quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O Petróleo na Bacia Potiguar.

Agora, a Bacia Potiguar é palco para disputa de postulantes a exploração, nessa área, de poços de petróleo maduros. Contrapondo-se a uma expectativa dos proprietários locais para obter o domínio daqueles poços, surge empresa de outra região, negociando a aquisição deles. Esta área tem infraestrutura completa para produção de petróleo. A decisão, neste apagar das luzes, como se afigura evidente, necessita de maior visibilidade no que toca a transparência. 
A Bacia Potiguar estende-se ao longo da costa do Rio Grande do Norte e extremo oeste do estado do Ceará. Trata-se de bacia sedimentar madura, representando área de 119.030 km2, sendo 33.200 km2 em terra firme. Inicialmente, as reservas de petróleo nela contidas foram estimadas em 80 milhões de barris. É um recurso fóssil, mas sabidamente muito importante para o desenvolvimento desse pedaço do semi-árido do Nordeste. O primeiro poço foi explorado em 1959.
Vale destacar que esta área está provida de completa infraestrutura para exploração de petróleo e gás natural, a exemplo de estradas vicinais, oleodutos, inclusive, de uma refinaria, a Clara Camarão, que produz gasolina, óleo diesel e outros derivados do petróleo e, ainda, pessoal qualificado e com longo tempo de experiência operacional. 
Desde de algum tempo, os proprietários de terras, onde se localizam os poços ditos maduros, alimentam a expectativa de que a Petrobras venha com eles negocia-los. Isto por que, após a perfuração e instalação dos poços, as etapas com uso de tecnologias mais complexas nesse setor já foram realizadas e o petróleo é bombeado com procedimentos técnicos de pleno domínio pelos operadores locais.
Desse cenário, emerge, naturalmente, um sentimento de compensação entre os proprietários produtores em razão do desgaste trazido aos imóveis rurais, bem como as estruturas utilizadas na agropecuária. 
É de se esperar, no entanto, visando satisfazer a necessidade da transparência, que deva ser explicitado os direitos de preferência para os postulantes a exploração dos poços maduros. E mais do que isso, seja em reunião com a participação dos interessados, se realize em cidade na área física da Bacia Potiguar, e, amplamente, sejam discutidos os termos presumíveis para habilitar a cessão dos poços.
Cabe considerar um aspecto relevante nesse contexto: a geração de renda. É perfeitamente presumível que a exploração de tais poços, sendo conduzida por empresário local, a renda gerada, reinvestida na própria Região, cria um multiplicador não só para a própria renda bem como para o emprego. Não há dúvida que esse fator se converte num processo indutor do desenvolvimento social e econômico. 
É notório que a Região Nordeste não acompanha, em crescimento, outras Regiões do país sobretudo Sul e Suldeste por falta de oportunidade, carência de capital e fatores diversos. Nesse caso particular, um possível empresário sem compromisso e sem raízes no Nordeste deve maximizar os lucros fazendo remessa de excedentes monetários para outros países ou estados como aconteceu no passado em outras regiões. Ocorre, assim, apenas uma sangria da riqueza nordestina esgotável, inibindo o desenvolvimento.
Convém lembrar que o município de Guamaré (RN) ostentava Produto Interno Bruto-PIB per capita de R$ 85.163,34, em 2015 (IBGE), um dos maiores entre os 100 maiores municípios do Brasil, entretanto essa renda não é devidamente apropriada pela população local nem regional. 
Agora, no apagar das luzes, o propósito, nesse momento, seria evitar o desperdício de uma oportunidade para ajudar a inserir, pelo menos parte do Nordeste brasileiro, num ritmo com crescimento de causação circular progressiva e desejável. Depois de tanto tempo sem parecer sobre essa questão, por que não esperar pelo novo governo que estar às portas e poderia assumir a coordenação da demanda pelos referidos poços e a responsabilidade na tomada de uma decisão definitiva.

Gilzenor Souza

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

Publicidade natalina da Casa Costa, de propriedade de José (Zé) Dias da Costa. A loja de tecido com "preços sem competidores" era situada à Praça Getúlio Vargas, 446, vizinha ao Mercado Público. Zé Dias era esposo de Ana (Anita) Filgueira Caldas Costa, pai de Nilson, Ana Maria e Iza Maria. Ele também exerceu o cargo de presidente do Lions Clube de Assu. 

Este é o rótulo de uma caixa de fósforos que era oferecida aos clientes do estabelecimento como brinde, no período natalino.

Assu de Outrora


Educandário Nossa Senhora das Vitórias. Jubileu de Ouro, 9 de março de 1977. Na foto, da esquerda para a direita, Rachel Rachelita de Macêdo Medeiros, Edgar Borges Montenegro, Irmã Maria Josefina Gallas e Clara de Amorim e Silva, naquela noite de festividades em honra ao Educandário.Rachel Rachelita de Macedo Medeiros - matriculada a 11 de março de 1927, foi integrante da primeira turma feminina do então Collegio Nossa Senhora das Vitórias. Exerceu a função de professora no Instituto Padre Ibiapina.Edgard Borges Montenegro - matriculado a 4 de janeiro de 1928, tornou-se a primeira criança do sexo masculino a ingressar na instituição e integrou a primeira turma mista. Graduou-se em Agronomia, na Escola Superior de Agronomia, em Lavras/ MG, e ocupou o cargo de Prefeito Municipal em Assu e Deputado Estadual por três lesgislaturas.

