sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O ONTEM NO AMANHÃ

Você já leu a revista O Cruzeiro? Lembra da charge Amigo da Onça? Interpretação obrigatória.

Já andou de Sinca, Aero Willys, lambreta, TL, Dodge, Karmann guia ou Opala? Um barato, mora.

Juntou figurinhas da seleção brasileira da Copa do Mundo de 1970? Um espetáculo.

Naquela época você possuiu bicicleta? era Monark ou Calói? presente raríssimo.

Você já ofereceu ou recebeu uma música do parque de diversão Santa Teresinha? o locutor dizia: 'Essa linda página musical vai para alguém eternamente apaixonado'. A música era de José Ribeiro ou Tina Charles, e pegue Marisa ou I love to love. Amor platônico.

A geladeira da sua casa era Gelomatic ou Frigidaire? Gelava pra burro.

Já matou passarinho com baladeira? Hoje é estilingue, piada.

Usou calça boca de sino ou sapato cavalo de aço? Era a moda.

Se lembra que os cantores lançavam discos pela RCA Vítor, Continental, Odeon, Poligram ou Phillips? Rivalidade.

O seu relógio era Roskof, Mido, Mirvaine, Citizen, Orient ou seiko? Relógios da época.

Usou camisa volta ao mundo e calça de veludo? Um charme.

Você usou um pequeno espelho no bolso da calça e um pente marca Flamengo? Sucesso na fazenda São Pedro.

Início da década de 70, se lembra do avião das dez horas da noite? Relógio pontual, meninos dormir.

Teve uma máquina fotográfica Kodak? Uma paixão pelos retratos.

Você tem como lembrança uma foto de monóculo? Um barato.

Em um ferimento, já usou mertiolate, mercúrio cromo ou azul violeta? Arranhou, usou.

Para insetos já usou detefon e baygon? O certo era esterco de gado.

Já assistiu na antiga TV Tupi os seguintes filmes: O Vigilante Rodoviário, Bonanza, Rin Tin Tin, Zorro, Tarzan, Viagem ao Fundo do Mar, Perdidos no Espaço, Daniel Bone, A Feiticeira e outros? Medo e vitória.

Você assistiu ou participou dos grandes espetáculos da AUPA (Associação Universitária de Pedro Avelino), principalmente, na primeira metade dos anos 70? Grande programação.

Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Anexins e Ditados:
Mulher, espingarda e relógio, não se empresta
a ninguém; Ninguém se fie em cachorro que fica na cozinha,
nem em mulher que passeia sozinha; Mula estrela, mulher
faceira e tubiba de aroeira, o diabo que queira; Quem quer bulir
com a moça, bula com o pé e a bolsa; Quem apanha de mulher,
não se queixa ao delegado; Mulher de igreja, Deus nos proteja!;
Viúva rica, casada fica; Casa de mulher feia não precisa de tramela;
Mulher de janela, nem costura nem panela; Não há mulher sem
graça, nem festa sem cachaça; Cada uma em sua casa, o diabo não
tem o que fazer; Para quem ama, catinga de bode é cheiro; Sossego
de homem é mulher feia e cavalo capado.
(OTHONIEL MENEZES In "Sertão de Espinho e de Flor", Obra Reunida

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Natal - "Contribuinte pode negociar dívidas"

Publicação: 02 de Outubro de 2013

Vinícius Menna - repórter

Os contribuintes em débito com o tesouro municipal podem quitar suas dívidas com descontos de até 90% em multas e juros de mora. A Secretaria Municipal de Tributação (Semut) começou na segunda-feira uma campanha de incentivo para que os contribuintes possam negociar e quitar dívidas relativas ao Imposto predial territorial urbano (IPTU) e a outros tributos. Os descontos variam com o número de parcelas, que pode chegar a 60 vezes. A campanha segue até 31 de janeiro de 2014.
Adriano AbreuSecretaria Municipal de Tributação: negociações de dívidas poderão ser feitas na sede da Secretaria, localizada na Cidade Alta, ou nas Centrais do CidadãoSecretaria Municipal de Tributação: negociações de dívidas poderão ser feitas na sede da Secretaria, localizada na Cidade Alta, ou nas Centrais do Cidadão

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Para obter desconto de 90% nas multas e juros de mora dos débitos com o Município, o contribuinte terá que pagar à vista. Os descontos variam de acordo com o número de parcelas. Quem optar por parcelar em 60 vezes, por exemplo, terá uma redução de 5%. Em nenhum caso a primeira parcela poderá ser inferior a 10% do montante do débito.

Os impostos cujas dívidas podem ser negociadas são  IPTU, ISS, Taxa de Lixo, Taxa de Publicidade, Tarifas de Licença, entre outros. Não entram no parcelamento o Imposto de Transmissão Intervivos (ITIV) e débitos do Simples Nacional, que dispõe de regulamentação própria.  

Todos os contribuintes podem  negociar seus débitos tributários, mesmo aqueles que tenham alguma dívida com questionamentos na Justiça.  De acordo com a secretária municipal de Tributação, Aíla Cortez, esse é um dos diferenciais das negociações neste ano.

“A inovação é que o contribuinte vai poder parcelar os débitos de acordo com sua oportunidade, não vai estar obrigado a parcelar tudo de uma vez. Vai parcelar de acordo com a sua possibilidade e interesse. Se ele deve vários exercícios, é possível parcelar só os últimos”, explicou Aíla Cortez.

Segundo a secretária municipal de Tributação, a intenção de flexibilizar as formas de pagamento se deve à uma análise do que já ocorreu em anos anteriores. “Vimos que  forçando o contribuinte a parcelar tudo, ele negociava, mas acabava deixando de pagar as dívidas no meio do caminho”, disse.

Locais

Para negociar as dívidas, basta que o contribuinte se dirija à sede da Secretaria Municipal de Tributação, localizada na Praça do Estudante, 90, Cidade Alta, das 8h às 18h. Outra opção é procurar os boxes de atendimento do órgão nas Centrais do Cidadão do Alecrim, na Rua Coronel Estevam, 1.233, e da Zona Norte, na Av. Dr. João Medeiros Filho, 1055, bairro Potengi. As Centrais do Cidadão funcionam das 9h às 18h.

Os documentos necessários são Identidade e CPF. Caso não seja proprietário do imóvel em débito, basta apresentar procuração particular com firma reconhecida. Se o imóvel for objeto de inventário, o inventariante deve levar atestado de óbito.

Os valores recolhidos com a negociação são geridos pela Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla) e aplicados na saúde, educação e nas obras públicas municipais.

“Os impostos servem para o desenvolvimento das ações administrativas que trazem melhorias na cidade”, destacou a secretária Aíla Cortez.

 PSC DEFENDO O FIM DO VOTO FACULTATIVO

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou hoje uma proposta que tornava o voto facultativo no Brasil. O PSC lamenta a decisão, mas reafirma que não vai desistir de lutar pelo fim do voto obrigatório. Tramita na Câmara a PEC 159/2012 do Deputado Federal Filipe Pereira . A proposta aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça. Se você é a favor do voto facultativo, curte aí! Vamos lutar juntos por essa causa!

Um anjo chamado Mulher

"Deus escolheu entre os Anjos
Alguém com a força da Rocha
Mas a delicadeza da Rosa
Alguém com o brilho do Sol
Mas a ternura da Lua
Com a beleza do Éden
E a sedução das Estrelas.
E Deus enviou à Terra
Um Anjo com nome Mulher
Alma gigante, Coração Forte
Capaz de Amar Infinitamente
É ela que tece as Manhãs
Com fios de Esperança e Paz
É ela que regra a Vida
Com o Amor que só Ela é Capaz!"

(Sirlei L. Passolongo)
Sentimentos
Podemos fugir de muitas coisas, mas nunca de nós mesmos.
 
by Crisbalbueno
 
De: Leitura

Assu Antigo

Padaria Santa Cruz, Açu/RN - 1922
Fonte: Página R
http://www.paginarsiteseblogs.blogspot.com.br/

HUMOR

"Essa aconteceu em Cacimba de Vaca, no sopé da serra de Martins, interior do Rio Grande do Norte. Dona Isaura foi batizar a filhinha de um ano e o padre Alberto pergunta o nome da criança:
- Ambrosina.
- Nome da mãe?
- Esta Isaura que vos fala.
- Nome do pai?
- Huuum...
- Ou diz o nome do pai, ou não batizo.
- Seu padre, já que o senhor insiste, lá vai: frei Cirilo.
- Ôxente, e o frei Cirilo largou a batina?
- Não. Segurou com os dentes, eu juro!"
 
 

O ASSUENSE GREGÓRIO JÚNIOR DISPUTA O CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE-RN



CHAPA 1 - ELEJA O TRABALHO, O RESULTADO E A EFICIÊNCIA NO CRC/RN -

ASSUENSES DAS ANTIGAS

Bloco Devassos, anos 70 (Comemorando a aprovação de Kelsen no vestibular da UFRN) - Sobre o muro Dr. Arimatea, Neto Belo, Dr. Sande, Kerginaldo e Julião. De pé José Avelino, Dr. Kelsen e Kepler.
Por Rosimar Bezerra

terça-feira, 1 de outubro de 2013

JOÃO CELSO FILHO


João Celso Filho, cuja figura eu não tive o privilégio de ter conhecido, mas conheço um pouco da sua trajetória, da sua vida literária. Ele foi jornalista, colaborou em importantes jornais do Nordeste como Diário de Pernambuco, Jornal do Comércio (pesquisando no Arquivo Público Estadual - Recife, encontrei naqueles diários várias composições daquele bardo assuense), além do jornal Polianteia, dentre outros da terra do Assu. 

João Celso era advogado, professor, dramaturgo, contista, brilhante orador, poeta dos melhores. Os seus versos foram traduzidos, salvo engano, para o espanhol, no tempo em que ele morava no Pará, onde ainda jovem, chegou a conviver na intimidade com com o poeta maranhense Humberto de Campos. 

Proprietário das famosas fazendas Camelo e Limoeiro, localizadas nos sertões do Assu onde, talvez, teria produzido os versos/soneto intitulado Uma Chuva no Sertão, que diz assim:

Sertão. Em pleno inverno. Os rios descem,
As margens alagadas. Os marmeleiros
Ressequidos, agora reverdecem...
Ouve-se, ao longe, a voz dos boiadeiros.

O gado muge nas campinas. Crescem
Os ramos e o capim nos tabuleiros.
As messes de oiro fulvo amarelecem, 
Partem para o labor os vis roceiros.

O Peixe, nas lagoas, em cardume,
Pontilha à face d´água. Um vaga-lume
De quando em vez, no espaço relampeja...

E, enquanto a noite desce, misteriosa,
A chuva cai em bátegas, copiosa,
Ressuscitando a terra sertaneja!

João Celso veio a falecer na Fazenda Limoeiro, no dia 14 de novembro de 1943. Vítima de infarto, está sepultado na cidade de Assu, cidade que ele empresta o seu nome a principal avenida da cidade de Assu, além do Fórum Municipal, da Comarca daquele município.

Afinal, como não podia ser diferente para um poeta do Assu, João Celso gostava também de produzir décimas, glosas irreverentes. Pois bem, conta-se que certa vez, viajando com destino a uma certa cidade do interior potiguar, para atender um cliente, em companhia de um amigo chamado Elói Fonseca (no volante de um automóvel), "deparou-se com uma porteira, que nada mais era senão duas estacas com vários paus atravessados, impossibilitando a passagem do veículo. Perto, tinha uma casa. Buzinaram. Apareceu uma mulher que se prontificou a retirar os paus. A operação foi um pouco demorada, suscitando reclamação de Elói. Servindo-se da sua facilidade de glosar, João Celso ali mesmo fez o histórico do incidente como abaixo se lê":

Já era quase uma hora,
Quando Elói disse à roceira
Que veio ali abrir à porteira:
Puxe o pau minha senhora
Puxe-o todo para fora,
Faça força, dê-lhe um soco,
Agora arrede esse toco.
Tá duro? Empurre, que vai,
Não, tá mole, agora sai,
Seu Elói, demore um pouco.

blogdofernandocaldas.blogspot.com

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO