sábado, 19 de fevereiro de 2011


SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO


(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso (*), de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior.”

Agora vem o melhor:

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

M O T E :

Padre Chico do Troncoso
pelo rei foi perdoado

G L O S A :

Sacana e libidinoso,
com muita porra no saco,
gozava em todo buraco,
Padre Chico do Troncoso!
Era um satanás tinhoso,
adorava um cu cagado...
Comia tudo, o safado,
champrou até Joaquim Bento
- mesmo assim esse nojento
pelo rei foi perdoado!

(*) Trancoso é uma cidade portuguesa, pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e subregião da Beira Interior Norte, com cerca de 3 500 habitantes. Foi elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004. É sede de um município com 364,54 km² de área e 10 889 habitantes (2001), subdividido em 29 freguesias.

Por Laélio Ferreira









sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ENCANTAMENTOS!

                                                 
Este é Manel,
o  talentoso escultor
que escolheu nossa consagrada cidade
e a Usina emporium
para pouso de sua imaginação.
O capricho e a atenção aos detalhes
são traços marcantes no seu caracter de artista
tratando a madeira, a pedra,
fazendo-as respirar suavemente.
As criações encantam pela harmonia dos entalhes,
criativo ele responde as encomendas
com dedicação e zelo
que fazem de muitos clientes
estimados colecionadores.
Nestes 30 anos de delicada meditação
a fauna e a flora é lúdicamente transformada
em expressiva decoração!


Salve!

(Usina Emporium - Açu-RN - Renato de Melo Medeiros)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

POEMETO


Só na mão da tristeza se demora
Esta alegria que me vem chorando.
Pararei algum dia; e, a quando e quando,
Sobre o meu sonho nascerei aurora.

João Lins Caldas, poeta potiguar do Açu

Postado por Fernando Caldas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A necessidade de atualização do Código Florestal

José Álvares Vieira Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern)

Surpreendidos pelas tentativas de responsabilizar o projeto do novo Código Florestal e por tabela o agronegócio, que o apóia, pela tragédia na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, os produtores rurais se dirigem à consciência firme e equilibrada do povo brasileiro e ao seu senso de análise.

Certas circunstâncias, porém, dificultam esse senso nos cidadãos brasileiros: o sectarismo ideológico, por exemplo. Nesse caso, em particular, deriva frequentemente para o surrealismo. O agronegócio, responsável pelos sucessivos êxitos do país na balança comercial e um dos segmentos que mais gera emprego e renda, é tratado por alguns como inimigo público número um.

Essa distorção se dá atualmente nas discussões em torno do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, que voltará ao debate na Câmara dos Deputados no próximo mês de março.

No retorno dos trabalhos, a velha questão do meio ambiente versus produção agrícola será reeditada. Felizmente, seu relator, o deputado Aldo Rebelo (PC do B - SP), colocou-se acima de interesses, dogmas e mesquinharias, munindo-se das ferramentas da lógica, do bom senso e, sobretudo, do interesse público para legislar.

Não se trata, pois, de um relatório, como alguns quiseram insinuar, ao feitio dos produtores rurais. Estes terão que se adaptar às novas regras e cortar na própria carne. Mas, sem dúvida, concilia visões antagônicas entre produção e equilíbrio ambiental. A discussão e votação desse projeto não pode se reduzir a uma queda de braço entre tendências ideológicas.

E uma informação que muitos pseudo-ambientalistas escondem da opinião pública são os bons números. Um deles é que o Brasil é o 2º país do mundo em cobertura florestal nativa, na frente da Europa (com 0,3%), da América Central (com 9,7%), da África (com 7,8%) e da Ásia (com 5,8%). Uma cobertura que atinge a marca de 70 a 75% de abrangência total. E isso não afetou a produção agrícola nacional, que conseguiu produzir 149 milhões de toneladas de grãos em 2010.

Em recente evento em Brasília, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, informou, com base em dados reais, que as áreas de matas e florestas dentro das propriedades cresceram 72,5% no período de 1960 a 2006, de 57,9 milhões de hectares para 99,9 milhões de hectares. Em igual período, a área dos estabelecimentos agropecuários cresceu 32,1%, de 249,8 milhões de hectares para 329,9 milhões de hectares.

Entre 1960 e 2006, a produção de grãos cresceu 503,01%, de 16,6 milhões de toneladas para 100,1 milhões de toneladas, dados que reforçam o compromisso do produtor rural em investir em tecnologias que garantam o aumento da produção, sem que isso represente mais desmatamento.

O progresso do campo também passa pela conservação do meio ambiente. Acredito que é possível um Brasil economicamente forte, social e ambientalmente unido. A ciência responsável é aliada dos produtores rurais. Ninguém mais do que nós produtores sabemos da importância da conservação de mananciais e florestas.

E ninguém mais do que o produtor rural deseja uma atualização do Código Florestal.

O crescimento da produção agropecuária nacional depende de um quadro de segurança jurídica no campo que envolva a atualização da legislação ambiental e garanta a legalização de 90% da atividade rural desenvolvida no País.

A hora é de bom senso, não de paranóia ideológica.

ECOAR AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
Leonardo Sodré João Maria Medeiros
Editor Geral Diretor de Redação
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Cenas brasileiras

O fotógrafo assuense Jean Lopes acaba de ser anunciado um dos vencedores do concurso de fotos Leica-Fotografe 2010. Sua foto premiada registra um grupo de crianças brincando num muro de um cemitério na zona rural de Assu. Recordista da premiação, ele emplacou seus trabalhos em seis das oito edições realizadas até agora, incluindo dois primeiros lugares, um terceiro e uma menção honrosa.

O concurso Leica-Fotografe é um dos mais prestigiados do país e tem como promotores a Revista Fotografe Melhor - a maior publicação especializada da América Latina - e a Marinho Comércio, representante oficial da famosa marca alemã Leica Camera . O tema é cena brasileira, já que a intenção dos organizadores é valorizar a cultura nacional e a nossa gente: as paisagens, a fauna, a flora, as manifestações folclóricas e religiosas, artísticas, sociais e esportivas. A competição é dividida em três categorias e registra uma média anual de dez mil trabalhos.

O resultado sai oficialmente no começo de março, quando as fotos premiadas serão publicadas numa edição especial de Fotografe melhor.

Para conhecer melhor o trabalho de Jean Lopes, acesse o site do fotógrafo








REQUERIMENTO:


Excelentíssima Senhora Professora Doutora

ISAURA AMÉLIA DE SOUSA ROSADO MAIA,

M.D. Secretária de Estado da Cultura do Rio do Norte.

LAÉLIO FERREIRA DE MELO, in fine firmado, brasileiro, viúvo, natural de Natal, portador da C.I. n. 48.895/RN, CPF 009.301.721-91, residente e domiciliado nesta Capital, serve-se do presente instrumento para, muito respeitosamente, expor e, em seguida, requerer a Vossa Excelência o que abaixo dispõe:

1. A EXPOSIÇÃO

O peticionário é filho do Poeta, Jornalista e Escritor natalense OTHONIEL MENEZES DE MELO, em certa época, considerado o “Príncipe dos Poetas do Rio Grande do Norte”, autor dos versos (letra) - em parceria com o músico Eduardo Medeiros - da “Canção Tradicional da Cidade do Natal”, a muito conhecida “Praieira” (Serenata do Pescador), composta em 1922;

OTHONIEL MENEZES, nascido em 1895, no próximo dia 10 de março, se vivo fosse, completaria 116 (cento e dezesseis) anos de idade. A data, por outro lado, coincide com as comemorações, nesta Capital, do “Dia da Poesia” (14 de março), patrocinadas por essa Secretaria de Estado, com a interveniência da Fundação José Augusto;

O expositor e requerente, há cerca de dois anos, às suas próprias custas, providenciou a feitura de um busto, em bronze, do Poeta (obra do escultor potiguar Eri Medeiros), materializando, desta forma, filial homenagem ao grande norte-rio-grandense, quase esquecido pelas novas gerações;

A obra de arte, todavia, a escultura do bardo, merece – julga o peticionário – local público conveniente para ser erguida, chantada e apreciada pelo povo.

2. O PEDIDO

Isto tudo posto – e na forma dos entendimentos já mantidos com Vossa Excelência -, doa o signatário ao Governo Estadual a obra de que se trata, rogando à Secretaria de Cultura que providencie:

a) a localização da obra no caminho, beira-rio, de acesso à Fortaleza dos Reis Magos – próprio do Estado, tombado pelo Patrimônio da União;

b) possa o busto ficar voltado para o rio Potengi (tão cantado nos versos do vate); e

c) que, no pedestal, em placa própria, além dos mínimos registros da existência de Othoniel Menezes, conste a transcrição da sextilha (“Sertão de Espinho e de Flor”, livro do homenageado):

A glória a que aspiro – a única –
e que há de ser minha túnica,
mais sagrada que a de um rei,
posse intangível, se planta
na alma do povo – que canta
as canções que lhe ensinei!”

Termos em que

Espera e aguarda o deferimento.

Natal-RN, 14 de fevereiro de 2011

(Laélio Ferreira de Melo)



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O GALO DA MADRUGADA



Hino do Galo da Madrugada

Composição: José Mário Chaves

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada (BIS)
A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saldando o Carnaval
Ei pessoal...
As donzelas estão dormindo
As cores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saldando o Carnaval
Ei pessoal...
O Galo também é de briga, as esporas afiadas
E a crista é coral
E o Galo da Madrugada, já está na rua
Saldando o Carnaval
Ei pessoal...

Nota do blog: Estarei sábado de carnal no bairro São José, Centro do Recife, para ver O Galo passar, claro! Ah, se eu me encontrar com Mário Amorim por lá [esse carnavalesco açuense do Recife, bom de copo e de frevo também] vai ser bom demais!

Fernando Caldas

PARA REGISTRAR - ANTIGAS REPORTAGENS SOBRE A BARRAGEM DO AÇU I

REBOLIÇO

Esquerda para direita: Renato Caldas, Ronaldo Soares [?].

A imagem acima é do disco (LP) da música potiguar Jarlene Maria intitulado Reboliço. Reboliço é um notório poema do bardo açuense Renato Caldas que aquela cantora gravou no referenciado LP, sal engano, em 1984. .

Postado por Fernando Caldas

Natal carnavalesca




Natal, sem dúvida, busca resgatar o verdadeiro Carnaval. São vários os grupos que se juntam para tentar reavivar os velhos tempos da alegria descontraída à base do frevo e das marchinhas ingênuas de antigamente.

As prévias, tanto de blocos de rua como os de salão começaram desde o ano passado e no rol delas não está incluído o Carnatal, porque este é um evento baiano que invadiu a cidade há mais de duas décadas em pleno clima natalino.

Mas, podemos citar os “Muitos Carnavais”, o baile dos “Amigos do Tirol”, “Antigos Carnavais”, “Banda da Ribeira”, “Banda dos Manicacas”, “Carnabeco”, “Carnaval do Dotô” e agora chegando o “Carnaval da Saudade dos Amigos do Tirol”, que busca resgatar os velhos bailes de antigamente, quando colombinas e pierrôs namoravam no clima da música Máscara Negra.

Esse sentimento geral de resgatar o antigo clima do Carnaval, também se transportou para os grupos que faziam os blocos de elite de Natal. Quem não se lembra dos carroções transformados em alegorias puxados por trator “assaltando” as casas dos amigos e transportando uma orquestra de frevos?

No ano passado um dos mais tradicionais blocos da cidade, Apaches, reviveu integralmente esse tempo, com muito sucesso. Quando passava na rua enchia de saudade os mais velhos, que viveram esse tempo e chamava a atenção dos mais jovens, que nunca haviam visto nada igual. (LS).

Assembleia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte abre hoje os trabalhos da 60ª Legislatura. Se multiplicarmos quatro anos de mandato por 60 teremos 240 anos de muitos discursos e produção de Leis.

Gabinetes

Os gabinetes dos deputados estaduais na AL lembram os cubículos dormitórios que existem no Japão usado por executivos que não têm tempo para chegar a casa. Chega a ser ridículo o espaço destinado aos deputados e seus auxiliares.

Reunião

Hoje tem reunião dos Amigos do Tirol, que estão preparando o Carnaval da Saudade que ocorrerá no dia 25, às 19h, com a Banda Anos Sessenta e Orquestra de Frevos do maestro Passinho.

Saudade

Aliás, os Amigos do Tirol abriram a venda de mesas na última sexta-feira, 11, e no início da tarde do sábado, 12, já haviam sido vendidas 47, das 120 disponíveis. Uma prova inequívoca da força da mídia e das articulações do grupo.

Buracão

Existe um buraco profundo na avenida Jaguarari, no sentido sul para o centro, do lado direito de uma calçada alta, entre os cruzamentos com a Bernardo Vieira e Presidente Bandeira, quase chegando numa rotatória, que pode ser causador de danos em rodas e provocar acidentes. Como ninguém da Prefeitura de Natal deva costuma andar por essa avenida, neste sentido, considerando que o buracão sobrevive há muito tempo, deixo neste espaço o pedido: tapem o bicho...

Copa 2014

As conversas em torno da Copa do Mundo de 2014 em Natal estão rareando e ainda existe muito gente (como eu) que ainda duvida da possibilidade da Cidade do Sol ser uma das sedes do evento.

Piada

O brasileiro e especialmente os norteriograndenses fazem piada sobre tudo, até da própria desgraça. Não é a toa que neste sábado, num reduto etílico-cultural um Mossoroense dizia: “Mossoró não ter praia, mas tem beira-mar”.

Postado por LEONARDO SODRÉ 

BECOPRESS

O AR TAFUL E O SUBSTANTIVO DICIONARIZADO QUE VEIO DE SÃO PAULO


Hoje, quando ele aí vai, de áloe [aloés] e cardamomo / Na cabeça, com ar taful, / Dizem que ensandeceu” (Machado de Assis, Poesias Completas, p. 316).”


Veado: A origem é o latim 'venatus' que significa 'caça' e, mais tarde, 'carne de caça'. Tornou-se sinônimo de 'cervo' porque este é um dos animais mais caçados pelo homem. No Brasil, a palavra passou a ser empregada como sinônimo de homossexual masculino. Há quem acredite que tenha sido feita uma associação entre o tipo esguio do animal, com movimentos graciosos, revestidos de um certo ar de nobreza, e o estereótipo, ou caricatura, do homossexual masculino. O brasilianista James Green reproduz uma história que ouviu no Brasil, alertando que não foi possível confirmá-la. A expressão teria surgido no Rio de Janeiro, na década de 1920. Um comissário de polícia, chefiando um grupo de policiais, foi incumbido de prender os homossexuais que se encontravam na praça Tiradentes (ou da República), no centro da cidade. Retornando de mãos vazias, sem ter feito sequer uma prisão, explicou ao chefe que todas as vezes que os policiais se aproximavam para executar as prisões eles corriam como veados. O episódio teria tido uma grande repercussão na imprensa. O jornalista Sérgio Cabral lembra que existiu no Rio de Janeiro um bloco carnavalesco chamado 'Caçadores de Veados'. O bloco, no qual fez muito sucesso o famoso Madame Satã, surgiu no carnaval de 1930, durou até a década de 1940 e seus integrantes saíam vestidos de mulher. É possível que tenha sido uma forma de se ridicularizar os policiais em sua tentativa frustrada de prisão dos homossexuais.

Havia alguns produtos cuja marca era 'Veado' e que desapareceram também nesta época. É o caso da Grande Manufactora de Fumos e Cigarros Veado, uma das primeiras empresas a promover coleções de figurinhas, que eram colocadas nos maços de cigarros. Como demonstração de que não havia a menor 'rejeição' ao nome, o comercial da companhia dizia: 'O Brasil só vai fumar / cigarros marca Veado / pita, pita, devagar / se é chic ou pé-rapado.

O tal bloco 'Caçadores de Veados' surgiu no Rio em 1930 e era formado basicamente por homossexuais. Eu achava que tinha sido uma forma de ironizar a tal expedição do inspetor para prender os homossexuais no centro do Rio. Mas agora descobri que havia um outro bloco, também de homossexuais, na cidade de Santos, já em 1924, com o mesmo nome. Vi num site, com reprodução de textos e fotos de um jornal local. Como essa época coincide com o desaparecimento progressivo de nomes de produtos (e cidades) com o nome Veado, é praticamente certo que esses blocos deram origem a essa nova acepção para a palavra. Engraçado é que em São Paulo há uma drogaria que resiste até hoje. Fica bem no centro, na rua São Bento, ou perto: 'Ao Veado de Ouro.'"

(A origem curiosa das palavras', de Márcio Bueno - José Olympio Editora, 5ª edição, Rio de Janeiro, 2006.)

Por Laélio Ferreira















UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO