- O pré-candidato a presidente da república Pastor Everaldo Pereira, PSC - Partido Social Cristão, com 3% de intenções do votos conforme última pesquisa do IBOPE, estará em Natal amanhã, 28, participando das manifestações do anúncio da candidatura do deputado federal Henrique Eduardo, ao Governo do Rio Grande do Norte, nas próximas eleições. Naquela ocasião pastor Everaldo irá se posicionar favorável a chapa de Henrique Alves ao governo da terra potiguar.
Fernando Caldas
Do UOL, em Brasília
- Luis Macedo/Agência Câmara
Relator Alessandro Molon (de braços levantados e gravata cinza) comemora com outros deputados a aprovação do Marco Civil da Internet: foram 17 votos a favor e um contra, do PPS
O relator e deputado Alessandro Molon (PT-RJ) comemorou e disse que o resultado da votação foi "um gol de placa". "A vitória é da população brasileira, do Congresso Nacional e do governo federal, que sai daqui com um gol de placa marcado para o Brasil, para o bem do Brasil. Um gol a favor do Brasil".
Foram 17 votos a favor e um único contra: do PPS (Partido Popular Socialista).
"A neutralidade é tão falada e eles dizem querer garantir, mas dão à presidente da República o poder de degradar e definir o tráfego da rede [via decreto]. Como representante do MDB, que lutou tanto contra o regime militar, precisamos aqui nos lembrar que a liberdade tem de ser garantida. Precisamos derrotar este projeto do Marco Civil da Dilma [a presidente Dilma Rousseff] e do PT, que querem acabar com a liberdade da rede", disse o deputado Roberto Freire (PSS-SP).
O projeto equivale a uma "Constituição", com os direitos e deveres dos internautas e empresas ligadas à web. No ano passado, depois das denúncias sobre espionagem nos EUA, o governo federal enviou pedido à Câmara para que tramitasse em regime urgência constitucional (como não foi votado, passou a trancar a pauta).
A votação do projeto vinha sendo adiada há pelo menos dois anos, principalmente por causa de pontos considerados polêmicos. Recentemente, o marco passou a fazer parte do desentendimento entre o governo e partidos insatisfeitos do chamado "blocão". O mais ferrenho opositor do projeto era o PMDB, que discordava de pontos como a neutralidade da rede (ela garante que empresas de telecomunicações não vendam pacotes com discriminação do tipo de conteúdo acessado pelo internauta).
No decorrer dos anos, houve muitas mudanças no texto – fruto de consultas públicas e de discussões do relator com diversos partidos. A aprovação desta terça teve como base as alterações mais recentes apresentadas por Molon.
"Entendemos que não estamos produzindo o regulamento ideal. Minha
concepção pessoal é que seria melhor não ter regulamento para a
internet. Mas o PMDB vai acompanhar os demais partidos e votar a favor
do Marco Civil com essas modificações feitas pelo relator", afirmou o
deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, pouco antes da votação.
A principal mudança está ligada à neutralidade da rede: o novo texto visa restringir os poderes do decreto que vai regular as exceções da neutralidade (a oposição entendia que, da forma como estava, a presidente Dilma Rousseff teria muito poder nas mãos). Pelo novo texto, essa decisão não ficará só a cargo da presidência, mas também de outras instituições: CGI (Comitê Gestor da Internet) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
De outro, estavam os provedores de internet (como UOL, Terra, IG e Globo): eles defendiam que esses planos com conteúdo pré-definido limitam a liberdade do usuário e impedem que novas empresas de conteúdo digital ganhem espaço no mercado.
Por padrão, alguns dados têm prioridade no tráfego: é o caso dos pacotes VoIP (voz sobre IP), que precisam chegar rapidamente em sequência para que a ligação faça sentido. Já no caso de um e-mail, um pequeno atraso não teria impacto tão negativo. Mas a neutralidade quer impedir interferências que limitem a oferta de conteúdo.
A principal mudança está ligada à neutralidade da rede: o novo texto visa restringir os poderes do decreto que vai regular as exceções da neutralidade (a oposição entendia que, da forma como estava, a presidente Dilma Rousseff teria muito poder nas mãos). Pelo novo texto, essa decisão não ficará só a cargo da presidência, mas também de outras instituições: CGI (Comitê Gestor da Internet) e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Relator do Marco Civil explica mudanças no texto do projeto
A nova versão também excluiu o artigo que previa a obrigatoriedade de
empresas estrangeiras instalarem no Brasil seus datacenters (centros de
dado para armazenamento de informações). Em contrapartida, fortaleceu o
artigo que determina o cumprimento, por parte de empresas estrangeiras
de internet, da legislação brasileira mesmo quando não estão instaladas
no país.
Em ajustes feitos anteriormente, o relator do projeto ressaltava que poderia atender às reivindicações, desde que elas não ferissem o que chama de "três pilares" do Marco Civil. São eles: a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede.
Em ajustes feitos anteriormente, o relator do projeto ressaltava que poderia atender às reivindicações, desde que elas não ferissem o que chama de "três pilares" do Marco Civil. São eles: a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede.
Neutralidade
A neutralidade propõe que o responsável pela transmissão do conteúdo
deve tratar de forma igual quaisquer pacotes de dados, sem distinção por
conteúdo, origem e destino.
De um lado nessa batalha
ficaram as empresas de telecomunicações, que reivindicam o direito de
vender pacotes fechados de internet (como planos para celular que
limitam acesso a redes sociais e sites pré-determinados). Durante os
embates, Eduardo Cunha chegou a dizer que este princípio poderia encarecer o acesso dos brasileiros à internet. De outro, estavam os provedores de internet (como UOL, Terra, IG e Globo): eles defendiam que esses planos com conteúdo pré-definido limitam a liberdade do usuário e impedem que novas empresas de conteúdo digital ganhem espaço no mercado.
Por padrão, alguns dados têm prioridade no tráfego: é o caso dos pacotes VoIP (voz sobre IP), que precisam chegar rapidamente em sequência para que a ligação faça sentido. Já no caso de um e-mail, um pequeno atraso não teria impacto tão negativo. Mas a neutralidade quer impedir interferências que limitem a oferta de conteúdo.
Entidades
da sociedade civil protestam com faixa durante sessão de votação do
marco civil da internet, no plenário da Câmara dos Deputados, nesta
terça-feira (25). A Câmara dos Deputados aprovou hoje o projeto do Marco
Civil da Internet, que trancava a pauta desde 28 de outubro, impedindo
outras votações em sessões ordinárias. O texto segue agora para o Senado
e, se não sofrer modificações, vai para sanção presidencial Leia mais Joel Rodrigues/Frame/Estadão Conteúdo







