quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ASSU HOJE

Praça São João. Antes, Praça do Centenário, da Proclamação no tempo que Ezequiel Fonseca Filho era o prefeito, depois passou a ser denominada Praça Getúlio Vargas (segundo informações de alguns historiadores, em razão de ter sido Vargas, o único presidente da repúblico a visitar o Assu, na década de trinta, a convite de Ezequiel Fonseca (dr. Ezequiel) no tempo que Costa Leitão era o prefeito (1959-62) e São João (atual) desde o tempo que Ronaldo Soares era o prefeito da terra assuense (2000-04). Praça que por uma questão de saudosismo eu prefiro chamá-la de Praça Getúlio Vargas. Naquela praça está assentado um monumento (imagem acima) que fora inaugurado na virada do ano 1900. Mais história há contar sobre esse assunto.

Fernando Caldas

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SEXTA CULTURAL COM ARTE NA PRAÇA VEM ACONTECENDO DENTRO DA PROGRAMAÇÃO NORMAL



A declaração é do secretário de cultura do municipio Carlos Augusto Pereira da Silva, que justifica o sensacionalismo feito de que o programa estava saindo de pauta com inisnou um blogueiro da cidade.
Segundo Carlos Augusto, o programa foi criada na 1ª gestão de Luizinho Cavalcante, tendo realizado 30 edições entre 2.001 á 2.004,  com a interupção do exercicio do governante, foi retomada em 2.009, com 9 edições apresentadas ao público, sendo suspenso as atividades planejadas nos meses de janeiro com o recesso escolar, fevereiro devido o carnaval, junho por conta do periodo junino e setembro reservado pra comemorar a festa de enancipação do municipio. 
A paralisação existente é planejada e cumprida anualmente,  cessando o intervalo deste ano  no dia 2 de março em curso.
De acordo com os informes de Carlos Augusto durante o ano de 2.010, a população prestigiou 7 noitadas, sendo susspenso durante os meses de janeiro, fevereiro no carnaval. abril e maio por ter sido realizado uma atividdade conjunta das secretarias de cultura e educação, com uma semana inteira de atrações culturais.
 O ano passado (2.011), foram executadas 8 edições de sextas culturais, sendo obedecido o mesmo planejamento.
 Durante o mês de dezembro de 2.011 a secretaria de cultura atendeu uma solicitação do padre Antônio Marinho que pediu que se realisasse a sexta cultural do mês, no largo da igreja de Santa Luzia, fato ocorrido na abertura dos festejos da padroeira.
O secretário finalizou dizendo que a mudança da data da última semana pra a primeira de cada mês, aconteceu por critérios exclusivamente ecoconômicos, neste periodo o funcionalimo municpal e estadual tem recebido seus proventos, as empresas privadas feitos seus pagamentos e a população dispondo de um numerário no bolso, pra poder incrementar o comércio que atua no entorno do Recanto da Arte Francilúzio Martins.
A sexta cultural continua sendo o eixo potencializador de  oportunidades aos talentos artisticos do municipio e região, assim justificou o secretário, a temporária paralisação do programa, cujo retorno está previsto pra o inicio de março.

Do Blog de Aluíziolacerda

Presidente uruguaio e Lula querem formar grupo de intelectuais

O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, disse hoje (17) que está trabalhando com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na construção de um grupo de personalidades para promover a integração latino-americana. "Estamos empenhados em formar um grupo de intelectuais e pensadores para dar corpo a uma doutrina para a integração", ressaltou Mujica após almoçar com o ex-presidente em um hotel na zona sul da capital paulista.
Lula foi para o encontro logo após ser submetido a mais uma sessão de radioterapia (a décima) para tratamento de um câncer na laringe. Segundo a assessoria do ex-presidente, devido ao tratamento, ele tem sentido um incomodo na garganta, especialmente quando come.
Mujica, que está de férias e visitou o ex-presidente em caráter pessoal, disse que o amigo Lula está com a "disposição" e "alegria de viver de sempre", gesticulando para indicar que o ex-presidente vai bem "da cabeça" e "do coração".
De acordo com o presidente uruguaio, a política latino-americana foi o principal tema da conversa de quase três horas. "Queríamos falar dessa política, de como ele [Lula] está vendo o mundo e os rumos da América", disse. Mujica destacou que é preciso unir intelectuais da região para construir "a matriz de uma política de integração".
A partir dessa construção, que deverá ser elaborada com ajuda do grupo que ele e Lula pretendem anunciar no futuro, em evento no Uruguai. A ideia é conscientizar os povos latino-americanos sobre a importância dessa união. "Os povos não se deram conta da importância concreta que tem o fenômeno da integração para suas vidas". Segundo ele, as nações da região passaram 300 anos "de costas" uns para os outros, "olhando para a Europa".
Ao falar especificamente sobre o Mercosul, Mojica fez uma avaliação positiva sobre o bloco. Para o presidente uruguaio, o Mercosul cresceu economicamente, mas ainda tem que superar algumas dificuldades institucionais.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Tribuna do Norte

COMO EXPLICAR SEM OFENDER


Um homem de 89 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou 
como ele estava se sentindo:

- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito, doutor?

