quinta-feira, 10 de outubro de 2013

ESTÓRIAS NARRADAS POR PADRE ZÉ LUIZ


Padre Zé Luiz (José Luiz Silva era o seu nome de batismo)fora pároco de Pendências, importante município norte-riograndense, nos anos sessenta. Eu tive o privilégio de com ele ter convivido nos anos oitenta, eu era vereador e ele secretário da AMVALE - Associação da Microrregião do Vale do Açu). Zé Luiz era natural de São José de Campestre. Ele deu a sua colaboração valiosa ao Vale do Açu, Por isso, merece a lembrança do poder público da terra assuense para que lhe faça uma homenagem justa, pelos seus feitos, pela sua dedicação aquela região varzeana. Pois bem, vamos nos deliciar com algumas estórias narradas por ele, no seu livro intitulado "Anedotário Eclesiástico", 1986, conforme adiante:

1 - o nome dele é Antônio, mais todos o conhecem por Minha Burra, sua mãe é a única que não o trata assi. Em Macau ele trabalhava em Henrique Lage, como motorista. Competentíssimo. Tão competente, que os carros de padre Penha sempre foram tirados do prego por ele. Hoje, Minha Burra est´[a em Natal. Aposentado, amigo de todos. Todas as tardes, Minha Burra está no CAFÈ SÂO LUIZ, escutando as histórias de Macau. Certa vez, eu estava na capela do  do Porto do Roçado para celebrar um casamento. Depois de confessar os noivos, de roquete e estola, fui ao altar para iniciar a cerimônia. Em voz alta anunciei: "Aproximem-se os noivos e as testemunhas!" Faltava apenas uma testemunha para assinar. Foi quando perguntei: - "E quem é a outra testemunha?" - "Minha Burra" respondeu o noivo.

2 - Foi em 19862. Tempo efervescente no Rio Grande do Norte, Aluízio Alves era o governador do Estado. Dom Eugênio, bispo da Diocese. Cada um que se desdobrasse em feitos. Aquele, introduzia no Brasil através de nós, a "Aliança Para o Progresso". O outro, criava a MEB, Sindicatos rurais, dava à "A Ordem", características combativas. Era o tempo de Chaparro, de Calazans Fernandes, de ideias por cima de ideias. Eu era assistente diocesano da JAC, encarregado portanto de visitar todas as paróquias, reunindo líderes rurais. Fui convidado para ir a Nova Cruz. O vigário era Monsenhor Pedro Moura, modelo de dedicação pastoral. Lá realizou-se uma reunião no cinema, para se dar os primeiros passos à sindicalização. Limite com a Paraíba, Nova Cruz recebia o impacto das Ligas Camponesas  espalhadas nos engenhos do Brejo. Quando depois de vários oradores, eu fui falar, preferi convidar um dos agricultores presentes para entrevistá-lo. Chamei o primeiro da fila. Era um cidadão atencioso a tudo. Acompanhava os oradores, com os olhos arregalados. Já no palco comecei: - Como é seu nome? - Manoel Pedro da Silva. - Onde o senhor mora? - Em Primeira Lagoa. - Seu Manoel, o senhor tem terra? E um gaiato, gritou no fundo da sala: - No canto das unhas, padre Zé Luiz.

3 - Zé Bolô é um tipo único. Falando, bebendo ou não, é um empolgado. Se Zé Bolô está contando uma estória, relatando um fato, não se sabe quando está falando afobado ou satisfeito. De um momento para outro, dá gritos, fala em "todos os raios", "coriscos", "estopô", na mais alegre e estrepitosa gargalhada. "Um raio me parta, um corisco me acabe, cegue da gota serena ou morra da bexiga lixa" são expressões inevitáveis de Zé bolô. Tão inevitáveis que as leva com naturalidade para o confessionário. - "Seu vigário, se eu fiz isso ou aquilo, eu cegue da gota." E na hora dos propósitos. - "Padre, se eu não mudar de vida eu me estopore." Quando Zé Bolô conta essas coisas, misturadas com cachaça, Pendências se transforma em festa. E eu fico pensando: "porque a Igreja acabou a confissão auricular? Tão bom escutar as pragas de Zé Bolô.

Postado por Fernando Caldas

IPI COMEMORA 65 ANOS

ABRE SUAS PORTAS PARA VISITAÇÃO PÚBLICA
 
No dia 10 de outubro de 1948, na Casa de Caridade – Abrigo de idosos e doentes (criada em 1862) é instalada uma escola com a denominação de Instituto Padre Ibiapina, sob a orientação de S. Excia. Remo. D. João Batista Portocarreiro Costa, D.D. Bispo de Mossoró, do Ilmº Sr. Minervino Wanderley e do Revmº Pároco. Monsenhor Júlio Alves Bezerra. Tinha como finalidade, amparar os menores pobres e abandonados. A instalação oficial realizou-se, porém, à 26 de fevereiro de 1949 em sessão solene presidida por S. Excia. Revmo. Dom João Batista Portocarreiro Costa, após a qual houve a bênção da casa.

A direção interna deste Instituto foi confiada às religiosas Filhas do Amor Divino. A princípio a comunidade era a mesma do ginásio “Nossa Senhora das Vitórias”, tendo como superiora a Revma. Madre Cristina Vlastinik, que era também a Provincial.

Registrava então a matrícula 138 alunos; aumentando para 200, em abril de 1949 dos quais 83 eram do sexo masculino e 117 do sexo feminino. A existência do IPI muito se deve aos empresários Minervino Wanderley e Joaquim de Carvalho Costa, curadores do patrimônio de São João Batista do Assú.

Tem personalidade jurídica com registro cartorário sob nº 352, de 26 de abril de 1949. Funciona sob a inspiração de Nossa Senhora das Graças. A existência do IPI muito se deve aos empresários Minervino Wanderley e Joaquim de Carvalho Costa, curadores do patrimônio de São João Batista do Assu. (Silveira, 1995: 71/111).

No dia 26 de fevereiro de 1949 ocorreu a instalação oficial do IPI sob a direção da Congregação das Filhas do Amor Divino, que apesar de já administrar o Colégio Nossa Senhora das Vitórias. As irmãs tinham como superiora a Madre Cristina Vlastinik, que era também a provincial.

Hoje, ao completar 65 anos o Complexo Instituto padre Ibiapina é uma escola próspera que tem contribuído com destaque, de forma singular, para a educação do povo assuense.

Instituto Padre Ibiapina abre (hoje) suas portas para uma visitação pública, como comemoração pelos 65 anos de existência como estabelecimento educacional.

O diretor do Instituto, professor Reginaldo Silva de Souza, lembrou que será a primeira vez que a comemoração se verificará desta maneira, mobilizando todo o seu quadro diretivo, professores, servidores e estudantes.

A manifestação comemorativa ocorrerá durante os três turnos.

O Instituto congrega três unidades de ensino: o Jardim Escola Padre Ibiapina, atendendo crianças da Educação Infantil; o Instituto Padre Ibiapina propriamente dito, com alunos dos Ensinos Fundamental I e II; e, a Escola Estadual Padre Ibiapina, conveniada com o Governo do Estado, compreendendo discentes do Ensino Médio.

Até o ano que vem será reativada a Creche Vovó Chiquita, no conjunto Parati, que vai reabrir suas portas depois de dois anos de inatividade, em decorrência de dificuldade financeira, conforme a explicação dada por Reginaldo Silva.

À frente da direção-geral e na condição de assistente eclesiástico permanece o hoje vigário emérito da paróquia de São João Batista, padre Francisco Canindé dos Santos.
Com fragmentos do blog Pauta Aberta.

ROBERTO RUFINO DE MAGALHÃES
 
Assuense por adoção e de coração, ROBERTO RUFINO DE MAGALHÃES foi adotado por Assu como seu filho mais que legítimo, aos 29 anos, quando chegou à cidade para servi-la como profissional da medicina. Nasceu em Pereiro no Ceará, mas foi de Assu a quem amou à primeira vista, que se tornou filho lídimo.

Corria o ano de 1970, precisamente no dia 10 de fevereiro, cônscio das responsabilidades de um médico, apresentava-se ao então Chefe da Unidade Mista de Assu, Dr. Nelson Inácio dos Santos, de saudosa memória, o Dr. Roberto, a mais recente contratação da Fundação SESP para atuar como médico auxiliar daquela Unidade. Começava uma história de amor, de profissionalismo, de interação entre o Dr. Roberto Rufino de Magalhães e Assu.

Naquele mesmo ano, acontecia a Copa do Mundo, e o Brasil sagrou-se tricampeão mundial. Explosão de alegria. Por alguns bons momentos, seu grito era de gol, abdicara do médico para viver a euforia causada pelo bom futebol brasileiro. Paixão desde sempre - gazeava aula por uma boa pelada. Adolescente, já era profissional, camisa 10 do Ferroviário Futebol Clube. Também jogou no Riachuelo. Adulto, dono absoluto da camisa 10 abandonou o futebol pela Faculdade de Medicina. Era o despertar para a vocação de médico.

Ainda em 1970, casou-se com a jovem universitária Consuêlo. Dessa união, nasceram Cinthya Roberta e Bruno Roberto, também Vanessa Roberta, a filha do meio que por complicações congênitas, veio a falecer 3 dias após o nascimento. Esse foi o único episódio triste na vida do casal.

O jovem e dedicado médico havia optado pela pediatria, porém àquela época, há mais de quatro décadas, numa cidade de interior, não havia escolhas: no consultório ou ambulatório, era possível atender os pequeninos, sua clientela preferencial, decidir somente por ela, jamais. Assim o jovem e disciplinado médico passava rapidamente de um recém-nascido com o umbigo necrosado para um ancião que chegara enfartado. De um atendimento de urgência ou emergência causado por perfurações de armas de fogo ou branca, para socorrer alguém com tosse com diagnóstico de tuberculose, além de tratar lepra, catapora, doenças outras contagiosas conhecimento adquirido após dois meses de curso em Doenças Tropicais em Teresina, capital do Piauí. Jamais optaria por ginecologia, mas mesmo assim, muitos partos foram feitos, tantos que não daria para dizer quantas crianças ajudou a dar a luz: três mil? Cinco mil? Difícil fazer essa conta! O seu amigo Barbalho, também funcionário da FSESP, tinha um projeto audacioso: levantar o quantitativo dos partos normais feitos pelo Dr. Roberto. Cesariana com certeza foi o mínimo, mas houve também essa necessidade. Com sucesso, operou na ausência do titular. Mandado para o Rio de Janeiro onde durante um ano fez Saúde Púbica tornou-se médico sanitarista. Se não bastasse, foi designado para fazer em Belo Horizonte, Minas Gerais curso de três meses em Traumatologia. Assim, voltou traumatologista. Era um clínico geral com dotes, habilidades e algum conhecimento de especialista. Dr. Roberto atendia no ambulatório todos que o procurassem sem o protocolo da ficha. Quem sobrasse, bastava esperar um pouco, lá estava ele, pronto para atender os excedentes. Em sua residência era comum à procura. 

Pertenceu à Loja Maçônica Fraternidade Assuense. É Companheiro Leão, compondo o quadro de associado do Lions Clube de Assu, tendo sido seu presidente por sete gestões.
Aos 65 anos e com 35 anos de exercício profissional computados pela FSESP depois FUNASA aposentou-se do serviço público federal. Porém, sentia-se útil e com uma vontade enorme de trabalhar. Incansável, continuou contribuindo para a saúde do povo que tanto amava e passou a exercer a medicina no posto de saúde do bairro Bela Vista, como médico do PSF. 

 ROBERTO RUFINO DE MAGALHÃES mudou-se de Assu para Natal após 40 anos de dedicação absoluta a Assu. Há quase 4 anos, vive das boas recordações, da saudade do seu povo, esse povo açuense que ainda ama, das lembranças dos torneios e campeonatos de futebol de salão que ajudou a realizar na quadra da AABB, da palhoça que lá existia, das noites de lua, da cervejada que varava as madrugadas e das serestas com Barrinho. Não esquece o hospital da FSESP. Ali se fez profissional comprometido com o exercício da medicina. Dali vem uma grata e viva lembrança do seu colega médico, do amigo, companheiro e compadre, Dr. Nelson Inácio dos Santos, também seu professor e encorajador nas decisões mais difíceis diante de um diagnóstico ou de um procedimento a realizar.

Em Natal, optou por morar à beira mar na praia da Redinha. A beleza e a irreverência do mar, o espetáculo do nascer e do por do sol, o encanto das luas cheias banhando as águas que se sacodem no ritmo das ondas que vêm e que vão são maravilhas que desfruta dia após dia, revigorando as suas forças e alimentando a sua mente. A companhia dos seus dois netos, Beatriz e Cássio, ambos com 5 anos, é um poderoso elixir para o seu coração e para a sua alma. Beatriz é filha de Bruno e Alessandra. Cássio é filho de Cinthya e Marco Antônio. Seu genro e sua nora são dois presentes de Deus. Seus netos prêmio maior que a vida lhe ofertou

“ASSU É BOM EU POSSO AFIRMAR. TERRA BENDITA... ADEUS ASSU EU PARTI, EU PARTI COM SAUDADE DE TI”.

Fonte: Consuêlo Magalhães.
Do blo Assu na ponta da lígua, de Ivan Pinheiro
ABLO NERUDA POEMAS DA ALMA compartilhou uma foto















DOIS AMANTES FELIZES FAZEM UM SÓ PÃO Dois amantes felizes fazem um só pão, uma só gota de lua sobre a erva, deixam andando duas sombras que se juntam, deixam um único sol vazio numa cama. De todas as verdades escolheram o dia: não se atavam com fios, mas com um aroma, e não despedaçaram a paz nem as palavras. A alegria é uma torre transparente. O ar, o vinho, vão com os dois amantes, a noite dá-lhes as suas pétalas felizes, têm direito aos cravos que apareçam. Dois amantes felizes não têm fim nem morte nascem e morrem tanta vez enquanto vivem, são eternos como é a natureza. Pablo Neruda 
De:Pablo Neruda poemas da alma

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Alto do Rodrigues: Abelardo Filho dar nome a conjunto habitacional do deputado autor da lei que emancipou o município em 1963

Escrito por Celso Amâncio

Na próxima sexta-feira, 11, às 17h, na Câmara Municipal de Alto do Rodrigues, o prefeito Abelardo Rodrigues assinará a ordem de serviço para iniciar a construção de quarenta unidades habitacionais. O novo conjunto habitacional receberá o nome do ex-deputado estadual Olavo Lacerda Montenegro, propositor da Lei que emancipou o município da cidade de Pendências, no ano de 1963.

Assuense, Olavo Lacerda Montenegro exerceu o mandato de deputado estadual em cinco legislaturas consecutivas: 1958, 1962, 1966, 1970 e 1974. Deputado combativo, foi um dos responsáveis pela formação da Cruzada da Esperança que levou Aluízio Alves ao Governo do Rio Grande do Norte, em 1960.

Na qualidade de deputado, defendia os interesses do Vale do Açu e foi o autor da lei que elevou e deu foros de cidade aos municípios de  Alto do Rodrigues, Carnaubais e Pureza. Foi também sócio fundador da ANORC - Associação Norte-Riograndense de Criadores chegando a ser presidente daquela instituição, contribuindo consequentemente para a agropecuária do seu estado, bem como um dos sócios fundadores da Rádio Princesa do Vale, de sua terra natal. Deixou, além da sua esposa, cinco filhos, netos e bisnetos.
aabolavo_montenegro
Abelardo faz justa homenagem a Olavo Lacerda Montenegro

Do blog de Aluízio Lacerda

CRIADA A LOJA MAÇÔNICA UNIVERSITÁRIA POETA RENATO CALDAS



A Loja Maçônica Nival Paulino Pinheiro, no Bairro Janduís, abriu suas portas na noite de terça feira, 08 de outubro de 2013, para vivenciar um momento histórico: A criação da Loja Maçônica Universitária com o nome ARLS Universitária Poeta Renato Caldas. 

A iniciativa faz parte de um intenso programa de modernização da Ordem e de rejuvenescimento de seus quadros encontra-se em curso um projeto de instalação de Lojas Acadêmicas e de Lojas Universitárias em todo o país independente de obediência Maçônica.
O nome do Poeta Renato caldas surgiu dos Irmãos da Loja Maçônica Nival Paulino
Pinheiro uma vez que ele foi um dos fundadores da maçonaria no município do Assu.
Da solenidade participaram maçons de Pendências, Mossoró, Natal e de Assu. O Grão Mestre Miguel Rogério de Melo Gurgel do GOB/RN e o Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro/RN Luiz Gonzaga de Oliveira também estiveram presentes. 

A data também não foi à toa. O patrono Renato Caldas nasceu no dia 08 de outubro de 1902. Parte de seu acervo literário foi exposto em um pequeno memorial como forma de preservar a memória deste assuense de renome na poesia matuta norte-rio-grandense.
A Diretoria Provisória ficou assim constituída: Venerável: José Antonio de Souza Costa; 1º Vigilante: Thales Cosme Marinho; 2º Vigilante: Francisco Willians de Farias; Orador: Francisco de Assis Pinto Cabral; Secretário: Francisco Flamaliel de Sousa Assunção; Tesoureiro: Carlos Alberto dos Santos; Chanceler: Manoel Leôncio Filho.
Sobre a sua participação na maçonaria Renato Caldas escreveuFRATERNIDADE. Vejamos: 

Vem comigo profano.  Sobe consciente
A Escada de Jacó, iluminada!
Fita na beleza do Oriente
A Estrela rutilante destacada!
Veja o que somos; e o que fazemos
Unidos pelo Bem nos desdobramos.
Pelo nosso trabalho, só queremos
Que distribua um pouco do que damos.

Quando na terra dois homens se encontram
Se, um ao outro, estendeu a sua mão;
Ambos sentiram que se unificaram.
Eram dois homens e um só coração.
Por Amor, pelo bem da humanidade,
Contra o Despotismo e a humilhação
Foi que o Grande Arquiteto – na verdade,
Fez uma mão encontrar com a outra mão.
Fotos: José Antonio, Luiz Gonzaga e Fcº Flamaliel - Fundadores da Loja Universitária.
O senador Magno Malta (PR –ES) recebeu a visita do vice-presidente nacional do partido e pré-candidato à Presidência da República, Pastor Everaldo, em sua terra, Espírito Santo. O Pastor Everaldo aproveitou o momento para incentivar Magno a aceitar o desafio de ser o próximo governador do estado.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Meu Assu terra querida
Onde nasci e me criei
Onde a mulher amada
Cantei e me encantei
E onde sei que um dia
Em pó me transformarei

Rosivaldo Bezerra, poeta assuense

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Quase sempre estão em nossas mãos os recursos que pedimos aos céus.

William Shakespeare

De: Lilás amo


PLENA MULHER

Plena mulher, maçã carnal, lua quente, 
 espesso aroma de algas, lodo e luz pisados, 
 que obscura claridade se abre entre tuas colunas? 
 que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
 Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas, 
 com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
 amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
 por um só mel derrotados.
 Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito, 
 tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos, 
 e o fogo genital transformado em delícia 
 corre pelos tênues caminhos do sangue 
 até precipitar-se como um cravo noturno, 
 até ser e não ser senão na sombra de um raio.

Pablo Neruda

















PLENA MULHER Plena mulher, maçã carnal, lua quente, espesso aroma de algas, lodo e luz pisados, que obscura claridade se abre entre tuas colunas? que antiga noite o homem toca com seus sentidos? Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas, com ar opresso e bruscas tempestades de farinha: amar é um combate de relâmpagos e dois corpos por um só mel derrotados. Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito, tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos, e o fogo genital transformado em delícia corre pelos tênues caminhos do sangue até precipitar-se como um cravo noturno, até ser e não ser senão na sombra de um raio. Pablo Neruda
De: Pablo Neruda Poemas da Alma
Senti saudade de alguém
procurei saber de quem.
Não tendo explicação decidi
vir agora ver-te aqui
embora morra de emoção.

A saudade só poderia vir
de ti e não de outro alguém.
Não importa se essa saudade
bate forte no peito e doí.

Atormenta de verdade
Se isto não for saudade
vinda de ti que estou sentindo.
Ainda assim quero um abraço
depois vou-me despedindo.

Saudade passa rapidinho
se um bom amigo chegar
assim, pra que sofrer
vem nos teus braços me apertar.

Cristina Costa

═══════๑ ƸӜƷ ๑ ๑ ƸӜƷ ๑ ═══════

Senti saudade de alguém
procurei saber de quem.
Não tendo explicação decidi
vir agora ver-te aqui
embora morra de emoção.

A saudade só poderia vir
de ti e não de outro alguém.
Não importa se essa saudade
bate forte no peito e doí.

Atormenta de verdade
Se isto não for saudade
vinda de ti que estou sentindo.
Ainda assim quero um abraço
depois vou-me despedindo.

Saudade passa rapidinho
se um bom amigo chegar
assim, pra que sofrer
vem nos teus braços me apertar.

═══════๑ ƸӜƷ ๑ ๑ ƸӜƷ ๑ ═══════

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO