terça-feira, 31 de dezembro de 2019

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes. 

Winston Churchill
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Por João Lins Caldas

Eu trabalhei por uma eternidade.
Meus filhos, pelos meus filhos, eu trabalhei por uma eternidade em pensamentos.
Meus filhos, pelos meus filhos, eu trabalhei por uma eternidade.

Era a luz do meu verso a arder na cruzada do meu sentimento.
Todas as vozes do meu ser arrancadas
E dos raios do meu ser, e dos raios todos do meu maior sentimento.

Eram o céu e a luz de toda minha vontade.
O ardor da minha fé, a minha fé como o meu monumento.
E a minha voz de fé, e a minha fé toda como vontade.

Eram Deus e a verdade, sendo Deus a verdade dos crentes.
E o iluminado, e o circulo de fogo de todos os iluminados.
A fé de todos os vivos, a vida de todos os crentes.

Os oceanos, os rios, as ondas longas de todos os lagos crescentes e decrescentes.
As escadas, os degraus, as escarpas mesmo de todas as subidas
E as descidas escarpadas, e as subidas crescentes e decrescentes.

Os rosais, os pomares, todas as ervas e todas as flores.
Todas as vidas, vivas, que se faziam e que se fizeram para as vidas...
Tudo de tudo; todos os galhos, todas as raízes, todos os frutos e todas as flores...

Caí porém de caída...
Hoje, e não conheço a vida...
Mataram-me, e como me mataram mesmo de todos os estertores...

domingo, 29 de dezembro de 2019

A imagem pode conter: árvore, céu, grama, nuvem, atividades ao ar livre e natureza

Estudantes de Natal criam veículo adaptado para levar cadeirantes à praia

De:  https://agorarn.com.br

Diferente das rodas finas da cadeira de rodas que logo afundam, o veículo tem seis rodinhas largas com um sistema de tração

 


Divulgação
 
A cadeira de rodas sobe na plataforma do Crab por uma rampa e é possível “dirigir” o veículo usando um controle remoto
Ir à praia, andar na areia e entrar na água pode ser o programa ideal para quem vive perto do mar. No entanto, imagine o desafio que é para um cadeirante se deslocar pela areia e ter esse momento de lazer.

Após ouvir o relato sobre as dificuldades de um cadeirante da cidade de Natal (RN) para ir à praia, um estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Norte quis mudar essa realidade e teve a ideia de criar um veículo adaptado.

O projeto do estudante Iago Souza ganhou o apoio da colega Maraysa Araújo e dos docentes Artur Salgado e João Teixeira. Eles desenvolveram o Crab, palavra em inglês que significa caranguejo, numa referência à habilidade do animal de andar na areia.

Diferente das rodas finas da cadeira de rodas que logo afundam, o veículo tem seis rodinhas largas com um sistema de tração. A cadeira de rodas sobe na plataforma do Crab por uma rampa e é possível “dirigir” o veículo usando um controle remoto.

O primeiro protótipo em escala real foi produzido e, duas vezes por ano, faz demonstrações na orla de Natal levando os cadeirantes até a faixa de areia próxima ao mar. O Crab tem capacidade para transportar uma cadeira de até oitenta quilos. A bateria é alimentada por energia solar e chega a durar sete horas.

Um dos idealizadores do projeto de acessibilidade, o diretor de Inovação Tecnológica do campus Natal-Zona Norte do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, João Teixeira, diz que o grande mérito do Crab é devolver a autonomia para quem tem dificuldade de locomoção.

“Demonstra a expansão do mundo dos cadeirantes. Eles têm dificuldade de locomoção, de ter acesso a lugares, algo que deveria ser um direito garantido. É necessário que haja políticas públicas que possibilitem levá-los a lugares onde há dificuldade de acesso, como é o caso da praia”, disse Teixeira.

O garoto João Gabriel Andrade, de 8 anos, participou do projeto desde o início e já foi à praia duas vezes usando o Crab. A mãe, Juliana Andrade de Castro, conta que o filho ficou encantado. “O projeto é fantástico. O carro ajudou, porque são os pés dele. Para ele foi maravilhoso e, pra mim, mais ainda. Ele inclusive conseguiu controlar o carro, então ficou encantado”, relatou.

A experiência foi muito diferente de outro passeio que eles fizeram à praia, que terminou com os pais carregando o menino e a cadeira de rodas. “Tentei uma vez e quase morro. Andei dois metros e tivemos que colocar a cadeira num braço e ele no outro. É impossível andar com a cadeira na areia fofa”, disse. Para ela, o ideal é que um número maior de crianças, também de outros estados, pudesse ter acesso ao Crab.

 

Projeto de expansão


A meta agora é expandir a iniciativa e levar o Crab a outras praias do País. O diretor João Teixeira conta que a equipe vai buscar parcerias ou mesmo transferir tecnologia para que mais unidades do veículo sejam produzidas.

“Esperamos ter o apoio de instituições, do governo, para que a gente possa desenvolver esse veículo em maior quantidade e disponibilizar nas praias do Brasil”, explicou.

A experiência do Crab foi apresentada em eventos no Brasil e no exterior e recebeu prêmios, na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, em São Paulo, e na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, no Rio Grande do Sul. A invenção ainda levou o primeiro lugar na Infomatrix, feira realizada no México.

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

SURDINA

Um vento leve, os pés de lã,
Vem vagaroso, como uma carícia para a minha fronte.
Como será amanhã?
Na lembrança da tarde, outra tarde distante...

Os olhos para a terra, os olhos para o monte...
E distante
Na curva do caminho, a curva adiante,
Sem que me afoite,
Os passos que da tarde para a noite,
Sou distante...

Longe de mim, tão perto da minh'alma...
Uma pétala de rosa no meu rosto...
E o desgosto
A lembrança que fui d'aquela calma...

A calma que não sou, da minha vida...
Nova pétala de rosa, demorada...
que me trás esse vento, tarde amada?
Ah! a lembrança que me foi querida...

Um vento leve, os pés de lã,
Vem vagaroso, como uma carícia para a minha fronte.
como será amanhã?
sem que me afoite,
os passos que da tarde para a noite,
sou distante...

(João Lins Caldas)

 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Afinal, o que é sonho?
Será querer o impossível?
Sonho é querer?
Que loucura!
Acho que sonho, pode ser
um grito da alma.
Preciso definir o que é sonho!
Sonhar é lançar-se no espaço,
Sonho é mergulhar no infinito.
Sonhar é a vontade de ver de novo.
Não! Isso é definição de saudade!
Sonho, será o mesmo que devaneio?
Se é, para que tanto rodeio!
No meu sonho sou poeta.
Já sei, sonho é ter amizade sincera,
É ter um grande amor nos braços,
É esquecer todos os fracassos.
É dar e receber beijos de ternura,
É fazer do amor uma doce loucura,
É nutrir sentimento bem definido,
É sentir um amor não dividido.
É sentir paixão ardendo no peito!
É isso mesmo!
É assim,
Que eu sonho..
.
(Cristina Costa)

*Ninguém como ELE...*

 *_Ninguém NASCEU como Ele..._* 
 
Seu nascimento há centenas de anos foi fartamente anunciado
Pois o Espírito de Deus a homens santos inspirados
Anunciou local, condições, ascendência, nomes e sua missão
Sem falhas ou mesmo erros, mas com fantástica exatidão.

 _*Ninguém VIVEU como Ele...*_ 

Nada tendo como seu
No entanto, para servir aos outros Ele viveu.
Embora de humilde ofício de sua carpintaria
Para multidões que a Ele acorreram discursaria
Nos caminhos e cidades da Judéia
Ou mesmo por montes e mares da Galiléia
Não foram poucos os que queriam ao menos vê-Lo
E ouvi-Lo falar do Pai com tanto zelo.
E o evangelista relatando descrevia
Somente “Fazendo o bem, ele vivia”.

 _*Ninguém AMOU como Ele...*_ 

Cercado por discípulos, crianças, jovens e anciãos
Pessoas ricas, pobres, doentes e também os sãos
A todos igualmente Ele tratava
Declarando a quem quer que O procurava
Com autoridade de que domina a situação
Sua identidade, seu propósito, sua missão.
Sendo de Deus, o Enviado
O Amor encarnado
Jamais limitou do sentimento a extensão
Amando sem medidas, foi assim
Que os discípulos “amou-os até o fim”.

 _*Ninguém MORREU como Ele...*_ 

De seus trinta e três anos de vida que aqui se registrou
Em pouco mais de três seu ministério concretizou
Não lhe esperava, no entanto, uma morte honrosa
Para cumprir a profecia e salvar o homem
Estava destinado a si a cruz ignominiosa.
Sofreu a dor da rejeição, do escárnio e do desprezo
Nada alegou e não reagiu quando foi preso.
De seus discípulos, outrora inseparáveis do meigo e bom Pastor,
Exceto João, se foram todos, vendo de longe padecer o Salvador.
Expirou com um brado de vitória
Suportando os pecados da humanidade
Ao Pai Seu espírito entregou
Respondendo aos algozes Ele provou
Com Sua Vida, o sentido da Verdade.

 _*Ninguém RESSUSCITOU como Ele...*_ 

Foi no alvorecer do terceiro dia
Que o maior milagre de toda história se realizou
As três Marias, indo ao túmulo, entristecidas
Estupefatas, descobriram que a pedra alguém rolou.
Não tinha sido o jardineiro
E muito menos a escolta do poder romano
Certamente o que ali se passara
Acima estava do entender do ser humano.
Entre lágrimas de singela dor e de saudade
Foi do anjo que ouviram a novidade:
“Não está mais aqui Aquele
Que a morte venceu e a profecia cumpriu.
Anunciai a todo mundo que o Rei dos Reis,
Príncipe da Paz, Conselheiro,
Pai da Eternidade, Maravilhoso, ressurgiu!”

 _*Ninguém VIRÁ como Ele...*_ 

Mais de dois mil anos se passaram
Desde aquela manhã tão gloriosa.
Decorreram vinte séculos que neste mundo
A presença do Santo Espírito o homem goza
Mas o tempo do fim não tarda a se cumprir
E ao homem pouco tempo lhe resta prá se decidir
Eis que vindo o Filho do Homem lá nas nuvens
Como havia antes sido profetizado
Da Salvação a porta será fechada
E da decisão a oportunidade estará encerrada.

É sua hoje a escolha, leitor amigo
Não desprezes nem rejeites este convite
Salve sua vida e viva seus dias descansado
Tenha certeza de que Ele nunca o deixará
Suas promessas fielmente cumprirá
E para sempre ao seu lado Ele estará!

 _*Ninguém É como Ele...*_ 

Nosso amado Redentor Onipotente
Nosso Salvador suficiente
Supremo Pastor, Sol da Justiça, SENHOR JESUS!!!

 _Clênio Falcão Lins Caldas_

“A minha alma tem pressa” – Belíssimo poema para refletir

O brilho que você gera irrita aqueles que vivem na escuridão

 

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.