sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Edgard Montenegro, uma relíquia da política Norte-riograndense



Eu e meu pai tivemos Domingo último (9), o prazer de visitar uma figura importante da política do Rio Grande do Norte chamado Edgard Montenegro (a minha esquerda na fotografia abaixo, e ao lado direito de meu pai Edmilson Caldas). Doutor Edgard (engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, sul de Minas Gerais) com 94 anos de idade, lúcido ainda, é meu primo próximo pelo lado dos Lins Caldas. Ele foi prefeito do Assu, minha terra natal querida, deputado estadual em várias legislaturas, secretário do governo Cortez Pereira, Diretor do DNOCS. Sua família tem tradição no parlamento estadual desde os tempos do Rio Grande do Norte província. Político de espírito público. Por sinal, ele é o chefe político mais antigo da terra potiguar. Brilhante orador. A sua voz tem o timbre que a circunstância exige. Afinal, sempre uma voz presente a favor do desenvolvimento da importante região chamada Vale do Assu - Terra dos Poetas e da Fruticultura, um exemplo de ética e decência na política e na vida comum. Fica a minha homenagem registradO sobre aquela figura de bem e para o bem chamado Edgard Montenegro.

Fernando Caldas
Tuas cartas

Relembro as tuas cartas uma a uma,
Em minha mente todas se gravaram
Não encontro uma só que não resuma
Tudo o que nossos lábios já trocaram.

Tu me escrevias sempre; vez nenhuma
A sua falta os olhos meus choraram.
Morria o sol do estio ... vinha a bruma,
— E as tuas cartas nunca me faltaram.

Hoje os dias se passam lentamente
Que me escrevas espero ansiosamente,
Mas com que mágoa vejo que emudeces...

Termina esse silêncio que crucia,
É que me vai trazendo dia a dia
A certeza cruel de que me esqueces!

Carolina Wanderley, poeta potiguar do Assu.

(Soneto publicado em A República, jornal de Natal, edição de 16.02.1917).

"Maria Carolina Wanderley (Assu/RN, 04.01.1891-Natal/RN,
25.08.1975). Professora, dramaturga, poeta e musicista, publicou dois livros de poemas: Alma em versos (1919) e Rimário infantil (1926). Musicou versos de OM, dentre esses os da famosa modinha “A
lice”. Foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras." (Laélio Ferreira de Melo, in Notas, "OTHONIEL MENEZES - Obra Reunida, Ed. UNA, 2011, Natal)


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Quem ama! É tão feliz
Que esconde as dores que tem.
E mesmo sofrendo, diz:
Sou mais feliz que ninguém.

Renato Caldas
 

HISTÓRIA DO ASSU

Início da construção da Matriz

Dos anos de 1755 a 1760, coordenou os trabalhos da Freguesia o padre Bernardo de Aragão Cabral. De 1760 a 1771 os paroquianos ficaram sob a orientação espiritual do padre João Saraiva de Araújo que deu início no dia 15 de julho de 1760, a construção da Matriz de São João Batista, no terreno doado por Sebastião de Souza Jorge (no ano de 1712) obedecendo ao projeto em estilo romano por dentro e por fora barroco. As primeiras pedras para edificação foram transportadas nos carros de bois. 

Em 06 de setembro de 1761, em um domingo, chegaram do Apodi alguns índios. Estes começaram a trabalhar nos serviços da Igreja, no dia 14 do referido mês. 
Matriz de São João - Foto anterior a ampliação da sacristia
A Matriz, desde a sua construção, passou por diversas reformas e ampliações. As arcadas medem trinta e três palmos de altura e as colunas, inclusive base e capitel, vinte e três palmos.

Na vigência do pároco Júlio Alves Bezerra, foi feita a ampliação dos fundos da Matriz, com a construção de um espaçoso salão que serve de sacristia e lugar de reuniões. 
Matriz de São João - atual - foto: Endson Esron
A Matriz de São João Batista é um dos mais antigos e suntuosos templos da Igreja Católica no Estado do Rio Grande do Norte. Do seu adro pode-se observar um acervo arquitetônico composto de garbosos palacetes, remanescentes de uma época áurea comercialmente, a qual ofereceu condições de vida confortáveis às famílias que ali residiram e que eram conhecidas em toda a região como possuidoras de “eira e beira”. Ou seja, cidadãos que tinham condições financeiras para construírem seus casarões de cumeeiras altas e fachadas de beirais bem trabalhados, com varandas e bicas, muitas vezes, caracterizando o símbolo da família ou representação de animais.
Fonte: Assu dos Janduís ao Sesquicentenário - Ivan Pinheiro

MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE


Bocage


Soneto do Pregador Pecador


Por Manuel Maria Barbosa du Bocage


Bojudo fradalhão de larga venta,
Abismo imundo de tabaco esturro,
Doutor na asneira, na ciência burro,
Com barba hirsuta, que no peito assenta:

No púlpito um domingo se apresenta;
Pregas nas grades espantoso murro;
E acalmado do povo o grão sussurro
O dique das asneiras arrebenta.

Quatro putas mofavam de seus brados,
Não querendo que gritasse contra as modas
Um pecador dos mais desaforados:

"Não (diz uma) tu padre não me engodas:
Sempre, me hé-de lembrar por meus pecados
A noite, em que me deste nove fodas"!

OPINIÃO - O QUE O TRE NÃO VÊ


Por Aluízio Lacerda

Eleição suplementar determinada pela justiça eleitoral não corrige distorções do viciado processo em Carnaubais, nem em lugar nenhum que ocorra.
O uso do cachimbo faz a boca torta e só torce por um novo pleito os contumazes corruptores e corrompidos.
Quem garante que uma nova eleição, se processe limpa, sem ofertas e sem barganhas.
O que uma corte colegiada decidiu desabona aos indivíduos que exerceram sua cidadania, usando a plenitude da sua vontade, quando livremente escolheram a melhor opção para administrar os destinos da sua cidade.
Em Carnaubais como em qualquer outro lugar os que se venderam ou se deixaram corromper estão aptos mais uma ver a fazerem suas negociatas.
Quem vai ser penalizado mais adiante serão os homens e mulheres de bem, cidadãos probos que escolheram seu dirigente de forma honesta, estes serão prejudicados, verão amanhã ou depois seu voto ir pra lata do lixo como aconteceu agora, porque alguém denunciou ou provou que determinado eleitor se vendeu, recebeu alguma coisa em troca pra sufragar o nome de quem ofereceu a bugiganga eleitoreira.
Afirmo isso porque sempre defendi o interesse coletivo baseado em princípios que norteiam minha dignidade, honrando o inalienável direito da legitimidade do voto ser secreto e soberano como determina a democracia.
Infelizmente só os togados da justiça eleitoral não enxergam, que uma nova eleição sincroniza mais uma safra para os que usam da esperteza para se beneficiarem individualmente.
Todavia, a justiça não se resume simplesmente a corte do TRE/RN, alguém do pleno do TSE, deve restabelecer essa anomalia praticada no estado, estão se tornando justiceiros usando o poder ao bel prazer de afastar que eles bem desejem.
Eleição sem o julgamento final do mérito em tela é uma exorbitante agressão ao direito adquirido nas urnas por um governante em qualquer nível do âmbito federativo, é simplesmente uma castração ao regime democrático e quando a democracia é desrespeitada tudo de errado pode prevalecer.

PERTINHO DE NÓS

Ponta do Mel em destaque na Folha de São Paulo 

A paradisíaca praia de Ponta do Mel, no litoral de Areia Branca, voltou a ser destaque nacional. O conceituado jornal Folha de São Paulo, destaca em sua pagina de turismo a Vila de Ponta do Mel como uma das 14 melhores praias brasileiras para se conhecer em 2014. Além de detalhar as belezas de Ponta do Mel, a publicação do jornal trás ainda, um roteiro dos locais para hospedagem na vila-praia, com valores de diárias e pacotes para temporada.

Ponta do Mel
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ponta do Mel é um vilarejo e uma praia localizado no município brasileiro de Areia Brancano estado do Rio Grande do Norte. É o único lugar do sertão em que este encontra-se com o mar.
Postado por Rosivaldo Quirino.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nas palavras do nosso presidente Vítor Nósseis: "No socialismo cristão o Estado existe para servir o indivíduo, e não para oprimí-lo. O Estado e os governos devem promover a paz e a justiça, que são anseios de todos os homens".
Conheça mais da nossa visão acessando o site: http://psc.org.br/


ASSEMBLEIA PAROQUIAL:

Já consta da pauta do vigário da paróquia de São João Batista, em Assú, padre Flávio Augusto Forte Melo, a realização de uma Assembleia Paroquial que, segundo ele, se traduzirá num instante para que possam ser levantadas informações sobre os principais desafios que se opõem ao trabalho de evangelização da Igreja Católica em Assú e região. 

O encaminhamento de tal realização está sendo trabalhado por uma comissão constituída pela paróquia para o evento que deverá ter sua primeira edição em março. 


A comissão terá a incumbência de apresentar ao sacerdote um esboço da referida Assembleia Paroquial que, conforme registrou o padre Flávio Melo, se dividirá em três estágios, com sua conclusão num domingo, quando as atividades consumirão todo o transcurso do dia. 


Na ótica do pároco, a partir da identificação dos gargalos, será possível firmar mais adequadamente os passos que necessitarão ser dados daqui pra frente pela instituição católica local.

Fonte: Pauta Aberta.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

1943 – QUEM FOI O MOTORISTA DO JIPE DE ROOSEVELT E VARGAS EM NATAL

Publicado em 10/02/2014

Roosevelt e Vargas em Natal. Na direção do jipe o capitão David Channing Moore
Roosevelt e Vargas em Natal. Na direção do jipe o capitão David Channing Moore
Autor – Rostand Medeiros
Hoje, através do amigo Petit das Virgens, soube que outro dileto amigo, a quem muito admiro, desejava saber a identidade do militar americano que dirigia o jipe que transportou os presidentes Franklin Delano Roosevelt e Getúlio Dorneles Vargas, quando os dois estiveram em Natal em 1943. Quem desejava saber a informação é o meu amigo Luiz Gonzaga Cortez. Jornalista dos bons, a quem tenho enorme admiração. Seus livros e seu trabalho no Diário de Natal são referências para mim. Principalmente sobre 23 de novembro de 1935, dia da deflagração da Intentona Comunista em Natal. A importância está no sentido de descobrir mais sobre a participação do meu avô, Joaquim Paulino de Medeiros Filho, neste malogrado movimento.
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Já sobre a pergunta do amigo, o nome do motorista era David Channing Moore, era um capitão e creio não era um piloto. Ele havia trabalhado na empresa IBM, era formado na Brown University (mas não sei em que), entrou na USAAF (United States Army Air Force) no ano 1942. Serviu em Washington, América do Sul, Norte da África e continuou sua trajetória militar em um grupo de caça junto à 14th Air Force, no teatro de guerra CBI – China, Burma e Índia.
Material jornalistico de um jornal americano, de 1943, apontando o capitão Moore como motorista do famoso jipe
Material jornalistico de um jornal americano, de 1943, apontando o capitão Moore como motorista do famoso jipe
Passou 31 meses servindo fora dos Estados Unidos. Deixou a USAAF no posto de coronel. Foi policial e morava em um subúrbio de Nova York chamado Bronxville. Casado, tinha três filhos e morava na Elm Rock Road, número 12, no Condado de Westchester, a cerca de 25 km ao norte de Manhattan.. Já o que ele especificamente fazia em Natal eu não sei…
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Fonte: Tok de História

TROTOL

A negrinha Passeeira
Que vagueia a noite inteira
Pela rua da ilusão
Anda sempre displicente
Procurando alegremente
A quem dá seu coração.

A negrinha Passeeira
É baixinha, é faceira
No seu jeito de andar
faz parada em cada esquina
Tem vontade de amar...
- Se é baixinha e faceira
Quem me impede de lhe amar!...

Antônio Souto, poeta potiguar assuense




UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO