sexta-feira, 25 de junho de 2010

FÁTIMA DIZ QUE LULA E DILMA VÃO IMPULSIONAR IBERÊ E CARLOS EDUARDO

Entrevistada hoje a noite na 98 FM a deputada federal Fátima Bezerra/PT disse acreditar que o vice governador de Iberê deverá sair da legenda petista ou do PSB, mas não descartou que o PR possa compor.
Para o senado Fátima disse que viu pesquisas onde a ex-governadora Wilma de Faria está crescendo muito e que o outro candidato ao senado Hugo Manso já começou a pontuar bem.
Fátima foi categórica ao afirmar que haverá segundo turno na eleição de governador, pois Iberê e Carlos Eduardo crescerão beneficiados pelo bafo do plano nacional. “Aí no segundo turno o favoritismo será do nosso candidato”.
“Iberê irá para a disputa com Rosalba com Carlos Eduardo e todos seus seguidores acompanhando”, sentenciou Fátima Bezerra.


 Escrito por juscelinofranca às 16h13

quinta-feira, 24 de junho de 2010

DOCE DE PELO

Clotilde Tavares | 8 de junho de 2009
casc100Em um livro de Câmara Cascudo, Viajando o Sertão, ele faz referência a um certo “doce de palmatória” que havia comido em Assu, cidade do Rio Grande do Norte pela qual o grande folclorista passou, na viagem à qual se refere o título do livro, realizada entre 16 e 28 de maio de 1934.
Curiosa que sou, e metida também a aventureira, refiz esse trajeto de Cascudo 65 anos depois de realizado, no ano de 1999, como você pode ver clicando aqui. A viagem foi gloriosa, cheia de experiências, visões, sabores e poesia, e se nunca publiquei esse relato é porque ninguém se interessou por editá-lo e eu não tinha – e nem tenho – dinheiro suficiente para tanto. Dorme sossegado numa das minhas gavetas, na companhia de textos e mais textos que tiveram o destino do ineditismo. Já escrevei esses mesmo parágrafo em outro post deste blog, aqui.
Ao fundo, a Serra Braca. A foto é de Gustavo Moura, que foi comigo em um trecho da viagem.
Ao fundo, a Serra Braca. A foto é de Gustavo Moura, que foi comigo em um trecho da viagem.
Uma das coisas que não consegui fazer na viagem foi conhecer o tal doce, queCascudo teria degustado em Assu, em jantar oferecido pelo Dr. Ezequiel Fonseca. Gosto de comer coisas esquisitas, de sabores exóticos, e quando me deparei com essa referência, principalmente quando Cascudo diz que o doce era “superior às geléias de morango”, fiquei curiosíssima.
Ao chegar em Assu, fui informada de que o tal doce de palmatória era chamado de “doce de pelo” e que não era típico de Assu, mas de Angicos, cidade próxima. Embora me mimassem com uma sobremesa deliciosa de mel de engenho com farinha de rosca, não foi possível degustar o tal doce de pelo, que eu não conseguia imaginar como seria.
Carmen Vasconcelos
Carmen Vasconcelos
Finalmente, depois de mais de um ano assuntando aqui e ali em busca do tal doce, consegui ter acesso a esse prodígio da culinária angicana pelas mãos da poeta Carmen Vasconcelos, que me trouxe uma porção, preparada pelas mãos de Dona Terezinha, sua mãe, ambas angicanas de quatro costados. Lá se vão dez anos, mas a experiência sensorial e gustativa foi marcante, e para mim parece que foi ontem.
O doce é estranho. Imagine você que com tanta coisa no mundo para transformar em doce, o cristão inventa de tirar a polpa de uma palmatória cheia de pelos (daí o nome “doce de pelo”). A primeira coisa que se faz, depois de colhido o fruto da palmatória, é tirar-lhe os pelos, ou espinhos; a rigor, o doce de pelo não tem pelo. Bem, uma vez eliminado o pelo, retira-se a polpa do fruto, que se parece assim com um algodão acinzentado e um pouco úmido, polpa essa que também pode ser comida tal e qual, acrescentando-se apenas um pouco de açúcar, parecida com a polpa do ingá. Dessa polpa é que se faz o doce.
Glóbulos
Pérolas douradas de sol.
E o sabor? Bem, o sabor logicamente é de doce, mas feche os olhos e imagine-se colocando na boca um glóbulo do tamanho de uma uva grande e sentir esse glóbulo se desmanchar como minúsculas pérolas douradas dentro da sua boca. Sim, porque o gosto desse doce é dourado, cor de ouro.
As pérolas de ouro ficam rolando deliciosamente dentro da sua boca, numa experiência sensorial única, onde o sabor e a textura se misturam com a sensação de cor-de-ouro, do sol escaldante do sertão acumulado e concentrado no fruto áspero da palmatória e revelado pelas mãos sábias das doceiras angicanas.
Existem coisas, caro leitor, que a gente não deve morrer sem fazer. Provar o doce de pelo é uma delas. Iguaria dos deuses, sabor estranho, frutos dourados do sol: tudo isso é o doce de pelo, glória da nossa culinária popular.

(Artigo transcrito da coluna Umas &  Outras, Diginet).
Nota do autor deste blog: Eu tive o prazer de degustar doce de palmatória também chado de doce de pelo, na Fazenda Picada/Itu, Ipanguaçu-RN, feito por dona Cândida Borges Montenegro, esposa do Major Montenegro. Feito por ela mesmo. Que delícia de doce. Recorda a minha infância. Eu tinha uns sete anos de idade (1962) quando eu ia lá, na Picada, com frequencia, acompanhado meu pai.

Fenando Caldas

A SAIDEIRA DE "LOURINHO"

Por sergiovilar.rn@dabr.com.br

A boemia natalense amanheceu de ressaca. Dessas de deixar o corpo encurvado feito berimbau. A salvação no caldo de mocotó do Bar do Lourival tem gosto amargo hoje, véspera de mais um jogo do escrete canarinho. Amanhã, tudo vira futebol e o livro da história de Natal recebe mais um capítulo dedicado às tradições boêmias e costumes do chamado Plano Palumbo. O dono do bar mais antigo de Natal tomou sua última dose de vida na madrugada de ontem e deixou amigos e adeptos do verdadeiro boteco órfãos da última saideira com "Lourinho".




Antes de administrar o boteco, o comerciante trabalhou durante 35 anos como contínuo em um banco Foto: Arquivo DN/D.A Press
Lúcio Lourival da Silva morreu aos 86 anos decorrente de problemas cardíacos, no hospital da Hapvida (Antônio Prudente). Há uma semana foi levado à UTI quando sofreu pequenos infartes. O currículo de internações hospitalares de Lourival é recheado. Só de cirurgias foram seis safenas e duas mamárias. Era também diabético. A luta contra a morte foi uma constante nos últimos anos. O corpo foi velado durante a manhã e sepultado às 17h de ontem, no Cemitério Morada da Paz. Amigos e assíduos do velho bar estiveram presentes. 
O bar já vinha administrado por Lourival Filho há alguns anos, quando o pai piorou a saúde e se afastou do boteco criado há 45 anos. À época, Lourival era contínuo do Banco do Povo. Trabalhou lá 35 anos até alugar o ponto onde hoje está situada a sede da Rádio 96, situada próxima à casa onde morava. Comprou depois a casa ao lado do ponto alugado - do famoso construtor Joaquim Vitor de Holanda, responsável pelos projetos do Atheneu, Colégio das Neves e outros -, encerrou o aluguel e montou o bar nos jardins da residência.
À frente, a sede do Diário de Natal, na Deodoro da Fonseca. E a avenida, então dos principais corredores de tráfego da cidade - recebia ali a sua universidade popular, o ponto de encontro da boemia natalense. Jornalistas como João Batista Machado, Jurandir Nóbrega, Ubirajara Macedo e outros tomaram o bar como segunda casa. "À época, o Diário promovia shows no auditório e de calouros na Rádio Poty. Tinha também o Cinema e o bar ficava em frente. Quando tínhamos dinheiro, pagávamos, quando não, pendurávamos a conta", fala o jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti. 

Paulo era dos jornalistas do Diário de Natal frequentadores do bar ainda embrião. Recorda ainda do "botequinho vizinho onde hoje é a 96" e só depois ampliado com a compra da casa ao lado. "Ele sempre foi muito atencioso e amigo com quem chegava. Mas sabia deixar os frequentadores à vontade". "Seo"Lourival nunca soube responder quando o bar começou. Arriscava um "maio de 66" incerto, desconfiado. Certeza mesmo, a lembrança da avenida Deodoro ainda de barro e à espera do progresso.
A arte do encontro
Se diariamente o carneiro na nata e o guizado encontram bocas anônimas a saborear papos de buteco (buteco com "u", o verdadeiro, e sem pedir licença poética), o bar também foi memória. Por lá passaram Pelé, Luiz Gonzaga, Sílvio Caldas e Altemar Dutra. Afora as estrelas locais e nacionais que se apresentavam na Rádio Poty e iam depois ao Bar de Lourival. "Eles vinham seapresentar, ficavam conversando e acabavam se aproximando dos clientes", contou "seo" Lourival ao Diário, em 1996, quando comemorou 30 anos do bar.
Já naquela época, Lourival disse estar "sem forças para tocar o bar". A morte da mulher Liege Silva há poucos anos agravou o estado de saúde de um dos patriarcas da vida boêmia da cidade, que ensinou a muitos onde mora a verdadeira vida. Como disse o poetinha Vinícius, "a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". E Lourival convidou, sem formalidades, anônimos e sinônimos ao roteiro lírico e sentimental do bar. 



