domingo, 11 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
VONTADES E SONHOS
Sento-me nos degraus dos minutos,
Agarro-me às escadas das horas,
Descanso no abraço do luar,
E deixo-me levar em sonhos quiméricos
De vontades esquecidas,
Pela corrosão dos anos!
Revivo no desejo do meu querer,
As emoções contidas em momentos,
De felicidade, que esmoreceram no tempo!
Reacendem-se paixões das ilusões inventadas
E o fogo da memória explode,
O vulcão na ânsia do sentir obstinado,
Do meu desejar ter-te em mim;
Voar-te no beijo alucinado,
Das nossas bocas escaldantes,
Acariciadas pela suavidade dos nossos lábios!
Vontades e sonhos…
Que o vento espalha pelos desertos,
De sentimentos perdidos;
Paixões e ilusões desfalecidas
Pelo retorno adiado.
José Carlos Moutinho.
In "Cantos da eternidade"
VONTADES E SONHOS
Sento-me nos degraus dos minutos,
Agarro-me às escadas das horas,
Descanso no abraço do luar,
E deixo-me levar em sonhos quiméricos
De vontades esquecidas,
Pela corrosão dos anos!
Revivo no desejo do meu querer,
As emoções contidas em momentos,
De felicidade, que esmoreceram no tempo!
Reacendem-se paixões das ilusões inventadas
E o fogo da memória explode,
O vulcão na ânsia do sentir obstinado,
Do meu desejar ter-te em mim;
Voar-te no beijo alucinado,
Das nossas bocas escaldantes,
Acariciadas pela suavidade dos nossos lábios!
Vontades e sonhos…
Que o vento espalha pelos desertos,
De sentimentos perdidos;
Paixões e ilusões desfalecidas
Pelo retorno adiado.
José Carlos Moutinho.
In "Cantos da eternidade"
Sento-me nos degraus dos minutos,
Agarro-me às escadas das horas,
Descanso no abraço do luar,
E deixo-me levar em sonhos quiméricos
De vontades esquecidas,
Pela corrosão dos anos!
Revivo no desejo do meu querer,
As emoções contidas em momentos,
De felicidade, que esmoreceram no tempo!
Reacendem-se paixões das ilusões inventadas
E o fogo da memória explode,
O vulcão na ânsia do sentir obstinado,
Do meu desejar ter-te em mim;
Voar-te no beijo alucinado,
Das nossas bocas escaldantes,
Acariciadas pela suavidade dos nossos lábios!
Vontades e sonhos…
Que o vento espalha pelos desertos,
De sentimentos perdidos;
Paixões e ilusões desfalecidas
Pelo retorno adiado.
José Carlos Moutinho.
In "Cantos da eternidade"
Casa de Caridade, uma Instituição do Assu
Casa de caridade, fundada pelo padre José Antônio de
Maria Ibiapina. Aquele missionário era formado pela Faculdade de Direito de Pernambuco, foi
Juiz de direito, deputado geral pelo Ceará. “Decepcionado abandonou a vida
civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos iniciou uma obra missionária
visitando várias regiões do nordeste.”
Gilberto Freire de Melo depõe que Ibiapina era a maior
figura na igreja católica no Brasil.” A Casa de Caridade, se não foi a primeira, pelo menos foi uma
das primeiras instituições da terra assuense que para Câmara cascudo aquela
casa fazia inveja a Natal porque não tinha uma igual. Foii instalada onde hoje
funciona o Instituto que leva o nome daquele
missionário.
Conta-se que "Ibiapina foi chamado para pregar na cidade de
Assu onde fez grande colheita com proveitos
maravilhosos (...) Achando o lugar próprio e conveniente, instituiu uma
casa de caridade, que deixou em boa posição e bem dirigida.
Sinhazinha
Wanderley em depoimento a Walter Wandereley depõe (está transcrito no livro intitulado “Família Wanderley, 1965, que “no local do instituto existiu uma casa já
muito antiga e que foi mandada edificar pelo padre Ibiapina. Contava-se deste
padre que estivera a morrer num naufrágio e ao passar por Macau fizera voto de
fundar uma Casa de Caridade no primeiro lugar a que chegasse. E foi o Assu
Justamente esse lugar. Dita Casa de Caridade tinha como superiora Irmã Tereza e
as Irmãs Leonarda, Dionízia, Felipa, etc. A casa recebia mocinhas pobres,
órfãs, que ali ficavam até a idade do casamento. Ao atingirem a essa idade, o
Procurador da Casa escolhia um rapaz honesto , bom cristão e trabalhador. Eram
os dois levados à sala nas presenças do Procurador e da Superiora e, se os dois
se agradavam, o casamento era feito às expensas da Casa... A Casa recebia
doentes, cadáveres, que amortalhavam, deixando-os à noite na Capela, velados
por duas recolhidas que o faziam com muito medo. A casa dava ensinamentos de
flores, labirintos e bordados...”
(Ibiapina morreu no dia 19 de fevereiro de 1884 na cidade de
Araras, Paraíba, onde está enterrado).
Fernando Caldas
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Assu - De Freguesia a Vila Nova da Princesa
No século
XVII criavam-se no Rio Grande dez Freguesias. A de São João
Batista da Ribeira do Assu, no ano de 1726. Era vigário Manuel de Mesquita e Silva.
O povo criava gado, cultivava a lavoura e instalavam as Oficinas de
Carne de Charque que, por sinal, foi ali, na Ribeira do Assu, produzida as
primeiras charqueadas no Brasil.
No
desenvolvimento da pecuária, foi pioneiro Manuel Filgueiras, nomeado capitão da
Ribeira do Assu, chegando à região com um pequeno rebanho, tornando um fator
comercial de muita importância.
Aquela freguesia “possuía em 1775, 90 fazendas de gado, 3 capelas, 571 fogos e 2.864 pessoas de desobriga”.
Em fins de
1775 para 1776, a freguesia segundo Nestor Lima: “Por esse tempo a freguesia
tinha quarenta léguas de comprimento por vinte de largura e o seu padroeiro já
era o glorioso São João Batista.”
“O movimento de carnes e couramas atraia as Oficinas três a quatro barcos, todos os anos, trazendo mercadorias”. (A República, n. 160, de 9 de abril de 1892).
João Inácio
Pereira Neto depõe que “a região do Assu era extensa, abrangendo um terço do
território da Capitania do então chamado Rio Grande, desde as terras de Santana
para o norte, até Macau, e para o sul, às confinanças com o Seridó, para o
poente, ao encontro com as terras do então chamado Ceará Grande, da Capitania
do Ceará, e para o nascente, além do chamado Rio Grande do Assu, até onde o
próprio índio houvera atingido.”
De freguesia
elevou-se a município com a denominação de Vila Nova da Princesa, conforme
Ordem Régia de 22 de julho de 1776, deu-se instalado a vila precisamente a 3 de
julho de 1788. Foram, portanto, 57 anos de vila que tinha o seu próprio
patrimônio: terrenos e fazendas, doados segundo Celso da Silveira em depoimento
a Ferreira Nobre, no seu livro intitulado Breve Notícia Sobre a Província do
Rio Grande do Norte que “o patrimônio de São João Batista foi feito de três vezes:
A primeira em 1712, por Sebastião de Souza Jorge, que deu o terreno
estritamente necessário a construção da Matriz e da Paróquia; a segunda, em 12
de outubro de 1774, por dona Clara de Macêdo, que doou 75 braças menos dois
palmos. A terceira, finalmente, pela mesma dona Clara de Macêdo, que doou a
maior parte dos terrenos ao patrimônio no dia 6 de outubro de 1777.”
Por fim,
aquela região teve também as denominações de Julgado de São João Batista, Povoação
de São João Batista da Ribeira do Assu e Vila Nova do Príncipe em homenagem a
D. João VI, primeiro e último Rei do Brasil.
Criou-se
então em 1786, a Câmara Municipal, primeira organização de um governo local instalada a 11 de agosto de 1788, cuja data
denomina-se uma das ruas do Centro da cidade de Assu, sob a presidência do Juiz
Ouvidor e Corregedor da Paraíba, Antônio Phillipe de Andrade Brederodes. Foram
membros daquela cama da recém criada Vila Nova da Princesa, os senhores
Francisco Da Silva Bastos, Francisco Dantas Barcelar, João Mendes Monteiro e
Antônio Correia de Araújo Furtado.
Fernando
Caldas
Ao companheiro Fernando "Fanfa" Caldas
Por Aluízio Lacerda, professor, jornalista, blogueiro
Amanheci
sentindo saudades das coisas do Assu, infância boa, bem vivida, ladeado
de uma turma inesquecível alguns vivinhos da silva pra acompanhar
essas saudáveis recordações, outros já dormem na cidade de pés juntos,
cumprindo a sina da vida, levado pela morte.
Pra começar devo lembrar ao amigo Fanfa algumas esquisitices da sua amada urbe: O homem mais pesado de Assu era chamado de "Maneiro" (saudosa memória), no finalzinho da cidade, periferia, havia uma padaria com o nome de Central, isso sem se falar em algumas preciosidades poéticas feita pelo consagrado bardo, Renato Caldas.
Certa vez um feirante com sua mercadoria encalhada, o bamburro de batatas era grande pediu ao poeta uma luz, um comercial rimado, afim de chamar atenção da freguesia: O poeta deu de garra de uma enorme batata e tascou essa de improviso: Batata, batata doce, batata que o povo gosta, um quilo dessa batata, dá mais de 10 quilos de bosta!
Seu
Amaro Sena, em 1945, com o incêndio havido na usina fornecedora de
energia da cidade (Intendência), ficando o Assu às escuras por um certo
tempo, comprou ao poeta uma "Lâmpada Cóleman" para pagamento posterior,
tinha uma bodega nas 4 bocas, passado algum tempo, esquecido de saldar o
débito, pediu ao poeta uma rima em tom de cobrança para o fiado
bastante acumulado em suas cadernetas - Renato não se fez de rogado, fez
o seguinte verso: Amigo Amaro Sena. vejo e tenho pena, da sua situação,
você é amigo raro, fiz você ficar no claro e fiquei na escuridão. Moral
da história a cobrança foi eminente, Amaro meteu a mão no bolso e
liquidou a conta com o poeta...
Certa vez, campanha eleitoral, bastante acirrada em Assu, disputavam a prefeitura Edgard Montenegro e Costa Leitão, estando o poeta de cara cheia, como gostava de viver seu cotidiano, ouviu num comício, Costa Leitão pronunciar uma palavra de cunho erudito de forma literalmente errada, bateu palmas ao orador, nisso o palanque inteiro viu que as palmas tinha sido do poeta, convidaram pra subir ao púlpito de seu Costa, deram-lhe o microfone e acharam que o poeta iria anunciar sua adesão, veja no que deu: Somente sendo o maldito que mandou você falar, aqui na praça bradar, São João Batista o inclíto, um erro desse admito , no orador Abraão, mais você "Costa Leitão" orador de nomeada, dá semelhante cagada, na praça da redenção!
Sendo Renato um Edgarzista apaixonado, acabou a noitada de seu rival... Depois conto mais...
Segue essa singela contribuição para o seu imenso repertório de causos varzeanos... Um abraço e até mais vê!!!
Certa vez, campanha eleitoral, bastante acirrada em Assu, disputavam a prefeitura Edgard Montenegro e Costa Leitão, estando o poeta de cara cheia, como gostava de viver seu cotidiano, ouviu num comício, Costa Leitão pronunciar uma palavra de cunho erudito de forma literalmente errada, bateu palmas ao orador, nisso o palanque inteiro viu que as palmas tinha sido do poeta, convidaram pra subir ao púlpito de seu Costa, deram-lhe o microfone e acharam que o poeta iria anunciar sua adesão, veja no que deu: Somente sendo o maldito que mandou você falar, aqui na praça bradar, São João Batista o inclíto, um erro desse admito , no orador Abraão, mais você "Costa Leitão" orador de nomeada, dá semelhante cagada, na praça da redenção!
Sendo Renato um Edgarzista apaixonado, acabou a noitada de seu rival... Depois conto mais...
Segue essa singela contribuição para o seu imenso repertório de causos varzeanos... Um abraço e até mais vê!!!
Assu
"Herois, poetas, escritores,
Boêmios e trovadores
Ilustrarão tradições
Que não serão sepultadas
Para serem proclamadas
Pelas novas gerações."
"Herois, poetas, escritores,
Boêmios e trovadores
Ilustrarão tradições
Que não serão sepultadas
Para serem proclamadas
Pelas novas gerações."
Literatura feminina na Casa de Maria Caffé em Petrópolis
Foto: Aldair Dantas
“Cascudo, em 1940, falava da ausência de
um livro sobre as escritoras norte-riograndenses e afirmava que ele se
faria ‘mais dia, menos dia’. As palavras de Cascudo não encontraram, no
entanto eco entre seus contemporâneos, pois passaram-se mais de 60 anos
para que tal desafio fosse cumprido por Diva Cunha e Constância Lima
Duarte”, lembra a professora Conceição Flores no prefácio do livro
“Antologia – Escritoras do Rio Grande do Norte”, que Diva e Constância
lançam no sábado, a partir das 10h, na Casa de Maria Caffé em
Petrópolis.
A obra é uma reedição revista e ampliada do título publicado em 2001, que na época trazia o subtítulo “de Nísia Floresta a Zila Mamede”. Nessa nova versão, que sai com o aval do selo Bons Costumes/Jovens Escribas, o livro traz dez nomes a mais (que os 25 originais) e alcança autoras contemporâneas como Marize Castro e Iracema Macedo. A própria Diva Cunha e Clotilde Tavares também são novidades na lista, que chega até 1999.
“Na primeira edição, há tempos esgotada,
as autoras citadas eram todas falecidas”, informou a poeta Diva Cunha,
ocupante da cadeira número 30 da Academia Norte-riograndense de Letras.
“Chegamos até 1999, Iracema é a mais nova da lista e a última a publicar
no século passado, depois disso vemos o surgimento de várias
escritoras, principalmente pela facilidade de se publicar. Vejo
trabalhos bem interessantes de 2000 para cá, mas é prudente
acompanharmos a evolução dessas autoras pois muita gente fica em um
livro só. Então preferimos deixar esse material para um outro volume”,
adiantou Diva.
Ela reconhece a finalidade do título
como obra de referência e pesquisa, e ressalta a inclusão das escritoras
Hilda Araujo, 90, e Zenaide Almeida Costa, também com 90 anos. “São as
duas da geração anterior que ficaram de fora da primeira lista”,
acrescenta. Além do histórico de cada uma das 35 escritoras elencadas, e
da bibliografia, as pesquisadoras destacam poemas e trechos de romances
para mostrar o melhor da obra consultada.
A pesquisa para formatar a antologia
começou na década de 1990, quando Constância ainda morava em Natal (hoje
a professora reside em Minas Gerais) e mantinha uma base de pesquisa na
UFRN. “Buscamos familiares, entrevistamos parentes, pesquisamos em
arquivos de Pernambuco e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro para
remontar alguns perfis”, recorda.
Diva não garantiu a presença da colega
Constância no lançamento: “A passagem está comprada, mas talvez ela não
venha devido problema sério de saúde na família”, lamentou. Como a
primeira edição saiu com 300 exemplares pelo Sebo Vermelho e está
esgotada há anos, esta nova edição deverá ser bem disputada.
Serviço: Lançamento do livro “Antologia –
Escritoras do Rio Grande do Norte” (Jovens Escribas, 393 páginas, R$
40), organizado por Diva Cunha e Constância Lima Duarte. Sábado (10), às
10h, na Casa de Maria Caffé em Petrópolis.
Fonte: TNONLINE
De: Natalpress - Mural/face de Minervino Wanderley
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