segunda-feira, 1 de junho de 2020

Cine Teatro Pedro Amorim (Documentário)- Assú-Rn



O TÚNEL DA JUNQUEIRA AIRES
Você sabia que em Natal há um túnel subterrâneo entre a avenida Junqueira Aires e o rio Potengi? Ele foi construído em 1938 para servir as obras de saneamento da capital potiguar.O referido túnel foi construído entre esta avenida e a avenida Ocidental, atualmente avenida do Contorno.
A inauguração do túnel
Com a presença do Dr. Aldo Fernandes, interventor interino, Dr. Gentil Ferreira, prefeito da capital, diretores de departamentos, engenheiros e outras autoridades e representantes da imprensa, foi inaugurado em 15/01/1938 pela manhã o túnel da Avenida Junqueira Aires construído pelo Escritório Saturnino de Brito par ao Serviço de Saneamento de Natal.
O canal interior foi percorrido pelas pessoas presentes na ida e na volta, causando a todos excelente impressão.
O Dr. Gouveia de Moura, engenheiro chefe da Comissão de Saneamento, após o primeiro discurso, proferiu algumas palavras sobre o túnel recém-inaugurado com a presença do interventor interino
Por sua vez o interventor interino Aldo Fernandes congratulou-se com a população da cidade, pela inauguração do citado melhoramento, estendendo as suas felicitações ao Escritório Saturnino de Brito.
O fotografo João Alves fez várias chapas fotográficas do ato.Não conseguimos encontrar tais fotos.
Atualmente o túnel é propriedade da CAERN e desconheço sua finalidade hoje em dia.
Fonte: A Ordem, 16/01/1938, p.1.

ARTIGO - INÁCIO LACERDA UM VISIONÁRIO DO SEU TEMPO

As lembranças se fazem de várias formas, matérias jornalísticas, fotos, documentários, depoimentos, relatos, entre outros.
Por duas ou mais vezes tive a satisfação de conversar com o Senhor Inácio Lacerda.
Os encontros foram sempre na bodega de Sebastião Borges, ali onde hoje funciona o Banco do Nordeste.
Aos sábados encontravam-se várias pessoas das comunidades circunvizinhas, sempre acompanhei o meu saudoso pai, o velho Torquato, e, por isso sou testemunha do prazer que ele demonstrava ao encontrasse com o líder comunitário o Senhor Inácio Lacerda, um visionário do seu tempo.
Lembro-me como se fosse hoje meu pai me apresentando a ele e o mesmo respondendo nos traços do filho, encontro o pai.
Então passei a conversar com aquele homem de semblantes por vezes sisudos e senti fortemente a marca de sua personalidade, como também me pareceu ser um homem de poucas palavras mais de grande e fecundos gestos.
O tempo tem muitas coisas a dizer sobre o pai do Blogueiro Aluizio Lacerda, homem de reconhecidissima capacidade no mundo das organizações rurais, teve participação decisiva para a fundação do Sindicato Rural de Carnaubais.
E aqui neste relato simples e ligeiro a cerca que vi e ouvi da inteligência daquele homem, que foi o primeiro Presidente do Sindicato por ele fundado.
CHICO TORQUATO

De: Aluizio Dias Lacerda

domingo, 31 de maio de 2020

CALDAS, O POETA ESQUECIDO

O longo poema abaixo transcrito, é produção de um grande poeta brasileiro nascido em 1888, ainda esquecido e injustiçado da poesia nacional chamado João Lins Calda. Caldas é de família do Assu, interior do Rio Grande do Norte. Viveu a Belle Époque brasileira (em português, bela época) no Rio de Janeiro entre 1912-33. Autor compulsivo, personagem de romance  intitulado Território Humano de autoria de José Geraldo Vieira, um dos pioneiros do romance moderno brasileiro, encarnado no personagem "Cássio Murtinho", porém teve a infelicidade de não ter conseguido publicar seus treze livros que tinha organizado em manuscritos, mas teve o privilegio (além de ser personagem de romance) de um dos seus poemas ter sido lido através da rádio britânica BBC, isso, salvo engano, na década de quarenta.
Poeta de diversos estilos e temas. Os poema que Caldas escreveu aos milhares, são de versificação profunda. Será que foi a toa que o poeta pernambucano Mauro Mota externou que João Lins Caldas tem poemas dos melhores da língua portuguesa? Pois bem, os versos adiante (inédito) é testemunho da grandeza do seu poetar. Senão, vejamos:
Senhor a vasta mancha dessa negra alma de todo a vasta imensidão de todo o Vosso imenso céu.
Um mar escuro, sonolentas águas,
E vagas de queixumes, a profunda mistura de gemidos,
E de choro, e de gritos, e de imprecauções, e de blasfêmias,
Gira no negro ar, um ar espesso e pestilento, a angustia de todas as torturas e de todas as descendências.
Senhor, o Vosso céu está toldado.
Da terra para o céu, sobem, de dedos longos, num pavor crispados,
AS preces que Vos pedem, os anseios e os apelos que Vos apontam o condenado.
Senhor, eu grito e apelo para o céu.
Clamo, diante de Vós, o testemunho de todas as plantas da terra
E de todos os seres da terra
E de todos os caminhos, palmilhados e não palmilhados
E de tudo que brilha das estrelas
A noite para de olhos desvairados
Ele, e os meus olhos, a minha boca toda de carregados soluços.
Senhor, vede esse monstro negro, a su'alma carregada de esterquilínio de todos os pecados.
Senhor, há varrer de um só gesto tudo que dos seus andrajos.
A sua noite para desaparecer.
Para sumir-se, da sua noite, tudo que dele da face da terra.
E para ele na terra nenhum logar,
Nem no céu, o espaço negativo para conte-lo
Para conte-lo, cousa alguma, em qualquer parte, indefinidamente, para se contar.
E ele e a sua noite para desaparecerem.
Para de todo desaparecerem.
Só a lâmina do inferno para os seus olhos.
Tudo na sua sombra, ele na sombra para mergulhar.

sábado, 30 de maio de 2020

Ontem à tarde, ao desmaiar do dia
As estrelas inquietas e medrosas,
Procuravam nas plagas luminosas
Uma outra estrela que fulgido havia

Elas todas choravam silenciosas
Cheias de medo e cheias de agonia
E o claro pranto das estrelas ia
Cair no seio das nevadas rosas.

Porém, mais tarde, quando a lua algente
Transpôs a curva triunfal do oriente
Noiva do sol, pela amplidão vagando...

Elas viram, do espaço interminável
A meiga estrela, pálida, adorável
Na doce luz do teu olhar brilhando.

Ana Lima, poetisa sonetista do Assu.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

QUEM AOS SEUS NÃO ESQUECE SERÁ SEMPRE BEM VINDO



Por 
http://aluiziodecarnaubais.blogspot.com/  

Parafraseando o célebre escritor paraibano José Américo de Almeida, cunhando uma pérola verbal de que: No caminho da volta ninguém se perde.  


Alongando este pensamento realístico dos desafios do tempo, quero aqui enfatizar a informação que acaba de chegar à nossa redação.


Tomamos ciência que Fernando Caldas (Fanfa) que na sua juventude enveredou na politica assuense, sendo vereador e consequentemente presidente da Câmara Municipal, dedicando todo o seu empenho a causa pública, depois de longos anos residente em Natal, sem perder o contato com sua amada cidade de Assú. 


Fanfa pretende fazer uma retomada desta experiência que se qualificou com o passar dos tempos, vindo disputar uma das 15 vagas do legislativo na terra dos poetas. 


Fanfa sabe das dificuldades de um recomeço, assim como o fênix, que ressurge das cinzas, vai lutar com espirito renovado para mais uma conquista.


Acreditamos que seu renascimento na politica assuense, será de importante contribuição para o processo  legislativo vigente, em seus diversos ângulos de efetividade social e econômica da sua querida gente. 


Abnegação pelo trabalho que deseja realizar em prol da coletividade é uma premissa recíproca aos que confiarem em seu projeto.


A vida sempre nos oferece uma segunda chance. Fulcrado nos ideais democráticos de quem deseja servir com sua capacidade a terra que bem o conhece, nosso amigo varzeano, sabe mais do que ninguém desempenhar o seu papel parlamentar. Cumprir obstinadamente destino que o chama para uma nova batalha, será o objetivo principal para  empunhar mais uma vez a bandeira de luta em defesa dos que necessitam do seu trabalho.


Como não sou eleitor do Assu: resta-me somente encorajar o amigo para tal façanha, independente de sigla partidária ou sistema de apoio em que esteja inserido.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

Quando te despes, meu olhar faminto,
Lambe os contornos teus, incomparáveis
E desperta em mim o sensual instinto
O bando dos desejos indomáveis.

Ao ver teus róseos seios, inefáveis
Da alva camisola sob labirinto
Tenho a sofreguidão dos insaciáveis
E aperto-te a cintura qual um cinto

Beijo-te a carne púbere e excitante
Sinto cercado o coração de abrolhos
Se teu corpo do meu se acha distante.

Não cessa de viver minh'alma louca
As negras contas que tu tens nos olhos
E o rubro cravo que tu tens na boca.

João Nathanael de Macedo, poeta sonetista assuense (1860 - 1879).


Mulher Virtuosa ♥: Despindo das vaidades ;
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantado

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

João de Barro

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em pé
*Mote*

*Não existe nada eterno*
*Nesta vida de ilusão.*

*Glosas*

Mesmo o pior sofrimento
Um dia vai se acabar
Não vá se desesperar
Pois tudo tem seu momento
Um dia esse tormento
Acaba de supetão
O rico e o pobretão
O antiquado e o moderno
*Não existe nada eterno*
*Nesta vida de ilusão.*
2
"Não há mal que sempre dure,"
"Nem bem que nunca se acabe"
Todo mundo hoje sabe
Não há mal que Deus não cure
Esse vírus não procure
Pois mata qualquer cristão
O Juiz e o ladrão,
O patrão e o subalterno
*Não existe nada eterno*
*Nesta vida de ilusão*
3.
Chico Xavier dizia
Eu bem sei que "tudo passa"
Orando, o bem ultrapassa
Não vá pensar heresia
A oração é poesia
Que salva qualquer nação
Deus quer nossa salvação
Para nós Ele é fraterno
*Não existe nada eterno*
*Nesta vida de ilusão.*
Natal (RN), 26 de maio de 2020.
Dedé de Dedeca.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO