Mais uma semana… e repleta de destaques no campo da ciência e da saúde. Com informações que variam desde novas cepas a imunização, o noticiário foi recheado de novidades a respeito do Plano Nacional de Imunização e os novos acordos por vacina para os brasileiros. Fora daqui, assuntos relacionados à COVID-19 também foram destaque, principalmente no que tange o uso de medicamentos e as novas diretrizes do CDC, dos EUA, quanto ao uso de máscaras por quem já foi totalmente vacinado.
Esses e outros destaques você confere agora, aqui no Giro da Saúde.
CoronaVac é eficiente contra três variantes que circulam no Brasil
CoronaVac: Butantan garante que a vacina é eficaz contra variantes que circulam no Brasil (Imagem: Divulgação/Instituto Butantan)
Uma nova pesquisa desenvolvida pelo Instituto Butantan apontou que a vacina CoronaVac é, sim, eficaz contra as três variantes do coronavírus SARS-CoV-2 — a britânica (B.1.1.7), a de Manaus (B.1.1.28) e a sul-africana (B.1.351) — em circulação no Brasil. "Estamos diante de uma vacina que é efetiva em proteção contra essas variantes que estão circulando neste momento", afirmou Dimas Covas, diretor do instituto. O estudo completo ainda não foi publicado.
A pesquisa inicialmente utilizou amostras de sangue de 35 participantes vacinados durante a Fase 3 do estudo clínico. Porém, "o estudo completo inclui um número maior de amostras, que já estão em análise. Os resultados completos serão divulgados posteriormente", afirmou o governo de São Paulo em comunicado oficial.
O estudo contou com soros de pessoas vacinadas, obtidos por coleta sanguínea convencional. Através das amostras de soro, os pesquisadores conseguiram identificar e verificar a eficácia dos anticorpos gerados por seus sistemas imunes após a aplicação do imunizante. Em nota, o Butantan explicou o seguinte: "As amostras são colocadas em um cultivo de células e, posteriormente, infectadas com as variantes. A neutralização consiste em testar se os anticorpos gerados em decorrência da vacina vão neutralizar, ou seja, combater o vírus nesse cultivo".
Os cientistas atribuem o sucesso da vacina à sua formulação, já que ela usa fragmentos inativados do coronavírus SARS-CoV-2, e não apenas as proteínas espiculares inseridas em um adenovírus, por exemplo. Sendo assim, a tecnologia utilizada na vacina pode ter feito com que ela seja mais abrangente no quesito variantes.
Fiocruz inicia produção em grande escala da vacina de Oxford
Máquinas a todo vapor: Fiocruz começa a produzir vacina em solo nacional (Imagem: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens)
Finalmente! A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou na semana passada que está iniciando a produção, em larga escala, da vacinda de Oxford, em parceria com a AstraZeneca. A expectativa é de entregar 3,8 milhões de doses até o final de março, chegando a 30 milhões em abril e com 100 milhões ainda neste primeiro semestre de 2021. Todas serão entregues ao governo federal e usadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A notícia veio após uma série de atrasos envolvendo insumos e problemas em equipamentos e materiais, a exemplo dos lacres dos frascos de vacina. Em declaração, o vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, Marco Krieger, definiu o assunto como uma guerra que, após a observação minuciosa de vários parâmetros, chegou ao fim.
De acordo com os critérios de testagem, é preciso que a fundação realize três produções seguidas e independentes de vacinas, de forma regular, para que a consistência dos imunizantes por ela produzidos possa ser verificada. O objetivo da Fiocruz é trabalhar, inicialmente, com um volume de 600 mil a 700 mil doses produzidas diariamente, um ritmo que será acelerado até chegar a uma capacidade de 1,2 milhão de unidades ao dia.
Anvisa autoriza vacina de Oxford e libera Remdesivir contra COVID
Segunda vacina aprovada no Brasil e remédio para uso hospitalar passam pelo crivo da agência (Imagem: Dimitri Karastelev/Unsplash)
Poucos dias após o anúncio da Fiocruz, na sexta-feira (12) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro definitivo ao imunizante de Oxford/AstraZeneca para uso no país. Assim, a vacina Covishield é, oficialmente, a segunda com liberação pela agência reguladora em caráter definitivo, e não mais para uso emergencial. A estimativa é que sejam entregues, até o final de março, 15 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até julho, a expectativa envolve 100,4 milhões de doses.
Outra boa nova que veio para acompanhar o registro definitivo da vacina de Oxford é a aprovação do antiviral Remdesivir para tratamento de pessoas infectadas com COVID-19 e internadas em hospitais. O Remdesivir é um medicamento sintético produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences e administrado de forma intravenosa. Na prática, ele impede a replicação viral. Com o registro, o Remdesivir passará a ser administrado em pacientes com pelo menos 12 anos de idade e 40 kg, hospitalizados com quadro de pneumonia e carentes de administração suplementar de oxigênio, mas sem ventilação mecânica.
Anvisa autoriza vacina de Oxford e libera Remdesivir contra COVID
Segunda vacina aprovada no Brasil e remédio para uso hospitalar passam pelo crivo da agência (Imagem: Dimitri Karastelev/Unsplash)
Poucos dias após o anúncio da Fiocruz, na sexta-feira (12) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro definitivo ao imunizante de Oxford/AstraZeneca para uso no país. Assim, a vacina Covishield é, oficialmente, a segunda com liberação pela agência reguladora em caráter definitivo, e não mais para uso emergencial. A estimativa é que sejam entregues, até o final de março, 15 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até julho, a expectativa envolve 100,4 milhões de doses.
Outra boa nova que veio para acompanhar o registro definitivo da vacina de Oxford é a aprovação do antiviral Remdesivir para tratamento de pessoas infectadas com COVID-19 e internadas em hospitais. O Remdesivir é um medicamento sintético produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences e administrado de forma intravenosa. Na prática, ele impede a replicação viral. Com o registro, o Remdesivir passará a ser administrado em pacientes com pelo menos 12 anos de idade e 40 kg, hospitalizados com quadro de pneumonia e carentes de administração suplementar de oxigênio, mas sem ventilação mecânica.
Vacina em forma de spray, sem agulhada, pode ser o novo imunizante brasileiro (Imagem: Fidel Forato/Canaltech)
Pesquisadores brasileiros também estão buscando fabricar imunizantes para combater o SARS-CoV-2 e barrar a disseminação desenfreada da COVID-19. Agora, profissionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP) estão contando com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para desenvolver uma vacina nasal, em forma de spray.
O estudo conta com duas frentes, sendo uma delas liderada pelo pesquisador Jorge Kalil, professor de imunologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do laboratório de Imunologia do Incor. Aqui, é utilizada uma vacina baseada em nanopartículas retiradas do coronavírus. A outra está sob direção de Ricardo Gazinelli, diretor do Centro de Tecnologia de Vacinas, professor de imunologia da UFMG. Ela propõe o desenvolvimento de vacina bivalente, baseada na plataforma da genética reversa do vírus influenza, utilizando um vírus não replicante contendo a proteína spike do SARS-CoV-2.
As duas potenciais abordagens já concluíram os testes iniciais, de forma promissora, em animais de laboratório. A previsão é que, no estudo clínico de Fase 1, sejam testadas a segurança e a toxidade em 140 pacientes voluntários. Na Fase 2, os cientistas avaliarão a quantidade de vacina e doses, além da melhor combinação que deve ser realizada.
Vale ainda ressaltar que a mucosa nasal garante resposta imunológica significativa. Além disso, o trato respiratório, como um todo, é um grande alvo do coronavírus.
Reunião dos governadores do Nordeste com o Ministério da Saúde aconteceu nessa quinta-feira | Foto: Reprodução/Twitter
Os governadores do Nordeste vão assinar nesta sexta-feira (12) um acordo para a compra de 50 milhões de doses da vacina Sputnik V, de origem russa. O contrato prevê a entrega de 39 milhões de doses ainda no mês de março. Pelas redes sociais, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, fez o anúncio.
O Consórcio Nordeste se reuniu ontem (11) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para garantir que o imunizante faça parte do Plano Nacional de Imunização (PNI) e atenda todo o Brasil. A proposta foi apresentada pelo governador do Piauí e presidente do Consórcio, Wellington Dias. A negociação da Sputnik V vinha sendo encabeçada pelo governador da Bahia, Rui Costa.
“Graças ao espírito colaborativo e liderança do governador Rui Costa, que junto ao Consórcio Nordeste vinha há meses em negociação com o Fundo Soberano da Rússia, agora temos um contrato de aquisição de 39 milhões de doses da vacina Sputnik V. Na defesa do SUS e do Plano Nacional de Imunização, o governador Wellington Dias apresentou conosco a proposta para que o Ministério da Saúde faça a aquisição das doses, e assim elas sejam incluídas no PNI”, destacou a governadora Fátima Bezerra.
Ela ainda ressaltou que o ministro Pazuello de pronto acatou a proposta e já na manhã desta sexta-feira o Governo Federal celebrará o contrato de compra junto ao Consórcio Nordeste, Fundo Soberano da Rússia e União Química. “É esperança renovada de dias melhores! Viva a Bahia, viva o Nordeste, viva o Brasil! VIVA O SUS!”, comemorou Fátima.
01) Manoel Teixeira, prefeito de Espírito Santo, narra uma história engraçada ocorrida quando José Varela era governador. O então interventor do município de Baía Formosa ante a visita do Chefe do Executivo Estadual, preparou uma festa supimpa. Até uma poltrona especial foi adquirida para o governador sentar na ampla sala de visita. Lá fora, enquanto todos estavam envolvidos no foguetório e nos “vivas” ao dr. Zé Varela, um bêbado inaugural sentou na cadeira oficial e pegou no sono. Quando a comitiva entrou na residência, o vexame foi perturbador. “Raimundo, Raimundo...”, instava nervosamente o interlocutor, “Saia daí logo, essa cadeira é só para o governador!!”. “E daí”, responde o bêbado, “porque a bunda dele é melhor do que a minha?”.
02) Raimundo Barros Cavalcante deixou como legado de suas andanças e boêmia o desejo de ser publicado o seu livro de memória “O Vasto Mundo de Raimundo”. São memórias de um macaibense adotivo nascido em Souza, Paraíba, com os melhores figuras de Natal. Homenageio-o, com um dos causos do seu repertório. Certa vez em Paris, Raimundo recebeu o convite do dr. Romildo Gurgel para jantar no fechadíssimo restaurante MAXIM”S. Em frente um homem todo fardado – parecia um general – abriu a porta do táxi cerimoniosamente. Romildo e Raimundo estavam em traje esporte e não haviam efetuado reserva. Gurgel, falando fluentemente o francês, explicou que eram amigos do milionário e playboy brasileiro Baby Pignatari e que insistira não deixar de jantar no Maxim’s. De imediato tiveram mesa especial. Veio o cardápio que mais parecia uma enciclopédia, o qual Raimundo trouxe como souvenir. Brasileiro é fogo. Romildo em impecável francês, pede o vinho: “Chateau Cachuil, s’il vous plaît!”. O maitre de fraque alinhadíssimo, promoveu o cerimonial de praxe e colocou o vinho à prova. Em seguida chegaram flores e não faltaram mesuras, tudo por conta da “amizade” de Romildo Gurgel com o internacional Baby Pignatari. Depois da sobremesa “Crepe Susette”, veio a conta: 550 dólares. Ai a coisa ficou diferente, na base do half and half (meio a meio). Mas, foi a esperteza diplomática de Romildo que quebrou o protocolo do traje e ainda, de quebra, um tratamento diferenciado.
03) No final de uma de suas campanhas políticas, o médico Arnóbio Abreu foi procurado por um eleitor que exigia uma conversa particular. Por sua vez, Abreu mandou o seu assessor perguntar-lhe o que queria. “Não posso dizer. É só particular” respondeu o exigente eleitor. E não arredou o pé. Após algumas horas, afinal, foi recebido. “O que deseja, amigo?”. “Quero que o senhor me arranje um caixão de defunto!”. “Mas amigo, se você tivesse dito isso antes eu já o teria atendido”, replicou o médico. “Mas, doutor, o negócio é o seguinte. É que minha mãe está para morrer e se eu não arranjar agora no fim da campanha, os políticos vãobtodos embora e a gente só vai ver vocês muito tempo depois”, concluiu o eleitor abusado. Meses mais tardes, em Açu, o deputado encontrou-se com o mesmo cidadão. Virou-se para Arnóbio e justificou-se: “Doutor aquele negócio deu certo. A “veia” “apagou-se” no mês seguinte. Eu tava ou não tava certo?”.
04) certo dia, Arnóbio Abreu consultava a sua clientela no Açu quando lhe apareceu um gago. Instalou-se logo aquele ar de impaciência e dificuldades. O deficiente começou a gaguejar falando a respeito dos filhos. Ao mencionar com extrema dificuldade o primeiro, o segundo, o terceiro, Arnóbio cortou a entediante conversa, perguntando logo quantos filhos ele tinha. “Tre, tre, tre, treze!”. “Todos são gagos assim como o senhor?”. “Na, na, não. Eu, eu, não fi, fi, fiz eles com, com a lin, língua não!!”. A consulta foi encerrada.