terça-feira, 9 de dezembro de 2008

MINHA PERSONALIDADE ESPECIAL - DR. FERNANDO EZEQUIEL FONSECA


Vilmaci Viana

FERNANDO EZEQUIEL FONSECA
Assuense nascido em 26 de abril de 1927, é filho de Dr. Ezequiel Epaminondas da Fonseca Filho e dona Maria Helena Nunes Fonseca. Foi alfabetizado no Colégio Santo Antônio de Natal - RN (dos Irmãos Maristas), cursando o científico no Colégio Pedro Augusto, em Recife / Pe. Em 1946, após sua aprovação no vestibular, matriculou-se na Faculdade de Medicina de Recife / Pernambuco, graduando-se em 8 de dezembro de 1951.
ATIVIDFADES: Dr. Fernando Fonseca (como é mais conhecido), foi cirurgião geral do então Hospital Miguel Couto e obstetra da Maternidade Escola Januário Cicco. Serviu durante muito tempo, como plantonista do Serviço de Pronto Socorro em Natal. Foi médico estagiário do Hospital das Clínicas em São Paulo / SP, em 1955, juntamente com o Dr. Edmundo Vasconcelos. Sumeteu-se a concurso de provas e títulos nomeado efetivamente, cirurgião Geral do IAPC, servindo, ao longo dos anos, no Ambulatório de Natal. Foi professor fundador da Faculdade de Medicina de Natal, onde exerceu a cátedra de Patologia Geral e Clínica. Foi quem primeiro chefiou o Departamento de Cirurgia da UFRN e membro do Conselho Universitário. Foi Diretor do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina da UFRN. Frequentou, como médico visitante, a Universidade de Georgetown em Washington / EUA, convidado pelo Hoope. Credenciado pela UFRN visitou as Universidades de Coimbra / Portugal e Sorbone / França.
Durante a sua jornada profissional, Dr. Fernando Fonseca exerceu a medicina clínica em todos os hospitais de Natal, e no seu consultório à avenida Afonso Pena. É casado com a professora, escritora e artista plástica - Graziela Costa Fonseca - com quem teve quatro filhos e 12 netos. Foi admitido em Rotary Internacional desde 1958, presidindo seu clube rotário em dois mandatos.
Compareceu com sua esposa, às Convenções Internacionais de Rotary em Calgary / Alberta, no Canadá (1996), e em Glasgow, na Escócia, em 1977. É membro da Academis de Medicina do Rio Grande do Norte desde O6 de junho de 1995, ocupando a cadeira número 34. É autor de um livro em homenagem ao seu pai - Dr. Ezequiel Epaminondas da Fonseca - reeditado pela Livraria Clima.
(Transcrito do Blog: VIvi Eventos Culturais)

sábado, 6 de dezembro de 2008

O BRASIL DESCOBERTO POR ASSÚ

*Bruno Magalhães

Há uma coletânea de textos que eu estou degustando no momento, que já imaginava que me causaria imenso prazer em ler; mas não dimensionara o quanto. Estou lendo a "História do RN" em fascículos, da Tribuna do Norte (texto obrigatório para todos os potiguares leiam). Já no segundo fascículo, início da colonização, título "Prioridade Européia", subtítulo "Controvérsias Sobre a Presença Espanhola", tive o imenso prazer de notar a importância do Açu na história mundial, universal e interláctica. Está escrito que o Brasil foi realmente descoberto por Açu (morram de inveja). Antes de 1500, o navegador espanhol Alonso de Ojeda teria atingido o Delta do Açu no Rio Grande do Norte. Outro herói que atingiu o Rio Grande do Norte foi Diego de Lepe, que chegou à enseada do Açu antes de Cabral. Tudo comprovado e registrado por diversos e variados pesquisadores. Sendo assim, determino que a partir de hoje Açu seja declarado como ponto de descobrimento, e não Porto Seguro. Sugiro trocar o Hino Nacional pela supra-sumo do cancioneiro popular na letra de Renato Caldas, açuense da gema, com a canção "Reboliço" (segue texto abaixo). O pavilhão Nacional (Bandeira) terá que ter carnaúbas, assim como a bandeira da Atenas Norte-riograndense, com os dizeres "um pedacinho do céu dentro do mundo. Sete-de-setembro será dia 16 de outubro, quando os valentes portugueses escaparam da morte certa por canibalismo dos Janduís (tribo local) e declararam como terras do Senhor e fundaram a "Vila Nova da Princesa", nos idos de 1700 (se não me falha a memória).
Dessa forma, a cidade do Açu alcançará finalmente o lugar que de direito é dela e que foi surrupiado de maneira calamitosa por essa cidade insignificante e oportunista conhecida como Porto Seguro e, consequentemente, por toda a Bahia. Outro que merece o nosso mais total repúdio é esse ilustre segundo ou terceiro colocado na corrida para as Américas, Pedro Álvares Cabral. Um sujeitinho aproveitador e mesquinho que nem as glórias contemporâneas conseguiu para si. Os espanhóis descobriram o Brasil e foi por AÇU.
Tenho dito.

*(Bruno Magalhães é assuense, médico reumatologista em Natal)
Transcrito do jornal cultural "Reboliço", de Assu, outubro e novembro de 2005

CORTEZ PEREIRA, NO ASSU

Em data de 31 de julho de 1972, o governador Cortez Pereira esteve no Assu inaugurando uma usina de beneficiamento de cera de carnaúba, da Cooperativa Agropecuária do Vale do Assu Ltda - Coaperval. Da esquerda para direita, vejamos na fotografia abaixo, o Superintendente da Sudene general Evandro de Souza Lima, o deputado Edgard Montenegro, o governandor Cortez e o estudante Fernando Caldas. Fica o registro.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

BRAZÃO DO ASSU

Meu caro leitor assuense: Na minha observação, acho que o importante (me ufano em chamá-lo assim) mucípio do Assu, de antigas glórias, de tantas tradições, conhecida até internacionalmente, merece um brazão melhor graficamente trabalhado, que represente não somente a carnaubeira (economia principal há quase trinta anos atrás daquela região varzeana) e o marco da virada do século 1900, bem como a nossa economia atual, a cultura, os casarões centenários. Faço essa sugestão ao poder legislativo e executivo do município do Assu. Fica o registro.

ASSU DE ANTIGAMENTE

Antes da Praça do Rosário (que Edgard Montenegro construiu com os recursos da prefeitura e em cooperação com alguns comerciantes daquela terra assuense, inaugurada em 29 de julho de 1949, e Ronaldo Soares reconstruiu na sua administração e inaugurou em 16 de outubro de 1984), era assim, como está na fotografia acima.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O POETA "JOÃO DE PAPAI"

João Evangelista Soares de Macedo era o nome de registro de "João de Papai" que, como bom assuense gostava de tomar uma "pinga" ou melhor dizendo, "umas e outras. Nos idos de quarenta ainda na época da segunda grande guerra João se encontrava nun certo botequim da cidade e, ao tomar conhecimento do mais novo delegado do Assu chamado Revoredo (tenente da polícia militar que já tinha muita ligação com o povo assuense por ser ele, Revoredo, natural da vizinha cidade de Mossoró), escreveu a décima (glosa) que logo se espalhou pela cidade inteira, conforme transcrito adiante: 


Logo o tipo é muito feio
De cabra tem a mistura
Não pode ter compostura
Esse tenente que veio
Ontem veio muito cheio
Com Vem-Vem a conversar,
E eu de longe a escutar
As proesas que fazia
Em vista do que dizia,
Pra mim não pode prestar.


Tenente Revoredo ao tomar conhecimenteo daqueles versos, logo se dirigiu ao famoso bar de Ximenes, esquina com a prefeitura municipal daquela terra assuense e, ao chegar naquele recinte foi logo perguntando ao bardo glosador: "O senhor é o autor daqueles versos a meu meu respeito? " João não se deu por medroso. Tirou do bolço uma caneta e um papel de carteira de cigarros e alí mesmo produziu a glosa seguinte: 

De errar não tenho medo,
Nem temo ser contestado,
Dizendo é bom delegado
O tenente Revoredo.
E não se diga que é cedo
Pra exaltar o oficial,
Aqui não tem outro igual
Faz justiça em profusão,
Em qualquer ocasião
É bom, é firme, é leal.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