Clara de Amorim e Silva (Clarinha) - matriculou-se a 8 de janeiro de 1928, compondo, também, a primeira turma mista de alunos. No Centro Operário Assuense, foi professora.Irmã Maria Josefina Gallas foi a primeira religiosa genuinamente brasileira da Congregação das Filhas do Amor Divino. Era gaúcha e chegou neste solo assuense em 1928, passando a exercer o cargo de mestra das noviças, professora e, posteriormente, de diretora - de 1954 a 1960/1963 a 1966. Dentre os empreendimentos realizados por Irmã Josefina, proporcionou a construção da Capela de Nossa Senhora das Vitórias, uma vez que ela havia pactuado (em sua juventude) com o seu pai de dirigir a construção de um templo religioso. A programação do Jubileu de Ouro foi bastante diversificada, com missas para a sociedade, desfile cívico, festa social à noite e o lançamento do livro de Francisco Amorim em alusão à Escola - Colégio Nossa Senhora das Vitórias: 50 anos. 
Por Pedro Otávio Oliveira.
Foto de Maria Ivete Medeiros.



Já sentiu raiva de si mesmo por ter um coração tão bom com quem não merece?


Fabiola Simoes


Já sentiu raiva

Quantas vezes não sentimos raiva de nós mesmos por termos um coração tão bom com quem não merece, e nos arrependemos de nossa bondade, docilidade e generosidade para com aqueles que simplesmente não estão nem aí?


Acredito que a vida seja uma jornada de aprendizados. As experiências felizes se intercalam com aquelas não tão boas, mas são os infortúnios que nos lapidam e nos impulsionam a encontrar formas de estarmos em paz com o mundo e com nós mesmos.
Aquele momento em que você percebe que cometeu “uma grande e inesquecível burrada” pode ser um divisor de águas em sua vida.
Um dos meus maiores anseios é encontrar equilíbrio e paz. Depois da fase de buscas, inseguranças, pressa e alguma impaciência, hoje quero mesmo é a tranquilidade do meu coração. Por isso reduzi a intensidade de minhas expectativas e estou me esforçando para não me magoar por aquilo que não posso controlar.
Reciprocidade, amor, atenção, amizade e consideração são coisas que não se cobram, e por isso não se controlam. O máximo que podemos fazer é nos resguardar. Não correr o risco de nos machucar. Aprender a proteger a nossa vulnerabilidade. Aprender a nos amar em primeiro lugar.
Quantas vezes não sentimos raiva de nós mesmos por termos um coração tão bom com quem não merece, e nos arrependemos de nossa bondade, docilidade e generosidade para com aqueles que simplesmente não estão nem aí?

Quantas vezes não sentimos que perdemos nosso tempo alimentando relações unilaterais, tentando ser gentis, atenciosos e amorosos com quem jamais se importou?

Não se trata de endurecer nosso coração, de deixar de lado a doçura e delicadeza, mas sim de aprendermos a separar o joio do trigo. De começarmos a ser mais afetuosos com nós mesmos, e com isso aprendermos a distinguir o que deve ser valorizado do que tem a obrigação de ser ignorado.
Muitas vezes a gente se engana. Erra feio. Investe tempo e atenção em alguém “especial” na certeza de que em algum momento será retribuído. Fantasiamos desfechos dignos de contos de fadas e projetamos nossas ilusões em cima de pessoas tão diferentes de nós, romantizando atitudes e acreditando em inúmeras possibilidades irreais. Quando tudo corre conforme o planejado, ótimo. Porém, com alguma vivência e algumas “quedas do cavalo”, percebemos que a expectativa é prima-irmã da decepção. Mas ninguém está imune à desilusão; simplesmente porque amar, ainda que seja um risco, continua sendo o maior combustível da vida.

https://osegredo.com.br


domingo, 2 de dezembro de 2018

Roberta Sá e Martinho da Vila - Me Faz um Dengo/Disritmia

FLOR DO AMOR

Quero te ofertar a flor
Dos beijos que plantei em tua boca.
Tem o perfume suave do amor
E a ternura de almas se encontrando.

Quando vires a flor entreaberta,
Lembra - te, querido amor,
Das Lágrimas que a regaram.

E sentirás, quando beijá-la,
Um amargo sabor de sal
Que as pétalas trêmulas captaram.


Maria Eugênia
Se chorar de tristeza, enxugue as lágrimas que a felicidade haverá de chegar!

Portugal é o melhor destino do mundo pela segunda vez


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Na fotografia: o miradouro do Castelo de São Jorge, em Lisboa.



O prémio foi anunciado na cerimónia dos World Travel Awards que está a decorrer no Pátio da Galé, na Praça do Comércio, em Lisboa, este sábado à noite. É a segunda vez que o país ganha este prémio.
É oficial: Portugal é, pelo segundo ano consecutivo, considerado o melhor destino turístico do mundo pelos World Travel Awards, cuja cerimónia decorre pela primeira vez no nosso país, mais precisamente no Pátio da Galé, na Praça do Comércio, em Lisboa.
O prémio foi anunciado na 25.ª gala dos World Travel Awards – considerados os mais importantes prémios do turismo a nível mundial – e reforça assim a posição de destaque do país no turismo global, pois é a segunda vez que é atribuído.
Já o ano passado Portugal tinha ganho este prémio, tendo sido, à data, o primeiro país europeu a conquistá-lo, depois de derrotar concorrentes como o Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname ou Espanha.
O prémio resulta da votação do público em geral em centenas de nomeações (veja aqui a lista completa de candidatos portugueses), mas sobretudo daquela que é feita por 200 mil profissionais da indústria do turismo, representantes de 160 países. Os World Travel Awards foram criados em 1993 para distinguir «os melhores exemplos de boas práticas no setor do turismo, à escala global» e «de modo a estimular a competitividade e a qualidade do Turismo».
https://www.evasoes.pt




UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO