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  Fernando Caldas Nas Asas da Vida Curtiu 2 d  ·  Rio e em mim navego Eu sou só para olhar ao meu redor para limpar a mágoa para bater os tapetes para florir o jardim eu sou só para abrir as cortinas para erguer os olhos para virar a mesa para chorar por mim eu sou só para visitar sorrisos para aquecer o corpo para arrumar a cama para abraçar silêncios eu sou só para navegar os ventos para por roupas no varal para colorir meus dias eu sou só e visito diariamente meus instantes comuns simbioticamente eu e eu onde só a poesia é sinal de companhia Adriane Lima

EDITAL DE CONVOCAÇÃO - CONVENÇÃO MUNICIPAL DO SOLIDARIEDADE DE ASSÚ/RN

Como era comer fora em Natal a partir de 1900

Como era comer fora em Natal a partir de 1900 Na av. Tavares de Lira, prédio já foi o Cova da Onça e Carneirinho de Ouro | Foto: Rogério Vital Foi no início do  Século XX que a cidade começou a ganhar suas primeiras casas para bebericar grogues e petiscar salames e peixadas 03 de julho de 2020 Por Tádzio França e  Cinthia Lopes    Comer e beber, além de necessidades físicas, também são indicadores culturais de sociabilidade, evolução e história. O cenário gastronômico natalense é uma boa prova disso: se hoje em dia oferece de tudo ao toque de um aplicativo, há pouco menos de um século era movido apenas a álcool e petiscos simples. Sair de casa para comer era, antes de tudo, um ritual social e masculino. Ao longo do século, o menu natalense foi ganhando identidade, tamanho e diversidade, refletindo as mudanças de sua época. Claro, como é típico deste local, tudo em ritmo bem vagaroso. A degustação histórica é lenta, mas pode ser saborosa. Natal entrou no século XX com...
  Assu Antigo  (Curta essa página no Facebook) Fotografia tirada no coreto que existia na Praça Getúlio Vargas que fora demolido quando se deu início da reforma total da citada praça, por Costa Leitão quando prefeito. Se não me engano, podemos conferir na fotografia, o alto-falante da Divulgadora Assuense. A fotografia deve ter sido tirada em fins de 1940. Na foto, da esquerda para direita: Gelza Tavares (Caldas), mãe de Fernando Caldas gerente desta página, a segunda e a terceira pessoa não identifiquei, a quarta achei parecido com Evangelina Tavares de Sá Leitão e a quinta também não identifiquei. Se você reconhece os que não identifiquei fala aí! Fernando Caldas
 TRÊS POEMAS I Os quatro ovos que tinha no ninho do pássaro Diziam de quatro vidas, um amanhã que devia ser. Mas não foi isso na vida do pássaro Tudo na vida do pássaro: - Só cantar e viver. II Deus deu-me tudo. Deus deu-me tudo do que a mim amargurado Deus me devia dar. Deus deu-me tudo. Si amargurado, porque a mim as razzões de me amargurar. III O pobre me deu uma esmola de Deus te favoreça "Deus te favoreça!" Favoreça-me Deus com essa esmola do pobre. João Lins Caldas
  O SELO DA PAZ No trânsito da vida, quando te apareçam entraves e fracassos, não te esqueças de que a paciência é o passaporte suscetível de assegurar-te livre passagem através de todas as dificuldades e travessias. Se estás doente, não será com o desespero que aproveitarás o remédio que se te administra. Se experimentaste algum desgosto, a irritação não te afastará do íntimo a nódoa de sombra. Se sofreste prejuízos de ordem material, não será parando em acusações e gritaria que conseguirás a restauração dos próprios recursos. Se atravessas incompreensões em família, de modo algum te livrarás de semelhantes atropelos, multiplicando reclamações e exigências. Se essa ou aquela pessoa querida se te mostra perturbada, a ponto de ferir-te, não será martelando-lhe o crânio que lhe traçarás o processo da cura. Cultivando paciência, no cotidiano, transportarás contigo a força capaz de vencer todos os obstáculos que, porventura, te agridam a existência. E isso acontece porque as Leis de De...

NOSTALGIAS

Valério Mesquita mesquita.valerio@gmail.com Vivo o desconforto e a nostalgia de mim mesmo ao me deparar com o sonho dos meus vinte anos que a idade madura não confirmou. Sinto-me disperso, irrealizado, quando retorno às minhas origens telúricas. A meta de trazer o passado ao presente, reconstruí-lo pela palavra e pensamento a fim de reconquistar a minha auto-estima, parece-me uma tarefa hercúlea porque constato que o personagem não sou eu mas, sobretudo, o tempo. Deduzo que, precisaria recriar os fatos e renascer as pessoas. Verifico que sou o resultado de todas as convivências e acontecimentos afins do passado. Por isso o vácuo e a irritação me arrastam ao entendimento inconcluso de que tudo foi ilusão e fantasia, ou infecção sentimental. Mas, o patrimônio existencial da terceira idade, onde a memória olfativa, a auditiva e, principalmente, a visual, procuram restituir-me o universo perdido das fases inaugurais da vida. Aquela lua cheia, por exemplo, vista do cais do rio Jundiaí em...