terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

UM ASSUENSE QUE BRILHOU NO LEGISLATIVO BRASILEIRO



Naquele edifício (fotografia acima), da cidade do Rio de Janeiro, no tempo do Brasil Império, era instalado a casa legislativa dos deputados gerais, onde legislou em 1852 na qualidade de deputado geral, o assuense João Carlos Wanderley. 

Pelos seus brilhantes pronunciamentos no plenário daquela casa legislativa, o deputado Wanderley recebeu do Imperador Dom Pedro II, as seguintes palavras de elogios: "Matuto da língua de prata.".

João Carlos foi o primeiro filho do Assu-RN, a exercer tão alto cargo.  

A minha cidade


*Por Francisco Amorim

Quando comecei a ter o uso da razão, isto é, a ser capaz de dar recado, levar bilhete, fazer mandados, a minha cidade, a nossa cidade tinha escassos limites que iam do bairro Macapá - com uma rua só de casas quase que todas elas da taipa cobertas com palha de carnaúba - até à rua São Paulo, com vários espaços vazios entre esses extremos de Norte e Sul.

As ruas chamadas principais eram localizadas na praça da Matriz - era o quadro da Rua, onde ficavam a Rua Casa Grande (norte), do Mercado (sul), São João (nascente) e coronel Souto (poente).

Era aí que moravam as pessoas importantes e famílias endinheiradas. Moravam o Juiz de Direito, o Promotor, o Vigário, o Médico e o Farmacêutico, o patriarca da família Casa Grande - jornalista Antônio Soares de Macedo - e o da família Piató - Zumba Marreiro.

Existiam, como ainda hoje existe, o sobrado da Baronesa de Serra Branca e o velho José Gomes de Amorim, este construído em 1845. A praça da Matriz vem de longa data. Já Koster, historiador inglês, que pór aqui passou no dia 1. de dezembro de 1810 fez referência a ela, destacando a Matriz e o historiador Manoel Ferreira Nobre, em seu livro "Breve Noticias Sobre a Província do Rio Grande do Norte", impresso na Tipografia Espíritosantense, em Sergipe, no ano de 1877, destacava a casa residencia do dr. Luiz Carlos Lins Wanderley, localizada nesta mesma praça. Os sobrados de Minervino e o de Medeiros (Antônio Dantas Correia de Medeiros), despareceram pára darem lugar a outras edificações residenciais.

A antiga Cadeia Pública, a Intendência e a inacabada igreja do Rosário, também desapareceram. Estão hoje em seus lugares a Prefeitura e a Praça do Rosário, cuja imagem de N. Senhora é doação do dr. Pedro Amorim, médico e político da terra.
No "Quadro da Rua" ficava o comércio - a Casa Dantas - Nova Aurora do Dantas - A Casa Medeiros, firma sucessora; João Vicente da Fonseca. os armazéns de compra e venda de algodão e peles de "Seu" Nondas - Epaminondas - depois do coronel José Soares Filgueira Sobrinho, Ezequiel Fonseca, Osvaldo Oliveira e João Caldas.

Na rua São Paulo destacavam-se o prédio do Grupo Escolar Ten, Cel. José Correia e os armazéns do exportador Minervino Wanderley e do comprador de couros e peles Luiz Cabral, cujo estabelecimento exibia o pomposo título de "O Rei do Algodão".
Nessa época essas firmas exportavam diretamente algodão para Liverpool.

A primeira rua a receber iluminação a querosene foi a rua Coronel Souto, na praça da Matriz. A sua inauguração ocorreu em 24 de dezembro de 1908, na administração de Antônio Saboia. Coincidiu que nessa noite, depois da Missa do Galo, tinha lugar os festejos da Lapinha na residência do coronel Sá Leitão, à rua de Hortas, atual Moisés Soares. Lembro-me bem. Nós, meninos que tínhamos ido assistir aquela diversão, inclusive eu que nela tomei parte, nos intervalos íamos até ao beco da Botica, depois Farmácia Amorim, verificar se os lampiões ainda estavam acesos.

A luz elétrica só chegou ao Assu, em 13 de dezembro de 1925.

*Francisco Amorim era poeta e escritor assuense.

(transcrito do seu livro intitulado "Assu da Minha Meninice, 1982, Coleção Mossoroense).

O inteligente e o sabido


(Texto transcrito do livro Apesar de Tudo, 1987, de José Luiz Silva).

Há duas categorias de pessoas, que sobretudo no Rio Grande do Norte, merecem um debruçamento maior, uma atenção mais atenta, um enfoque mais aproximado: o inteligente e o sabido.
inteligente é como grão. Se não morrer, será infecundado. A fecundidade do sabido é feita de cotidianidade dos seus sonhos.
inteligente é aritimético. Consegue sobreviver. O sabido  é geométrico. Quase sempre vive sobre.
inteligente é polivalente na ordem do conhecimento. O Sabido, na ordem do aproveitamento.
inteligente é grosseiro às vezes, mais humano, profundamente humano. O sabido se irrita mas é sempre fino. Fino e aderente. Sobretudo ao poder. E quando eu falo em Poder, não me refiro pura e simplesmente ao sistema. Me refiro ao poder podendo. Feito de números. Sobretudo de números.
inteligente pode ser desligado. O sabido nunca.
inteligente gosta de se encontrar com velhos amigos. O sabido prefere localizar novos. Se vão lhe render dividendos.
inteligente é simples. O sabido é complexo. Chegar a ele, às vezes não é fácil.
O mundo é dos sabidos. A vida, dos inteligentes é complexo. Chegar a ele, às vezes não é fácil.
O mundo é dos sabidos. À vida, dos inteligentes. Na sua intensidade.
A ambição do inteligente é limitada. Porque limitada, nem consegue ser ambição.
sabido é sobretudo ambicioso, explicação maior do seu sucesso.
inteligente poderá ser sábio. O sabido, nunca.
A fé do inteligente é escatológica. Do sabido, circunstancial.
O inteligente não consegue ser audaz. A ousadia porém, é o oxigênio do sabido.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


 Foto de CONTI outra, artes e afins.
"A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol."

Humberto de Campos
‎"













A natureza é sábia e justa. O vento sacode as árvores, move os galhos, para que todas as folhas tenham o seu momento de ver o sol."

Humberto de Campos
A NOSSA CASA 

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho...que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro -- tão bom! -- dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...

Florbela Espanca

Imagem: Lauri Blank


Rende-te ao amor



Os raios de sol iluminam-te, dançando em teu redor
Tua face irradia uma beleza que invejaria os deuses
Todo o céu faz uma vénia e se arrasta a teus pés
Acariciando-te o rosto com subtileza e ternura

Sentas-te no teu púlpito de mar
Onde as ondas amansam banhando teus pés
Teus cantos de sereia nutrem as almas
Sedentas de amor, adormecendo … saciadas!

O próprio vento rende-se a ti
Sussurra-te ao ouvido palavras doces
Acariciando-te a alma com a sua brisa!

Apesar de venerada pelos elementos sentes tristeza
Sentes falta do amor (puro, verdadeiro e arrasador)
Rende-te a ele. Ali sentir-te-ás completa … e desejada!

João Salvador - 26/12/2012

Tudo vem com o tempo para quem sabe esperar.

Fernando Pessoa

De: Delicadezas



















Tudo vem com o tempo para quem sabe esperar.

Fernando Pessoa

De: Delicadezas

A cenoura é um vegetal rico em betacaroteno, além de ser fonte de fibras, minerais (fósforo, potássio, cálcio e sódio) e das vitaminas A,  B2, B3 e C. Seu consumo melhora a visão e mantém o bom estado da pele e das mucosas, evitando o aparecimento de rugas e o envelhecimento precoce. 

Além disso, ela aumenta a imunidade do nosso organismo, combatendo infecções; diminui o risco de derrames em mulheres; e diminui o colesterol no sangue.

Todos esses benefícios podem ser adquiridos com uma porção diária de 100g do vegetal, que é uma delícia e super fácil de encontrar!
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Além disso, ela aumenta a imunidade do nosso organismo, combatendo infecções; diminui o risco de derrames em mulheres; e diminui o colesterol no sangue.

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