O HISTORIADOR

O poeta, escritor e pesquisador potiguar do Assu, Celso da Silveira, morava em Natal desde os anos cinquenta, mas sempre ia a sua terra natal, rever familiares, amigos e, como não podia ser diferente, tomar "umas e outras". Pois bem, certo dia, estando naquela cidade dos poetas como ele próprio, tomou conhecimento através de um amigo que, no Mercado Público daquela terra assuense, existia um certo velho estabelecido naquele mercado que era metido a historiador e se dizia saber muitos sobrer o passado e o presente das coisas do Assu e sua gente. Celso, ao chegar no local de trabalho do referido historiador, foi logo perguntando: "Meu amigo, você conheceu o escritor Francisco Amorim, que era chamado por "Chisquito?" "Conheci, sim senhor!" "Sabe a data que ele faleceu"? Indagou Celso, novamente. "Tanto de tanto, de mil novecentos e tanto!" Informou o historiador. "E Cecéu, filha de Chisquito?" "Tanto de tanto, de mil novecentos e tanto"! E Celso, bonachão e gosador que era, para encerrar o assunto, fez a útilma indagação: "E Tarcísio Amorim, filho de Chisquito?" "Esse, meu amigo, morreu lá por Natal e faz muito tempo!" - Morau da história: Tarcísio Amorim mora em Natal (ele é engenheiro eletricista, funcionário aposentado do Incra) e gosa de uma boa saúde).

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"TALENTO DE HOMEM"

José Caldas Soares Filgueira ou Dedé Caldas, como era chamado na intimidade pelos assuenses, era uma figura folclórica que deixou muita falta ao Assu. Ele morava numa casa centenária da praça Getúlio Vargas. Vigilante permanente das acontecência daquela terra, contava que uma certa senhora chamada dona Maria, tinha casado uma filha que muito reclamava pela falta de conforto. Dedé, na sua especulação, aprofundou-se daquele assunto: "Ou dona Maria, a sua filha casou-se recentemente e a senhora comenta que ela não tem conforto? O que é que está faltando na casa dela?" "Dedé, na casa de minha filha tem de tudo: fogão, geladeira duplex, freezer, dormitório completo, tem até ar condicionado... um luxo, né?" Dedé ficou bastante ansioso: "Dona Maria o que é que a senhora entende por conforto?" Maria naquele seu jeitão grosseiro, fechou a mão, estirou o braço e usou o seu linguajar na forma mais direta: "Dedé, Conforto é talento de homem!". - São coisas que só no Assu, acontece!

NOTA

Cada dia, me redobra o prazer de escrever (de forma simples e despretenciosa) sobre o velho Assu, de tantas tradições, de tantas figuras, de tantas glórias, de tantos poetas da melhor qualidade e de boas recordações. Cada dia, recebo comentários de pessoas de toda parte deste Brasil, bem como do exterior. Pois bem, a propósito, vejamos o que diz o nosso conterrâneo Joselito da Silveira, residente em Macaíba (RN), em data de 1.11.2008: "Fanfa como assuense é um privilégio ler estes causos, parabéns pelo blog e continue postando notícias da nossa querida Assu".

domingo, 30 de novembro de 2008

POESIA SOBRE O ASSU

HOMENAGEM

Cheia de encanto e beleza
Do grande Vale é a princesa
A nossa cidade Assu,
E que entre outras façanhas
É receber o Piranhas
E também o Paraú.

Bela e privilegiada
Por seus rios abraçada
ama os filhos com ardor,
Não nos tira da lembrança
e nos faz séria cobrança:
Quer um pouco mais de amor.

Diz que abriu seu coração
Quer que pisemos seu chão
Que preparou o arraial,
Quer ouvir nossa zoada
Na praça, na vaquejada
Dar o abraço maternal.

Quer também ser mais lembrada,
Um pouco mais visitada
Nesta sua faixa etária,
Quer que encham de calor,
Quer dar, receber amor
Po ser sesquicentenária.

(Assim o poeta Andière "Majó" Abreu homenageou o Assu, a sua terra natal, no dia do seu sesquicentenário, 1995).

POESIAS DE RENATO CALDAS

Como prova de que Renato Caldas não somente versejava em linguagem matuta, naturalista, vejamos os versos seguintes que, salvo engano, antes nunca foram publicados:

PORQUE AMO A NATUREZA

Eu amo o mar,
O vento, as estrelas, o sol,
As noites de luar,
As serras, o arrebol!
Amo a torrente do Rio,
Que, em louco desvario
Se despeja no mar...
O gorgeio sutil da passarada!
Eu amo a solidão,
O imprevisto, a incerteza,
A imensidão
Azul do firmamento,
As flores, as campinas verdejantes...
Eu adoro o lamento
Das vagas arquejantes,
O silêncio, a tristeza...
Enfim, eu amo a natureza!
Porque,
Tudo me traz uma lembrança,
Uma saudade louca de você.

RECORDANDO

Como a vida é transitória e boa!
Ontem, eu chorava,
Quando os barcos de papel
Que eu atirava,
Mergulhavam nas águas da lagoa.

Hoje, é o contrário:
Extingo os meus escolhos,
Mergulhando os meus olhos de poeta,
No lago verde dos teus lindos olhos.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO