segunda-feira, 23 de março de 2020

Coronavírus antecipa debate no Congresso sobre adiamento das eleições

Políticos estão divididos, mas admitem aprovar PEC se crise avançar pelo segundo semestre

Brasília



eleições de 2020 podem ser adiadas em razão da crise do coronavírus
Coronavírus e as eleições de 2020. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
As estimativas do Ministério da Saúde de que a curva de transmissão do coronavírus só apresentará tendência de queda em agosto abriram o debate sobre a possibilidade de alteração do calendário eleitoral em 2020. 

Lideranças na Câmara e no Senado ouvidas pelo JOTA admitem que a discussão é travada nas conversas das bancadas – por aplicativo. Já existe, inclusive, uma minuta de Proposta de Emenda Constitucional para propor o adiamento do pleito para dezembro, mas ainda há muita divisão no ambiente político. 

O próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, adota o discurso de que ainda é prematuro falar em adiamento das eleições. Prazos de registro e outras etapas do processo podem ser postergadas em razão das restrições impostas em razão da pandemia. Mas adiar as eleições para 2022, não está nas suas cogitações.

No cenário de crise mais longa do que o projetado pelo Ministério da Saúde, a Justiça Eleitoral poderia adiar o pleito para dezembro, evitando assim que fossem prorrogados os mandatos dos atuais prefeitos, deputados estaduais e vereadores.

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Não é o que pensam alguns deputados e senadores. Parte dos parlamentares considera o adiamento do processo eleitoral inevitável. Outros argumentam que diante da imprevisibilidade atual somente em meados de junho, “talvez em julho”, será possível vislumbrar um cenário mais realista.

Além disso, há quem argumente que não é hora de sequer travar o debate. Líder do maior bloco da Câmara, com 224 deputados, Arthur Lira (PP-AL), é uma das vozes que critica a antecipação do debate eleitoral. “O momento exige de todos foco em superar essa fase de avanço do coronavírus e reduzir impactos na economia. Essa tem que ser a prioridade”, afirma.

A avaliação do progressista é compartilhada por lideranças que estão em lados opostos na política. “Não é hora de sequer de falar nesse tema. É até um debate oportunista. Agora é hora de enfrentar a pandemia. 
Vamos ver como tudo caminha . Se for necessário, então podemos começar a pensar, mas não agora”, diz o líder do PT na Câmara, Énio Verri (PR).

Os prudentes que pedem para que o debate sobre o processo eleitoral seja travado somente daqui a alguns meses – e se necessário – usam o tempo como argumento. “A eleição só começa mesmo agosto. No final de julho podemos pensar nisso, mas não agora”, pondera o líder tucano, Carlos Sampaio (SP). “Agora é tudo imprevisível, é um debate sem sentido”, concorda a emedebista Simone Tebet (MS) que preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

E a divisão é mais profunda. Alguns políticos aproveitam a idéia de adiar as eleições municipais por causa do coronavírus para tentar ressuscitar o debate em torno da unificação das eleições majoritárias e municipais em 2022. Sob o argumento de que é preciso usar os recursos do fundo eleitoral para o combate à pandemia, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), pediu formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral o adiamento das eleições municipais de outubro para 2022. 

O problema por detrás da proposta de um adiamento que unifique os pleitos está na consequente prorrogação de mandatos por dois anos dos atuais chefes dos executivos municipais. A ideia encontra forte resistência de todos os líderes experientes no Congresso Nacional.

“Adiar (as eleições) em si, não sou contra, mas não para prorrogar mandato”, afirma o líder do NOVO, Paulo Ganime (RJ). “Adiar para prorrogar mandatos é inconstitucional. E esse debate de unificar é antigo, que nunca reuniu maioria. Se fosse travado iria inviabilizar qualquer ajuste de calendário”, argumenta o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB).

Um eventual adiamento, portanto, pode ser negociado, mas restrito a 2020. Quando as discussões saírem dos grupos de whatsapp para o ambiente real de acordos, será preciso construir um modelo consensual. A minuta de PEC – cujo primeiro signatário é o deputado Paulo Guedes (PT-MG) – que circula em grupos virtuais propõe o adiamento para dezembro, mesmo período defendido pelo deputado Fábio Trad (PSD-MS), relator da PEC da 2a instância. “A não ser que se proponha um modelo de campanha digital, que me parece inconciliável com a democracia, não vejo como não adiar para dezembro”. 

No entanto, os políticos alertam que o processo eleitoral como um todo talvez precise ser ajustado – convenções partidárias, campanha eleitoral – e não apenas o dia da eleição. “E não se pode esquecer a transição. Os prefeitos não podem ser eleitos em dezembro e assumir sem uma transição transparente. Se for adiar, teremos que pensar em, no máximo, novembro” alerta o líder do DEM.

Síntese Poética

A poesia encanta a vida e o sonho,
Liberta e acalenta a alma, dá calma,
Com a semente do nosso caminhar,
Faz florir todas as estações do ano.
Um palco de emoções e construções,
Espaço de angústia e amor.

Olhamos para as estrelas com os pés no chão,
Fazemos uma prece com o coração.
Compomos os versos de nossos poemas,
Entrelaçados de sentimentos, as vezes sem cor.
Se é alegria ou dor não importa,
É um sentimento, além da razão.
Para que pressa? A vida é essa, calma!

Núbia Frutuoso

domingo, 22 de março de 2020

Abrindo a caixa do meu e-mail deparo-me com uma mensagem da filha do poeta e jornalista Rogaciano Leite, chamada Helena Roraima, dizendo:

Prioridade normal Poeta Rogaciano Leite - Centenário

De:
centenariorogacianoleite@gmail.com 


Bom dia, sr. Fernando Caldas, eu sou filha do poeta Rogaciano Leite. Vi sua postagem no seu blog sobre o papai. Meu nome é Helena Roraima.
Abrimos uma página no facebook: centenário Rogaciano Leite e estamos postando parte do acervo dele e resgatando as memórias e material espalhados. Também estamos postando as matérias que sairam sobre ele, como é o caso do senhor.
O senhor tem alhuma coisa mais escrita sobre ele ou algo no seu acervo dele ou sobre ele que pudêssemos fotografá-los para disponibilizá-lo ao público?
O senhor poderia também nos ajudar a divulgar essa página e pedir para as pessoas qud o conhrceram e o admiram entrar a página e contribuirem com o nosso projeto de resgate da memória dele?
Atualmente eu moro na Espanha, mas meus dois irmãos moram em Fortaleza.
Tenho um zap que facilita muito a comunicação. +34 631963408 e esse e-mail e outro: helenaleite30maio@hotmail.com
Se o senhor nos facilitar seu número de telefone, poderei entrar rm.contato com o senhor. Muito obrigada, Helena Roraima

Gemido

Eu a gemer,
Eu feito dor,
Não meu amor,
Eu só a ver
Meu dissabor...

Mas há quem o chame de meu amor.

(Caldas, poeta potiguar do Assu)

Lágrimas de amor.
Se choro é porque tenho sentimentos
Não posso pesar o peso de uma lágrima
Não posso medir a quantidade de uma lagrima
Mas posso sentir a ternura e loucura de uma lágrima.
Se choro é porque tenho amor
Não posso medir o amor que sinto
Não posso pesar o amor que carrego
Mas posso senti-lo algo imensurável
Que carrego em meu coração.
Se choro é porque estou frágil
Não posso medir minha fragilidade
Também não posso pesa-la
Mas posso agradar a Deus com minhas lágrimas.
Quem dera que todos sentissem a frieza de uma lágrima
O mundo seria diferente,
existia amor.
Quem dera se todos sentissem a fragilidade em seu coração e buscasse a Deus fielmente.
Quem dera se os povos do mundo inteiro chorassem as lágrimas do amor.
Teríamos um mundo justo,
De pessoas humana e humilde,
E a paz habitaria entre as nações,
Adoçando nossos corações.
(Gil Vieira, poetisa potiguar, reside em Assu)

DIA DA POESIA 2020 - Assú

Sintese da poesia
A poesia é a sintese da vida,
Vida sem poesia é vida inútil,
É como viver sem amor,
Que não vale a pena viver.
Antes de aventurar a fazer poesia,
Antes se faz necessario viver com.amor,
Por isso se ler poemas inspirados de poetas que não tem a dor na alma e nem nas mãos.
A vida é a mais bela poesua que existe,
Aprendemos a viver sem ter motivos para sermos infelizes,
Aprendemos a amar as coisas mais simples.
Amamos o sol, o dia, a chuva, a natureza, nosso ser, a humanidada, os animais e tudo que existe de belo.
A vida é curta demais para incertezas,
Curta demais para não nos desculpar,
Para não perdoar, para não amar,
Porque a vida é uma das mais bela poesia.
(Poetisa Gil Vieira, poetisa do Assu)
O Decreto
Foi decretado,
pelo criador,
que os pássaros
cantem,
todas as manhãs,
no romper da aurora
e anoitecer.
Um canto perfeito
para cada pássaro,
para cada espécie,
um sinfonia,
que alegra a vida.
um belo poema,
para minha alma
Que muito me acalma
e me faz viver.
(Núbia Frutuoso, poetisa do Assu)
GELO SECO
As antiteses da vida
Nos mostram uma condição
De sonhamos acordados
Sem ter uma direção
Ou acompanhar este tempo
Com cabeça e coração
A evolução humana
Já não segue mais padrão
Quem não tem autonomia
Nem alimenta ilusão
A vida se torna dura
Por causa da solidão
O que é frio e seco
Pode também ser gelado
Evaporando-se no espaço
Sem cheiro, sem cor, um fiasco
Sem nenhuma sensação
Sem sabor, sem ser molhado.
(Geralda Margela, poetisa assuense)
MEU Regaço
Quando a prata do Luar
Lava o ouro do Panaço
Boiam meus olhos ao nadar
Na beleza do Regaço.
Açu! és tú, o Regaço
Viverei por teu sucesso
Sempre serei seu vassalo
Tudo em prol do seu progresso.
E hoje que me acolhes
Serei mais um, filho nobre
Um filho bom e querido.
Por tua imácula grandeza
Tenho eu, toda certeza:
Por te amar, morro contigo.

(Aldo Cardoso de Lima, poeta do Assu)

 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO