quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Este exílio escrito no papel.
Pergunto-me,
porque não conseguimos ver simplesmente a realidade
sem ter ilusões a consumir-nos,
a cegar-nos e a apoderarem-se de nós.
Vagueio, alma solta,
um semear lento, de palavras soltas ao vento.
É nesse ínfimo espaço onde dispenso o corpo,
que sou aura, sou vista exaurida em desejos.
A vida não tem ponto e vírgula.
Sentimentos não são suficientes para me fazer reagir.
Palavras são demasiado escassas para me expressar.
São inúteis e só o silêncio fala.
Pudesse eu ter o dom de um poeta
ou de um músico
para colocar em versos e melodias
todo este sentimento que me invade.
Cristina Costa


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Com toda essa violência espalhada pelo país, as famílias conservadoras da cidade de Assu/Rn, minha terra natal querida, ainda se reúnem nas calçadas para uma boa prosa amistosa, conforme fotografia abaixo, muitas vezes, até noite alta. É a pacata, aristocrática e poética cidade de Assu.
Aniversário do Major Manuel de Melo Montenegro quando completou 90 anos de idade, em 1989. Da direita: José Montenegro, Major Montenegro, Cid Montenegro, Marcos Montenegro, Maria Eugênia, Edmilson Caldas (?) e Agnaldo Gurgel por trás de Edmilson. A fotografia tem a seguinte dedicatória: Ao parente e amigo, Edmilson Caldas, uma lembrança do aniversário do Major Manuel de Melo Montenegro. 25.9,89. Major Montenegro foi deputado provincial, primeiro prefeito de Santana do Matos e Chefe Político em Sacramento, atual Ipanguaçu/RN. Seus filhos João Batista, Edgar e Nelson Montenegro foram deputados estaduais, além de seu neto Paulo Montenegro e agora seu bisneto deputado estadual George Montenegro Soares, do PR. Fica o registro.

Fernando Caldas




Rio de Janeiro, Praia de Copacabana, ano de 1957. Da esquerda: Meu pai Edmilson Lins Caldas com seu primo João Moacyr de Medeiros (potiguar do Assu, publicitário da JMM que naquela época já era famoso na publicidade moderna, o primeiro a fazer campanha eleitoral marketizada no Brasil, em 1954, eleição de Celso Azevedo candidato a prefeito de Belo Horizonte que obteve vitória) e meu avô Luiz Lucas Lins Caldas. A crança que está na fotografia é Antonio Carlos de Medeiros, filho de Moacir.

Fernando Caldas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CARNAVAL DAS ANTIGAS DO ASSU

Baile de carnaval das antigas com amigos, 1983. A figura da minha esquerda chamo Terceiro Felipe já se foi pro andar de cima, com certeza, pela sua bondade, se encontra ao lado de Deus!
Cu
Fernando Caldas

ASSU ANTIGO

Largo da Matriz de São João Batista. A fotografia é do ano de 1951. A direita na foto, podemos conferir a Casa Paroquial (tinha uma porta e sacada no centro da casa, que foi reformado por padre Canindé). Daquela sacada Monsenhor Júlio Alves Bezerra que fora pároco de Assu, se despediu da comunidade assuense, em 1964, proferindo suas palavras de despedidas. A foto do automóvel é Plymouth, da Chrysler, ano 1951, de propriedade do comerciante Fernando Tavares - Vem-Vem, que depois fora de sua filha chamada Gelza Tavares (Caldas), mãe de Fernando Caldas, editor deste blog que por sinal, Gelza se não é a primeira, pelo menos, uma das primeiras motoristas do Rio Grande do Norte. Na fotografia podemos conferir da esquerda: Clóvis Tavares Dantas, Zélia Tavares (?) e Raimundo Josino. O veiculo foi um dos primeiros a chegar na cidade de Assu, em 1951.

Fernando Caldas
Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele.
Não sei de alguém que tenha mais....

Adélia Prado.

De:Yara Darin
Oração ao Anjo da Guarda
Santo Anjo do Senhor
meu zeloso guardador
já que a ti me confiou
a piedade Divina:
hoje e sempre me governa,
rege, guarda e ilumina.
Amém.


domingo, 15 de fevereiro de 2015

GRANDES SEGURADOS

Na imagem (recorte de uma antiga revista), o terceiro da esquerda o Sr. Fernando Tavares - Vem-Vem como era mais conhecido no Assu?RN, na década de quarenta já estava incluído entre um dos grandes segurados do Brasil. Ele era meu avô materno, falecido em 1951 junto com sua mulher dona Maria Celeste Tavares, num desastre aviatório do rio do Sal, no dia 12 de julho de 1951.

Fernando Caldas



JOÃO LINS CALDAS E SUA MARCHA FÚNEBRE

Corpo do poeta João Lins Caldas no seu caixão, sendo velado na casa do seu primo e amigo Luiz Lucas Lins Caldas Neto (avô paterno do editor deste blog - Fernando Caldas), cidade de Assu/RN, 1967. Na fotografia da esquerda: Domitília Eliete de Medeiros, João Crisóstomo Tavares (?), (?), Ivo Pinheiro, Tibobô, Fernando Caldas (criança), (?), Luiz Robert - Luiz da Carroça, Mário Tavares Dantas, (?), (?), Levi de Oliveira Gomes, dentre outros admiradores do grande poeta Caldas. 

Vamos conferir o seu poema fúnebre intitulado Marcha Fúnebre:

Os cem mil padres do meu negro enterro
Vão agora passar, círios às mãos.
Os cem mil padres, os cem mil irmãos...
Nasci... dou-me por pago do meu erro
Já que dá morte é que me vem o enterro...
Nasci... dou-me por pago do meu erro.

Noite... e dentro da minha solidão...
A solidão é um pássaro da noite...
Quem não te busca, pálido tresnoite,
Alma fria da noite, pelo chão...?
Amo a noite do amor, amo esse açoite,
Os círio rezam morte no clarão...

Vejo o olhar dos mortos pela treva,
Lá passa, vai adiante, o meu caixão...
Quem passa assim, quem com tal força leva
Meu esquife pesado, cor de treva,
Meu caixão,
Quem leva, quem leva?...
Vai meu corpo levado cor de treva...

Vejo os claros da morte pelo chão...
Tudo planeja o negro, a solidão.
Meu corpo, vai-se ver, não se vê fundo...
Entrarei pela terra, cor de terra...
Terra aqui, terra ali, terra... desterra,
A minha boca aterra...

Olhando a morte, quero ver o mundo...
Achar a solidão, quero ver fundo...
Solidão, solidão...
O som de um sino e a voz de um cão...
Meia noite... Solidão...

Agora os quero, do meu enterro,
Todos os padres, de volta irmãos...
Frontes curvadas, círios às mãos,
Hoje de volta do meu enterro...

Todos os padres, para o meu erro,
Hoje de volta são meus irmãos,
Os cem mil padres do meu negro enterro.

Postado por Fernando Caldas



Clênio Falcão Lins Caldas deixou um novo comentário sobre a sua postagem "João Lins Caldas e sua Marcha Fúnebre":

Sinto imenso orgulho por ser sobrinho-neto do insigne poeta e escritor potiguar, João Lins Caldas. Muito embora sem nunca ter tido o privilégio de o ter conhecido pessoalmente, não foram poucas as loas e elogios que tomei conhecimento a respeito de sua ilustre pessoa. Dele, por meio de meu querido e saudoso pai, seu sobrinho - João Moacir Lins Caldas - herdei, como meu genitor, o gosto pelas letras, pelo escrito, pela retórica, sem nunca tê-los ao menos igualado em qualidade e virtudes. Contento-me por ser seu discípulo ardoroso e fã incondicional. Dou todo o crédito e reconhecimento por esta matéria ao meu não menos ilustre primo Fernando Caldas, a quem admiro por sua verve, por sua vida ativa como munícipe exemplar em terras potiguares.

Postado por Clênio Falcão Lins Caldas no blog FERNANDO CALDAS em 18 de fev de 2015 11:44:00

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.