
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
O vice-presidente nacional do PSC e pré-candidato à Presidência da República, Pastor Everaldo Pereira,
concedeu uma série de entrevistas a imprensa local em sua visita a
Macapá para o lançamento do PSC Mulher regional. Veja o que ele disse!
PSC no Ar - Entrevistas no Amapá
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O
vice-presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, concedeu uma série de
entrevistas em sua visita a Macapá para o lançamento do PSC Mulher
regional.
Assu, uma terra mais
Por Alderi Dantas - Jornalista e Pós-graduando em Assessoria de Comunicação
O Assu sempre me fascinou, e não é apenas porque foi aqui que nasci. Influente na Colônia e no Império, a cidade ainda guarda resquícios dessa época de prestígio social e econômico, representado por seu antigo casario. Município oriundo do chamado “ciclo do gado”, durante muitos anos foi o centro de um vasto e florescente comércio de carne bovina exportada, na época, para o resto do território brasileiro. Antes de ser batizado de Assu pela Lei 124, de 16 de outubro de 1845, foi o Arraial Nossa Senhora dos Prazeres e a Vila Nova da Princesa.
Muitos, no entanto, preferem “Atenas norte-riograndense” expressão nascida a partir de um bem sucedido marketing feito pelo seu filho Ezequiel Wanderley, retratando uma era de cultivo das boas maneiras, da elegância e das boas letras, tendo sido a primeira cidade potiguar a abrir e manter uma biblioteca, ainda no século XIX, e também a fundar um jornal, “O ASSUENSE”, em 1867. Outros preferem simplesmente “Terra dos Poetas” e, realmente, não são poucos os assuenses poetas. Ezequiel Fonseca que não me deixa mentir, com o livro “Poetas e Boêmios do Assu”.
E mais, é também terra de filhos notáveis, como Luís Carlos Lins Wanderley, primeiro médico norte-riograndense e autor do primeiro romance potiguar “Mistérios de um Homem Rico”, Elias Souto, fundador da imprensa diária no Estado e Irmã Lindalva Justo de Oliveira, beatificada pela Igreja Católica. Porém, o número de assuenses que chegaram ao alto posto da magistratura, ou se destacaram nas armas, no comércio e nas letras são incontáveis. Eis alguns porquês do meu fascínio pelo Assu.
O Assu sempre me fascinou, e não é apenas porque foi aqui que nasci. Influente na Colônia e no Império, a cidade ainda guarda resquícios dessa época de prestígio social e econômico, representado por seu antigo casario. Município oriundo do chamado “ciclo do gado”, durante muitos anos foi o centro de um vasto e florescente comércio de carne bovina exportada, na época, para o resto do território brasileiro. Antes de ser batizado de Assu pela Lei 124, de 16 de outubro de 1845, foi o Arraial Nossa Senhora dos Prazeres e a Vila Nova da Princesa.
Muitos, no entanto, preferem “Atenas norte-riograndense” expressão nascida a partir de um bem sucedido marketing feito pelo seu filho Ezequiel Wanderley, retratando uma era de cultivo das boas maneiras, da elegância e das boas letras, tendo sido a primeira cidade potiguar a abrir e manter uma biblioteca, ainda no século XIX, e também a fundar um jornal, “O ASSUENSE”, em 1867. Outros preferem simplesmente “Terra dos Poetas” e, realmente, não são poucos os assuenses poetas. Ezequiel Fonseca que não me deixa mentir, com o livro “Poetas e Boêmios do Assu”.
E mais, é também terra de filhos notáveis, como Luís Carlos Lins Wanderley, primeiro médico norte-riograndense e autor do primeiro romance potiguar “Mistérios de um Homem Rico”, Elias Souto, fundador da imprensa diária no Estado e Irmã Lindalva Justo de Oliveira, beatificada pela Igreja Católica. Porém, o número de assuenses que chegaram ao alto posto da magistratura, ou se destacaram nas armas, no comércio e nas letras são incontáveis. Eis alguns porquês do meu fascínio pelo Assu.
Assu foi no início, terra da tribo indígena Janduís e palco de encenação
da “Guerra dos Bárbaros”, onde foram caçados todos os índios. No
tocante a natureza, o município é rico. Água em abundância, petróleo,
sol o ano inteiro e uma das melhores terras do planeta, reconhecida nos
laboratórios, nacionais e internacionais como matéria que serve de
adubo. Aqui se produz com facilidade frutas e, quem, ainda não ouviu
falar da manga, da banana e do melão do Assu. Temos peixes, legumes,
carne, leite e um imenso e belo carnaubal – que emoldura a paisagem do
município – e de onde se extrai a cera utilizada na indústria de
revestimento, calçados, cosméticos, limpeza doméstica e, mais
recentemente, na produção de papel e esteiras de palha para enrolar os
dutos de petróleo espalhados por toda a região. Já a produção cerâmica
do Assu é reconhecida nas regiões Norte e Nordeste e o seu artesanato em
todo o Brasil.
Para completar esse cenário. Assu é banhado pelo rio Piranhas/Assu. Tem o açude Mendubim e a Flona – área de floresta nacional, com raridades da flora e da fauna nordestina.
Chegando ao Assu é impossível passar pelo Quadro da Matriz, Centro da cidade, e não observar a beleza arquitetônica dos casarões seculares. Entre outros, cito o Sobrado da Baronesa, hoje Casa da Cultura Popular do Assu. Local em que, no dia 24 e junho de 1885, três anos antes da Lei Áurea, Belisária Lins Wanderley, que veio a tornar-se Baronesa de Serra Branca, serviu um banquete aos seus escravos e proclamou-os livres.
O visitante pode dar uma volta para ir à barragem do Assu, ver os seus dois jatos de água. Se estiver sangrando, o espetáculo é mais bonito, lindo mesmo. Entre as comunidades do Porto Piató e Bela Vista, você vai encontrar a lagoa do Piató, maior reservatório natural de águas do Estado. São 18 quilômetros de extensão, 2,5 de largura, capacidade para armazenar 96 milhões de metros cúbicos de água. Uma das jóias da natureza. Nesse cenário, é onde temos o prazer de encontrar Chico Lucas, que nos conta muitas histórias da lagoa durante um passeio de barco de suspender a respiração.
O peixe é o prato local. Excelente frito ou cozido com pirão. Vale a pena um cafezinho acompanhado do célebre biscoito Flor do Assu, feito com manteiga do sertão e essência de cravo e erva doce.
Entre essas jóias, o Assu tem principalmente gente boa e acolhedora. Mas, fique certo, isso é só um pouquinho do que é o Assu. O Assu é Mais.
Postado em 16/10/2013 às 11:31
Para completar esse cenário. Assu é banhado pelo rio Piranhas/Assu. Tem o açude Mendubim e a Flona – área de floresta nacional, com raridades da flora e da fauna nordestina.
Chegando ao Assu é impossível passar pelo Quadro da Matriz, Centro da cidade, e não observar a beleza arquitetônica dos casarões seculares. Entre outros, cito o Sobrado da Baronesa, hoje Casa da Cultura Popular do Assu. Local em que, no dia 24 e junho de 1885, três anos antes da Lei Áurea, Belisária Lins Wanderley, que veio a tornar-se Baronesa de Serra Branca, serviu um banquete aos seus escravos e proclamou-os livres.
O visitante pode dar uma volta para ir à barragem do Assu, ver os seus dois jatos de água. Se estiver sangrando, o espetáculo é mais bonito, lindo mesmo. Entre as comunidades do Porto Piató e Bela Vista, você vai encontrar a lagoa do Piató, maior reservatório natural de águas do Estado. São 18 quilômetros de extensão, 2,5 de largura, capacidade para armazenar 96 milhões de metros cúbicos de água. Uma das jóias da natureza. Nesse cenário, é onde temos o prazer de encontrar Chico Lucas, que nos conta muitas histórias da lagoa durante um passeio de barco de suspender a respiração.
