quarta-feira, 12 de outubro de 2016

"VELHOS TEMPOS... BELOS DIAS"


Não há teto para saúde e educação e oposição deveria ler texto da PEC, diz Temer

DE: Estadão

De São Paulo e Porto Alegre



O presidente Michel Temer voltou a defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241, que institui um limite ao crescimento dos gastos públicos e passou por seu primeiro teste na noite desta quinta-feira, 6, ao ter seu texto base aprovado por 23 votos a favor e 7 contra na Comissão Especial da Câmara que analisou a matéria.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta sexta-feira (7), Temer disse que a oposição deveria ler o texto da PEC antes de criticá-la.
"O teto (dos gastos) é de natureza global. O que será estabelecido é um teto geral. Não significa que existe um teto para saúde, para educação, para cultura. Saúde e educação continuarão sendo prestigiadas", falou. O presidente acrescentou que o orçamento para 2017, que já foi elaborado levando em conta a aprovação do teto, prevê um aumento da destinação de recursos tanto para saúde como para educação, com relação a 2016.

Temer disse que a oposição deveria perceber que a medida não é uma questão de governo, mas sim uma questão de Estado. "Precisamos recuperar o Estado agora para que em 2018 quem estiver aqui (na Presidência) possa receber um Brasil mais tranquilo, inclusive do ponto de vista fiscal", afirmou. Segundo ele, a PEC do Teto vai gerar investimentos e, consequentemente, empregos.

Desoneração

Falando ainda sobre o ajuste fiscal, Temer afirmou que o governo não fará nenhuma desoneração beneficiando determinados setores da economia. Ele aproveitou para reiterar que, neste momento, não trabalha com a possibilidade de elevar tributos. "Nesses últimos quatro meses não se falou mais de CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), como se falou por um bom período. Não vamos pensar em tributos", disse.

O presidente afirmou ainda que o governo "está prestigiando" o Bolsa Família, apesar de ser um programa da gestão anterior. "Não temos nenhum preconceito com isso, o que é bom deve continuar, mas revalorizado. Estamos revalorizando o Bolsa Família", comentou. "Estamos governando para o País, para os mais pobres e para toda a sociedade."

Popularidade

Assim como já havia declarado na quinta-feira (6), Temer disse que "não está preocupado com popularidade". Na entrevista à Rádio Gaúcha, ele comentou a pesquisa CNI/Ibope que mostrou rejeição de 39% de seu governo.

"Recebo com a maior tranquilidade. Qualquer pesquisa agora não é reveladora da totalidade do governo", disse, lembrando que ele ficou quatro meses como interino, o que gerou limitações. "Já fizemos muitas coisas que antes não se faziam, principalmente numa conjugação muito grande de esforços com o Legislativo", falou.

O presidente repetiu que se chegar ao fim de seu governo, em 2018, com 4% ou 5% de avaliação positiva, mas tiver gerado emprego aos 12 milhões de brasileiros que estão desempregados atualmente, estará satisfeito.
Trovinhas de Renato Caldas para Edna Lúcia:

De: Edna Lúcia
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

No dia 31.12.50, o n. 34 da revista Atualidade trazia o Programa de Visita do Governador recém-diplomado, do RN, Dr. Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia. Ele chegaria às 9 horas, recebido em Lagoa do Mato por uma comissão. Saudado depois pelo prefeito, pelo advogado Expedito Silveira e estudante Terezinha Sá Leitão; desfile de escolas municipais, almoço no palacete do deputado Pedro Amorim, com discurso de Francisco; partida de futebol entre o Centro Esportivo Assuense e Macaíba Futebol Clube; sessão no Grupo Escolar, falando o prefeito Edgard Montenegro, professora Maria olímpia Neves de Oliveira e estudante João de Oliveira Fonseca; Reveillon e saudação do Ano Novo pelo jornalista Urbano Brandão. Transmissão da VOZ DO MUNICÌPIO e animação da Banda de Música do Centro Regional de Escoteiros do Assu. Na comissão, o prefeito, o criador Fernando Tavares e o Sr. Arcelino Costa Leitão.

In, Assu/Gente/Natureza/História, de Celso da Silveira.
A imagem pode conter: atividades ao ar livre
Junior Elias
Rua do Céu, praia de Pipa - RN
 
Governo do Estado do Rio Grande do Norte
Nota à população norte-rio-grandense
O Rio Grande do Norte, a exemplo dos outros estados brasileiros, sofre os efeitos da maior crise financeira já enfrentada p...elo país.

As finanças do Estado são compostas pela arrecadação própria e por repasses do Governo Federal. De janeiro de 2015 a setembro de 2016 o Rio Grande do Norte já deixou de receber R$ 980 milhões previstos nos orçamentos para os dois anos. Somente em transferências federais, a frustração chega a R$ 691 milhões em relação à previsão orçamentária. Além disso, as receitas dos royalties do petróleo apresentaram redução em mais de 61% em comparação a 2014.

Destes recursos, o Governo do Estado repassa obrigatoriamente, todos os meses, o dinheiro para a manutenção dos poderes Legislativo, Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas. No mês de setembro, esse valor somou R$ 126,5 milhões.

O Executivo age em diversas frentes para contornar a situação: renegocia contratos, reduz drasticamente despesas de custeio, realizou auditoria na folha e censo do servidor corrigindo possíveis distorções e trabalha com uma máquina mais enxuta e mais eficiente. Encaminhou projeto à Assembleia para vender ativos imóveis do Estado e tem realizado ações para crescer a arrecadação estadual.

O governador Robinson Faria está coordenando as negociações com o Governo Federal para garantir compensações financeiras diante das perdas milionárias que prejudicam pelo menos 20 dos 26 estados da federação. A expectativa é que o RN receba recursos federais para reequilibrar as finanças.
Apesar dos esforços na redução de despesas em todas as áreas e de um controle mais rigoroso na aplicação dos recursos, a crise ainda impede o pagamento em dia dos compromissos com os servidores.

O RN tem hoje 103.866 servidores entre ativos, inativos e pensionistas, que geram uma folha salarial em torno de R$ 420 milhões. Os cargos comissionados representam apenas 0.5% dessa folha, o segundo menor percentual do país.

Para garantir a total transparência, foram instituídas, pela primeira vez, reuniões periódicas com um fórum de servidores para, junto deles, deliberar sobre o calendário de pagamento.

O atraso na folha do servidor não é uma escolha do Governo. A prioridade do governador Robinson Faria é honrar o compromisso com o servidor. Para isso, não tem medido esforços para diminuir os impactos negativos da crise que afeta os estados ao mesmo tempo em que busca caminhos para amenizar, de maneira mais rápida, essa grave situação.

É importante que a população acompanhe de perto as finanças e as ações que estão sendo conduzidas. Com determinação, transparência e o apoio do povo potiguar sairemos desta situação fortalecidos e prontos para retomar o crescimento do Rio Grande do Norte.

Governo do Estado do RN

(Da linha do tempo;facebook de Maira Oliveira)

domingo, 9 de outubro de 2016

A VAQUEJADA ACABOU? VIVA A VAQUEJADA!

Contrariando a lógica brasileira, em pleno século 21, estamos evoluindo de barbárie para civilização. Sim, somos a vanguar...da do atraso, alguma dúvida?
O que dizer, por exemplo, do fato de ser o Brasil um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão? Hum?
Como tudo que é ruim neste país dura uma eternidade, temos mais que comemorar o fim da vaquejada – e também do rodeio e das rinhas de pássaros e aves, se e quando houver.
Antes que seus ávidos organizadores se tornem beneficiários das chamadas leis de "incentivo à cultura"...
Alguém aí falou "cultura"? Ora essa, vaquejada nunca passou de atraso civilizatório. Uma vergonha alheia que já vai tarde. Muito tarde.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Antônio Basílio e Nascimento de Castro vão funcionar no sistema de binário

06/10/2016 10:10


 














A partir desta segunda-feira (10), as avenidas Antônio Basílio e Nascimento de Castro passam a funcionar no sistema de binário, ou seja, operando em sentido único. A informação é da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) de Natal. A Avenida Antônio Basílio passa a ter sentido único da Avenida Interventor Mário Câmara (Av. 6) até a Avenida Xavier da Silveira. Com isso, todas as duas pistas da avenida serão no sentido Dix-Sept Rosado/Nova Descoberta.

Já a Avenida Nascimento de Castro terá o sentido inverso: o sentido único começa na Avenida Xavier da Silveira e segue até a Avenida Interventor Mário Câmara (Av. 6). Ou seja, as duas pistas da avenida serão no sentido Nova Descoberta/Dix-Sept Rosado.

Segundo Walter Pedro da Silva, secretário ajunto de Trânsito do órgão, a intenção é dar mais fluidez na ligação das zonas Norte, Sul e Oeste. “Com o binário, o trânsito vai ficar mais equilibrado em ambas as vias. O motorista tem o hábito de andar sempre numa mesma avenida, deixando outras vias alternativas ociosas. A nossa intenção é equilibrar esse trânsito”, afirmou o secretário.

MUDANÇA NO TRANSPORTE
Com estas mudanças de sentido, linhas de ônibus urbanas e intermunicipais também sofrerão alterações. A linha urbana 40 (Planalto/Mãe Luíza) terá o itinerário modificado – no sentido Mãe Luíza – a partir da Rua dos Potiguares, entrando na Av. Amintas Barros, Rua dos Tororós, Av. Nascimento de Castro, Av. Interventor Mário Câmara (Av. 6) e volta ao itinerário já realizado. Já no sentido Planalto, o itinerário muda a partir da Av. Interventor Mário Câmara (Av. 6), entrando na Rua Intendente Teodósio Paiva, Av. Antônio Basílio, Rua dos Tororós, Av. Nascimento de Castro, Rua dos Potiguares e voltando ao itinerário que já realiza.

Por sua vez, a linha urbana 66 (Ponta Negra/Cidade da Esperança, via Bom Pastor) não muda de itinerário no sentido Bom Pastor. No sentido Ponta Negra, a mudança começa na Av. Interventor Mário Câmara (Av. 6), Av. Amintas Barros, Av. Prudente de Morais, Av. Lima e Silva, Av. Cel. Norton Chaves, Av. Rui Barbosa, Rua da Saudade e volta ao itinerário já realizado.

A linha urbana 68 (Alvorada IV/Petrópolis, via Alecrim) muda de itinerário apenas no sentido Hemonorte. Ela deixa de passar nas avs. Xavier da Silveira e Antônio Basílio, fazendo o giro de 360° na rotatória da Av. Bernardo Vieira e entrando na Av. Rui Barbosa – voltando ao itinerário que já realiza.

Por fim, as linhas intermunicipais 122 (Extremoz/Natal – Mirassol), 133 (São Gonçalo – Jardim das Flores/Natal – Mirassol) e 176 (São Gonçalo – Golandim/Natal – Mirassol) terão alteração de itinerário apenas na volta para suas cidades. Elas seguirão como de costume até a Av. Bernardo Vieira, onde entrarão na Av. Rui Barbosa, Av. Nascimento de Castro e Av. Interventor Mário Câmara (Av. 6); entrando a esquerda na Rua Intendente Teodósio Paiva e voltando ao itinerário já realizado.
Em caso de dúvidas, os cidadãos podem ligar para o Alô STTU – no telefone 156 – ou perguntar pelo Twitter oficial, o @156Natal.

Divulgação STTU

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A FAMÍLIA SOARES DE MACÊDO E AS SUAS RAMIFICAÇÕES


Por GREGÓRIO CELSO MACÊDO

            A família Soares de Macêdo, como sobrenome genealogicamente composto, surgiu na Ilha Açoriana de São Miguel, Portugal, aos 03 de julho de 1677, com o casamento de Sebastião da Costa Macêdo e Maria Soares Dutra.

           No Nordeste brasileiro, no ano de 1816, um descendente de Sebastião e Maria Soares, chamado Pedro Soares de Macêdo, fez essa família se unir à família “Casa Grande’’ - apelido este de um grande tronco genealógico fixado em 1741 na Ribeira do Assu e presente no Rio Grande do Norte desde 1706.

FAMÍLIAS CASA GRANDE E CASA FORTE

       A freguesia de São João Batista da Ribeira do Assu já tinha pároco desde 1726.

O templo primitivo estava encravado numa propriedade rural particular chamada “Sítio do Icu”. Esta fazenda tinha as seguintes extremidades, respectivamente: de leste a oeste, o rio Piranhas-Açu e o ‘’senhorio do Piató’’; de norte a sul, o sítio Casa Forte e o atual bairro Farol (então parte integrante da Fazenda Poassá).

Em 1741, o capitão-mor José Ribeiro de Faria foi residir na povoação do Assu, tendo adquirido o referido ‘’Sítio do Icu’’. Além da esposa Joana Martins e da filha menor, Clara de Macêdo, acompanhavam-no as filhas Maria do Ó de Faria e Josefa Martins de Sá, com os seus respectivos esposos Jerônimo Cabral de Macêdo e Antônio Cabral de Macêdo, portugueses e irmãos entre si.

Clara de Macêdo faleceu celibatária. Doou a herança paterna, em 1774 e 1776, ao orago São João Batista: o dito “Sítio do Icu” - local onde depois surgiu a Vila Nova da Princesa e posteriormente a cidade do Assu.

 
Os descendentes de Jerônimo Cabral de Macêdo ficaram conhecidos como “Família Casa Grande”. Já os que provêm de Antônio Cabral de Macêdo, ganharam o cognome de “Família Casa Forte”. Assim, as proles dos genros de José Ribeiro de Faria, os irmãos Cabral, passaram a constituir dois ramos de uma mesma árvore.

 
Jerônimo Cabral de Macêdo e Maria do Ó de Faria tiveram onze filhos:

1.       Matias Cabral de Macêdo (que foi ordenado padre);

 
2.       Francisco Antônio de Macêdo;

3.        Manoel José de Faria (pai de Ana Francisca de Faria, casada com José Francisco de Faria Casuzô – antigos proprietários da Fazenda Estevão, zona rural do Assu);

4.       Jerônimo Cabral de Oliveira (proprietário da Fazenda Arraial – tendo uma filha casada com Gabriel Soares Raposo da Câmara e três filhos que se assinavam “Oliveira Cabral”, Matias Antônio, Antônio Matias e Francisco Antônio);

5.       Maria Francisca da Trindade (gêmea) – casada com o capitão-mor Antônio Correia de Araújo Furtado;

6.       Ana Quitéria de Macêdo (gêmea) - faleceu solteira;

7.       Izabel Rodrigues de Sant’Iago - faleceu solteira;

8.       Joana Maria da Conceição (segunda consorte de Luiz José de Araújo Picado);

9.       Margarida de Oliveira - faleceu solteira;

10.   Josefa Maria da Conceição (casada com Pedro Pereira da Costa – são os pais de Jerônimo Cabral Pereira de Macêdo, dentre outros filhos. Esse ramo constitui a família da Fazenda Morro);

11.   Clara Maria do Nascimento (primeira esposa de Luiz José de Araújo Picado).
 
Antônio Cabral de Macêdo e Josefa Martins de Sá foram os pais de:

1.       João Martins de Sá (que pela descendência de quatro netas se fez ascendente dos Freire de Carvalho, Carvalho e Ferreira de Carvalho – troncos familiares do “Piató”);

2.       Manoel Antônio de Macêdo (ancestral da numerosa família Macêdo de Santana do Matos e adjacências);

3.       Ana Maria de Sant’Iago;

4.       Matias Cabral de Macêdo;

5.       Joana Quitéria;

6.       Maria Inácia;

7.       Margarida de Oliveira;

 
8.       Francisco Xavier de Macêdo, pai de Francisca Xavier de Macêdo, esposa de Gonçalo Lins Wanderley, sendo este filho de João de Souza Pimentel e Josefa Lins de Mendonça – de cujo casal originou-se grande parte da família Wanderley no Rio Grande do Norte. Unido-se aos Wanderely do Assu, consequentemente, uniram-se também aos Lins Caldas e Lins Pimentel;

O quinto rebento de Jerônimo Cabral de Macêdo, Maria Francisca da Trindade, casou-se, como já foi dito, com Antônio Correia de Araújo Furtado e tiveram três filhos: Antônia (casada com Domingos de Mello Montenegro, sem descendência); Maria do Ó de Faria (que contraiu núpcias com Luiz Francisco da Silva, filho de Simão da Silva e Bárbara da Silva) e o tenente-coronel José Correia de Araújo Furtado (casado com a prima Maria Joaquina, filha de Clara Maria do Nascimento e Luiz José de Araújo Picado). Este José Correia, neto de Jerônimo da “Casa Grande”, foi membro da Junta Governativa de 1822, no Rio Grande do Norte.

A última filha de Jerônimo Cabral de Macêdo, Clara Maria do Nascimento e seu já referido esposo Luiz José tiveram cinco filhos:

1.       Maria Joaquina de Araújo Furtado, esposa do primo José Correia de Araújo Furtado, acima aludidos;
 
2.       Ana Tereza Soares de Macêdo, esposa do português Pedro Soares de Macêdo, chegado ao Assu em 1812 (sobrinho-neto de Antônio Correia de Araújo Furtado), já mencionado.
 
3.       Jerônimo Cabral de Macêdo;
 
4.       João Luiz de Araújo Picado, casado com Ana Jacinta de Araújo Picado.
 
5.       Isabel Clara de Brito, que se casou com Antônio Maciel Pereira de Brito. Originaram o clã Maciel de Brito, com ramificações em Macau, Guamaré, Seridó e até fora do Estado. Hoje com interligações com os Hashimoto (Estado de São Paulo), Nunes da Silveira e outros mais.
 
OS DESCENDENTES DO PORTUGUÊS PEDRO SOARES DE MACÊDO

Do casal Pedro Soares de Macêdo e Ana Tereza Soares de Macêdo descendem, além dos Soares de Macêdo, os Soares de Araújo, Soares de Amorim, os Dantas, do Assu, (provenientes de Maria Leocádia, neta do casal e consorte de Antônio Dantas Correia de Medeiros), parte da família Sá Leitão – precisamente os descendentes do primeiro matrimônio de Joaquim de Sá Leitão, casado com uma neta do casal Pedro-Ana Tereza.

           Em razão dos matrimônios de Antônio Soares de Macêdo e João Soares de Macêdo Sobrinho, filho e neto de Pedro Soares, os Soares de Macêdo uniram-se aos Pereira Monteiro, Faria, Wanderley, Mariz (com raízes no sertão das Espinharas), Dantas Correia de Góis (da Serra do Teixeira, PB) e algumas outras famílias.

          Apesar do elevado número de casamentos consanguíneos, a família Soares de Macêdo também fez interligações matrimoniais com os Melo Montenegro, da Silva Caldas, Fonsêca e Silva, Goes e Vasconcelos Borba, Medeiros, Oliveira, Bezerra de Araújo Cavalcanti, da Silva Chaves.
 
Enlaces fizeram surgir na gigantesca árvore ramos como: Caldas de Amorim, Amorim Joffily, Soares Wanderley, Macêdo Medeiros, Medeiros de Macêdo, Macêdo Montenegro, Soares Mariz, Fonsêca Soares, Amorim Macêdo, Macêdo Freire, Pitomba de Macêdo, Araújo Soares, Soares Maranhão, Melo Soares, Macêdo Caldas, Ribeiro de Macêdo, Paiva de Macêdo e tantos e tantos outros, nessa continuidade intensa e imensamente complexa que é expressão da própria vida humana sobre a terra.

Portanto, a família Soares de Macêdo, de origem lusitana, no RN é um ramo da família “Casa Grande”, com presença tricentenária nas terras potiguares.

 
Fazer referências aos Soares de Macêdo, quer seja enaltecendo-os, quer seja em desmerecimento, é referir-se inevitavelmente a todos as ramificações familiares aqui mencionadas e a algumas outras.

 
Famílias dotadas de perfeição? Não, evidentemente! Famílias semelhantes às demais: com virtudes e deméritos, acertos e deslizes, porém partícipes da construção inacabável, do Assu, do Rio Grande do Norte, e do Brasil. Que Deus conceda a mercê de podermos escrever a própria história sem ter a vil fraqueza de tentar, inutilmente, apagar a história das outras famílias.

REFERÊNCIAS:

MACÊDO, Antônio Soares de. Breve Notícia sobre a árvore genealógica da Família Casa Grande residente na cidade do Assú Estado do Rio Grande do Norte. Natal: Tipografia da Companhia Libro-Typographica Natalense, 1893. 2ª Ed.. Natal, Azymuth Sebo Cultural, 2007.

MACÊDO FILHO, Juvenal de. Família Macêdo no Rio Grande do Norte. Árvore Genealógica. Rio de Janeiro: Copyhouse Impressão Digital, 2013.

MACÊDO SOBRINHO, João Soares de. Manuscritos. Assu. (Arquivo particular do autor, 2016)

MACHADO, Carlos. Genealogias Carlos Machado (Manuscrito Genealógico).  Ponta Delgada: Biblioteca Pública e Arquivo Regional. Disponível em: <http://www.culturacores.azores.gov.pt>. Acesso em: 27 jul. 2013.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Ribeiras do Assu e Mossoró – Notas para a sua história. Mossoró: Fundação Guimarães Duque. Coleção Mossoroense. Série “C”, vl. 1360, 2003.

MEDEIROS FILHO, Olavo de. Velhas Famílias do Seridó. Brasília: Senado Federal, 1981.

MEDEIROS, José Augusto Bezerra de. Seridó. Brasília: Senado Federal, 1980.

WANDERLEY, Walter. Família Wanderley. Rio de Janeiro: Pogentti, 1966.

Do blog: https://povodoserido.blogspot.com.br
Anexins e Ditados:

Mulher, espingarda e relógio, não se empresta
a ninguém; Ninguém se fie em cachorro que fica na cozinha,
nem em mulher que passeia sozinha; Mula estrela, mulher
faceira e tubiba de aroeira, o diabo que queira; Quem quer bulir...
com a moça, bula com o pé e a bolsa; Quem apanha de mulher,
não se queixa ao delegado; Mulher de igreja, Deus nos proteja!;
Viúva rica, casada fica; Casa de mulher feia não precisa de tramela;
Mulher de janela, nem costura nem panela; Não há mulher sem
graça, nem festa sem cachaça; Cada uma em sua casa, o diabo não
tem o que fazer; Para quem ama, catinga de bode é cheiro; Sossego
de homem é mulher feia e cavalo capado.
 

(OTHONIEL MENEZES In "Sertão de Espinho e de Flor", Obra Reunida

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO