quinta-feira, 28 de março de 2024

O QUE SEI SOBRE MEUS ANTEPASSADOS DE LUIZ GOMES


Meus bisavós chamados Manoel Cavalcante de Queiroz e Vigorvina Fontes Fernandes de Queiroz (Fotografias acima) nasceram na então Vila de Luiz Gomes, atual município da região serrana do alto oeste do Rio Grande do Norte. Manoel era farmacêutico naquele lugar, mas também explorou o ramo de farmácia em São Miguel, Assu (onde morou na distante década de 1920), Mossoró (aceitando um convite do amigo e também farmacêutico formado, Jerônimo Rosado), Baixa Verde, Ceará Mirim e gu Natal. Em 1947, Manoel Queiroz transferiu sua farmácia para o filho Letício Fernandes de Queiroz, recém formado pela antiga Escola de Farmácia de Pernambuco/Recife, naquele mesmo ano.

(Esse Letício, ou Doutor Letício como era mais conhecido em Natal, era pai do poeta Walflan de Queiroz e sogro de Walter Pereira - lembrar Livraria Universitária).
No tempo que aquele casal morava na cidade de Assu, Odete Fontes Fernandes de Queiroz (minha avó), filha do citado casal, e Luiz Lucas Lins Caldas Neto (meu avô) se conheceram e se uniram em matrimônio. Naquela época, Luizinho Caldas como era chamado na intimidade, era estudante no Colégio Dom Bosco, em Cachoeira do Campo, Distrito de Ouro Preto/MG, onde estudou pouco mais de dois anos. De férias no Assu, com o namoro, não quis mais voltar para concluir o curso. - Nada vence o amor!
Do temperamento de Vigorvina Fontes, conta-se que era uma mulher austera, decidida. Não fugia da luta. Para ela, o que interessava era a vitória. Do temperamento de ‘Seu’ Queiroz, pouco sei. Sei apenas que era bom pra família e pros amigos!
Fica, portanto, um pouco sobre meus antepassados paternos. Registro e dou fé.
(Fernando Caldas)

 

Em abril de 1963, um ano antes do golpe militar que o derrubaria, o Presidente João Goulart esteve na cidade de Angicos, para o encerramento da experiência alfabetizadora de adultos com o método Paulo Freire de ensino, conhecida como “As Quarenta Horas de Angicos”. Ao lado dele estavam o Governador do Estado, Aluizio Alves e o Coronel Albino Silva, chefe do Gabinete Militar do Governo. Numa das fotos, aparece o ex-Governador Sylvio Pizza Pedroza. O reformista Jango, que nada tinha de comunista, foi acusado de sê-lo, acusação que ajudou no triunfo do golpe contra ele. O Governador Aluizio Alves, aliado do regime militar em sua primeira hora, também foi afastado do poder em 1969, quando já era Deputado Federal, cassado pela ditadura por acusação de corrupção. Albino Silva, que nos anos cinquenta comandara as tropas governistas na Guerrilha de Porecatu, em que grileiros e donos de fazendas paranaenses ajudados pelo governo triunfaram sobre posseiros apoiados por militantes comunistas e tomaram suas terras, chegou a ser nomeado Presidente da Petrobrás, mas com a queda de Goulart, passou à reserva, pelo Ato Institucional nº. 1, que possibilitou ao regime afastar do poder os que não se alinhavam totalmente com a ditadura. Sylvio Pedroza assumira o governo do RN em julho de 1951, em razão da morte de Dix-Sept Rosado, governando até janeiro de 1956, e sendo sucedido por Dinarte Mariz.




Angicos Viva

Essa é a primeira edição do livro Angicos, de Aluizio Alves. O ano era 1940.


quarta-feira, 27 de março de 2024

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Todas as r

segunda-feira, 25 de março de 2024

"Tristeza não é chorar. Tristeza é não ter para quem chorar".

(Mia Couto)





 Procura-se um poema de amor para presente


"Procura-se um poema pleno, pródigo, proficiente...
Procura-se, não um poema, mas um pingente,
pedra polida em palavras preciosas de prata,
uma pérola perfeita, pois é para presente.
Presente para uma poetisa - princesa,
proprietária dos meus pensamentos,
do meu passado, do meu presente.
Procura-se um poema perfeito,
com perfume do paraíso,
pronto para presente...
Pode? É possível
Procura-se,
pois..."

(Não recordo o nome do autor)



quarta-feira, 20 de março de 2024

Quero “bordar” no horizonte,

Palavras que deixarão lembranças no futuro.
“Desfio” saudades para transformá-las em “manta”,
Para aquecer o meu “inverno”.
O insubornável “relógio” avisa que devo andar depressa,
Vestir a roupa e um sorriso para viver mais uma noite,
E aguardar a chegada de um novo dia.
“Visto” saudades em lembranças,
E lembranças em caminhos percorridos.
Além do horizonte, “bordarei” palavras,
Que poderão orientar o meu caminho...


Márcia Prado*

*Márcia Prado é assuense residente no Rio de Janeiro. Neta de João Celso Filho, sobrinha de Celso da Silveira, para identificá-la melhor.

Essa fotografia já um pouco gasta pelo tempo, guardo com muito carinho e zelo, de Candido Jonas Batista ("Cândio" como era mais conhecido). Era vaqueiro de meu avô paterno que era pecuarista nos sertões do Assu. Morreu por afogamento para salvar um jumento que se encontrava ilhado. fato este de solidariedade aquele animal, que a UFRN procurou fazer um documentário sobre, mas não veio a se concretizar. Foi vaqueiro também de meu pai. A gente tinha ele como pessoa muito íntima da família. Foi bom pra todos. Por fim, guardo ele na minha memória, com saudade. Era amigo pra todas as horas! Um registro apenas.

Fernando Caldas

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e cavalo

terça-feira, 19 de março de 2024

Dentro do peito, carrego

Três corações:

Um coração que ama,  que rir,

Outro que chora...!


(Fernando Caldas)








sexta-feira, 15 de março de 2024

Carta de uma idosa trancada num lar

Tenho 82 anos, 4 filhos, 11 netos, 2 bisnetos e um quarto de 12 metros quadrados.
Já não tenho mais a minha casa, nem as minhas coisas amadas, mas tenho quem me arruma o meu quarto, quem me faça de comer, quem me faça a cama, quem me controla a pressão e me pesa.
Não tenho mais as risadas dos meus netos, não posso mais vê-los crescer, abraçar e brigar; alguns deles visitam-me a cada 15 dias; outros a cada três ou quatro meses; outros, nunca.

Eu não faço mais nuggets ou ovos recheados e nem rolos de carne moída, nem ponto cruz.
Ainda tenho passatempos para fazer e o sudoku que me entretém um pouco ".

′′ Não sei quanto tempo me resta, mas preciso de me acostumar com esta solidão; faço terapia ocupacional e ajudo no que posso quem está pior do que eu, embora não queira me apegar muito: pois eles desaparecem frequentemente.

Dizem que a vida é cada vez mais longa. Por quê?

Quando estou sozinha, posso olhar para as fotos da minha família e para algumas memórias que trouxe de casa.

E isso é tudo.

Espero que as próximas gerações entendam que a família se constrói para ter um amanhã (com os filhos) e que retribuam na mesma medida aos pais com o mesmo tempo que eles nos presentearam para nos educar e criar.

 

Antiga sede do Atheneu, Largo Junqueira Aires, cidade alta. Hoje, prédio fechado sob responsabilidade da UFRN, aguardando um melhor destino.
( Foto p&b de Natal de antigamente , acervo do amigo Esdras Rebouças Nobre / atual:Google)
Nenhuma descrição de foto disponível.
Todas as reações:
Edgar Magno Wanderley Ferreira, Gomes de Melo e outras 4 pessoas

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO