segunda-feira, 22 de junho de 2015

“RN ESTÁ PREPARADO PARA O HUB”, DIZ ROBINSON FARIA

22 de junho de 2015 — por O Potiguar
Neste final de semana o governador Robinson Faria escreveu em suas redes sociais que o Rio Grande do Norte está preparado para receber o Hub da TAM. No texto o governador fala sobre os incentivos que o estado oferece, além das forças que estão sendo somadas para a conquista do centro de conexões. Confira.
O que até bem pouco tempo era um termo distante para o Rio Grande do Norte virou sinônimo de esperança, empregos e geração de renda. A primeira vez que tratei sobre a instalação de um centro de conexões da TAM no Nordeste foi, ainda, no mês de fevereiro. Eu estava na sede da companhia em São Paulo para anunciar a redução do ICMS sobre o querosene de aviação e viabilizar as contrapartidas para o Estado. A redução do imposto era, há muito tempo, esperada pela cadeia produtiva do turismo. Foi assim que credenciamos o Rio Grande do Norte para a disputa do Hub.



“RN está preparado para o HUB”, diz Robinson Faria

Na última segunda-feira, não é exagero dizer que vivemos um momento histórico, de união de esforços políticos e empresariais, para atração dos investimentos na ordem dos R$ 3,9 bilhões de reais. A tradução mais rápida do que isso representa é a geração de até 12 mil empregos para o povo potiguar.
Um governo com o sólido propósito desenvolvimentista tem a marca do diálogo e da ação! O Governo do Estado já retomou a construção dos acessos ao aeroporto. O primeiro ficará pronto ainda no mês de dezembro de 2015. Vamos garantir novas isenções fiscais para os setores de alimentação e compra de aeronaves. Recentemente, estive com o presidente da Petrobras e cobrei a redução do QAV para as operações no RN. Somos produtores do combustível e não faz sentido repassar pelo mesmo valor dos estados que necessitam da contratação do frete.
Oferecemos as melhores condições para a conquista do Hub: posição geográfica estratégica, único aeroporto privado em operação, capacidade de construção de uma nova pista nas mesmas dimensões da atual, área disponível no entorno do aeroporto, capacidade de atração de empresas e indústrias relacionadas à atividade, com o Proadi e Progás, rede hoteleira com mais de 40 mil leitos, uma linha do VLT, o Veículo Leve sobre Trilhos, para o aeroporto, entre tantos outros diferenciais.
Só teremos a resposta oficial da companhia no final de 2015. Mas a disputa já produziu uma conquista a ser comemorada: a retomada da confiança no Governo do Estado, como o agente indutor do desenvolvimento do Rio Grande do Norte! 

 Fonte: http://www.opotiguar.com.br/

CULTURA ASSUENSE:

Estatuto da Academia Assuense de Letras já está registrado em cartório



O registro do estatuto, do programa e normas da Academia Assuense de Letras (AAL) foi concluído junto ao 3º Cartório Judiciário da Comarca do Assu. O fato regulamenta o cumprimento das exigências legais de implementação e implantação da instituição.

Academia Assuense de Letras (AAL), associação civil, de direito privado sem fins econômicos, tem por finalidade o cultivo, a preservação e a divulgação do vernáculo, da literatura, da história e da atividade cultural em seus múltiplos aspectos. 

A primeira diretoria da Academia, constituída por sete membros eleitos por aclamação dentre os sócios fundadores tem como Presidente: Ivan Pinheiro Bezerra; Vice-presidente: Auricéia Antunes de Lima; 1º Secretário: Francisco José Costa dos Santos; 2º Secretário: Fernando Antônio Caldas; 1º Tesoureiro: Fernando Antônio de Sá Leitão Morais; 2º Tesoureiro: Francisco de Assis Medeiros e Secretário de Comunicação: Antonio Alderi Dantas.

Membros da AAL: José Costa, Francisco de Assis, Auricéia Lima,
Ivan Pinheiro, Fernando Caldas, Alderi Dantas e Fernando de Sá Leitão
No tocante aos primeiros ocupantes e as respectivas cadeiras da Academia Assuense de Letras o quadro é o seguinte:

Cadeira nº 1 – Patrono: Palmério Augusto Soares de Amorim Filho, Titular: Antonio Alderi Dantas

Cadeira nº 2 – Patrono: Celso Dantas da Silveira, Titular: Auricéia Antunes de Lima;

Cadeira nº 3 – Patrono: Francisco Augusto Caldas de Amorim – Chisquito, Titular: Francisco de Assis Medeiros;

Cadeira nº 4 – Patrono: Francisco Agripino de Alcaniz – Chico Traíra, Titular: Francisco José Costa dos Santos;

Cadeira nº 5 – Patrono: Renato Caldas, Titular: Ivan Pinheiro Bezerra;

Cadeira nº 6 – Patrono: João Lins Caldas, Titular: Fernando Antônio Caldas

Cadeira nº 7 – Patrono: Sílvia Filgueira de Sá Leitão, Titular: Fernando Antônio de Sá Leitão Morais.

Os demais nomes escolhidos como patronos para as 20 primeiras cadeiras cujos titulares serão escolhidos entre os futuros sócios são: Alfredo Vespúcio Simonetti, Eufrosina Fernandes, Ezequiel Epaminondas da Fonseca Filho, Ezequiel Lins Wanderley, Francisco Ângelo da Costa – Chico Daniel, Francisco Elion Caldas Nobre, João Carlos Wanderley, João Natanael Soares de Macêdo, Luiz Carlos Lins Wanderley, Maria Carolina Wanderley Caldas – Sinhazina Wanderley; Maria Eugênia Maceira Montenegro; Pedro Soares de Araújo Amorim; Samuel Sandoval da Fonseca. 

A solenidade magna de posse dos acadêmicos está prevista para o dia 30 de julho. Uma reunião prevista pela diretoria para sexta-feira (26) discutirá os procedimentos para a realização deste significativo momento na vida da Academia Assuense de Letras.
Secretária de Comunicação da Academia Assuense de Letras - AAL

ADEUS AGNELO








Por Geraldo Melo

Ele partiu, abatido pela covardia e crueldade sem limites de um câncer implacável e de uma infecção respiratória, capítulo final de um problema pulmonar que o acompanhou praticamente a vida inteira.


Se, por aqui, como é natural, a sua morte espalhou tristeza, onde ele agora vai morar deve ser um dia de alegria para Seu Nezinho e Dona Liquinha, para Aluízio, Zé Gobat, Expedito e Maristela. E também Aristófanes. Vai ser uma festa por lá.

A vida nos colocou ao lado um do outro e, de vez em quando, frente a frente. Convivemos à nossa maneira. Desde o curso primário no Colégio Marista até a visita que lhe fiz recentemente em casa quando nos falamos pela última vez. Ele doente, eu sabendo que tinha de sair para não incomodar demais, mas querendo ficar mais tempo com ele.


A essa amizade não faltaram aquele senso crítico de que ele nunca abriu mão, a mordacidade, a franqueza dura, alfinetadas (quase sempre) bem-humoradas, críticas severas de um ao outro. Nada disso comprometeu a continuidade da estima pessoal muito forte, nem o respeito, nem a admiração.


Lembranças estão hoje se acotovelando na minha memória – passam por um almoço em seu apartamento no Rio de Janeiro (era no Jardim Botânico? No Jóquei?): eu ainda solteiro, ele e Celina começando a fundar uma nova família. Naquele dia, por sugestão dele, marcamos um encontro para vinte anos depois, com a presença da mulher que eu ainda não tinha e dos filhos que esperávamos ter nós dois. Lembrança de viagens, de divergências maiores e menores, campanhas contra e favor, distância, aproximação. Amizade sempre.


Hoje ele se foi. Com a partida de Agnelo, começo a entender o significado de uma velha maldição chinesa, que dizem ser a mais cruel de todas: “sobreviverás a todos os teus entes queridos, a todos os teus amigos, a todos os teus parentes, a todos os teus conhecidos”. O problema é que não queremos ir e gostaríamos muito que eles também não fossem. Mas, não é assim.


Boa viagem, amigo

JOÃO E LAURITA


João e Laurita eram dois mendigos (Laurita ainda é viva) desajustados que perambulavam pelas ruas do Assu. Os dois podiam ser enquadrados entre os tipos populares da velha cidade. Renato Caldas, observando a filosofia de vida do casal, criou um mote e glosou:

JOÃO E LAURITA ABRAÇADOS
ZOMBAM DA FELICIDADE.

Felizes, não desgraçados,
Sem provar o amargo fel,
Vivem uma lua de mel
João e Laurita abraçados.
Felizes, resignados,
Pelas ruas da cidade,
implorando a caridade
Ao futuro indiferentes...
Laurita e João sorridentes
Zombam da felicidade.

Autor: Renato Caldas
Fonte: Lembranças e Tradições do Açu - Maria Eugênia.
Imagem ilustrativa: jackye-evellyn.blogspot.com


De: G. Gralça Campos.
10 coisas que você não deveria compartilhar nas redes sociais
Sair postando tudo sem pensar nas consequências pode ser perigoso pra você e para os seus filhos. Na rede, tem que ficar esperto mesmo!!!
Por Carla Leonardi, filha de Pérola e Mauro
13.02.2015
Já foi o tempo em que a gente tirava foto dos filhos, mandava revelar e montava aquele álbum com tudo a que tinha direito. Não que isso não exista mais, mas a verdade é que hoje os registros de momentos importantes e até do dia a dia vão direto para as redes sociais. E embora a gente saiba que não tem nada mais fofo do que foto de criança, é bom lembrar que sair postando tudo pode ser perigoso. Então veja nessa lista o que não se deve publicar:
1-   Fotos do seu filho sem roupa
“Mas que problema isso pode ter? É só uma criança”. Infelizmente, o mundo está cheio de gente mal-intencionada. Já pensou que uma foto inocente da sua criança brincando no banho pode ir parar num site de pedofilia?
2-   Vídeos que possam ser constrangedores
Quando o seu filho fez aquele show de mágica maravilhoso pra você no ano passado talvez ele não tivesse vergonha. Mas compartilhar esse tipo de coisa na rede pode deixá-lo muito constrangido e até torná-lo vítima de bullying, mesmo que tempos depois. É sempre bom pensar duas vezes antes de postar qualquer material assim.
3-   Foto da criança vestindo o uniforme
Ou qualquer outro registro que mostre onde ela estuda. Pode até parecer um cuidado exagerado, mas a gente nunca sabe quem está acessando essas informações, ou com quais intenções.
4-   Posts que descrevam a rotina da família
“Crianças na escola, agora academia e, mais tarde, trabalho”. Ninguém precisa de tanta informação, certo? Além disso, sair divulgando horários e costumes pode indicar, por exemplo, o período em que sua casa fica vazia ou o horário em que as crianças saem do colégio.
5-   Para onde e quando você vai viajar de férias
Mais uma vez, essas informações indicam que a casa vai estar vazia, o que pode ser uma oportunidade e tanto para assaltos. Nunca é demais prevenir.
6-   Resolver problemas pessoais nas redes sociais
Sabe aquela pessoa que deu uma mancada com você ou a namorada nova do seu ex-marido que você não suporta? Nada de sair lavando roupa suja na frente de todo mundo. Além de ser constrangedor para você mesma, lembre-se de que seus filhos podem ter acesso a tudo isso ou, pior, ficar sabendo pelos outros.
7-   Foto na fachada de casa
Nem com as crianças, nem com você. E aí a dica vale não só pra fachada, mas pra qualquer cenário que dê pistas do seu endereço. Afinal, você não diria onde mora para qualquer estranho que encontrasse na rua...
8-   Imagens em alta resolução
Pode até parecer excesso de cuidado, e é. Nossos filhos merecem toda proteção possível. Postar fotos com uma resolução muito boa é um chamariz a usos sem permissão. Por causa da boa qualidade, essas fotos são mais fáceis de editar e podem acabar sendo usadas para outros fins.
9-   Fazer check-in em eventos
É legal contar pra todo mundo que você e sua família estão visitando o parque que é a sensação do momento, mas não é seguro. Espere um pouquinho e compartilhe as fotos quando já tiver saído de lá, sem fazer check-in. Ninguém precisa saber a sua localização e a dos seus filhos em tempo real.
10-   Fotos ou vídeos engraçadinhos
Criança pequena vive fazendo graça pra câmera e, na verdade, não há nenhum mal em querer mostrar isso a outras pessoas. De qualquer forma, é bom ter em mente que, na internet, qualquer coisa pode viralizar e, de um dia para o outro, o seu filho pode estar nas telas do mundo todo.

http://www.paisefilhos.com.br/

domingo, 21 de junho de 2015

SAUDADES
Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"


Gosto das cores, das flores, das estrelas, do verde das árvores, gosto de observar. A beleza da vida se esconde por ali, e por mais uma infinidade de lugares, basta saber, e principalmente, basta querer enxergar.
Clarice Lispector

Foto de: FR


sábado, 20 de junho de 2015

UMA CARTA ÍNTIMA DE JOÃO LINS CALDAS


                                                                            João Lins Caldas


                                                                             José Lins Caldas

O poeta potiguar João Lins Caldas era extremamente contrário ao matrimônio. Certa vez, recebera uma carta de José Lins Caldas seu único irmão que lhe pedira a sua opinião sobre o seu casamento. E aquele vate solteiro convicto, respondeu conforme transcrito adiante:
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"(...) Mas que posso eu dizer quando mamãe aprova o teu ato, quando parentes o aprovam? Que vais bem encaminhado e... que fazes muito bem. Agora, se queres minha opinião a respeito do casamento... esse laço de moral que prende a humanidade - eu vou dar-te-á: Tolstoi, o grande Tolstoi da Rússia, diz que, para o homem se casar, deve pensar vinte anos... Eu, porém, não posso deixar de, em parte, ser contrário a essa opinião. Quando o homem é, como tu, sem aspirações superiores às do sertanejo obscuro e trabalhador, o casamento deve ser o supremo ideal, o laço que o lace, a alma que o prenda... O primeiro caso, o juízo de Tolstoi, que aproveitem os loucos... Os iludidos das ilusões... Eu estou no caso. O casamento para mim seria a paralisação dos trabalhos com que sonho rendilhar o meu futuro distanciado e oculto... No teu caso, a mulher é o objeto principal, no meu é o segundo.

Casa... casa mas pensa... Mede os passos do passo que vais dar. Eu quase que não conheço a menina a quem amas, contudo a casa em que se acha é para mim uma recomendação suficiente. São regulares ou, mesmo boas, as informações que tenho tido a respeito da mulher que me queres dar por cunhada. Felicito-te por isto, me felicitando. Eu aceito-a como a uma irmã, de braços abertos. É preciso que mamãe veja nela uma filha e que essa nossa mãe ela veja uma mãe. Isto é necessário para que haja harmonia e na harmonia felicidade. Será assim? É só como serve. Essa mulher que aí tens a despejar-te carinhos e a renovar-me preces, vale a nossa preocupação mais constante. Ela continuará em tua companhia, não é assim? Há de ser. Deve ser assim. Todo carinho para ela. Algum dia, quando eu, o louco de há muito tempo e o louco de muito sonho, realizar o velho ideal que o destino me emprestou no berço, hei de mostrar o muito que me vale essa mulher coberta de luto, carcomida de lágrimas. Beija-lhe as mãos todos os dias, todos os dias que te lembrares de mim. Por ora, vai cumprindo o teu dever. Reza o evangelho do teu amor, realiza o teu sonho no dia em que poderes e, sê feliz, se a minha benção vale.

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 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO