A Farmácia Potengi, se não é a mais, pelo menos, uma
das mais antigas da cidade de Assu, ainda hoje funcionando, então de
propriedade de João Branco (apelido), já falecido. “Pirulito" (também já falecido) era o
apelido do competente balconista daquela drogaria que, pela
experiência que tinha, indicava o remédio certo para qualquer enfermidade. Pois
bem. Certa vez, chegou um senhor naquela farmácia, acometido por uma crise de hemorroida. O freguês foi direto ao assunto: "Seu João. Eu quero um remédio pra hemorroida!" João Branco respondeu: "Amigo. Só com Pirulito." O cliente interpretou diferente e esbravejô na horinha: "Soque você, seu filho da mãe."
sexta-feira, 4 de abril de 2014
por: Conrado Carlos
Garotas de programa revelam o que esperam dos gringos na Copa do Mundo em Natal
Apesar da concorrência, uma delas garante que, em 'mês bom', chegam a faturar entre 8 e 10 mil reais
Conrado Carlos
Editor de Cultura
Na tarde desta última quinta-feira (3), curioso para saber o que as garotas de programa esperam da Copa do Mundo, entrei em um site para conseguir uma entrevista. Diante do anúncio de que chegarão milhares de turistas por estas bandas, daqui a pouco mais de 70 dias, a classe profissional mais antiga do mundo movimentará uma quantia incalculável na festa armada por franco-suíços. Portanto, ouvir mulheres que representam parte da cultura nacional faz sentido, sobretudo por desconfiarmos que a promessa de que teremos algo a oferecer, em termos de estrutura e organização, será descumprida. Nosso maior atrativo será a esbórnia tropical, e não há gritaria governamental que mude isso. Ao todo, liguei para treze números, e posso garantir que a coisa foi difícil, com direito a desligadas na cara e algumas respostas sugestivas. “Estou no quarto trabalhando, me respeita”, disse Ellen Minerato. “Não estou podendo falar agora”, soltou Victória Prado. E por aí foi. Até que Fernanda e Ana Flávia me salvaram e abriram o jogo (com todo o trocadilho possível). Em lados opostos do campo, uma paraibana e uma pernambucana bateram bola sobre o que esperam dos ‘gringos’.
Digamos que os dados pessoais expostos a seguir sejam verdadeiros. Pois se ambas estavam desconfiadas de lá, eu também estava de cá. Fernanda informa em seu perfil no site de acompanhantes que tem 22 anos, mas ao telefone confessou ter 29. Ela passará uma curta temporada em Natal (até semana que vem), onde pretende encher o bolso com os R$ 400,00 cobrados por cada rodada de prazer. “Na verdade, não tenho expectativa alguma. Estrangeiros nunca foi meu foco. Não digo todos, mas a maioria deles é sujo e acha que somos bestas. Muitos são pobres em seus países, mas aqui pensam que são ricos e que podem nos humilhar”. Com 1,64m e 58kg, a recifense malha de três a quatro vezes por semana e recebe cerca de 50 ligações por dia. “Mas isso não quer dizer que tudo vira programa. Faço uns três ou quatro por dia. Depende da época. Cheguei a fazer seis por dia. Foi meu máximo”. Na iminência de concluir o curso de direito, juntar dinheiro para, no próximo ano, montar o próprio negócio é sua meta. O cansaço venceu, após nove temporadas de libertinagem. “Só que muitas amigas minhas acham que vão ganhar muito dinheiro [com a Copa]”.
Sem falar outro idioma, como taxistas e a turma dos bares e restaurantes despreparados para o evento esportivo de junho que vem, e dona de uma franca antipatia por estrangeiros, Fernanda diz que a concorrência aumentou e que optou por trabalhar em horários menos traiçoeiros, por medo da violência. “Hoje está mais concorrido, apesar de que os preços aumentaram. Mês bom eu consigo fazer R$ 8mil, R$ 10 mil. Poderia fazer mais, só que eu seleciono com quem eu saio. Se o cara falar pornografia na ligação ou demonstrar que está bêbado ou drogado, eu não saio”. Seu expediente começa às 10h e termina à meia-noite. “Não trabalho de madrugada, nem de manhã cedo” – horários em que a razão pode ir para o espaço, nos mais volúveis ao álcool e aos entorpecentes. “Estamos aqui para realizar fantasias, mas tem limite”. Com ela, a chance de viver o conto de fadas e ir morar no exterior é zero. Como boa profissional do sexo, se envolver emocionalmente com clientes é raro, nada que comprometa a ideia de abandonar os serviços na alcova. “Tive só umas duas ou três paixonites, mas passou rápido”.
Se a fluência em língua inglesa, italiana ou espanhola fará falta, a ‘retórica do amor’ sai fácil da boca de Ana Flávia. Ciente de que o mercado do sexo paulista espera ter um aumento de até 60%, a morena de Campina Grande acredita que o mesmo acontecerá em Natal, onde reside desde dezembro passado. “Com certeza vai melhorar. Essa agonia toda na cidade, com esse trânsito horrível, será recompensada com muito dinheiro que eles [turistas] deixarão”. Com 27 anos de idade e três de profissão, abrir os braços para europeus e norte-americanos é corriqueiro, e um novo cálculo para o cachê (omitido no site) começou a ser feito. “Eu adoro estrangeiro. Já sai com alemão, francês, italiano, de todo lugar. Sempre fui muito bem tratada, com respeito e carinho. Comigo não tem isso. Pode ser preto, branco, de todo jeito” – nos extremos das etnias das seleções que jogarão na Arena das Dunas, temos africanos e japoneses, com os míticos libertinos das Ilhas Gregas de reserva. Para demonstrar seu apego aos forasteiros, Ana Flávia tem um projeto de morar na Espanha, em 2015.
Enquanto Natal, típica cidade turística brasileira, pouco investiu na capacitação idiomática das pessoas que atuam no ramo, São Paulo, acostumada com o grande fluxo de farristas durante o Grande Prêmio de Fórmula 1, por exemplo, vê casas noturnas incrementarem seu atendimento com aulas de inglês para as meninas. Frases como “Do you do anal?”, “Yes, but I charge a plus” (“Você faz anal?”, “Sim, mas cobro um extra”) ou “Please, take a shower” (Por favor, tome um banho) correm soltas, em meio à negociação de valores. Para Ana Flávia, técnica em enfermagem em dupla jornada, é como no futebol, em que ter o português como a única forma de comunicação passa longe de ser um problema. O importante é ser bom de bola e assimilar os sinais. “Nunca deixei de sair com alguém por não saber inglês ou outra língua. Na hora H, damos um jeito e a coisa acontece normalmente”. Com a liberação de bebidas alcoólicas nos estádios e no entorno, e a felicidade estampada na cara de todo habitante de uma região fria no instante do desembarque nas zonas quentes e úmidas Equador abaixo, o legado da Copa para as garotas de programa parece garantido.
Fonte: jornaldehoje.com.br
POUCAS E BOAS DO POVO ASSUENSE
(As estórias adiante, escritas pelo autor deste blog, foram
publicadas no jornal Tribuna do Norte (coluna Artigo) de Natal, edição de
30.12.1997, através do escritor potiguar Valério Mesquita). Vamos conferir para
o nosso deleite:
"Neste final de ano desejo homenagear a cidade de Assu, através do Fernando Caldas, autor de "Tiradas e Boutades", do povo assuense.
João Chau era um famoso músico que animou muitos bailes memoráveis para a sociedade assuense, dos anos quarenta e cinquenta. Era um exímio tocador de clarinete saxofone. Conversando entre amigos na calçada da prefeitura, cada um dos presentes querendo ser honesto mais do que o outro, João saiu-se com essa: "Eu não devo a filho da p... nenhum!" Naquela hora se aproximava daquela roda amistosa Francisco Assis da Cunha – Chico Pacaré, veterano agiota, para lhe fazer uma cobrança. João, ao vê-lo se aproximar, remendou a conversa, dizendo: "Eu só devo a compadre Chico Pacaré, mas o dinheiro tá escutando a conversa!"
