segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

RESULTADO DA ELEIÇÃO DE 1982 EM ASSU
Ronaldo Soares - Prefeito eleito em 1982 
Na eleição de 15 de novembro de 1982, no município do Assu, o resultado foi o seguinte, para PREFEITO:

Pelo PDS - Partido Democrático Social:
- Ronaldo da Fonseca Soares: 4.950
- Herval Tavares:                      1.589
- José André de Souza:               844
Total.......................................   7.383

Pelo PMDB - Partido Movimento Democrático Brasileiro:
- Arnóbio Abreu:                       4.349
- Núcio Pinto de Medeiros:          451
- Cícera Pedrina de Medeiros:    276
Total........................................ 5.076

Pelo PT - Partido dos Trabalhadores:
- Carlos Antônio Tavares de Sá Leitão:   66
Total....................................................     66
O senador Paulo Paim (PT-RS) protestou, na tribuna do Senado na manhã desta sexta-feira (12), contra os recentes reajustes dos planos de saúde. O parlamentar informou que vai realizar uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) para tratar do assunto, em razão dos "valores exorbitantes e proibitivos que vêm sendo cobrados pelas operadoras".

- É impagável. Ninguém consegue mais pagar. A situação é de desespero para milhões de pais de família. Saúde é um dos setores com os quais a administração pública não pode brincar. Qualquer descuido e os reflexos sobre a sociedade são devastadores - afirmou.

De acordo com o senador, os aumentos dos planos têm ficado sempre acima da inflação e dos reajustes do salário mínimo. E a situação, segundo ele, é ainda pior no caso dos planos coletivos, que são a maioria dos comercializados no país. Dos mais de 50 milhões de beneficiários, somente 10 milhões têm contratos individuais.

Em aparte, o senador José Medeiros (PPS-MT) cobrou atuação do órgão regulador do setor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e lembrou que boa parte dos clientes das seguradoras acabam migrando para o atendimento público.

- E as empresas fazem o diabo para não pagar o SUS, o que prejudica o sistema inteiro - lamentou.

Embrapa

O senador também leu da tribuna uma carta dos funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que se dizem apreensivos com a possibilidade de a instituição ser transformada em sociedade de economia mista caso seja aprovado o PLS 555/2015, do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

A Embrapa é uma empresa com 100% de capital público. Se virar uma sociedade anônima, como prevê o projeto da chamada Lei de Responsabilidade das Estatais, haverá a participação de investidores privados em seu capital. Para os trabalhadores, isso colocaria em risco o caráter social da empresa e a deixaria à beira da privatização.

- Os empregados temem o desmonte da Embrapa e o risco de a entidade atuar somente para o agronegócio e para as multinacionais e seja impedida de exercer sua função social, como vem fazendo há 42 anos - afirmou Paim.

O parlamentar tranquilizou os trabalhadores, lembrando que o assunto ainda será debatido e ressaltou que o autor do projeto, Tasso Jereissati, esteve sempre aberto à negociação sempre que foi procurado.

Fonte: Agência Senado

VISTA AÉREA DE CURRAIS NOVOS/RN

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Academia Pernambucana de Letras (APL)

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

Foi fundada em 26 de janeiro de 1901, por Joaquim Maria Carneiro Vilela e um grupo de literatos radicados no Recife, tendo como objetivo "promover a defesa dos valores culturais do Estado, especialmente no campo da criação literária"
Academia pernambucana de letrasÉ uma instituição civil, de utilidade pública e foi a terceira academia de letras fundada no      Brasil. A primeira foi a do Ceará, criada em 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras (1897).
No início, as reuniões da APL eram realizadas em salas do 
Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Em 1966, passou a funcionar em sede própria, num casarão na Av. Rui Barbosa, n. 1596, que pertenceu ao Barão Rodrigues Mendes, João José Rodrigues Mendes um comerciante português. O Governo do Estado de Pernambuco, na época do então governador Paulo Guerra, desapropriou o imóvel, doando-o à Academia, através do Decreto n.1.184, de 14 de janeiro de 19666. O edifício-sede da Academia é conhecido como a Casa de Carneiro Vilella.
Os móveis e as obras de arte foram doados, em sua maioria, pela sociedade pernambucana, incluindo doações do arcebispo 
Dom Helder Câmara.
Em 1911, foi aumentado o número de acadêmicos de vinte para trinta e, em 1960, passou para quarenta cadeiras, por sugestão do acadêmico 
Mauro Mota. Compõe-se hoje de quarenta membros, podendo ter o mesmo número de sócios correspondentes, residentes em outros Estados ou no Exterior.
Os acadêmicos não usam o fardão, como na Academia Brasileira de Letras. O fardão foi substituído por um colar dourado, com medalhão distintivo.

A APL possui uma biblioteca, um auditório e edita a Revista da Academia Pernambucana de Letras, que apesar de ter uma periodicidade irregular, é publicada desde 1901. Promove e estimula iniciativas de caráter cultural, concede prêmios literários, medalhas, troféus e títulos honoríficos, realiza cursos, reuniões e simpósios destinados ao estudo, pesquisa e discussões sobre literatura, especialmente a pernambucana. 

Recife, 13 de junho de 2003. 
(Atualizado em 20 de agosto de 2009).

FONTES CONSULTADAS:
CENTENÁRIO da Academia Pernambucana de Letras: os de ontem, os de hoje, os de sempre. Recife: APL, 2001. 2 v.
CHACON, Vamireh. Uma academia de Pernambuco e do Nordeste. Cultura, Brasília, ano 8, n. 30, p. 85-89, jul./dez. 1978.
SUPLEMENTO CULTURAL  D.O. PE, Recife, ano 15, jan. 2001. [Fascículo dedicado à APL].

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

REGINALDO ANDRADE


Reginaldo Andrade era uma pessoa muito querida em Santa Cruz.

Funcionário público federal, lotado no DNOCS, vereador,marchante,cozinheiro de mão cheia e boêmio.
Reginaldo, casado com dona Maria, morou durante os últimos anos de vida, ao lado do açude público de Santa Cruz, em local chamado Beira-Rio.
 

Foi durante muito tempo, proprietário de um restaurante, em um prédio ao lado de sua casa, pertecente ao Major Theodorico Bezerra.
 

Nos finais de semana o restaurante ficava lotado de gente, para saborear a chã-de-fora,assada na brasa, feita por ele.
 

Vez por outra,Reginaldo chamava o táxi de Luiz Fernando,um opala 72,para ir à feira,comprar uma perua, para preparar em casa e convidar os amigos para comer,tomando cachaça e cerveja.
 

Costumava beber com Joaquim Lelê, em um boteco próximo da casa das bicicletas de Edvaldo Umbelino. Apreciava cachaça e ultimamente,já sentindo o peso da idade, bebia acrescentando pimenta no copo,pois segundo ele dizia,era bom pra manter o tesão.
 

Um belo dia ele estava com Lelê e apareceram umas meninas de Maria Gorda no boteco e ficaram bebendo com eles até muito tarde.
 

Dona Maria, preocupada com a demora, pergunta a um rapaz que passava de moto se ele sabia do paradeiro de Reginaldo. O rapaz informou:
 

-Ele está num buteco na rua do canjerê, com Lelê e uma três quengas.
Foi o suficiente pra dona Maria ficar furiosa.
 

Uma hora depois, chega Reginaldo, no opala de Luiz Fernando,já embriagado e cansado.Não entrou nem em casa, foi direto pra uma rede que ficava armada no alpendre,onde descansava ao meio dia,após o almoço.
 

Deitou-se,cobriu o rosto com um lençol e antes que pudesse cochilar,dona Maria apareceu aos gritos:
-Cabra velho sem-vergonha,não tem vergonha na cara,pai de neto,funcionário público,ex-vereador,sentado num buteco com aquele outro sem-vergonha do Lelê com uma ruma de rapariga.
Continuou dona Maria,aos berros:
 

-Você sabia que é corno ? Pois se não sabia,fique sabendo,você é corno de rapariga.
 

Reginaldo calmamente,tirou o lençol do rosto,olhou pra dona Maria bem calmo e falou:
-Eu num vi,num voga!
 

Puxou o lençol pra cara e foi dormir."

Chl
A vida é feita de escolhas.
E tudo tem um lado bom e um lado mau.
Por exemplo, se Deus nos dá uma faca , cabe a nós decidirmos o uso que lhe damos.
Ela tanto pode servir para cortar o pão e saciar a fome, como pode servir para cortar alguém e ceifar a vida...

Cristina Costa

O ultimo São João de Assu, óleo 2016.

 Wagner Di Oliveira·

Foto de Wagner Di Oliveira.
FOTO DE SATÉLITE MOSTRA O RN À NOITE
TodoNatalense "O RN visto a noite pelo satélite da Nasa, além dos demais Estados do NE."

Wassil é anunciado novo técnico do ASSU

Técnico Wassil Mendes é bastante rodado no futebol potiguar
Wassil Mendes é o novo técnico do ASSU. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (12), após o técnico Hugo Sales desistir do acerto feito com a diretoria do Camaleão do Vale. Sales alegou problemas particulares. A diretoria resolveu procurar Wassil, que estava desempregado, e aceitou o desafio de comandar o time no restante do Campeonato Estadual 2016. Wassil é bastante rodada no futebol potiguar, com passagem no Alecrim de Natal, Potyguar de Currais, Santa Cruz, São Gonçalo, Potiguar de Mossoró, mas no Baraúnas que ele fez as melhores campanhas. Wassil treinou o tricolor mossoroense no título de campeão da Copa RN, em 2015, e foi responsável pela classificação ao Brasileiro da Série C em 2012. Com oito pontos ganhos, o ASSU é apenas quinto colocado na Taça Cidade de Natal, que equivale o primeiro turno do Campeonato Estadual. A equipe não tem mais chances de chegar à final do turno.

Fonte: Jornal de Fato

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Neto do Presidente João Goulart é parado em blitz, faz o teste do bafômetro e dá exemplo. Viu Aécio?



Christopher Goulart, Senador suplente pelo PDT/RS, relatou em sua página do Facebook a abordagem a que foi submetido por uma operação da Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC).

O neto de joão Goulart fez o teste do bafômetro e deu um exemplo de cidadania a todos.

Christopher ainda parabenizou o trabalho da EPTC, que fez a operação em conjunto com o Detran, e deixou um recado:

"Álcool e direção não combinam.
Então, vale sempre relembrar: Se beber não não dirija".

O irmão de Christopher - João Alexandre - que já foi entrevistado pelo Debate Progressista, comentou a publicação:

"Diferentemente de muitos políticos que se valem de "carteiraços" aqui está meu irmão Christopher que de boa passou tranquilamente pelo bafómetro em uma blitz da Balada Segura aqui em Porto Alegre.
Quem não deve não teme, basta só andar na legalidade!
Parabéns Christopher Goulart!".

MEU TORRÃO VELHOS CARNAVAIS


Que saudades dos velhos carnavais, tanto da minha infância quanto da adolescência. Na festa momesca de outrora, quando criança, eu tinha um medo danado de ‘papangu’ e ‘papafigo’ quando estes saíam do hotel de Chico Travessa para a tarde de matinê no Country Club, juntamente com a banda do 16 RI, comandada por Praxedes e Heitor.

O club era bem administrado, com carteira de sócio e muita organização. A comissão julgadora determinava o bloco carnavalesco vencedor. Lembro de alguns blocos que participavam do desfile do domingo de carnaval, pela manhã:
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-Os Econômicos: esse bloco era representado por jovens estudantes. Eles tinham uma grande criatividade, principalmente, na alegoria incomensurável e na roupa. Tinham base em Tio Patinhas. Geralmente eram os campeões.

-Jovem Samba: era comandado por rapazes e moças com o seu enredo oficial. Consideravam um bloco elitizado, inclusive com muitos universitários. Era um eterno perdedor. Nem lembro se foi vice-campeão alguma vez. Um pouco do enredo: ’ ...olha a rapaziada, oba; que também tem mulher, oba...é o jovem-samba que eu trago guardado no meu coração, oba, oba, oba...’. É danado que eu torcia por esse bloco, pois tio Hélio Carneiro participava dessa juventude nada sambista.
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-Xafurdo: esse bloco era composto por rapazes e moças. Eram pessoas mais maduras e mais experientes, embora fossem também eternos perdedores. Esse bloco também tinha enredo: ‘mamãe vou sair de casa, papai eu vou xafurdar , meu irmão quem sabe depois se posso me casar...’.
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-Metralhas: não podemos esquecer a fantástica batucada nota 10 desse bloco, comandada pelo amigo Nego Baião.

-Inocentes: participavam por puro prazer. Eram verdadeiros carnavalescos.

É bom lembrar que à noite existiam blocos de moças que transbordavam rios de alegria e de charme, com suas belas roupas ou mortalhas desfilando no Country Club.

Antes do carnaval de club se acabar, apareceram outros blocos carnavalescos, como Piratas, Magnatas, Chefões, Xavantes, Patotinhas e outros que eu não recordo.

Existiam alguns blocos improvisados que numa brincadeira sadia saíam nas ruas com muita batucada e mistura de maizena com talco. A bateria era improvisada com panelas velhas, lata de óleo, que servia de reco-reco, além de bombo e tarol.

É preciso lembrar de pierrôs, colombinas, confetes, serpentinas e palhaços. Sim, a mamadeira no pescoço, com Coca-Cola e Ron Montilla, que a juventude embriagada perdia paixões efêmeras com os mistérios da ressaca de uma ilusão perdida.

O ‘assalto’ era pré-determinado nas casas de alguns carnavalescos. Antônio Rufino ‘assaltava e era assaltado’, era um grande folião e não largava o lança-perfume argentino. À noite, no Country Club, pedia as grandes marchinhas carnavalescas a Praxedes. Raimundo Cavalcanti, outro grande folião, jogava confetes e serpentinas do palco do Club para o salão.

Agora, aqui pra nós, eu duvido um carnaval antigo sem João Adauto. Animado, puxava o carnaval no sábado de Zé Pereira ao lado do rei momo, da rainha e de muitos foliões. Animava os quatro dias de carnaval, tanto de rua como de club, dia e noite.

Ei, Gerson, não esqueci de você, que ao lado de João Ferreira saíam os quatro dias de carnaval numa carroça. Bêbados, eram comandados por um jumento.

Na hora que estava fazendo essa crônica, lembrei-me de um bloco composto só de mulheres. Moças jovens, bonitas e animadas que brincavam os quatro dias de carnaval na carroceria de um caminhão. Que moças eram elas?. Nome do bloco: ‘Só Pra Chatear’. Eu era menino e o bloco era de 1969 e 1970. Você se lembra?

Finalmente vale lembrar uma frase de Câmara Cascudo: “Um povo sem raiz cultural não tem identidade; e um povo sem identidade é um povo morto”.

E você participou desse belo e velho carnaval?

Marcos Calaça, jornalista cultural.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO