Políticos estão divididos, mas admitem aprovar PEC se crise avançar pelo segundo semestre
Brasília
Coronavírus e as eleições de 2020. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosAs
estimativas do Ministério da Saúde de que a curva de transmissão do
coronavírus só apresentará tendência de queda em agosto abriram o debate
sobre a possibilidade de alteração do calendário eleitoral em 2020.
Lideranças na Câmara e no Senado ouvidas pelo JOTA
admitem que a discussão é travada nas conversas das bancadas – por
aplicativo. Já existe, inclusive, uma minuta de Proposta de Emenda
Constitucional para propor o adiamento do pleito para dezembro, mas
ainda há muita divisão no ambiente político.
O próximo
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso,
adota o discurso de que ainda é prematuro falar em adiamento das
eleições. Prazos de registro e outras etapas do processo podem ser
postergadas em razão das restrições impostas em razão da pandemia. Mas
adiar as eleições para 2022, não está nas suas cogitações.
No
cenário de crise mais longa do que o projetado pelo Ministério da Saúde,
a Justiça Eleitoral poderia adiar o pleito para dezembro, evitando
assim que fossem prorrogados os mandatos dos atuais prefeitos, deputados
estaduais e vereadores.
Não
é o que pensam alguns deputados e senadores. Parte dos parlamentares
considera o adiamento do processo eleitoral inevitável. Outros
argumentam que diante da imprevisibilidade atual somente em meados de
junho, “talvez em julho”, será possível vislumbrar um cenário mais
realista.
Além disso, há
quem argumente que não é hora de sequer travar o debate. Líder do maior
bloco da Câmara, com 224 deputados, Arthur Lira (PP-AL), é uma das vozes
que critica a antecipação do debate eleitoral. “O momento exige de
todos foco em superar essa fase de avanço do coronavírus e reduzir
impactos na economia. Essa tem que ser a prioridade”, afirma.
A
avaliação do progressista é compartilhada por lideranças que estão em
lados opostos na política. “Não é hora de sequer de falar nesse tema. É
até um debate oportunista. Agora é hora de enfrentar a pandemia. Vamos
ver como tudo caminha . Se for necessário, então podemos começar a
pensar, mas não agora”, diz o líder do PT na Câmara, Énio Verri (PR).
Os
prudentes que pedem para que o debate sobre o processo eleitoral seja
travado somente daqui a alguns meses – e se necessário – usam o tempo
como argumento. “A eleição só começa mesmo agosto. No final de julho
podemos pensar nisso, mas não agora”, pondera o líder tucano, Carlos
Sampaio (SP). “Agora é tudo imprevisível, é um debate sem sentido”,
concorda a emedebista Simone Tebet (MS) que preside a Comissão de
Constituição e Justiça do Senado.
E
a divisão é mais profunda. Alguns políticos aproveitam a idéia de adiar
as eleições municipais por causa do coronavírus para tentar ressuscitar
o debate em torno da unificação das eleições majoritárias e municipais
em 2022. Sob o argumento de que é preciso usar os recursos do fundo
eleitoral para o combate à pandemia, o líder do PSL no Senado, Major
Olímpio (SP), pediu formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral o
adiamento das eleições municipais de outubro para 2022.
O
problema por detrás da proposta de um adiamento que unifique os pleitos
está na consequente prorrogação de mandatos por dois anos dos atuais
chefes dos executivos municipais. A ideia encontra forte resistência de
todos os líderes experientes no Congresso Nacional.
“Adiar
(as eleições) em si, não sou contra, mas não para prorrogar mandato”,
afirma o líder do NOVO, Paulo Ganime (RJ). “Adiar para prorrogar
mandatos é inconstitucional. E esse debate de unificar é antigo, que
nunca reuniu maioria. Se fosse travado iria inviabilizar qualquer ajuste
de calendário”, argumenta o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB).
Um
eventual adiamento, portanto, pode ser negociado, mas restrito a 2020.
Quando as discussões saírem dos grupos de whatsapp para o ambiente real
de acordos, será preciso construir um modelo consensual. A minuta de PEC
– cujo primeiro signatário é o deputado Paulo Guedes (PT-MG) – que
circula em grupos virtuais propõe o adiamento para dezembro, mesmo
período defendido pelo deputado Fábio Trad (PSD-MS), relator da PEC da
2a instância. “A não ser que se proponha um modelo de campanha digital,
que me parece inconciliável com a democracia, não vejo como não adiar
para dezembro”.
No
entanto, os políticos alertam que o processo eleitoral como um todo
talvez precise ser ajustado – convenções partidárias, campanha eleitoral
– e não apenas o dia da eleição. “E não se pode esquecer a transição.
Os prefeitos não podem ser eleitos em dezembro e assumir sem uma
transição transparente. Se for adiar, teremos que pensar em, no máximo,
novembro” alerta o líder do DEM.
Síntese Poética
A poesia encanta a vida e o sonho, Liberta e acalenta a alma, dá calma, Com a semente do nosso caminhar, Faz florir todas as estações do ano. Um palco de emoções e construções, Espaço de angústia e amor.
Olhamos para as estrelas com os pés no chão, Fazemos uma prece com o coração. Compomos os versos de nossos poemas, Entrelaçados de sentimentos, as vezes sem cor. Se é alegria ou dor não importa, É um sentimento, além da razão.
Para que pressa? A vida é essa, calma!
Núbia Frutuoso
domingo, 22 de março de 2020
Abrindo a caixa do meu e-mail deparo-me com uma mensagem da filha do
poeta e jornalista Rogaciano Leite, chamada Helena Roraima, dizendo:
Prioridade normal Poeta Rogaciano Leite - Centenário
De: centenariorogacianoleite@gmail.com
Bom dia, sr. Fernando Caldas, eu sou filha do poeta Rogaciano Leite. Vi
sua postagem no seu blog sobre o papai. Meu nome é Helena Roraima.
Abrimos uma página no facebook: centenário Rogaciano Leite e estamos
postando parte do acervo dele e resgatando as memórias e material
espalhados. Também estamos postando as matérias que sairam sobre ele,
como é o caso do senhor. O senhor tem alhuma coisa mais escrita
sobre ele ou algo no seu acervo dele ou sobre ele que pudêssemos
fotografá-los para disponibilizá-lo ao público? O senhor poderia
também nos ajudar a divulgar essa página e pedir para as pessoas qud o
conhrceram e o admiram entrar a página e contribuirem com o nosso
projeto de resgate da memória dele? Atualmente eu moro na Espanha, mas meus dois irmãos moram em Fortaleza. Tenho um zap que facilita muito a comunicação. +34 631963408 e esse e-mail e outro: helenaleite30maio@hotmail.com Se o senhor nos facilitar seu número de telefone, poderei entrar rm.contato com o senhor. Muito obrigada, Helena Roraima
Gemido
Eu a
gemer,
Eu feito
dor,
Não meu
amor,
Eu só a
ver
Meu
dissabor...
Mas há
quem o chame de meu amor.
(Caldas, poeta potiguar do Assu)
Lágrimas de amor.
Se choro é porque tenho sentimentos Não posso pesar o peso de uma lágrima Não posso medir a quantidade de uma lagrima Mas posso sentir a ternura e loucura de uma lágrima.
Se choro é porque tenho amor Não posso medir o amor que sinto Não posso pesar o amor que carrego Mas posso senti-lo algo imensurável Que carrego em meu coração.
Se choro é porque estou frágil Não posso medir minha fragilidade Também não posso pesa-la Mas posso agradar a Deus com minhas lágrimas.
Quem dera que todos sentissem a frieza de uma lágrima O mundo seria diferente, existia amor.
Quem dera se todos sentissem a fragilidade em seu coração e buscasse a Deus fielmente. Quem dera se os povos do mundo inteiro chorassem as lágrimas do amor.
Teríamos um mundo justo, De pessoas humana e humilde, E a paz habitaria entre as nações, Adoçando nossos corações.
A poesia é a sintese da vida, Vida sem poesia é vida inútil, É como viver sem amor, Que não vale a pena viver.
Antes de aventurar a fazer poesia, Antes se faz necessario viver com.amor, Por isso se ler poemas inspirados de poetas que não tem a dor na alma e nem nas mãos.
A vida é a mais bela poesua que existe, Aprendemos a viver sem ter motivos para sermos infelizes, Aprendemos a amar as coisas mais simples.
Amamos o sol, o dia, a chuva, a natureza, nosso ser, a humanidada, os animais e tudo que existe de belo.
A vida é curta demais para incertezas, Curta demais para não nos desculpar, Para não perdoar, para não amar, Porque a vida é uma das mais bela poesia.
(Poetisa Gil Vieira, poetisa do Assu)
O Decreto
Foi decretado, pelo criador, que os pássaros cantem, todas as manhãs, no romper da aurora e anoitecer. Um canto perfeito para cada pássaro, para cada espécie, um sinfonia, que alegra a vida. um belo poema, para minha alma Que muito me acalma e me faz viver.
(Núbia Frutuoso, poetisa do Assu)
GELO SECO
As antiteses da vida Nos mostram uma condição De sonhamos acordados Sem ter uma direção Ou acompanhar este tempo Com cabeça e coração
A evolução humana Já não segue mais padrão Quem não tem autonomia Nem alimenta ilusão A vida se torna dura Por causa da solidão
O que é frio e seco Pode também ser gelado Evaporando-se no espaço Sem cheiro, sem cor, um fiasco Sem nenhuma sensação Sem sabor, sem ser molhado.