Mossoró seria bem mais charmosa se tivesse preservado alguns dos principais prédios antigos da época. Alguém sabe onde fica esse local hoje? hoje é o atual Mercadão das Malhas. O que mais me impressiona nessas fotos é a tranquilidade das pessoas, cidade... era até mais arborizada, bem diferente de hoje
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Por Cristina Costa
Confesso-me rendida,
adormeço sobre o livro em branco da vida.
Entrego-me como um corpo que se despe se si mesmo,
na esperança que o amanhecer me traga
as palavras novas com que devo me reescrever.
adormeço sobre o livro em branco da vida.
Entrego-me como um corpo que se despe se si mesmo,
na esperança que o amanhecer me traga
as palavras novas com que devo me reescrever.
FLORESTA NACIONAL DO ASSU
Retirei alguns fragmentos do artigo 'Floresta Nacional de Assu - Um patrimônio ecológico protegido e preservado numa das mais ricas e degradadas regiões do Estado' de autoria do analista ambiental, filósofo e chefe da FLONA Assu, Sr. Damião Dantas de Souza, publicado na primeira edição do jornal Folha do Vale.
"A Floresta Nacional – FLONA – de Assu é um verdadeiro santuário ecológico, localizado numa região rica, próspera, e, ao mesmo tempo, ameaçada por profundos impactos ambientais.
Situada ao sudoeste do sítio urbano da cidade de Assu, na área em que antes havia a reserva ambiental denominada Estação Floresta de Experimentação de ASSU (EFLEX), a Floresta é caracterizada por um ecossistema típico do bioma caatinga e tem aspecto fisionômico marcado por uma formação vegetal do tipo arbórea-arbustiva densa.
O fato de esta área apresentar-se preservada há mais de 50 anos é notado pela exuberância de sua vegetação, sendo possível encontrar plantas de grande porte e uma ampla variedade de espécies vegetais, tendo como principais: pereiro, catingueira, jurema preta, cumaru, imburana, além de variedades de gramíneas, cactáceas e bromeliáceas.
A fauna apresenta-se tão rica quanto à flora. Embora não existam dados científicos, é perceptível a diversidade de invertebrados e vertebrados, com a evidência de espécies listadas no principal levantamento faunístico potiguar. Merece destaque a avifauna, com a presença de nambu, asa branca, rolinha, galo de campinas, canção e sabiás. Relatos informais indicam ainda a presença de ampla variedade de répteis, tais como cobras de espécies variadas e Tejo, assim como mamíferos, a exemplo de peba, preá, veado campeiro e sagui do nordeste.
No ano de 2002, através de uma ação compensatória ambiental, a Floresta Nacional do Assu teve sua área ampliada.
Por outro lado, o ecossistema da região do Vale do Assu, é um dos mais degradados do estado do Rio Grande do Norte. Na várzea ou na Caatinga, o capital selvagem devasta a natureza com o objetivo do lucro a qualquer custo, gerando destruição e pobreza na região. A elaboração de um projeto alternativo de desenvolvimento sustentável para esta região é urgente e necessário".
HISTÓRICO:
A FLONA foi fruto de uma grande mobilização social. A primeira iniciativa de proteção da FLONA deu-se através da Lei nº 1.175, de 10 de agosto de 1950, com a criação do Horto Florestal de Assu. Porém só foi de fato implantada após a criação das leis municipais de nºs 04/52 e 07/52 e do Decreto que regulamentou o funcionamento na forma de Estação Florestal de Experimentação de Assu, com uma área de 215,25 hectares. Por esta razão aquela área é conhecida como “Florestal”.
Devido ao Decreto nº 2.923 de 01 de janeiro de 1999, que dispõe sobre a reorganização de órgãos e entidades do poder executivo federal, a área em referência foi extinta pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.
Esse fato repercutiu em grande comoção e mobilização por parte de toda a comunidade local e de instituições governamentais e não-governamentais, conhecedoras da importância da conservação desta área para a região do semi-árido do Estado do Rio Grande do Norte. A legitimação desta organização social culminou com a criação, em 13 de abril de 2000, do Comitê de Defesa da Floresta Nacional do Vale do Assu, que desenvolveu amplas articulações, eventos e manifestações, objetivando envolver os diversos seguimentos sociais, no sentido de reivindicar a criação de uma Unidade de Conservação Federal na categoria de Floresta Nacional – FLONA.
A amplitude dessas mobilizações resultou na edição da Portaria nº 245 de 18 de julho de 2001 do Ministério do Meio Ambiente, cujos termos definiu que esta Unidade de Conservação passasse a ser uma FLONA, denominando-se Floresta Nacional de Assu.
Como já foi citado, no final do ano de 2002, através de uma ação compensatória ambiental, a Floresta Nacional de Assu teve sua área ampliada em mais 217,268 hectares. Com a anexação da nova área, a FLONA foi ampliada em mais de 100%, totalizando 432,518 hectares.
Encravada no bioma caatinga, esta FLONA representa um importante remanescente de vegetação nativa em meio a uma região de grandes impactos ambientais.
Situada no sudoeste do sítio urbano da cidade de Assu nas coordenadas 05º35’02,1” de latitude sul e a 36º56’41,9” de longitude oeste, sua área de entorno abrange outros dois municípios Ipanguaçu e Itajá.
Pelos impactos sócio-ambientais sofridos por esta região após a construção da Barragem Armando Ribeiro, haveria necessidade de realização detalhada de um diagnóstico dos recursos florestais e de sua relação com a sobrevivência de setores mais pobres da população e com a conservação da fauna, dos solos e das águas.
Com base no diagnóstico florestal do PNUD/FAO/IBAMA e governo do Estado haveria necessidade de um zoneamento que, entre outras dimensões, identificasse as áreas mais degradadas passíveis de reposição florestal; áreas em processo de devastação e passíveis de uma intervenção em níveis de manejo sustentável e áreas de preservação permanente.
Com tais insumos básicos de caráter técnico científico, haveria a possibilidade de elaboração de um plano de manejo, reposição e adensamento florestal e, de preservação permanente de determinadas áreas.
A Lagoa do Piató pode ser um reflexo dessa falta de zoneamento e do plano de manejo.
Tivemos como fonte: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Floresta Nacional de Assu.
Fotos: www.portaldaabelhinha.com.br / Samuel Fonseca de Assis.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
MARIA EUGÊNIA, UMA ASSUENSE DE LAVRAS
Maria Eugênia Maceira Montenegro teve uma existência longeva, recheada de momentos felizes. Era filha de pai português e mãe mineira. Aos 90 anos de idade - quando partiu para o outro lado - estava em plena lucidez de invejar qualquer pessoa. Deixou a cidade de Assu - terra que ela tanto amou - literariamente "mais pobre e deserdada de seu talento".
Aparentemente modesta, amiga dos seus amigos. Tratava as pessoas com carinho e zelo. Aparentemente ingênua. Como ela gostava das palestras e das reuniões sociais na calçada de sua casa do largo da igreja matriz, que hoje leva o seu nome.
E como eu gostava de conversar com ela, Maria Eugênia, na calçada da sua residência que eu passei a frequentar desde os meus tempos de menino de calças curtas no Assu. E ela sempre a me falar da grande poesia, dos pensamentos amargurados de João Lins Caldas, seu amigo, crítico e maior incentivador para o seu ingresso nas letras da terra potiguar.
Poeta, historiadora, palestradora, artista plástica. Aquela escritora pertencia a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, cadeira número 16, desde 1972 (sucedendo Rômulo Wanderley), e tinha cadeira também, na Academia Lavrense de Letras, desde 1970.
Maria Eugênia chegou em terra assuense procedente de Lavras, sua terra natal, interior ao sul de Minas Gerais (cognominada de Atenas Mineira), nos idos de trinta, com apenas 23 anos de idade, acompanhando o seu marido, o jovem recém formado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, chamado Nelson Borges Montenegro, para morar na fazenda "Picada", na localidade de Sacramento, atual e importante município de Ipanguaçu, por onde se elegeu prefeita nas eleições de 1972, como candidata única, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional - ARENA. Um fato, penso eu, inédito na política brasileira.
Aparentemente modesta, amiga dos seus amigos. Tratava as pessoas com carinho e zelo. Aparentemente ingênua. Como ela gostava das palestras e das reuniões sociais na calçada de sua casa do largo da igreja matriz, que hoje leva o seu nome.
E como eu gostava de conversar com ela, Maria Eugênia, na calçada da sua residência que eu passei a frequentar desde os meus tempos de menino de calças curtas no Assu. E ela sempre a me falar da grande poesia, dos pensamentos amargurados de João Lins Caldas, seu amigo, crítico e maior incentivador para o seu ingresso nas letras da terra potiguar.
Poeta, historiadora, palestradora, artista plástica. Aquela escritora pertencia a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, cadeira número 16, desde 1972 (sucedendo Rômulo Wanderley), e tinha cadeira também, na Academia Lavrense de Letras, desde 1970.
Maria Eugênia chegou em terra assuense procedente de Lavras, sua terra natal, interior ao sul de Minas Gerais (cognominada de Atenas Mineira), nos idos de trinta, com apenas 23 anos de idade, acompanhando o seu marido, o jovem recém formado pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, chamado Nelson Borges Montenegro, para morar na fazenda "Picada", na localidade de Sacramento, atual e importante município de Ipanguaçu, por onde se elegeu prefeita nas eleições de 1972, como candidata única, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional - ARENA. Um fato, penso eu, inédito na política brasileira.
Maria Eugênia, incentivou e apoiou a cultura da terra ipanguaçuense, pois não podia ser diferente para uma intelectual e amante da cultura, da literatura.
No final da década de 50, dona Gena deixou de conviver com as matas verdes e carnaubeiras da Picada ou Itu (importante fazenda da região do Vale do Açu), para fixar residência na aristocrática e poética cidade de Assu, que já vivia naquele tempo em plena atividade literária, com jornais e mais jornais sendo editados, a sociedade praticando as artes cênicas, realizando tertúlias literárias, e seus célebres poetas produzindo versos e mais versos da melhor qualidade.
Dona Gena, passou então a morar num rico casarão da praça da Proclamação, atual Getúlio Vargas, parede-e-meia com Tarcísio Amorim, filho do poeta e memorialista, escritor Francisco Algusto Caldas de Amorim, com quem, talvez, adquiriu muitos conhecimentos sobre o Assu e sua gente evidente.
Não foi difícil para ela, Gena, que já carregava no seu interior, a arte da prosa e do verso, conviver na cidade de Assu, além dos membros da família Montenegro, com os Caldas, de Renato Caldas (poeta de "Fulô do Mato" que o Brasil consagrou), os Amorim, de Pedro Amorim, os Wanderley, de Sinhazinha Wanderley, os Soares de Macedo, de João Natanael de Macedo, os Soutos, de Elias souto (fundador da imprensa diária no Estado potiguar), os Silveira, de Celso da Silveira (que fundou em Assu o 1º museu de arte popular do Brasil), e tantas outras famílias daquela terra de povo inteligente.
No final da década de 50, dona Gena deixou de conviver com as matas verdes e carnaubeiras da Picada ou Itu (importante fazenda da região do Vale do Açu), para fixar residência na aristocrática e poética cidade de Assu, que já vivia naquele tempo em plena atividade literária, com jornais e mais jornais sendo editados, a sociedade praticando as artes cênicas, realizando tertúlias literárias, e seus célebres poetas produzindo versos e mais versos da melhor qualidade.
Dona Gena, passou então a morar num rico casarão da praça da Proclamação, atual Getúlio Vargas, parede-e-meia com Tarcísio Amorim, filho do poeta e memorialista, escritor Francisco Algusto Caldas de Amorim, com quem, talvez, adquiriu muitos conhecimentos sobre o Assu e sua gente evidente.
Não foi difícil para ela, Gena, que já carregava no seu interior, a arte da prosa e do verso, conviver na cidade de Assu, além dos membros da família Montenegro, com os Caldas, de Renato Caldas (poeta de "Fulô do Mato" que o Brasil consagrou), os Amorim, de Pedro Amorim, os Wanderley, de Sinhazinha Wanderley, os Soares de Macedo, de João Natanael de Macedo, os Soutos, de Elias souto (fundador da imprensa diária no Estado potiguar), os Silveira, de Celso da Silveira (que fundou em Assu o 1º museu de arte popular do Brasil), e tantas outras famílias daquela terra de povo inteligente.
Aquela mulher de letras, assuense por escolha e lei, norte-rio-grandense por outorga, colaborou em vários jornais do Assu, de Natal e de sua terra natal (Lavras), como "A Gazeta" e "Tribuna de Lavras". Publicou onze livros, intitulados "Saudade, Teu Nome é Menina" (1962), além de "Alfar a Que Está Só", "Azul Solitário" (poemas), "Perfil de João Lins Caldas" (plaquete), 1974, "Por Que o Américo Ficou Lelé da Cuca", "Lembranças e Tradições do Açu" (história e costumes), "A Piabinha Encantada e Outras Histórias", "Lourenço, O Sertanejo" (romance), "A Andorinha Sagrada de Vila Flor", "Lavras, Terras de Lembranças" e "Todas as Marias" (contos). Tinha ainda os inéditos intitulados "Redomas de Luz" (Epitáfios) e "Poemas do Entardecer".
Sobre a morte, esse "velho tema sempre novo", no dizer do poeta João Lins Caldas, Gena, certo dia, já esperando a morte chegar, me disse: "Não tenho medo de morrer! A morte é o princípio de uma vida. A gente nasce para morrer e morre para viver"!
E ficou o Assu, sem o seu poetar. Os jovens estudiosos da terra assuense perderam (não me recordo a data da sua partida para no outro lado) o seu maior patrimônio cultural. Era ela o maior referencial da terra assuense.
Ficamos nos versos de tanta pureza e ternura que ela escreveu:
Minhas mãos são asas.
Taças,
Preces:
Quando anseio a liberdade,
Quando tenho sede de amor, quando minha alma se transforma em dor.
Fernando Caldas
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Por Cristina Costa
O tempo parou neste instante
e à nossa volta a vida suspendeu-se.
Somos apenas energia que flui entre corpos,
viajantes à deriva por textos sem sentido.
Amor sob a forma de sentires,
palavras sobre forma de mil textos por descobrir.
Bebo de ti, gotas de inspiração,
inalo o amor que me ofereces
no vento que me afaga o corpo,
inspiração profunda, expiração ausente.
Colho-te do peito a própria invenção,
metáfora, sentido, até ilusão.
Quero dizer-te o que sinto
mas os teus dedos seguram-me os sentidos
e não me permitem soltar as palavras.
És letra nua, palavra crua,
frase doce e terna que me afaga em cada texto.
Canção ritmada, rima incandescente de amor,
saudade de um tempo por inventar.
Vagueio pelos textos que crio para ti,
e nasço, a cada frase tua,
como se me lesses em cada olhar.
e à nossa volta a vida suspendeu-se.
Somos apenas energia que flui entre corpos,
viajantes à deriva por textos sem sentido.
Amor sob a forma de sentires,
palavras sobre forma de mil textos por descobrir.
Bebo de ti, gotas de inspiração,
inalo o amor que me ofereces
no vento que me afaga o corpo,
inspiração profunda, expiração ausente.
Colho-te do peito a própria invenção,
metáfora, sentido, até ilusão.
Quero dizer-te o que sinto
mas os teus dedos seguram-me os sentidos
e não me permitem soltar as palavras.
És letra nua, palavra crua,
frase doce e terna que me afaga em cada texto.
Canção ritmada, rima incandescente de amor,
saudade de um tempo por inventar.
Vagueio pelos textos que crio para ti,
e nasço, a cada frase tua,
como se me lesses em cada olhar.
Assinar:
Postagens (Atom)
COMO VIVER 13 ANOS A MAIS E SEM DEMÊNCIA Rosangela Haydem Um estudo publicado em agosto de 2026 trouxe um dado que merece a nossa atenção:...















