo estudou no Grupo Escolar Ten. Coronel José Correia, de Assu, Colégio Santo Antônio e no Atheneu Norte-Rio-Grandense (da rua Junqueira Aires), de Natal, bem como no Colégio Osvaldo Cruz, do Recife e depois fez o curso de direito pela importante Faculdade de Direito, daquela capital pernambucana. Foi promotor público. Teve o privilégio de ter sido contemporâneo de Demócrito de Souza, que tombou morto numa concentração política, na cidade do Recife. Ainda nos seus tempos de Assu, fundou o jornal "O Bentivi". Em Natal foi professor, exerceu a profissão de jornalista, bem como foi auxiliar dos governadores José Varela e Aluízio Alves. Junto com Câmara Cascudo fundou a Academia de Trovas do Rio Grande do Norte. Era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Wanderley colaborou literariamente no jornal Tribuna do Norte, de Natal (coluna intitulada Crônica da Manhã). Antes, teria sido redator dos jornais A República, O Diário e depois Diário de Natal, além de A Notícia, daquela terra natalense. Por sinal, a escritora assuense de Lavras Maria Eugênia, já falecida, primeira mulher a assumir a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras foi quem assumiu a cadeira deixada por ele, Rômulo Wanderley, em 1971. Ezequiel Fonseca Filho no seu livro Poetas e Boêmios do Açu, 1984, depõe que em 1950 aquele vate assuense se encontrava no Rio de Janeiro, onde escreveu o amoroso poema adiante:

Seria para mim uma ventura rara
Se o Destino, ficando mais amigo,
Deixasse-me contigo
Viver tranquilamente, o nosso amor
Sob e edênico esplendor
Do céu da Guanabara.

Céu azul, que recorda o Norte do Brasil,
E, às vezes, as manhãs da fria Escandinávia...
E como um artista apaixonado, eu traçaria
O teu gracioso perfil
Junto a pedra da Gávea.

Depois,
Bem felizes os dois,
Inebriados diante da paisagem,
E ardendo ao calor deste profundo amor,
Cairíamos febris, em frente ao mar,
Para amar...
Para amar...

Fernando Caldas
(Fonte: Poetas e Boêmios do Assu)
Esta demora em anoitecer.
Com olhar faminto
devoro as horas em vão
prisioneira do tempo.
Os dias passam
velozes 
como nuvens
em dias de tempestade.
Sinto ir embora tanta poesia
nos silêncios do dia
pela janela alta
nuvens e fumaça
lirismo e limalha
em círculos vazios de fumaça.
Anseio por nossos instantes
a minha palavra
é quase nada
mas este sentimento
é tudo.
Lá fora a liberdade
do céu caiem gotas luminosas
cobrindo o chão de cor e luz.
O prenúncio de dias melhores.
Recordações
de um tempo de paz
o coração
a acalmar sua fúria
nas horas de solidão.
Firmo-me na tua existência
pois acalma o meu coração
reminiscências de cada momento vivido.
Sofro pela distância.
Nosso eterno enraizar
torna-se belo e calmo
nas noites frias, sem luar
fico horas a lembrar.
Olho teu retrato
tatuado
na janela da lembrança.
Ainda sinto na pele
o beijo
do meu amado

Cristina Costa

Ministro mantém Rosalba no cargo

Publicação: 24 de Janeiro de 2014 às 18:13

Maria da Guia Dantas - repórter
O ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu a liminar em favor da governadora Rosalba Ciarlini. A decisão saiu às 19h07 (horário de Brasília), 18h07 (Natal).

Com isso, a defesa de Rosalba Ciarlini conseguiu evitar a posse do vice-governador Robinson Faria, marcada para amanhã, às 9h30.

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.