quarta-feira, 22 de maio de 2024

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís de Camões, no livro “Sonetos”).

As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(Carlos Drummond de Andrade, no livro “O corpo”. 1984)




segunda-feira, 20 de maio de 2024

UM POUCO DE TUDO

Admiro Drummond de Andrade

O grande Vinícius de Morais.

Hoje vivem na eternidade,

O poeta, não morre jamais.

Não uso ninguém como espelho,

Tenho minha própria poesia.

Não sigo nem o Paulo Coelho,

Sigo a minha própria fantasia.

Quero ser um pouco de tudo, de todos,

Me sinto um pouco do mundo,

Um pouco dos sábios e dos tolos,

Escrevendo um pouco de tudo...

O que pode haver em comum,

Entre eu e um outro poeta?

Na comparação não há mistério algum,

Cada um tem a sua meta...

Do tudo sou apenas um pouco,

De todos os poetas nenhum renego.

Como todos, sou um pouco de médico,

Sou também um pouco de louco.

Minha poesia é fragmentada,

Como fragmentados são os poetas,

Sou um pouco na minha longa estrada,

Esse é o desafio que me resta...

Sou um pouco de Carlos, de Paulo, de João,

Da união de muitos, nasce minha poesia,

Fala de coisa simples, das coisas desse chão,

Do sentimento e do sonho de cada dia.

Autor: Wiliam Caldas.

quinta-feira, 16 de maio de 2024

E a experiência? A experiência se adquire a proporção que os dias se passam! 

(Fernando Caldas).



Empresa comunica fim dos dromedários de Genipabu

por Jessyanne Bezerra - 16 de maio de 2024 - https://tribunadonorte.com.br/


O cenário paradisíaco das dunas de Genipabu não contará mais com os dromedários. Após 26 anos, a empresa Dromedunas encerrou as atividades em Extremoz. O comunicado foi emitido nesta quarta-feira (15) e justifica que o fim das atividades é por causa baixa demanda nos últimos três anos.

Os dromedários, trazidos do Marrocos, se adaptaram ao clima quente e seco do Rio Grande do Norte. Introduzidos como uma atração turística, os passeios de dromedários nas dunas se tornou uma das atividades mais procuradas por turistas.

A presença dos dromedários também tem um impacto significativo na economia local. Atraindo turistas de diversas partes do Brasil e do mundo, essa atividade ajuda a impulsionar o setor de turismo em Natal. Em nota, a empresa comunicou que recebeu um convite para uma parceria fora da região Nordeste. Segundo o comunicado, os animais estão em uma Fazenda Santuário, em Tocantins.

Confira 10 curiosidades dos Dromedários de Genipabu:

  1. Adaptação ao Clima: Os dromedários se adaptaram excepcionalmente bem ao clima quente e seco de Genipabu, similar ao seu habitat natural nos desertos africanos e asiáticos​
  2. Origem dos Animais: Importados especificamente para o turismo, os dromedários de Genipabu são oriundos de regiões desérticas da África, trazendo um ar exótico à paisagem nordestina​
  3. Experiência Turística: O passeio de dromedário pelas dunas dura aproximadamente 15 minutos, durante os quais os turistas são caracterizados com turbantes para viverem uma experiência árabe autêntica​
  4. Cuidados Veterinários: Os dromedários recebem cuidados veterinários regulares, possuem planos de saúde e não trabalham todos os dias, revezando-se para garantir seu bem-estar​
  5. Contribuição Ambiental: As fezes dos dromedários são coletadas diariamente e utilizadas como adubo em hortas e plantações locais, promovendo a sustentabilidade ambiental da região​
  6. Reprodução em Cativeiro: Bem adaptados ao ambiente de Genipabu, os dromedários continuam a se reproduzir regularmente, garantindo a continuidade da atração com novos filhotes​
  7. Impacto Cultural: As dunas de Genipabu, adornadas com dromedários, já serviram de cenário para diversas novelas e filmes brasileiros, solidificando-se como um ícone visual da região​
  8. Interação com o Turismo: Além dos passeios, os turistas podem tirar fotos e interagir com os dromedários, o que aumenta ainda mais a atratividade turística de Genipabu​
  9. Custo do Passeio: Para viver esta experiência exótica, os turistas desembolsam R$ 150 por pessoa. O passeio é um destaque no roteiro turístico pelas dunas de Genipabu​
  10. Sensibilização Animal: Há uma crescente conscientização sobre o bem-estar dos dromedários. Operadoras de turismo e visitantes estão cada vez mais atentos às condições de tratamento dos animais, optando por práticas que não envolvem exploração​.










 

domingo, 12 de maio de 2024

TUDO É MERDA...
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O mundo é simplesmente merda pura,
E a própria vida é merda engarrafada;
Em tudo vive a merda derramada,
Quer seja misturada ou sem mistura.

É merda o mal, o bem merda em tintura,
A glória é merda apenas e mais nada.
A honra é merda e merda bem cagada;
É merda o amor, é merda a formosura.

É merda e merda rala a inteligência!
De merda viva é feita a consciência,
É merda o coração, merda o saber.

Feita de merda é toda a humanidade,
E tanta merda a pobre terra invade,
Que um soneto de merda eu quis fazer...

Damasceno Bezerra

sábado, 11 de maio de 2024

Natal não há tal

João Gothardo Dantas Emerenciano



 

A coisa que menos me mete medo é o futuro

(Monteiro Lobato)




 


 


 Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo

🟠 “Este livro evoca alguns aspectos de nossa alimentação sob os vários ângulos de fixação histórica, etnográfica, literária, social. São páginas velhas e novas, de veracidade irrecusável, atualizando as antigas e reavivando as recentes no diagrama do paladar brasileiro. Aos colaboradores que generosamente escreveram para esta ‘Antologia’, Hélio Vianna, Bruno de Menezes, Mauro Mota, Hildegardes Vianna, W. Bariani Ortêncio, Newton Navarro, [entre outros], faço a proclamação fraternal do auxílio. Esta ‘Antologia’ completa e fecha tudo quanto estudei na alimentação no Brasil.”
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✅ LUÍS DA CÂMARA CASCUDO
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▶ Vendas: Lojinha @institutocascudo📲WhatsApp (84) 98827-3866
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Todas as reações

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 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.