domingo, 30 de junho de 2013

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E há, desguarnecido, um Brasil doloroso, angustiado,
Olho por todos os lados,
Olhos, lado a lado
A espera do milagre.

João Lins Caldas (1888-1967)

Solução para a falta de sono na 3ª idade!!!

Dois velhinhos, num banco de jardim a dar milhos aos pombos, comentam um com o outro:
- Rony, não consigo dormir, deito na cama e levo horas para dormir.
- Olha, Francisco, eu durmo sempre, que nem um anjo.
- E como é que você faz para dormir?
- Me masturbo...
- Bate uma???
- Sim.
- Sério???
- Sério.
- E goza???
- Não... mas canso. E aí durmo!!!


"Do Picadeiro ao céu: O riso no Teatro de Ariano Suassuna"


Do Picadeiro ao céu: O riso no teatro de Ariano Suassuna é o mais novo livro do escritor e professor Paulo Caldas Neto, lançado quinta feira, 27 de junho, na livraria Nobel, de Natal. Paulo nasceu em Mossoró, é de família tradicional do Assu (Soares de Macedo e Caldas), onde viveu parte da sua infância, professor de língua portuguesa graduado pela UFRN, além de poeta e compositor. Ele, Paulo, tem tem crônicas publicadas na revista Preá, bem como em jornais como O Galo e Tribuna do Norte, de Natal, bem como “aderiu a escrever “também para o site Substantivo Plural, mantido pelo jornalista Tácito Costa. Tem alguns textos inéditos que de vez em quando expõe em seu blog (www.paulocaldasneto.blogspot.com) para apreciação dos mais refinados gostos literários”, conforme seu depoimento (orelha) do referenciado livro. Em 2011 ganhou o “Prêmio Literário Eulício Faria de Lacerda, promovido pela União Brasileira de Escritores-Seção RN com o ensaio No ventre do Mundo. E escreveu o poeta Caldas Neto numa feliz inspiração, os versos adiante:

Que museu construí em minha história?
Que mistérios preencherão a glória
De cantar e suportar muitos ais?
Raízes quero fincar nas areias deste mar,
Nas ruas, avenidas, praias e cais.
Se o curso deste céu é meu guia,
Maior é o Cruzeiro do teu amor a lançar
Luzes de paz no breu da noite fria,
Sonhos a correr na direção
Em que só você surgia.
O vento norte a tocar seu corpo,
A lua vadia a se insinuar faceira,
Os casais a se amarem a vida inteira,
As dunas do seu coração a me seduzir.
Percorrer esta orla até a nossa exaustão conjugal,
Sucumbir seu jogo de tantas teias,
Encantar as tramas de um caso passional
Me faz te possuir na ilusão de sereia,
Só você, Estrela dos Reis; só você, Natal.


Fica o registro e os parabéns ao jovem autor norte-riograndense Paulo Caldas Neto que engrandece com o seu trabalho, as letras do Rio Grande do Norte.

Fernando Caldas

sábado, 29 de junho de 2013

Que a gente
não permita que
as batalhas da vida
nos roubem a
delicadeza do olhar.

*Sirlei L. Passolongo
Recordar Florbela Espanca 


















Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenario! Um vaivem

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estatua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…

Florbela Espanca ,in "Charneca em Flor"
Imagem: Azher Aliraqi
inguém consegue entender o poder que tem
o encontro de duas ausências no mesmo abraço.
É afeto por todo lado.

Cristina Costa
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Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenario! Um vaivem

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estatua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…

Florbela Espanca ,in "Charneca em Flor"
Imagem: Azher Aliraqi



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Não há escolas. Há o talento.

João Lins Caldas


UM SAMBA-CANÇÃO PARA PIRANGI 

José Victoriano de Medeiros

No ano de 1913, em Natal, na 3ª. Companhia Isolada de Caçadores (à época, o único estabelecimento militar do Exército Nacional, no Estado), foi colega de farda de Othoniel Menezes, ambos na graduação de terceiros-sargentos. Dois ou três anos mais velho do que o poeta, vem dessa época a longa e profunda amizade entre os dois companheiros. Mais tarde, na perseguição à Coluna Prestes, no Piauí, encontrar-se- iam novamente: Vitoriano, capitão da Polícia Militar; Othoniel, como segundo-sargento do Exército. No início da década de 1930, Vitoriano, no posto de major, comandou a Polícia Militar do Estado. O oficial – que se reformou como coronel – era homem de leituras, conhecendo bons autores e, também, poeta e músico. É o autor da Marcha Oficial da PM Potiguar (letra e música). (NOTA de Laélio Ferreira, in OTHONIEL MENEZES - Obra Reunida)

Do Mural/Facebook de Laélio Ferreira.

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