O médico refletiu por um momento e disse:

- Deixe-me contar-lhe uma estória: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e...BANG... o urso caiu morto.

- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.

- Exatamente!!!

IVONETE E PAULO DAVIM SÃO DESTAQUES EM MATÉRIA SOBRE SUPLENTE NO SENADO



O Rio Grande do Norte ganhou destaque em matéria do UOL sobre a ocupação do Senado pelos suplentes, hoje em um quinto das cadeiras.
Lobão Filho (PMDB-MA), Paulo Davim (PV-RN) e Sérgio Souza (PMDB-PR) assumiram em 2011 e podem ficar até janeiro de 2015. Isso se os titulares não abandonarem por algum motivo seus ministérios no governo Dilma, respectivamente Edison Lobão (Minas e Energia), Garibaldi Alves (Previdência) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
Os mais novos do Senado são Ivonete Dantas (PMDB-RN) e Lauro Antonio (PR-SE), que entraram na Casa no fim de 2011. Ela é a segunda-suplente da hoje governadora do Rio Grande do Norte Rosalba Ciarlini (DEM). Ganhou a vaga porque o primeiro suplente, Garibaldi Alves (PMDB), em licença por motivo de saúde. Lauro Antonio, por sua vez, cobre a ausência de Eduardo Amorim (PSC-SE), pelo mesmo motivo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A ESCOLHA DE UM AMIGO


“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco!
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.

Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.”

“Loucos e santos”, Oscar Wilde (1854-1900)






A MENTIRA

Públio José – jornalista
(Públiojose@gmail.com)                                                                                                                                  

A cena se passa numa das novelas da tv. Na sala de uma casa o telefone toca. A empregada doméstica vai atender, enquanto a dona da casa dialoga com o filho na faixa dos dez anos. A empregada tira o fone do gancho. Do outro lado da linha uma mulher se identifica e pergunta se a dona da casa está. Ao ouvir o nome da pessoa que está ao telefone, a patroa gesticula para a empregada, orientando-a a dizer que ela não está. O menino assiste à cena meio intrigado. Se a sua mãe está, porque dizer à empregada que não está? Cenas iguais a essa se repetem diariamente em todos os lugares do mundo. Tendo por base a mentira, as pessoas tentam, de todas as maneiras, se desvencilhar das dificuldades e vicissitudes que encontram pela frente. A saída, normalmente, é se livrar do problema entranhando-o de mentira. Nunca o encarando com coragem, firmeza, determinação. Porque será?

A mulher da novela é só um exemplo da maneira desonesta, irresponsável e inconseqüente que adotamos, na maioria das vezes, para resolver problemas do dia-a-dia. O pior é que nos esquecemos das pessoas que estão ao nosso redor, nos analisando, nos observando e nos adotando como modelo a seguir. Futuramente, o que a mãe que mente diante do filho, ainda pequeno, quererá dele quando tiver que vê-lo enfrentando suas próprias dificuldades? Que ele as enfrente esgrimindo a espada da verdade? Que ele pratique comportamentos que nunca presenciou em casa adotados pelos pais? Como, se diante de si teve sempre adultos como exemplos, como referenciais, mentindo, distorcendo, trilhando o caminho da mentira? Como, se assiste, diariamente, adulto já profissionalizado, o chefe na repartição utilizar-se prioritariamente da mentira para resolver o que surge no seu escaninho?   

Pela televisão também assistimos as lideranças políticas darem um verdadeiro show no emprego da mentira, da falsidade, da dissimulação, quando tentam justificar seus maus feitos na vida pública. Porque o ser humano mente tanto? O mundo dos negócios, o das atividades esportivas e comerciais, por exemplo, também não ficam atrás. Nesse terreno é dado por inteligente, competente, sagaz, o que sabe utilizar, com o máximo da maestria, os instrumentos da mentira, da matreirice, do engano. Quando se ouve dizer “Fulano é competente” é porque, na maioria das vezes, o elogio está ligado ao uso descarado, pelo elogiado, da falta da verdade. O interessante, acima de tudo, é que aprendemos desde cedo, nos bancos escolares, no catecismo católico, nas escolas dominicais das igrejas evangélicas, que devemos nos valer da verdade sempre – defendendo-a e empregando-a ao longo da vida.     

A respeito da questão, a Bíblia nos ensina que, para o cristão, o sim é sempre sim e o não é sempre não. Nos esclarece, ainda, que os mentirosos jamais herdarão o reino dos céus. Jesus salienta, também sobre o assunto, que o Diabo é o pai da mentira. Logo, quem se utiliza rotineiramente do seu uso está fazendo o jogo daquele que, segundo Jesus, só veio para matar, roubar e destruir. O interessante é que, ao sairmos da inocência da infância para o jogo bruto do aprendizado profissional, somos sempre instruídos a fazer da mentira um instrumento valioso para o alcance do sucesso. Esse comportamento vai deixando seqüelas irreparáveis ao longo de nossas vidas e criando, ao nosso redor, seguidores fiéis, aprendizes capacitados a se exercitarem na prática da mentira. Ah, a mentira. Como se livrar do seu veneno? Como deixar de vê-la nos outros e de usá-la no dia-a-dia?    

domingo, 15 de janeiro de 2012

RENATO CALDAS













Pra esses teus óio, morena,
num acho acomparação!
São dois santo, são dois cão.
São dois páde num artá,
acelebrando a novena
duma noite de natá.

São dois prato de cuaiáda,
e bem no meio dos prato,
dois sabonête do mato!
são dois nêgo impertinente
qui véve a dizer chincáda,
aos óio besta da gente.

Mas, juro inté pula cruz,
pula Santa Imaculada,
pula hósta consagrada,
juro pru tudo e arrepito
qui nem a Mãe de Jesus,
tem os óio tão bonito.

De: *Renato Caldas, poeta matuto potiguar assuense

(Renato Caldas foi um dos responsáveis junto com Catutlo da Paixão Cearense, dentre outros, pela introdução da poesia matuta na Literatura Popular Brasileira).

Postado por Fernando Caldas 

JOÃO LINS CALDAS






sábado, 14 de janeiro de 2012

Fiart vai homenagear o Vale do Açu, este ano

Há 17 anos, a já tradicional Feira Internacional de Artesanato ilustra a alta temporada de verão em Natal e em 2012 a grande aposta dos organizadores está voltada para o trabalho manual feito com palha de carnaúba que caracteriza o Vale do Açu. Esse será o mote que ambienta o pavilhão de eventos do Centro de Convenções, na Via Costeira, que recebe entre os dias 20 e 29 de janeiro artesãos de várias parte do RN, do Brasil e do mundo. O lançamento oficial da Fiart aconteceu ontem pela manhã, no restaurante Mangai, onde foram apresentadas as expectativas para esta 17ª edição.
Yuno Silva
O poeta Paulo Varela em cena com o personagem Zé Assuense, durante o lançamento da Fiart
O poeta Paulo Varela em cena com o personagem Zé Assuense, durante o lançamento da Fiart
Com o slogan "Artesanato: instrumento de transformação, criatividade e riqueza", a principal novidade deste ano é a maior presença do artesanato potiguar. "Dos 385 estandes da Feira, 40% serão ocupados por artesãos do RN", anunciou Neiwaldo Guedes, coordenador geral da Fiart. O restante do espaço agrega 40% de trabalhos produzidos em outros estados do Brasil e 20% estão vindo do exterior - a estimativa é que 70 mil pessoas transitem pelo evento durante os dez dias, para conferir a arte manufaturada por mais de 2,6 mil artesãos. 
Os números ainda contabilizam participação de 73 grupos de cultura popular durante a programação cultural, presença de artesãos de 14 países como Japão, Peru, Quênia, Paquistão e Filipinas, e "a meta é superar as 168 mil peças comercializadas em 2011", planeja Neiwaldo. Sobre evidenciar o Vale do Açu em 2012, Guedes informa que "a Fiart já homenageou em outras ocasiões o Seridó, o litoral, Ceará Mirim, Caicó e Natal, agora é a vez da palha de carnaúba dominar a decoração." A Feira ainda abre espaço para o Salão dos Mestres, o 8º Salão do Artesanato Potiguar e o Lojão do Sebrae-RN que atua junto a 25 associações e cooperativas espalhadas pelo RN.

O poeta Paulo Varela, 'embaixador' cultural da cidade de Assu, e que abriu o lançamento da Fiart contracenando com o boneco Zé Assuense, marca presença na Feira com uma réplica do Solar da Baronesa, edificação histórica que atualmente abriga a Casa de Cultura do município. 
Antes da palavra do diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio, e da Governadora Rosalba Ciarlini, que defendeu a ampliação de promoções culturais a partir da parceria público-privado, o João Dionísio do Nascimento, 60, que trabalha com sisal em Nísia Floresta e representou os artesãos do RN, foi convidado para dar seu depoimento sobre o evento: "Até a gora só deixei de participar de uma única edição, pois estava viajando, e digo para quem está pensando em  expor que pode ir sem medo que vende!", afirmou. João Dionísio também chamou atenção para o pouco espaço disponibilizado pelo Governo do RN aos artesãos que não têm condição de adquirir um estande: "Este ano estou dividindo espaço com os ceramistas de São Gonçalo do Amarante, pois meu material é volumoso e não tenho como dividir 9 metros quadrados (tamanho padrão do estande disponibilizado) com outros dois, as vezes até três, expositores. Preciso de pelo menos 12 metros quadrados", garante. 

A 17 ª Fiart é uma realização da Espacial Eventos em parceria com o Governo do Estado, Sebrae-RN e  Prefeitura de Natal, mais apoio  do Governo Federal através do Programa do Artesanato Brasileiro e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Fonte: Tribuna do Norte - Caderno Viver
Postado por Fernando Caldas

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

ASSU PERDE MAIS UMA POETISA

A terra da poesia anteontem, 11, anoiteceu triste com a perda de Maria de Lourdes de Moura ou, 'Luluda', como era chamada carinhosamente pelos seus familiares e amigos. Figura querida por mim e por toda a sociedade assuense. Convivi com ela desde os tempos da minha adolescência, durante uns quarenta anos, na Cooperativa Agropecuária onde ela era funcionária dedicada, trabalhando com meu pai Edmilson Caldas, desde os tempos que aquela instituição era Banco Rural do Açu, que ele, Edmilson, dirigiu durante muito tempo, e com ela conviveu harmoniosamente como seu amigo e colega de trabalho. Antes porém, teria trabalhado no Segundo Cartório de Registro, no tempo do escrivão João Germano, até 1967.

Luluda escondeu a sua arte de poetar, de compor, de escrever, que somente veio a revelar na sua maturidade. Suas canções estão, salvo engano, musicadas e gravadas pelo seu sobrinho Judson. Seus poemas e sonetos clássicos amorosos, de versificação fácil, de qualidade literária, estão publicados em livros de sua autoria, em jornais da sua cidade. 

Você se foi, Luluda. Mas, tenha certeza do seu dever cumprido. Sobre a morte, Luluda, a nossa poetisa e escritora Maria Eugênia, escreveu na sua sabedoria, dizendo que "a gente nasce para morrer e morre para nascer". Já, o genial bardo João Lins Caldas, entende que "a morte se não é uma vida, é, pelo menos, uma miséria sossegada." Que você descanse em paz.

Fica a minha saudade, Luluda. Lembrarei você sempre! Os seus versos e canções que você sabia produzir a seu modo. O seu soneto intitulado Quisera, recheado de verdade e pureza, que ainda guardo na minha memória, é uma joia, que transcrevo adiante para o nosso deleite: 

Quizera eu dizer-te que sinto
Mas não posso e jamais o farei.
Por teu amor lutei e ainda resisto,
Não quero perder-te, senão morrerei.

Por mais que procuro te esquecer
Cousa que nunca eu consegui,
Mas sentia o meu amor crescer
Mas hoje sinto o que me iludi.

Iludí-me, sim, porque sempre tentei
Esquecer de um amor, que nunca procurei
Saber se me amava ou se me enganava.

E agora muito sofro a pensar,
Que um dia, não queiras me amar,
E que nunca a me amar procurou.

Afinal, sem você, sem a sua arte de versejar, penso eu, a poesia da terra assuense fica um pouco mais pobre. Obrigado por ter conhecido você e com você ter convivido. Obrigado por você ter contribuído pela cultura da nossa terra. Os seus versos enriquecem as nossas bibliotecas, porque não dizer assim?


Fica com Deus, querida Luluda. "A morte não é o fim de tudo". Saudades do seu velho amigo


Fernando Fanfa Caldas
Natal, 13 de janeiro de 2011

Alexandre Garcia, Eu Apoio. Conteúdo de IA   · Na linguagem empolada de Luiz Edson Fachin, "impende" dizer que ele — sem "men...