(Do jornal Diário de Natal, 24.6.2010)
*A letra "P"-Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso!

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos,preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações,pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. – Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai – proferiu Pedro Paulo – pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.
Pensei. Portanto, pronto pararei.

Enviado por Clênio Caldas

quarta-feira, 23 de junho de 2010

JORGE E MATEUS ENCERRAM O SÃO JOÃO DE ASSÚ

024QUINTA


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O São João de Assu encerra suas festividades com a dupla sertaneja Jorge e Mateus nesta quinta (24). Os cantores se apresentam no palco principal da praça São João Batista às 22h.
Fonte: Diginet

RETROSPECTIVA PROSA & VERSO

Na onda de comemorações de fim de Ano, a coluna embarca no Novo repescando um muito do que foi publicado por aqui nos boxes PROSA e VERSO – assim, meio ao acaso, mas cuidando de repetir apenas alguns dos ditos chamados “autores locais”, essa espécie fadada às intempéries do isolamento eterno entre o rio, o mar, e as dunas.

Que 2009 seja bem mais que um show de Marina Elali e os Cavaleiros do Forró – que, hoje, primeiro dia (in)útil do ano é o que nos sobra.
PROSA“o potiguar vive como quem espera que os melhoramentos de qualquer espécie, os benefícios, o progresso lhe caiam prontos e sem trabalho seu, do alto do céu ou do alto do governo.” Polycarpo Feitosa Vida potyguar
“Demais, não faltarão jornalistas de oposição para afirmar, por dever de ofício, que vamos em regresso e que, daqui a 50 anos, Natal será um monte de ruínas.” Manoel Dantas Natal daqui a 50 anos
“Aqui por qualquer motivo ou sem motivo justificado vão trocando de lugar as estátuas, num verdadeiro turismo de bronzes.” Lauro Pinto Natal que eu vi
“Não se pretende estabelecer um dogma definitivo em assunto urbanístico.” Câmara CascudoCrônicas de origem
“Gosto das janelas nunca fechadas, mesmo no pior dos temporais.” Rodrigo Levino Dias estranhos
“Algumas regiões desse mundão velho têm a usança de chocalhos desmedidamente graúdos.”Oswaldo Lamartine Encouramento e arreios…
“A verdadeira buchada, do tempo antigo, exige ciência de tempero e quase intuições misteriosas de cálculo.” Câmara Cascudo Dicionário do folclore brasileiro
“Se quereis amar de um amor melhor a nossa terra, minhas senhoras e meus senhores, ide ao sertão.” Eloy de Souza Costumes locais
“Pulando de um mourão da cerca que ia da lavoura até o açude da infância, o mundo parecia meu.”Rodrigo Levino Dias estranhos
“E eu já havia esquecido como é ruim correr atrás de algo que paga o amor com a fuga.” Ada LimaAs letras são ingratas…
“As três meninas que me visitam ficaram todo o tempo puxando as reduzidas mini-saias, atraindo, pelo gesto insistente, meu olhar distraído para a palpitante topografia exibida.” Câmara CascudoNa ronda do tempo
“Afinal eu era um corpo estranho naquele arraial secular de meninos xarias. Era um canguleiro.”Homero Homem Cabra das Rocas
“Recusando-me colaborar com o Satanás blandicioso, sorrio e digo, mentalmente: Vai Baixar Noutro Terreiro, Exu!” Câmara Cascudo Ontem
“Provocar o anjo no homem, significa uma insatisfação contra a ordem do Ser.” Walflan de Queiroz O testamento de Jó
“A puerilidade para uns é ciência para outros.” Câmara Cascudo História da cidade do Natal
“Doze milênios de arte poética foram compendiados num singular aroma, semelhante a jasmim, mel e vinagre.” Alex de Souza Planetas obliterados
VERSO
“Vi um luar de brotos que choravam/ na pele alvo/lustrosa da resina,” Homero Homem “Lua nova”
“Toco-te as formas, no teu corpo hábito/ De onde o meu corpo, terra minha, veio.” Palmyra Wanderley “Deus te salve, Natal!”
“Teu sexo/ haste em que sou flor” Diva Cunha “Teu sexo…”
“e eu ávido cavalo te cavalgo montaria do meu amor” Luís Carlos Guimarães “Noturno”
“o amor não faz pendão” Carlos Gurgel “O amor”
“Gero todas as coisas que giram/ Gero todas as coisas que passam” Iracema Macedo “Ciclo”
“Eu serei um poeta novo/ chegado a um mundo caduco” Dorian Gray Caldas “Canto”
“Quando a seca verde/ assolava o sertão/ meu avô plantava sonhos” Bosco Lopes “Seca verde”
“Eu fiz do Céu azul minha esperança/ E dos astros dourados meu tesouro…” Auta de Souza“Celeste”
“a nós, sonhadores, permitiu-se a fuga/ o devaneio, o itinerário Napoleão de Paiva “a flor do pesar”
“gosto do ponto que parte.” Carlos Gurgel “Mobiliário”
“quero partir levando nos meus braços/ a paisagem que bebo no momento.” Zila Mamede “Partida”
“Se bebes ao mar,/ tens o rio esperando/ só pra te afogar.” Lívio Oliveira “Poucos haikais…”
“Como podes querer que eu me contente/ se o reino todo padece?” Iracema Macedo “Ardil”
“naquele tempo/ eu não conhecia a palavra/ epifania” Adriano de Sousa “Nudez”
“Toda miséria que eu tinha,/ Vivi/ Não sobramos nada.” Alex Nascimento “Miss Otis”
“o artista que se preza/ não prega seu manifesto/ para os chefes mão de rato.” Lucinha Morena“Aos órgãos culturais”
“Será minha palavra a pedra impura/ e a primeira a partir, por atirada.” Jarbas Martins “Soneto da palavra impura”
“Razão, Razão, martelo do Diabo,/ Que fizeste dos meus ídolos?” Esmeraldo Siqueira“Iconoclasta”
“Como é que eu vou alegar inocência/ Diante de um júri de penitenciários?” Alex Nascimento“Perdas e danos”
“Vamos, irmãos, eu que estou reparando, de retrato, esse quadro que se alonga ao longo da parede.” João Lins Caldas “A casa nos conta…”
“Meu Deus, estendei sobre mim tua mão/ E então poderei entender o silêncio” Walflan de Queiroz“Oração”
“A partir de hoje/ meu nome é silêncio.” Ada Lima “Epitáfio”
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FILHOS DE LORIVAL ELOGIAM SUA PESONALIDADE



Por Marília Rocha

homem honesto e de valor. Assim é a definição dos filhos a personalidade de Lourival Lúcio da Silva, que faleceu após um ataque cardíaco na madrugada desta quarta-feira (23). O dono do Bar do Lourival, na Avenida Deodoro, freqüentado por grandes nomes da sociedade de Natal, tinha boas amizades e era elogiado pelos seus filhos pela honestidade e bom carater.

“A honestidade e a perseverança do meu pai no trabalho e na vida é o grande exemplo que fica. Ele era um bom pai de família, tinha boas amizades que cultivou por todos esses anos”, declara emocionado o filho Leonardo Lúcio da Silva.

Ele contou que no início, o pai abria o Bar do Lourival de segunda a segunda e que ele tinha verdadeira paixão pelo local. “O bar para ele era tudo. Ele abria todos os dias as portas para receber os amigos e contar estórias”, afirma.

Foto: Elpídio Júnior
"A honestidade e a perseverança do meu pai no trabalho e na vida é o grande exemplo que fica", declara emocionado o filho Leonardo Lúcio da Silva.

Com uma vida marcada pelas amizades, Lourival Lúcio atuou no Banco do Povo e na Maçonaria, mas sempre gostou mesmo de cuidar do Bar. “Eu tinha um espírito muito alegre, cativador de muitas amizades”, conta Leonardo.

Mas a trajetória de 86 anos de vida de Lourival não era composta só de boemia, ele levava a sério os ensinamentos dos grandes nomes da sociedade que freqüentavam o bar nas últimas décadas e por isso, sempre se preocupou com a educação dos seus oito filhos.

Foto: Elpídio Júnior
"Meu pai é um exemplo de vida, de trabalho e de honestidade", disse o outro filho, que estava bastante emocionado.

Lourival está sendo velado no cemitério Morada da Paz, em Emaús e será enterrado às 17h, no mesmo local.

Bar do Lourival
Funcionando há 45 anos no mesmo local, o Bar do Lourival se tornou a “Universidade da Deodoro”. Isso porque costumava receber a “boemia” de Natal, estudantes que hoje são políticos, empresários, jornalistas ou simplesmente amantes da nostalgia - vários deles até hoje frequentam o bar.

Fonte: nominuto.com

A  TIA Por João Lins Caldas A tia velhinha Se   eu tenho essa tia Se viva ela mora Se canta baixinho Rendendo cantigas Serzindo lembranças A...