O peixe é o prato local. Excelente frito ou cozido com pirão. Vale a pena um cafezinho acompanhado do célebre biscoito Flor do Assu, feito com manteiga do sertão e essência de cravo e erva doce.
Entre essas jóias, o Assu tem principalmente gente boa e acolhedora. Mas, fique certo, isso é só um pouquinho do que é o Assu. O Assu é Mais.
Postado em 16/10/2013 às 11:31
BISPO DE OLINDA VISITA ASSÚ
No período de 15 a 23 de outubro de 1839 – O 18º
Bispo de Olinda, Dom Frei João da Purificação Marques Perdigão (1829-1864)
visita o Assú e faz relatório:
Dia 15. “...
Chegamos à Vila do Assú pelas 7 horas, vindo ao meu encontro alguns cavaleiros,
precedidos do pároco, que já pela manhã tinha vindo ao meu encontro, e de quem
recebi mui boas notícias a cerca do seu comportamento, gozando eu complacência a
tal respeito por ter sido por mim ordenado de presbítero. Desde o princípio da
vila fui conduzido à Matriz debaixo do pálio, acompanhando-me considerável
número de povo. Entrando na Matriz cantou-se o Te Deum por dois seculares, e
posteriormente à oração diante do Santíssimo Sacramento, fui hospedado pelo
pároco com decência, passando a despedir os que me acompanhavam, depois de lhes
dar a mão a beijar, e lhes significar o fim de minha visita. Também foi ao meu
encontro o padre Baylon (assuense Padre Francisco Teodósio de Seixas Baylon),
professor de gramática latina e por mim ordenado de presbítero, que se tem
conduzido dignamente, ouvindo eu dizer que desde a mais tenra idade jamais
experimentou os efeitos provenientes de irregular conduta.
Dia 16. Despachei
alguns requerimentos.
Dia 17. Pelas 10
horas fui à Matriz conduzido debaixo do pálio, e abri a visita, praticadas as
cerimônias do costume, cujo ofício foi cantado. O sacrário, a custódia, a pia
batismal, os paramentos e mais utensílios estão decentes. A igreja está muito
suja por causa da grande inundação de morcegos, que no tempo de inverno ser
acoutam dentro. Mas por que a capela mor está decente, consenti que ali
existisse o Santíssimo Sacramento, concebendo esperança de se reparar a igreja,
de maneira que não seja mais ocupada por morcegos.
Dia 18. Examinei
sinodalmente o padre Manoel Januário com os vigários de Buique e o desta
freguesia, concedendo-lhe licença para confessar um e outro sexo por espaço de 6
meses, no fim dos quais deve examinar-se com o Visitador (o Visitador era o
Padre Francisco de Brito Guerra) desta província, antes que parta para o Rio de
Janeiro na qualidade de Senador, e cujo exame deve ser-me apresentado para lhe
deferir para o futuro. De tarde crismei mais de 100 pessoas, assistindo à
prática mais 300. Este ato foi celebrado fora da porta da matriz por causa do
mau cheiro dos morcegos, ficando as mulheres dentro da igreja, por que o campo
existia mui quente, por causa da ardência do sol. Nesta freguesia, como em
outras, tem recorrido a mim muitos pais de família para que eu obrigue a casar
com suas filhas os moços, que delas tem abusado com promessa de casamento,
fazendo-lhes vez por esta ocasião quais deviam ter sido os seus deveres, e como
se deviam conduzir segundo as leis existentes. Neste dia compareceu o vigário
encomendado dos Angicos (era o padre Manoel Antonio dos Santos Moraes Pereira
Leitão – 1836 a 1838) para me visitar, e nesta ocasião fui ciente de que ele é
brasileiro adotivo, quando natural de Lisboa.
Dia 19. Foram por
mim convocadas as principais pessoas desta vila para lhes fazer ver a urgente
necessidade de repararem as ruínas da matriz, e prestando-se todas a concorrer,
e assinando cada um sua esmola, montaram as quantias à soma de 700$ réis,
inclusa a minha esmola de 50$ réis que logo entreguei. No mesmo ato compareceu o
novo tesoureiro dos bens da matriz nomeado pelo juiz de direito, e foram
nomeados para administradores da obra o coronel Wanderley (Coronel Manoel Lins
Wanderley – 1804/1877) e o juiz de direito Bezerra, homens pobres e honrados. O
vigário da freguesia deu 100$ réis, e mandei suplicar a outras pessoas as suas
assinaturas, acreditando que depois deste ato se principiará a dita obra,
outrora malograda. De tarde crismei quase 300 pessoas, assistindo à pratica mais
de 400.
Dia 20. Ouvi missa
na matriz, cujo padroeiro é São João Batista, e depois compareceram algumas
pessoas, prestando assinatura para a obra em projeto. Neste dia me visitou o
vigário de Santana do Matos (o vigário de Santana do Matos, em 1839, era o padre
João Teotônio de Sousa e Silva, de 1822 a 71, colado), 10 léguas distante desta
vila. De tarde crismei quase 500 pessoas, assistindo à prática maior número. Por
motivos atendíveis tenho principiado a crismar pelas 6 horas da tarde,
finalizando tais atos, quando havia maior concorrência de povo, pela meia noite,
e uma hora com a melhor ordem e atenção, que prestavam às práticas
ordinariamente pelo tempo de uma hora.
Neste dia concedi
uma dispensa de cunhados por motivos urgentes.
Dia 21. Fui passar o
dia em casa do tenente coronel Fonseca, 2 léguas distante desta vila, onde
crismei quase 100 pessoas, pelas 6 horas da tarde, antes de regressar para a
vila.
Dia 22. Crismei
particularmente algumas pessoas que vieram da distância d 8 léguas, e depois
conferenciou comigo o vigário de Santana do Matos acerca de vários objetos,
respectivos à sua freguesia. Este pároco goza bom nome, e me parece existir nele
inteligência sob os seus deveres paroquiais. Veio ter comigo um militar,
suplicando-me nova nomeação de pároco para a freguesia de Touros, visto que o
proprietário existe presentemente em Pernambuco por causa de moléstia. Como
porém o padre, que ficou fazendo às vezes de vigário, não me tenha suplicado
demissão, nem dele existia queixa, não deferi a tal súplica. Concedi uma
dispensa de cunhados a um quase moribundo, amigado com uma cunhada, de quem tem
alguns filhos, atentos os motivos que me foram expostos por 3 pessoas de
probidade, sendo uma destas o vigário desta freguesia, à qual os agraciados
pertencem. Nesta freguesia como em outras tenho feito ver em minhas práticas,
que não existe faculdade para dispensar este 1º grau, para que os cunhados se
abstenham de suplicar tais dispensas, bem como não poderem os filhos menores
casar, sem licença de seus pais ou do competente ministro, e sem serem
proclamados, pois que os párocos me têm asseverado como são vexados para por em
prática os maus desígnios de seus paroquianos a respeito. Concedi outra dispensa
de cunhados, concubinados e constituídos em iminente perigo de vida, ambos
nascidos e moradores desta freguesia, precedidos os depoimentos do costume em
tais casos.
Fonte: (MARINHO, Francisco Fernandes. O Rio
Grande do Norte Sob o olhar dos Bispos de Olinda. Natal/RN,
2006).
Armando Ribeiro: maior reservatório de água doce do Estado está abaixo de 40 por cento
![]() |
| Barragem está com mais de 10 metros abaixo do nível total de armazenamento |
Os
reservatórios chegam ao nível crítico e muito crítico respectivamente
nas regiões Seridó, Vale do Açu e Alto Oeste do Rio Grande do Norte.