(Esses causos adiante, também estão publicados no jornal Tribuna do Norte, edição de 9.9.1997, por intermédio de Valério Mesquita, na coluna Artigo daquele conceituado jornal). Vejamos:
"De Fernando Caldas, assuense da gema, recebi o seu livro "Tiradas e Boutades", do povo assuense. Extraí três "causos" entre tantos do folclore e do humor da terra de Ronaldo Soares. Parabéns Fernando".
Cícero de Padre" é agricultor e criador. Sua idade se aproxima uns setenta anos bem vividos. Cícero é daquele tipo durão, homem rude do sertão. Pois bem, certo dia, de manhã cedinho, final de uma longa farra, Cícero fora ao Mercado Público da cidade. Um amigo lhe perguntou curiosamente: "Cícero de Padre de onde você vem a essa hora?" "Do cabaré!" Respondeu Cicero curto e grosso. "Mas, rapaz você tá ficando doido, cuidado com a AIDS! Advertiu o amigo. "Besteira "home", eu tomo uma bezetacil e pronto!"
Oscar Fernandes ou "Oscarzinho" como é conhecido na cidade de Assu, hospedou-se no (anos sessenta) no Palace Hotel, de Mossoró. Ao se aproximar da recepção daquela luxuosa hospedaria perguntou a recepcionista: "Moça, aqui tem muriçoca?" - "Tem umas três ou quatro" Respondeu aquela atendente. De manhã cedo Oscarzinho se dirigiu a recepção daquele hotel para pagar a conta. A moça perguntou-lhe: "Seu Oscar. Como passou a noite? E as muriçocas?" Oscarzinho respondeu: "As três ou quatro que você me falou eu matei! Só não contei as que vinham pro enterro!"
O ex-vereador Carlos Barromeu da Silva (Carmelito) gosta de jogar cartas (baralho). Tenho por ele uma grande admiração pelo seu espírito fraterno. Ele foi vereador no meu tempo. Presidindo aquela câmara dos vereadores, lembrei-me de fazer com ele uma presepada no momento em que dormia na sua cadeira em dia de sessão legislativa. "Carmelito ás de copa!" O vereador assustado e ainda sonolento, gritou: "bati, presidente!
Estão ainda publicadas - através daquele mesmo escritor potiguar de Macaíba - na tribuna do Norte, de Natal, edição de 17.11.1998, as seguintes estórias:
Fernando Caldas narra mais três tiradas assuenses. A primeira etapa conta que a então deputada Ivete Vargas, filha do ex-presidente da República Getúlio Vargas visitou o município de Mossoró, quando no exercício daquele mandato. Pois bem, Epifânio Barbosa era uma figura espirituosa, criador de gado, influente fazendeiro na região do Assu, proprietário da Fazenda Cruzeiro naquele município - ele é também o protagonista do livro (romance) intitulado "Lourenço, O Sertanejo", de autoria de Maria Eugênia. Pois bem, Epifânio organizou uma comitiva para ir até aquela cidade do oeste potiguar, conhecer Ivete. Chegando ao aeroporto uma multidão incalculável esperava aquela deputada. Epifânio com aquela sua habilidade que lhe era peculiar, logo conseguiu se aproximar daquela parlamentar, batendo forte com a mão em seu "bumbum", se auto-apresentando: "Deputada muito prazer. Epifânio Barbosa do Assu. Nunca bati na bunda de uma mulher pra não olhar pra trás".
A segunda se deu com Renato Caldas um dos maiores poetas populares do Rio Grande do Norte. Repentista dos melhores, a sua obra literária enriquece o folclore nordestino. Para fazer graça Renato não perdia as oportunidades que surgiam. Era ele, Renato, um boêmio autêntico. Estando em Natal, gostava de frequentar a Confeitaria Delícia, na Ribeira, tradicional bairro daquela capital e ponto de encontro de intelectuais, poetas, escritores, políticos e de figuras espirituosas como ele próprio. Certo dia, Renato encontrou-se naquela confeitaria com João Meira Lima que foi juiz de Assu, na década de sessenta. Meira perguntou ao vate assuense: "Como vai esse grande poeta e prosador?" Renato respondeu: "Da cintura pra cima, poesia! E da cintura pra baixo, prosa!"
O saudoso Ronaldo Ferreira Dias era importante funcionário do Senado Federal. Ele era norte-rio-grandense de Lages e tinha muita ligação no Assu, onde morou na sua adolescência. Nas eleições de 1982, candidatou-se a deputado federal a convite do presidente da República João Batista de Figuerêdo de quem era amigo. Ronaldo durante o período eleitoral foi a Assu e procurou o seu primo Chico Dias, figurar muita popular e querida naquela cidade. Naquele tempo Chico era candidato a vereador e Ronaldo conseguiu para que ele, Chico, fizesse a sua campanha naquele município e região. De Brasília (Ronaldo uma figura da boa convivência, porém muito sisudo, cara fechada) telefonou para o primo perguntando: "Chico como vai a aceitação do meu nome por aí?" E Chico respondeu: "Ronaldo, eu sai pelos bairros da cidade com mil fotografias suas (santinhos) e voltei com duas mil". E Ronaldo com uma votação de pouco mais de 1.500 votos, foi o segundo suplente, chegando a assumir a Câmara Federal em razão do falecimento do deputado Djalma Marinho. São coisas da política.
Fernando Caldas
CONDENADA POR MANDAR CORTAR O PÊNIS DO EX-NOIVO EM MG, MÉDICA É PRESA EM SP
Posted by Damiao Dantas × 4/02/2014 08:34:00 PM
Segundo a polícia, Myriam Priscilla de Rezende Castro, 34, preparava-se para ir ao trabalho quando foi presa na porta de um condomínio de luxo na cidade de Pirassununga (a 211 km de São Paulo). Contra ela, havia um mandado de prisão expedido pela Justiça no final do ano passado.
Segundo o delegado Rômulo Guimarães Dias, responsável pela prisão, ela reagiu de maneira tranquila à abordagem feita pelos policiais.
Myriam foi condenada em abril de 2009, mas não foi presa em razão de recursos impetrados por seu advogado. Em janeiro de 2013, a sentença transitou em julgado. A demora na expedição do mandado de prisão, segundo a defesa da médica, ocorreu porque o caso estava em Brasília, no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O órgão remeteu a decisão para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, por sua vez, remeteu à Justiça de Juiz de Fora.
O crime
Conforme a investigação, na época do rompimento feito pelo então noivo, a médica teria se revoltado, passando a ameaçar a vítima, que chegou a ter a casa e um carro incendiados pela mulher. De acordo com a polícia, ela é de uma família tradicional da cidade mineira.
Em seguida, com a ajuda do pai, atualmente com 76 anos, a médica teria contratado dois homens para praticar a mutilação no ex-noivo, de acordo com a polícia.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que, no dia do crime, o homem estava em companhia do irmão, que chegou a desmaiar após os acusados terem atacado a vítima.
"Os executores usaram uma faca para cortar o pênis do rapaz e fizeram questão de dizer que estava agindo a mando da ex-noiva e do pai dela na ocasião", segundo nota publicada pela assessoria de imprensa da polícia.
A vítima sobreviveu ao ataque e atualmente vive de maneira anônima, segundo a polícia. No processo, não há cadastro de advogados em nome dele.
Após o episódio, a médica se mudou para Barbacena (173 km de Belo Horizonte). No final de 2013, ao fim do processo e a consequente condenação por lesão corporal gravíssima, a mulher foi para Pirassununga, segundo a polícia.
Após a prisão, que contou com a participação de policiais de São Paulo, ela foi levada para Belo Horizonte. Conforme a assessoria, a condenada será transferida para Juiz de Fora.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Aromas pedidos
Aromas outrora perdidos,
Permeiam-me hoje com belas memórias
Resgatando no tempo o gosto de ti
Sorvo novamente teu cálice
Com sofreguidão e tesão!
Permeiam-me hoje com belas memórias
Resgatando no tempo o gosto de ti
Sorvo novamente teu cálice
Com sofreguidão e tesão!
Lentamente as curvas de teu corpo
São percorridas pelos meus dedos firmados
Arranhando tuas costas com deleite
Mordiscando teus seios ...
Sugando teus mamilos
São percorridas pelos meus dedos firmados
Arranhando tuas costas com deleite
Mordiscando teus seios ...
Sugando teus mamilos
O desejo carnal cega-me a alma,
Apela-me ao pecado louco!
Esqueço o purgatório da vida real
Lanço-me no inferno quente de teu ventre
Apela-me ao pecado louco!
Esqueço o purgatório da vida real
Lanço-me no inferno quente de teu ventre
Afundo-me com avidez no prazer
Ofereço-te meu falo que tragas
Enlouquecendo-nos de prazer!
Desvairados e ensandecidos.
Ofereço-te meu falo que tragas
Enlouquecendo-nos de prazer!
Desvairados e ensandecidos.
Abandonados nos delírios dos corpos suados
Em movimentos ritmados,
Fundimos dois corpos num,
Investindo delicadamente
Sentindo gemidos crescentes
Que apenas se calam
Com a explosão no auge da paixão!
Em movimentos ritmados,
Fundimos dois corpos num,
Investindo delicadamente
Sentindo gemidos crescentes
Que apenas se calam
Com a explosão no auge da paixão!
João Salvador – 18/01/2014
Insónias
Perco-me na insónia da noite
O sono desperta
Teu corpo
Esbelto …
Curvas delineadas
Apetitosas
Libertam impulsos carnais
Aquecem o sangue
Apagam-me a vontade de dormir
Transpiro …
Movimento-me
Viro-me para a direita
Gesticulo para a esquerda
Não adormeço …
Insónias …
Provocas-me insónias
Mulher!
Ama-me, possui-me!
Não me apoquentes mais
Não me mates de desejo
Ou então deixa-me dormir!
O sono desperta
Teu corpo
Esbelto …
Curvas delineadas
Apetitosas
Libertam impulsos carnais
Aquecem o sangue
Apagam-me a vontade de dormir
Transpiro …
Movimento-me
Viro-me para a direita
Gesticulo para a esquerda
Não adormeço …
Insónias …
Provocas-me insónias
Mulher!
Ama-me, possui-me!
Não me apoquentes mais
Não me mates de desejo
Ou então deixa-me dormir!
João Salvador – 20/03/2014
PERFIL DO ASSÚ EM 1920
Baseado no trabalho editado, em 1920, pelo historiador assuense Nestor dos Santos Lima a Festa dos Negros do Rosário era uma tradição cultural da época
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Das tradições locais, uma das mais curiosas era a Festa dos Negros, a 6 de janeiro de cada ano. O pessoal de cor tinha nesse dia o seu Sabbático: largava os trabalhos e reunia-se num dos arredores da cidade. Vestidos todos espalhafatosamente com roupas de ganga vermelha, tendo à frente um rei, que era sempre o Mestre Phillipe, entravam processionalmente no quadro e dirigiam-se à porta da Matriz, onde rendiam graças e expandiam-se em divertimentos próprios dos seus ascendentes africanos. Passavam, todo o dia e até pela noite, em diversões, sempre em boa ordem e sem resultados desagradáveis. Esse costume desapareceu com os últimos descendentes diretos da raça. (foto ilustrativa).
Postado por Ivan Pinheiro
http://assunapontadalingua.blogspot.com.br/
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.





