sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Lima Barreto, “Cronista do Rio” (2017, Autêntica/MEC/FBN, 240 p.)

Publicado: 00:00:00 - 31/10/2018

 

Alexandre Alves
Doutor em Literatura e professor da UERN
alexandrealvesuern@gmail.com

Não se trata aqui de mais uma coletânea de 50 crônicas do carioca Lima Barreto (1881-1922), esquecido em sua época e hoje entre os grandes vultos da literatura nacional no despontar do século XX. Adornado com dezenas de imagens a cargo de famosos (Marc Ferrez, Augusto Malta) e alguns anônimos, o cotidiano da então capital federal ganha movimento se lida junto aos textos, ora sérios ora irônicos e extraídas de vários periódicos. As crônicas seguem de 1911 até 1922, dando para voltar no tempo diante da bela narrativa de Barreto sobre o Rio de Janeiro. A percepção de Lima acerca da realidade fluminense possui ares de profecia, como na crônica “O nosso esporte” (adivinhe qual!), apresenta um olhar atento ao lado cultural urbano (“Sobre o carnaval”, “Amor, cinema e telefone”, “Bailes e divertimentos suburbanos”) e cenas urbanas pouco percebidas (“Os enterros de Inhaúma”, “A revolta do mar”, “O trem de subúrbios”, “A estação”).

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mundo livro 1

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Atenção seja dada ao texto “A polianteia dos burocratas”, na qual Barreto trata do que ele chama de “feminismo burocrático”, crônica claramente crítica quanto à presença da mulher no funcionalismo público, tudo porque ele via tal ação como mero “feminismo de fachada” (uma das mulheres diz que sua grande aspiração seria não ter outra mulher como chefe). Em outro texto, Barreto afirma ser um “andarilho de vocação”. Caminhar ao lado dele no Rio de Janeiro daquela época, eis uma experiência nostálgica frente aos tiros e tensões nas ruas cariocas de hoje.

Vários, “Arquivos de correspondências: carta e vida literária de escritores do RN” (2017, Edufrn, 182 p.)
Em mais uma investida do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-rio-grandenses, os profs. Humberto Hermenegildo e José Luiz Ferreira, ambos da UFRN, organizam um volume dedicado à epistolografia potiguar. O (sub)gênero da carta vem sendo estudado com mais afinco nas últimas décadas, provavelmente devido à dinâmica entre autores em tempos bem distantes da internet (e antes que as cartas se autodestruam!). O Modernismo brasileiro – incluindo o potiguar – foi moldado também, ainda que parcialmente, na troca mútua de missivas. Corroborando tal tese, surgem artigos de Humberto Hermenegildo (“O Modernismo como memória nas cartas trocadas entre Câmara Cascudo e Joaquim Inojosa”) e de Edna Maria Rangel (UFRN), tratando do autor de “Alma patrícia” com o criador de “Macunaíma” (“Câmara Cascudo e Mário de Andrade nos anos 30: desafios da política e da pesquisa sob tensão”).

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mundo livro 2

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Já Maria Suely da Costa (UEPB) e Wellington Medeiros (UERN), no texto “Poema-carta: sob um contrato do gênero”, afirmam que a carta foi “Usada por longo período da história humana como fonte, não apenas, de documentação, mas como recurso usual de comunicação”. Nos 08 capítulos, há ainda artigos sobre Zila Mamede e suas cartas a Drummond, sobre o poeta açuense João Lins Caldas e sobre o ainda obscuro acariense José Gonçalves Pires de Medeiros. São notícias de um mundo no qual as pessoas se entendiam, mesmo à distância. Hoje, por vezes, nem frente a frente o diálogo se faz possível. 

http://www.tribunadonorte.com.brnte:

 

PRF começa a usar aparelho que mede transparência de películas de carros no RN

Publicado: 13:22:00 - 05/11/2021

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem um novo instrumento para a realização de fiscalizações no Rio Grande do Norte. É o luxímetro, equipamento que mede o índice de transparência das películas nos vidros dos carros, que começou a ser utilizado no início desta semana. 

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Até então, a corporação tinha a intenção de fazer esse tipo de fiscalização, mas não podia, porque faltava o equipamento. 
 
De acordo com o policial Bruno Duarte, a Resolução 254 do Contran estabelece o índice de transparência para cada vidro do veículo. E os motoristas flagrados acima dos limites deverão ser multados.

Limites

Para-brisa: mínimo de 75% de transparência. 
Nos vidros dianteiros: no mínimo 70% de transparência. 
Vidros traseiros: no mínimo 28% de transparência.

“A multa para quem infringe esse tipo de resolução é de natureza grave, que acarreta 5 pontos na carteira e uma multa de R$ 195,23. Além disso, tem a medida administrativa em que o condutor é obrigado a retirar as películas para prosseguir viagem”, afirmou o policial Bruno.

Até o momento, a corporação só conta com um luxímetro para todo o estado, mas o processo para aquisição de mais aparelhos já está em andamento, segundo a PRF.
 
Fonte:  http://www.tribunadonorte.com.br
 
 

 Pode ser uma imagem de 2 pessoas e texto que diz ""A estrada é sua, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você." Cora Coralina"

RESTAM POUCOS EXEMPLARES - Etelvina Antunes é irmã de três escritores: Juvenal Antunes (expoente da cultura de dois estados: RN e AC), Ezequiel Antunes e Magdalena Pereira, mas, só teve seu livro “Violetas” (poesias) publicado postumamente. Uma bela edição, com introdução biográfica de Wandyr Villar e com farta iconografia. Pedidos aqui.

Wandyr Villar

 Pode ser uma imagem de livro e texto que diz "Etelvina Antunes Violetas AZYMUTH AZYMUTH atal/RN"

 

Recolho-me quando a fala faz sangrar
abrigo-me no silêncio reparador
restauro-me no perdão
e retorno ...
retorno leve já com as feridas cicatrizadas.
 
Desconheço autoria da imagem
 
 Pode ser uma imagem em preto e branco de uma ou mais pessoas e rosa
 
16 h 
📖 Na Revista da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, No. 68, Jul-Set 2021, CÂMARA CASCUDO EM TRÊS DIMENSÕES, através dos artigos dos acadêmicos Vicente Serejo, Humberto Hermenegildo de Araújo e do pesquisador Francisco Firmino Sales Neto.
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✨Cada um deles aborda um aspecto da obra cascudiana a partir do olhar apurado do seu autor: "Câmara Cascudo e Leal de Souza nas páginas do 'Bosque Sagrado'" (Vicente Serejo), "A Alma Potiguar: Terra Natal" (Humberto Hermengildo) e "Os 80 anos da Sociedade Brasileira de Folclore" (Sales Neto).
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▶️ A Revista da ANL tem distribuição gratuita e pode ser retirada na sede da Academia (Rua Mipibu, 443, Petrópolis, Natal/RN, Fone: (84) 3221-1143) de segunda a sexta, das 8h às 13h.
 
 Pode ser uma ilustração de uma ou mais pessoas, pessoas em pé e texto que diz "ML REVISTA DA ACADEMIA NORTE RIO GRANDENSE DE LETRAS 2021 NO68 68 -JULESET JUL SET CÂMARA CASCUDO EM TRÊS DIMENSÕES ARTIGOS, ENSAIOS. CONTOSE POEMAS"

 

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

 Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, ao ar livre e texto que diz "A gente vai deixando de procurar, vai deixando de sentir falta, vai deixando de querer saber notícias, e quando vê, já não sente mais nada. Lindas imagens"

Surge mais um avião com pintura do Brasil para a frota da Azul Linhas Aéreas

 Murilo Basseto

Ex-volante da Seleção Brasileira reconhece que seu maior gol foi entregar vida a Jesus

Depois de passar por algumas dificuldades nos EUA, Emerson conta como ouviu a voz de Deus.

Fonte: Guiame, Cris BeloniAtualizado: quinta-feira, 4 de novembro de 2021 12:18
 
 
 Ex-jogador de futebol Emerson. (Foto: Reprodução/Instagram)
 Ex-jogador de futebol Emerson. (Foto: Reprodução/Instagram)
 
 

O jogador de futebol, Emerson, ex-volante da Seleção Brasileira e capitão na copa mundial de 2002, atualmente frequenta a Igreja Batista Lagoinha de Orlando, nos EUA, com sua esposa Aline, onde compartilhou seu testemunho na última terça-feira (02). 

O casal falou sobre um tempo de dificuldades que enfrentou, quando as portas estavam se fechando e parecia que nada mais dava certo. Os dois se questionaram: “Será que estamos orando para Deus fazer a vontade Ele?”, compartilhou a esposa. 

“Parecia que a ‘bola’ era pesada demais, a gente chutava e ela não saía do lugar”, disse Emerson ao se referir à vida na época. 

O casal disse que fez um jejum de sete dias com o propósito de “ouvir a voz de Deus” e com a convicção de que a resposta viria. Eles estavam na casa de amigos, em Orlando, onde oraram juntos. 

A resposta chegou no dia seguinte, pela manhã, durante um culto. “Deus usou o pastor de uma forma sobrenatural. O tema era ‘Abra as Portas’ e nossas portas estavam fechadas. Deus tirou todas as dúvidas dos nossos corações”, disse Aline.

“Eu estava me dividindo entre Deus e as coisas do mundo”

Segundo o jogador, Deus disse claramente a ele que não era falta de oração. “Deus mostrou que eu estava me dividindo entre Ele e as coisas do mundo e colocando os meus projetos na frente”, contou.

“Eu entendi o que estava acontecendo. Peguei a Bíblia e comecei a orar. Deus disse: ‘Calma, estou cuidando de tudo. Fique tranquilo. Eu quero algo mais de você, mas não será através dos seus projetos’. Deus disse que iria me capacitar para algo”, lembrou. 

Emerson conta que depois disso, as coisas começaram a se desenrolar. O visto do casal para ficar nos EUA foi liberado. E as demais coisas começaram a acontecer.

“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo, [João 14.27]”, leu e reforçou: “Coloque as coisas de Deus em primeiro lugar e Ele cuidará da sua vida”, concluiu.

Emerson passou por grandes clubes no Brasil, como Grêmio, Bayer Leverkusen, Roma, Juventus, Real Madrid, Milan e Santos. Participou da Copa do Mundo de 2006, sua última competição com a Seleção Brasileira e encerrou sua carreira de jogador em 2009. Atualmente, ele, a esposa e as filhas moram nos EUA e dedicam suas vidas a Deus.



 
 
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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

 


OXENTE! SOU NORDESTINO
Da caatinga sou vaqueiro,
Eu não largo meu torrão
Meu paletó é gibão,
No cavalo sou boiadeiro
Que galopa no tabuleiro
Era sonho de menino
Ser vaqueiro nordestino,
Se benzer sem temer nada
Muita fé na cavalgada
Deus cumpriu o meu destino.
A carroça tem rangido
Um quintal feito de talo
Um chocalho sem badalo,
Menino tem apelido
Ferro à brasa aquecido,
O velho pilão num canto
Oratório com muito santo,
Todos feitos de madeira
Uma pá e uma peneira
Fogo fátuo e espanto.
Da sombra do juazeiro
Do cuscuz e da coalhada
Do mugido da boiada,
Da galinha no terreiro
Da matuta no barreiro,
Da batida do pilão
Da noite de São João,
Menino danado traquino
Prova que é nordestino
Nesse meu velho sertão.
 
Marcos Calaça é poeta e cordelista
 


 Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "o OTIMISTA É UM TOLO. o PESSIMISTA, UM CHиTO. BOM MESMO É SER UM REALISTA ESPERANÇOSO. -Ariano Suassuna Oficina Alma"

 

Orlando Barcelos Guarize 

 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO