01)
Manoel Forte (personagem folclórico do Rio Grande do Norte e Paraíba),
alto, corpulento, vozeirão, foi conhecer Brasília acompanhado do seu
filho. Caminhando pelo Centro Comercial e revivendo o costume
nordestino, comprou um enorme pão doce e saiu devorando-o normalmente
pela calçada para indignação do filho: “Você quer que eu alugue aqui uma
casa só para comer esse pão, é?”, vociferou Mané Forte, soltando
pedaços de pão pela boca.
02) De outra feita, aconselhado a
fazer exame parasitológico, Mané Forte evacuou o material enchendo uma
lata grande de Bardhal e pegou o ônibus rumo a Mossoró. No banco da
frente, pernas abertas e sobre uma delas o produto, foi advertido de
saída por uma senhora moralista que subia no coletivo: “Feche as pernas,
tenha respeito!!”. Mané Forte, em cima da bucha, retruca: “Feche você,
que não tem o que quebrar!!”
03) Em Catolé do Rocha, Mané Forte,
parente distante dos Maia, foi convidado para o pomposo jantar
oferecido pela família da matriarca, genitora de Tarcísio Maia. Na
confraternização, tipo banquete, Mané Forte, consciente do parentesco
distante, sentou-se na extremidade da imensa mesa. O jantar foi
organizado seguindo a etiqueta da Escola Doméstica. Mocinhas da
sociedade enfileiradas portavam, cada uma, diferentes pratos que iam
servindo sucessivamente aos convivas. Carnes, massas, peixe, verduras,
frutos eram colocados nos pratos dos Maias ilustres, Tarcísio, João,
Otávio, Sérgio, Isauro, etc., etc., mas levantavam voo quando se
aproximavam de Mané Forte. Lá pras tantas, chega uma travessa de farofa
que sobrevoou os pratos dos notáveis mas aterrisou no de Mané,
enchendo-o até as bordas, para sua decepção. Inconformado, seu Mané
exclamou trovejante e contrafeito: “Preste atenção ao serviço menina,
aqui só ta chegando cereais!!”.
04) O Dr. Fábio Mariz viajou com
Mané Forte a João Pessoa e juntos se hospedaram na residência do
deputado estadual Américo Maia, representante de Catolé do Rocha na
Assembléleia. Na hora do jantar foi servida uma sopa aos convidados.
Para surpresa de todos, Mané Forte despejou o farinheiro na sopa e fez
aquele “grolado”. Advertido polidamente pelo deputado, Mané Forte foi
enfático: “Américo, só gosto de comer que faça bosta!!!”.
(*) Do livro "Pisa na Fulô - Anedotário Político e Social de Macaiba e Adjacências".
Nenhuma
região do país é tão pródiga na inventividade como o Nordeste. A arte do
repente identifica a nossa região. É o exercício da poética popular, do sertão
ao litoral, com versos de fazer inveja a poetas eruditos.
O repente nordestino é duelo verbal de cantadores com o acompanhamento de
viola, rabeca ou pandeiro (embolada). Em todas as suas formas, participa do
rico Patrimônio Imaterial do Brasil. É o diálogo do improviso e da liberdade
vocabular.
Muito se discute sobre a sua origem. Como sempre, Câmara Cascudo vai mais
longe. Para ele é o desafio oriundo do canto amebeu, grego, do tempo de Homero.
É canto alternado, obrigando resposta às perguntas do companheiro.
Muitos poetas cantadores tornaram-se célebres. Pinto do Monteiro (sempre
considerado o mestre da cantoria), um dia, recebeu Lourival Batista, crescente
em versos quentes. Glosaram os dias da semana com o humor produzido por
trocadilho. Pinto: “No lugar que Pinto canta/não vejo quem o confunda. / Que o
rio da poesia/o meu pensamento inunda. /Terça, quarta, quinta e sexta, /sábado,
domingo e segunda”. Lourival respondeu: ”Sábado, domingo e segunda, /quarta e
quinta. / Na sexta não me faltando/a tela, pincel e tinta/pinto pintando o que
eu pinto. /Eu pinto o que o Pinto pinta”.
Ninguém sabe dizer melhor das coisas da região do que o poeta mossoroense
Antônio Francisco. É sempre expressiva a sua linguagem para fazer pensar. Brevíssimo
exemplo: Falando sobre a fome, ele começa: “Engoli três vezes nada...”.
Fabião das Queimadas, escravo que tangia bem o verso e a rabeca, foi provocado
para falar sobre a paga dos seus vinténs arrecadados. Que seria um poeta? Ele
explicou: “Canta longe um passarinho/do outro lado do rio, /uns cantam porque
têm fome, /outros cantam por ter frio. /Uns cantam de papo cheio, /outros de
papo vazio”.
Não era cantador, mas poeta popular, popularíssimo. Aliás, Renato Caldas foi um
lírico, improvisador, bem-humorado. Pediram-lhe que fizesse saudação ao
escritor e pintor Newton Navarro. Versejou: “Adão foi feito de barro/mas você
Newton Navarro foi feito de inspiração. / Dos passarinhos, das cores/da noite
feita de amores/do luar do meu sertão”. Certa vez, o poeta tomou café em uma
residência na cidade de Angicos e ao guardar suas coisas, distraidamente,
incluiu uma colherinha. Já na sua cidade, em Assu, verificou o equívoco e
voltou. Desculpou-se dizendo: “Eis aqui, dona Chiquinha, /devolvo sua colher. /
De coisa que não é minha/eu só aceito mulher”.
Na função de conselheiro do Iphan, esforçar-me-ei para que o Repente Nordestino
seja reconhecido como Patrimônio Imaterial Brasileiro.
A implantação da tecnologia 5G em Natal, a internet de
quinta geração, dependerá de investimentos em infraestrutura e
modernização na legislação municipal para sair do papel, segundo
especialistas. Aliado a isso, a pesquisa “Cidades Amigas da Internet”,
da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações
(Abrintel), colocou Natal em 21º lugar entre as 27 capitais no tocante a
legislações, exigências e prazos para emissão de licenças e
autorizações para antenas.
Alex Régis
Instalação de antenas é um dos gargalos apontados. Semurb diz que licenças saem com rapidez
A Secretaria de Meio e
Ambiente e Urbanismo (Semurb) discorda do relatório e aponta que as
emissões de licenças possuem uma média 10 dias de finalização
processual, caso a documentação esteja toda de acordo com a legislação
por parte do solicitante. A lei que regulamenta a instalação de antenas
em Natal é datada de 2001 e a pasta avalia modernizar a legislação em
virtude da chegada do 5G.
O leilão do 5G no
Brasil foi feito nesta quinta-feira (04) pela Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel). As empresas vencedoras têm compromissos de
investimento definidos pelo Ministério das Comunicações e aprovadas pelo
Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Anatel. O objetivo das
contrapartidas é sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as
tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de
telecomunicações do país.
Para o professor Luiz Gonzaga de
Queiroz Silveira Junior, do Departamento de Engenharia de
Telecomunicações da UFRN, a tecnologia 5G, voltada em maior parte para
indústrias, vai exigir uma mudança na infraestrutura das cidades, isto
é, serão necessárias adequações para instalações de antenas e núcleos,
que propiciarão a velocidade e os ganhos do 5G. Ele cita que além dessas
instalações, datas-centers precisarão ser implementados em Natal.
“O
5G não é para as pessoas e sim para a indústria. E para termos todas as
vantagens do 5G na indústria, precisaremos do núcleo da rede. Quando
temos isso e o rádio 5G, temos o 5G puro, o objeto do leilão. Esse
núcleo vai exigir a instalação de datas-centers, centros enormes de
processamento de dados, separados nessas regiões de Natal e até do
Estado”, explica. Caso se instale só as antenas para 5G, segundo ele,
apenas pequenos problemas das operadoras serão resolvidos.
Já
para o professor Augusto Venâncio Neto, do Departamento de Informática e
Matemática Aplicada da UFRN, o 5G vai propiciar uma série de ganhos à
população, entre eles a consolidação de aplicações de software mais
exigentes.
“Aplicações que são inovadoras,
como a telesaúde, a interação com dispositivos robóticos, por exemplo. A
infraestrutura vai abarcar as invenções que ninguém tem nem ideia do
que está por vir, como aplicações desafiadoras, como os veículos
autônomos. Seria integrar o sistema embarcado no veículo com os sistemas
externos da cidade, como notificações de semáforos, bases de dados,
controladores. Tem as chamadas holográficas também. Com o 5G será
possível isso”, cita.
Os professores citam que
o 5G foi concebido para revolucionar o cenário das comunicações. “Não é
um 4G melhorado, é uma nova visão de rede”, diz Augusto Neto. Além
disso, os investimentos serão feitos em boa parte pelas próprias
empresas vencedoras do leilão, mas o Poder Público também terá papel
importante nas questões estruturais das cidades, avaliam os
pesquisadores.
O professor Luiz Gonzaga de
Queiroz, do Departamento de Engenharia de Telecomunicações da UFRN,
explica ainda que questões locais de cada cidade e particularidades
urbanas precisarão ser revistas.
“Vamos ter
uma necessidade de ajustar locais urbanos para instalação dessas
antenas, como distância, altura, com a necessidade dessa geração. Não
serão ajustes apenas numéricos, serão ajustes diferentes que deverão
levar em consideração as características do 5G para a indústria, que não
é um sistema pensado para as pessoas”, explica.
Pesquisa
A
6ª Edição do “Ranking Cidades Amigas da Internet” tem como objetivo
identificar, dentre os 100 maiores municípios brasileiros, aqueles que
mais estimulam a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil, por
meio da elaboração de políticas e ações públicas que incentivem e
facilitem a instalação de infraestrutura necessária à expansão desses
serviços.
Entre as 100 cidades, Natal ficou na
79ª posição, com nota 2,6. A queda em relação ao último ranking foi de
16 posições. Já só entre as capitais, a principal cidade do Rio Grande
do Norte ficou na 21ª colocação. Segundo o estudo, 100% das cidades
levam mais de 6 meses para emitir uma autorização para instalação de
Estações Rádio-Base.
Entre a metodologia da
pesquisa, foram feitas análises teóricas da legislação e avaliações
junto às principais prestadoras de serviço de telecomunicações e a
Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações
(Abrintel).
Porém, segundo a chefe do setor de
licenciamento de obras públicas da Semurb, Suely Rodrigues, e a
analista de processos Cláudia Oliveira, a análise dos processos é feita
na mesma semana e caso a documentação esteja em acordo com a legislação,
a licença é emitida logo após a análise.
“A
prefeitura não teve conhecimento dos critérios utilizados para se chegar
nesse ranking, porque não demoramos seis meses para dar uma resposta de
licença. O processo depende da documentação. Em média levamos no máximo
10 dias para analisar”, apontam.
Natal avalia mudanças em legislação
Com
uma legislação datada de 20 anos atrás, a Prefeitura de Natal vai
avaliar mudanças na lei para receber a tecnologia 5G, a internet de
quinta geração, que passou a ser leiloada pela Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) a partir desta quinta-feira (04). O executivo
precisará se adequar à Lei das Antenas (Lei Federal 13.116/2015), que
estabelece normas gerais para implantação e compartilhamento da
infraestrutura de telecomunicações.
Conforme
a legislação federal, o licenciamento para instalação de antenas deve
se dar de forma simplificada e em um prazo de 60 dias de forma integrada
entre todos os órgãos públicos envolvidos.
“Quem
regulamenta a emissão de radiação é a Anatel. Verificamos a estrutura
de suporte. No caso do 5G, como a emissão é pequena, pouco maior que uma
caixa de sapato, não serão necessárias estruturas especiais. A Semurb
está avaliando se vamos precisar de uma legislação nova ou não. E caso
ela saia, ela será elaborada para que a regularização seja de maneira
simplificada”, cita a analista de processos Cláudia Oliveira.
A
mais recente alteração na legislação de licenciamento de antenas em
Natal aconteceu em 2001. O texto regulamenta os padrões urbanísticos,
sanitários e ambientais para instalação de antenas transmissoras de
radiação eletromagnética e outros em Natal.
Pela
lei, é proibida a instalação de estação de Rádio-Base de telefone
celular e microcélulas para reprodução de sinal e equipamentos afins em
áreas de praças, parques urbanos, verdes complementares, escolas,
centros comunitários, centros culturais, museus, teatros e no entorno de
equipamentos de interesse sócio-cultural e paisagístico.
Ainda
de acordo com a chefe do setor de licenciamento de obras públicas da
Semurb, Suely Rodrigues, e a analista de processos Cláudia Oliveira, uma
portaria baixada pela pasta em 2019 tratou de simplificar a
regularização de antenas já instaladas em Natal.
“De
dois anos para cá regularizamos cerca de 600 torres de celulares em
Natal. É um valor considerável para termos sido colocados nessa
posição”, cita.
Não
se trata aqui de mais uma coletânea de 50 crônicas do carioca Lima
Barreto (1881-1922), esquecido em sua época e hoje entre os grandes
vultos da literatura nacional no despontar do século XX. Adornado com
dezenas de imagens a cargo de famosos (Marc Ferrez, Augusto Malta) e
alguns anônimos, o cotidiano da então capital federal ganha movimento se
lida junto aos textos, ora sérios ora irônicos e extraídas de vários
periódicos. As crônicas seguem de 1911 até 1922, dando para voltar no
tempo diante da bela narrativa de Barreto sobre o Rio de Janeiro. A
percepção de Lima acerca da realidade fluminense possui ares de
profecia, como na crônica “O nosso esporte” (adivinhe qual!), apresenta
um olhar atento ao lado cultural urbano (“Sobre o carnaval”, “Amor,
cinema e telefone”, “Bailes e divertimentos suburbanos”) e cenas urbanas
pouco percebidas (“Os enterros de Inhaúma”, “A revolta do mar”, “O trem
de subúrbios”, “A estação”).
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mundo livro 1
Atenção seja dada ao texto
“A polianteia dos burocratas”, na qual Barreto trata do que ele chama de
“feminismo burocrático”, crônica claramente crítica quanto à presença
da mulher no funcionalismo público, tudo porque ele via tal ação como
mero “feminismo de fachada” (uma das mulheres diz que sua grande
aspiração seria não ter outra mulher como chefe). Em outro texto,
Barreto afirma ser um “andarilho de vocação”. Caminhar ao lado dele no
Rio de Janeiro daquela época, eis uma experiência nostálgica frente aos
tiros e tensões nas ruas cariocas de hoje.
Vários, “Arquivos de correspondências: carta e vida literária de escritores do RN” (2017, Edufrn, 182 p.)
Em
mais uma investida do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos
Norte-rio-grandenses, os profs. Humberto Hermenegildo e José Luiz
Ferreira, ambos da UFRN, organizam um volume dedicado à epistolografia
potiguar. O (sub)gênero da carta vem sendo estudado com mais afinco nas
últimas décadas, provavelmente devido à dinâmica entre autores em tempos
bem distantes da internet (e antes que as cartas se autodestruam!). O
Modernismo brasileiro – incluindo o potiguar – foi moldado também, ainda
que parcialmente, na troca mútua de missivas. Corroborando tal tese,
surgem artigos de Humberto Hermenegildo (“O Modernismo como memória nas
cartas trocadas entre Câmara Cascudo e Joaquim Inojosa”) e de Edna Maria
Rangel (UFRN), tratando do autor de “Alma patrícia” com o criador de
“Macunaíma” (“Câmara Cascudo e Mário de Andrade nos anos 30: desafios da
política e da pesquisa sob tensão”).
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mundo livro 2
Já Maria Suely da Costa
(UEPB) e Wellington Medeiros (UERN), no texto “Poema-carta: sob um
contrato do gênero”, afirmam que a carta foi “Usada por longo período da
história humana como fonte, não apenas, de documentação, mas como
recurso usual de comunicação”. Nos 08 capítulos, há ainda artigos sobre
Zila Mamede e suas cartas a Drummond, sobre o poeta açuense João Lins
Caldas e sobre o ainda obscuro acariense José Gonçalves Pires de
Medeiros. São notícias de um mundo no qual as pessoas se entendiam,
mesmo à distância. Hoje, por vezes, nem frente a frente o diálogo se faz
possível.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem um novo
instrumento para a realização de fiscalizações no Rio Grande do Norte. É
o luxímetro, equipamento que mede o índice de transparência das
películas nos vidros dos carros, que começou a ser utilizado no início
desta semana.
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Até então, a corporação tinha a intenção de fazer esse tipo de fiscalização, mas não podia, porque faltava o equipamento.
De
acordo com o policial Bruno Duarte, a Resolução 254 do Contran
estabelece o índice de transparência para cada vidro do veículo. E os
motoristas flagrados acima dos limites deverão ser multados.
Limites
Para-brisa: mínimo de 75% de transparência.
Nos vidros dianteiros: no mínimo 70% de transparência.
Vidros traseiros: no mínimo 28% de transparência.
“A
multa para quem infringe esse tipo de resolução é de natureza grave,
que acarreta 5 pontos na carteira e uma multa de R$ 195,23. Além disso,
tem a medida administrativa em que o condutor é obrigado a retirar as
películas para prosseguir viagem”, afirmou o policial Bruno.
Até
o momento, a corporação só conta com um luxímetro para todo o estado,
mas o processo para aquisição de mais aparelhos já está em andamento,
segundo a PRF.
Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br
RESTAM POUCOS EXEMPLARES - Etelvina Antunes é irmã de três escritores: Juvenal Antunes (expoente da cultura de dois estados: RN e AC), Ezequiel Antunes e Magdalena Pereira, mas, só teve seu livro “Violetas” (poesias) publicado postumamente. Uma bela edição, com introdução biográfica de Wandyr Villar e com farta iconografia. Pedidos aqui.
Na Revista da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, No. 68, Jul-Set 2021, CÂMARA CASCUDO EM TRÊS DIMENSÕES, através dos artigos dos acadêmicos Vicente Serejo, Humberto Hermenegildo de Araújo e do pesquisador Francisco Firmino Sales Neto.
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Cada um deles aborda um aspecto da obra cascudiana a partir do olhar apurado do seu autor: "Câmara Cascudo e Leal de Souza nas páginas do 'Bosque Sagrado'" (Vicente Serejo), "A Alma Potiguar: Terra Natal" (Humberto Hermengildo) e "Os 80 anos da Sociedade Brasileira de Folclore" (Sales Neto).
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A Revista da ANL tem distribuição gratuita e pode ser retirada na sede da Academia (Rua Mipibu, 443, Petrópolis, Natal/RN, Fone: (84) 3221-1143) de segunda a sexta, das 8h às 13h.