quinta-feira, 26 de setembro de 2024

 


    Primavera

Chega a primavera, então eu me lembro,
Das doces manhãs,
Nos campos floridos.
Emoções que vem a cada setembro;
Nas recordações dos meus tempos idos.
Linha limite, do feio e do belo.
Deixa a sua marca no pé de ipê
No chão estende um tapete amarelo,
No alto o belo, da flor pra se ver.
Um encanto
Com a transformação;
Beija- flor se exibe, pairando no ar.
A abelha que busca alimentação
Pelos recantos do grande pomar;
Mesmo sem cair a chuva no chão,
Sua presença faz tudo mudar.
Custódio Conrado Neto
Todas as reações:
Aldo Cardoso Cardoso, Danielartes Reis e outras 27 pessoas

 Núbia Frutuoso

Mostro as cores da vida no meu verso
Sentimentos vestidos de emoção
O poema que sai do coração
Quebra o palco do mundo controverso
Tem a força que move este universo
A virtude que foge da maldade
Com a pena que traz serenidade
Eu pincelo palavras de alegria
*Eu revelo na voz da poesia*
*Sentimentos de amor e de bondade*.
Mote e Glosa: Núbia Frutuoso

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

AGENOR MARIA - O CÉU PRECISA SER MUITO BOM PRA SER MELHOR QUE O SENADO

                                  


Agenor Nunes de Maria ou simplesmente Nonô era natural de São Vicente, região do Seridó/RN. Foi militar da Marinha, vereador (1956-58, 62) pela sua terra natal onde também foi comerciante/feirante, além de agropecuarista, cooperativista, sindicalista rural, deputado estadual (1962-66), deputado federal em 1968 e 1983. Nas eleições de 1974, a convite do ex-governador Aluísio Alves, Agenor foi candidato a senador da república. Uma jogada estratégica de Aluísio (coisas da política). Conta-se que Agenor ao recever o convite do líder político Aluízio, Agenor teria dito que não dispunha de recursos financeiros para fazer sua campanha, porém não tinha nada a perder. No que aceitou o convite, percorreu o estado de ponta a ponta com  seus companheiros de MDB, apresentou-se na televisão (se não me engano, foi a primeira campanha política inserida no rádio e na televisão, no estado norte-rio-grandense  (TV Universitária, da UFRNl). Pois bem, com aquele seu linguajar próprio do sertanejo ganhou a eleição para o renomado jurista, então deputado federal Djalma Aranha Marinho, da ARENA - Aliança Renovadora Nacional, por quase 20 mil votos de maioria. Djalma tinha o apoio do presidente da república (regime militar), além do senador Dinarte Mariz, do governador nomeado Tarcísio de Vasconcelos Maia. 

Senador atuante, combativo. Os seus pronunciamentos no Congresso Nacional, brilhava, encantava. Publicou os livros intitulados "Os Roteiros de Uma Luta", 1975, "Rio Grande do Norte do Presente", 1977, além de ter recebido várias honrarias.

Lembro-me que em 1985 estive em seu gabinete quando vereador e presidente da camara,Municipal do Assu, em companhia do prefeito da terra assuense Ronaldo Soares quando ele, Agenor, exercia o cargo de deputado federal. E ele, Nonô, a ler alto, emocionado, o discurso que seu colega de parlamento, deputado pela Paraíba, Raimundo Asfora teria pronunciado na tribuna do Congresso Nacional, traçando o seu perfil  de homem público e parlamentar, como "a mais bela voz rústica do parlamento brasileiro.”
 
Se o ex-senador carioca chamado Darcy Ribeiro disse que "o Céu é melhor que o senado, Agenor Maria na tribuna da Camara Federal, pronunciou: "O céu precisa ser muito bom, pra ser igual ao senado."

(Em tempo: o senador Dinarte Mariz já teria dito: Pra ir pro céu é preciso morrer!).

(Fernando Caldas)

sábado, 21 de setembro de 2024

LUIZ RAUL DE SENA CALDAS, deixou a cidade de Assu por volta de 1933, para estudar no Rio de Janeiro, então capital federal, onde formou-se e engenharia civil. Formado, prestou serviços ao antigo Departamento de Águas e Esgotos daquela terra carioca. Tempos depois, fora convidado pelo conselho Britânico a conhecer a Inglaterra. Foi ele, que construiu (ele era primo e amigo de meu avô paterno Luis Lucas Lins Caldas Neto) a estrada carroçável ligando Assu a Mossoró, não sei ao certo, se no final dos anos vinte ou no começo da década de trinta, Raul Foi proprietário de terras de agricultura no Vale do Açu, filho filho abastado de João Pio Lins Wanderley, e deixou filhos. Lúcia Caldas, sua filha que está na fotografia é pintora/artista plástica renomada no Rio de Janeiro. Por fim, Raul empresta o seu nome a uma das ruas da cidade de Assu, no bairro Novo Horizonte. Fica o registro.

Fernando Caldas




sexta-feira, 20 de setembro de 2024

🔴 (AO VIVO) EXPO TCM - FENAVALE (20/09/2024) - ASSÚ/RN

 


 

 
A Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares - ALAMP, entrega à comunidade leitora a 11ª antologia, dessa vez homenageando Belisária Lins Wanderley de Carvalho e Silva
*"Escritos para Belisária - A baronesa da liberdade"* foi organizada por Flauzineide Moura e Mona Lisa Machado. 138 páginas que se dedicam a enaltecer uma figura feminina e histórica do século XIX.
A escritora Leide Câmara abre a antologia, após a Apresentação e Prefácio. O Perfil Biográfico de Belisária, traçado por Leide Câmara, tem importantes informações históricas e genealógicas sobre a Baronesa de Serra Branca. Depois dela, outras mulheres alampeanas escrevem na prosa e poesia sobre a homenageada.
Muitas perguntas ainda esperam respostas nesta temática apresentada no livro. Elas hão de vir com o tempo. Torço para que sejam trazidas também por mulheres.
Fecha-se o livro com o Posfácio de Auricéia Antunes de Lima, jornalista e escritora. Aplausos e concertos para as mulheres que participam dessa antologia. A qualidade dos textos é como uma geografia de planaltos e planícies, cabe ao leitor discernir.
Gostei muito das ilustrações. Faço duas observações para futuras edições, a saber: estabeleçam a grafia correta para o termo que define o topônimo da Baronesa, há Assu e Açu. A outra coisa é um pedido, sei que Renato Caldas é bom e grande poeta, mas ele entrou aqui de cabido. Substitua-o por uma poeta.
De resto, viva a Baronesa, a ALAMP e o livro, instrumento de liberdade.
Francisco Martins

19 de setembro de 2024
O livro vai ser lançado hoje.
Pode ser um doodle de texto

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Por João Lins Caldas (1888- 1967), poeta potiguar do Assu, Poema inédito e sem epigrafe, publicado na popular revista Fon-Fon, do Rio de Janeiro, em 1924. Esse poema, sem dúvida, mostra a grandeza do seu poetar. Vejamos:

Eu acendi o relâmpago do ódio.
A noite tem ladrões engurujados
E tem traidores
E tem invejosos
E tem morcegos
E tem corujas
Eu preciso com os seus relâmpagos queimar toda essa fauna da noite.
A noite tem ladrões engurujados
Eles são lemáticos e frios,
Desencantados
O encanto dos charcos mais sombrios,
A sombra de todos os malvados,
- Condenados,
As suas ânsias, os seus arrepios...
A noite tem, com a traição, a inveja, os invejosos...
São da noite
Todos esses negros partos monstruosos...
São da noite
Os ladrões, a traição, os invejosos...
Mas da noite
Luminosos
Os relâmpagos que hão de queimar também todos os invejosos...
Acendam-se todos os meus relâmpagos.
 

 



Amor rima com dor
Amar com gostar
Coração com solidão
Paixão com aflição
Tirando a dor do amor
A solidão do coração
E a aflição da paixão
Fica mais fácil gostar e amar!

J. A. Simonetti @ja_simonetti

 


 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.