domingo, 19 de dezembro de 2021

Pesquisadores brasileiros identificam rochas com mais de 2 bilhões de anos no RN

Rochas formadas entre 2,38 a 2,45 bilhões de anos atrás, durante o período Sidérico, foram identificadas por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) no interior do Rio Grande do Norte (RN). A descoberta ajudará a entender a história geológica desta região ainda pouco compreendida e de grande interesse para a comunidade científica mundial.


Graças à integração de métodos analíticos de investigação geológica, os pesquisadores conseguiram identificar as rochas com idades siderianas na parte central da Província da Borborema, no interior do RN. O material revela parte da evolução da crosta terrestre durante o período Sidérico.

Rochas com idades siderianas identificadas no Complexo Arábia no Rio Grande do Norte (Imagem: Reprodução/SGB-CPRM)

Para chegar a este resultado, os pesquisadores do SGB identificaram diferentes tipos de rochas na região. Para determinar a cronologia, eles utilizaram os métodos U-Pb (urânio/chumbo) e o Sm-Nd (samário-neodímio), amplamente utilizados para datação de rochas.

Além disso, foram utilizadas técnicas de cartografia geológica combinadas com dados aerogeofísicos. Segundo o pesquisador em geociência do SGB, Alan Costa, foram identificados fragmentos de crosta continental de idades siderianas em dois locais da região.

Evolução geotectônica

Os resultados ajudarão a compreender os processos de evolução geotectônicas atuantes durante o período sideriano, na região onde hoje é a região da Província Borborema. Este período é definido por suas intensas mudanças na crosta terrestre.

Diatexito migmatito, uma rocha ígnea com estrutura de dobras (Imagem: Reprodução/SGB-CPRM)

Nele, são identificadas a formação de grandes depósitos de formações ferríferas bandadas (BIFs) — um tipo de rocha sedimentar —, oxigenação dos oceanos e da atmosfera, conhecido como Grande evento de oxigenação (GEO), responsável pela extinção em massa de organismos anaeróbicos.

Os processos de formação da crosta continental juvenil deste período recebem grande atenção de pesquisas em todo o mundo. Costa explicou que os novos resultados, somados a outros estudos, podem contribuir para a literatura geológica mundial — sobretudo porque ainda não existe um consenso sobre tais processos.

De todo modo, a descoberta é um importante passo para a ampliação do conhecimento da evolução geotectônica da região, fundamental para entender a formação de depósitos de minérios, bem como descobri-los.

O estudo foi publicado no períodico do SGB, o Journal of the Geological Survey of Brazil.

Fonte: Canaltech

sábado, 18 de dezembro de 2021

RUA CORONEL ESTEVÃO

Por Luís da Câmara Cascudo

Um "Leitor do Alecrim" pergunta por que a rua Coronel Estevão tem este nome.

O coronel Estevão José Barbosa de Moura (1810-1891) abriu aquela estrada, caminho da povoação da Macaíba, antiga COITÉ.

“Há meio século a Intendência do Natal, pela resolução n”. 120, à 10 de agosto de 1908, denominou Coronel Estevão a via pública.

Assim diziam os Intendentes, Joaquim Manuel Teixeira de Moura, Presidente, Teodósio Ribeiro de Paiva, Padre José de Calasans Pinheiro, Dr. Pedro Soares de Amorim e Miguel Augusto Seabra de Meio: "Considerando que é um dever cívico prestar homenagem ao cidadão que, à sua custa, abriu a primeira estrada que pôs esta Capital em comunicação terrestre com a Cidade de Macaíba, o qual foi o Coronel Estêvão José Barbosa de Moura, resolve:


Art. 1°: O perímetro da área urbana do lado do sul, será limitado por uma linha que parta do Refoles, até a Avenida Oitava, que constitui a nova Avenida "Almirante Alexandrino".

Art. 2°: A antiga Rua do Alecrim passará de ora avante a denominar-se Rua Coronel Estêvão".

Macaíba foi Vila em 1877 e Cidade no ano da proclamação da República, 1889. O Coronel Estevão rasgou a estrada do fins de 1859 a princípio de 1861. Recebeu um conto de réis (Lei 571, 22 de dezembro de
1864),

Foi um trabalho teimoso e difícil mas o traçado é o mesmo que os nossos automóveis percorrem com
rapidez e conforto.

Exigia-se muita força de vontade e experiência para manter as turmas de trabalhadores, especialmente escravos pagos a jornal, isto é, diariamente, na disciplina dos dias ao relento, roçando mato, derrubando árvores, aterrando grotas, acompanhando o risco ideal mais próximo das retas ao pé dos monos de areia solta.

Foi uma personalidade sugestiva de sua época. Seu pai governou a Capitania e ele presidiu a Província.


Foi deputado influente, meio chefe de Partido.
Em uma das maiores fortunas da Província. Não sabia o número das fazendas que possuía e as milhares e milhares de cabeças de gado que engordavam para o seu fausto. Sítios, propriedades rurais, eram incontáveis. Podia viajar' a cavalo de Natal até a cidade de Lajes sem sair de dentro dos seus domínios.


Para Macaíba, S. Paulo do Potengi, terras do velho S, Gonçalo, Serra Caiada, rodeios de Santa Cruz, estiravam-se suas "posses", escravos, cavalos, bois de engorda, feitores, agregados.


Armava um exército à sua custa e com os homens que trabalhavam e viviam para ele.

Apenas, nunca trabalhou. Herdou a riqueza que lhe escorregou dentre os dedos como água viva, Não sabia poupar, prever e, acima de tudo, desconfiar. Toda a gente lhe devia e ninguém lhe pagava. Acreditava em todos e todos fiavam nele enquanto o viram cheio de ouro, rodeado de escravaria, montando os melhores
cavalos da Província.

 

O ex-Vice Presidente que governara o Rio Grande do Norte três vezes, aderiu ao Partido Republicano em janeiro de 1889. Estava velho, pobre, ignorado, desconhecido.


A farru1ia, como grande árvore, espalhou-se na fecundidade e na força vital. Coronel Estevão, nome que fazia estacar e arrancar' a chapéu da cabeça, passou como uma sombra.

Para viver na memória popular há seu nome na rua do Alecrim e uma presença, poderosa e simpática, na história do Rio Grande do Norte.

Fonte: CÂMARA CASCUDO, Luís. Em, “O Livro das Velhas Figuras”, Câmara Cascudo, páginas 162 a 164.
A REPÚBLICA – 24/07/1959

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

O ENTARDECER
 
ENTARDECIA.
AS FLORESTAS EM SEU IMENSO SILÊNCIO,
RECEBE HARMONIOSAMENTE,
TODAS AS AVES E ANIMAIS,
PARA UNIR E AGASALHAR EM SEU SEIO,
DURANTE A NOITE QUE SE INICIA.
AMANHECIA,
OS PÁSSAROS ANUNCIAM,
COM ALEGRIA E CONTENTAMENTO,
O NASCIMENTO DE
UM NOVO DIA.
O VENTO,
MENSAGEIRO DO TEMPO,
CORRE,
DESPERTANDO A TODOS,
PARA QUE VEJAM E SINTAM,
A BELEZA DE UM NOVO ALVORECER.
OS RIOS,
TAMBÉM CORREM,
ANUNCIANDO EM SUA PASSAGEM,
A GRANDEZA DA MÃE NATURA.
AS CACHOREIRAS,
SUSSARRAM
PALAVRAS DE AMOR,
ENALTECENDO A GRANDIOSIDADE
E A BELEZA,
DE UM NOVO RENASCER.
OS PÁSSAROS,
EM REVOADA SOBRE AS FLORESTAS,
COM SEU CANTO HARMONIOSO,
SAÚDAM,
EM MELODIA IMORTAL,
A GRANDEZA,
E A BELEZA IMENSURÁVEL,
DA MÃE NATUREZA.
 
- Fabrício Neto
Natal, 15 de dezembro de 2021

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

ASSÚ - Prefeitura revitaliza fachadas de prédios em conservação à arquitetura colonial

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A Prefeitura do Assú, através da Secretaria de Obras Públicas, está atuando em mais uma ação de conservação e valorização da cultura e história do povo assuense, com a estruturação dos prédios públicos municipais.

 

Estão sendo revitalizados (com pintura das fachadas), os casarões da cidade que conservam a arquitetura colonial do município. Com a ação, que recebe investimento de recursos próprios do município, é possível enriquecer o ambiente, dar mais vida, fortalecimento e ligação ao passado histórico do Assú.

 

Também estão sendo revitalizados o Cine Teatro Dr. Pedro Amorim, o Anfiteatro Arcelino Costa Leitão, o Palácio Francisco Augusto Caldas de Amorim (antigo prédio da prefeitura) e a Secretaria Municipal de Educação.

 

As edificações antigas fazem parte do patrimônio histórico e cultural de todo o vale do Açu, que marcam as raízes, a história e a cultura local do povo.

Não abuse das pessoas boas, elas perdoam mas quando cansam, vão embora sem olhar para trás

Por Rejane Regio

Boas pessoas perdoam mil vezes, mas quando vão embora, nunca mais voltam.

Em um mundo cada vez mais distorcido em seus valores e princípios, fica mais difícil saber em quem confiar, onde colocar nossas esperanças, já que as máscaras fazem parte da roupa de muitas pessoas. Muitas vezes, acabamos enfrentando a parede, simplesmente julgando o coração dos outros com base no nosso.

Infelizmente, ser bom demais se tornou perigoso.

No contexto atual, há necessidade de se fazer bem em todos os setores, até para obter vantagens indevidas, de formas duvidosas, como se os fins justificassem alguns meios.

Nesse mundo, a lealdade e o comprometimento com os outros acabam sendo algo que não deve parar, porque o que importa mesmo é subir os degraus da ascensão social, no trabalho e na vida.

Mesmo assim, muitas pessoas ainda querem acreditar na humanidade, na verdadeira amizade, no amor e no carinho sincero.

Muitas pessoas ainda persistem em ser felizes sem machucar ninguém, sem trair, sem xingar, sem machucar o outro, se colocando no lugar das pessoas com quem convivem. E é assim que arruinamos relacionamentos, simplesmente porque muitas pessoas vão acabar confundindo nossa preocupação com a escravidão, abusando do que temos a oferecer.

No entanto, sempre haverá aqueles que não apreciam o perdão que recebem, como se todos devessem perdoar a cada vez, em vez de hesitar. Muitos não refletem e nunca vão mudar, afinal, para eles é o mundo que está errado, não eles.

Uma coisa é certa: não há ninguém que abuse da bondade do outro o tempo que quiser, porque chega um momento em que acaba a força e a paciência, mesmo que haja amor e carinho.

Pessoas boas perdoam inúmeras vezes, mas quando se cansam, desistem completamente.

E não haverá retorno, nem perdão, nem chance de recuperação!

FONTE diapordiamesupero

De:  https://educadoreslive.com

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Meu Senhor, sou tua argila,
Manda de novo o teu vento,
Destruir minhas plantações,
Para que eu não veja, ao longe,
Senão, este deserto imenso,
E esta solidão de estrelas,
Onde te encontro.
Meu Senhor, sou tua criação,
Manda de novo o teu anjo,
Dispersar os meus rebanhos,
Para que eu não veja, ao longe,
Senão, esta montanha, Sião,
E estas torres muito altas,
Que se perdem, no azul destes ocasos,
Bordados com as cores do teu Manto.
 
Walflan de Queiroz [1930-1935], poeta norte-riograndense
 
Imagem da Web.
 

 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

domingo, 5 de dezembro de 2021

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Letício Fernandes de Queiroz, ou simplesmente Doutor Letício era farmacêutico de profissão, formado, se não me engano, pela Universidade de Farmácia do Recife. Não cheguei a conhecê-lo, pois, era meu tio segundo por ser irmão de minha avó paterna chamada Odete Fontes Fernandes de Queiroz Caldas (Caldas por casamento com Luiz Lucas Lin Caldas), além de tio do grande vate Norte-rio-grandense Walflan de Queiroz. Letîcio nasceu em Luiz Gomes, importante município do Alto Oeste do Rio Grande do Norte. Por sinal, era Letício, sogro do livreiro Walter Pereira (lembrar Livraria Universitária - "Bandeira Desfraldada" como Walter gostava de chamar as pessoas carinhosamente, casado que fora com Arimar). Por fim, não tive eu, o prazer de ter conhecido Letîcio que foi uma figura influente em Natal então provinciana. Deixo, portanto, registrado este texto porquê gosto e sinto prazer enaltecer, relembrar meus antepassados queridos. Um dia, sei lá quando, vou conhecer Luiz Gomes, terra da mãe de meu querido pai chamado Edmilson Lins Caldas, sobrinho de Leticio que ele, meu pai, tanto lembrava. Obrigado pela leitura.
 
Fernando Caldas 
 
 

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.