Os dados são da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Podem ser consultados AQUI.
Nesta
sexta-feira, 18, o Instituto Trata Brasil divulgou o balanço nacional,
em relação a 2010, de desperdício de água distribuída nas cidades
potiguares.
O Rio Grande do Norte aparece 49,25% da água desperdiçada, acima da média nacional que é de 37,57%.
No
que diz respeito ao nível da água, na bacia Piranhas/Açu, o quadro não
chega a ser tão crítico quanto na região de Pau dos Ferros, que a água
já não presta mais par ao consumo humano.
A
barragem Armando Ribeiro é responsável, através da perenização do rio
Piranhas/Açu, pela irrigação de pelo menos 30 mil hectares no Vale do
Açu, sendo fundamental no setor produtivo nos setores de
frutigranjeiros.
A Semarh fez medições neste reservatório no dia 17 passado, constatando que o nível de armazenamento chegou a 39,48% de sua capacidade total, que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos de água,
A Semarh fez medições neste reservatório no dia 17 passado, constatando que o nível de armazenamento chegou a 39,48% de sua capacidade total, que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos de água,
O
Comitê Gestor do Piranhas/Açu, composto por autoridades do Rio Grande
do Norte e da Paraíba, já está orientando os usuários de água ao longo
da Bacia Hidrográfica Piranhas/Açu.
Na medida que a água reduz, o comitê vai direcionando o abastecimento apenas para as cidades através da CAERN e carros pipas. - Cezar Alves/De Fato, com grifo nosso.
Postado por Toni Martins
domingo, 20 de outubro de 2013
Leves, soltos sem rumo
meus pensamentos seguem
como uma nau à deriva.
Deixo-me levar pelo tempo.
Ouço canções de embalar
com acordes de doces melodias.
Apetece seguir e sonhar
fixar os teus olhos
todos os dias.
Se faz sol
deleito-me no brilho do dia e aqueço-me.
Se chove
banho-me com as lágrimas caídas do céu
e nelas me renovo.
Firmes
serão os teus passos
quando voltares
para o aconchego dos meus braços.
Minha alma
sente a leveza do voo plano
dos pássaros sobre a terra.
Na pressa de querer voltar
para junto de quem amo
antes da noite chegar.
Leves
serão os meus desejos
suave
será o meu despir.
Cristina Costa
Leves, soltos sem rumo
meus pensamentos seguem
como uma nau à deriva.
Deixo-me levar pelo tempo.
Ouço canções de embalar
com acordes de doces melodias.
Apetece seguir e sonhar
fixar os teus olhos
todos os dias.
Se faz sol
deleito-me no brilho do dia e aqueço-me.
Se chove
banho-me com as lágrimas caídas do céu
e nelas me renovo.
Firmes
serão os teus passos
quando voltares
para o aconchego dos meus braços.
Minha alma
sente a leveza do voo plano
dos pássaros sobre a terra.
Na pressa de querer voltar
para junto de quem amo
antes da noite chegar.
Leves
serão os meus desejos
suave
será o meu despir.
meus pensamentos seguem
como uma nau à deriva.
Deixo-me levar pelo tempo.
Ouço canções de embalar
com acordes de doces melodias.
Apetece seguir e sonhar
fixar os teus olhos
todos os dias.
Se faz sol
deleito-me no brilho do dia e aqueço-me.
Se chove
banho-me com as lágrimas caídas do céu
e nelas me renovo.
Firmes
serão os teus passos
quando voltares
para o aconchego dos meus braços.
Minha alma
sente a leveza do voo plano
dos pássaros sobre a terra.
Na pressa de querer voltar
para junto de quem amo
antes da noite chegar.
Leves
serão os meus desejos
suave
será o meu despir.
Cristina Costa
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO




