sexta-feira, 12 de junho de 2020

AUTORES DO ASSU III

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Na morada dos astros luminosos
Fui astro. Namorado das estrelas,
Desci, cheguei a terra. Entre as donzelas
Estava o meu amor ébrio de gozos,
Olhei-te, amei-te então. Os teus formosos
Olhos meigos, lembrando estrelas belas,
Eram graça, eram luz. Pelas procelas.
Cantava o nome teu. Os amorosos
Que a terra moram, invejosos, graves,
Me invejaram também. Quantos felizes.
Que o mundo guarda nos seus longos lastros...
Mas, ó! Deixando a terra e seus entraves,
Diferente de mim, que já maldizes,
Me deixaste buscando o céu dos astros...

(Soneto publicado em O Malho, do Rio de Janeiro, 1924, de autoria do poeta Potiguar João Lins Caldas)

quinta-feira, 11 de junho de 2020

SONETO

Na leda infância descuidosa e mansa
Como o risonho alvorecer de um dia
Era o meu sonho róseo da criança
- A ventura e a alegria.

Depois, quando te vi, astro formoso
Do céu do meu viver, boiando à flor,
Tive o meu sonho, ardente e esplendoroso
- A esperança e o amor.

E agora, que deixas-te me e partiste,
Nesta deserta e fria soledade,
Eu tenho um sonho, sempre negro e triste:
- A dúvida e a saudade.

(Ana Lima, poetisa do Assu)

1932 – QUANDO CAICÓ QUASE MUDOU DE NOME


 https://tokdehistoria.com.br

Rostand Medeiros – Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN
Não Sei como funciona em outros estados brasileiros, ao longo da história do Rio Grande do Norte, eram comuns as mudanças de nomes originais e tradicionais de municípios e localidades. Muitas vezes ao bel prazer de figuras políticas dominantes do lugar, que desejavam angariar simpatias de outros políticos mais poderosos. Isso muitas vezes a revelia das tradições e da maneira de pensar do povo da terra.
Catedral de Santana, em Caicó.
Em janeiro de 1932 alguém imaginou mudar o nome de Caicó para Amaro Cavalcanti era um bom negócio. Certamente quem propôs essa situação, que não descobri quem foi, pensou que era algo positivo essa mudança pela interessante biografia desse homem. Mas os caicoenses e as autoridades locais viram essa proposta de outra maneira e o caso repercutiu até no Rio de Janeiro, conforme foi publicado na imprensa da então Capital Federal. O fato é que, como bem sabemos, não houve essa mudança. Era demais mudar o nome de Caicó, mesmo Amaro Cavalcanti Soares de Brito (1849-1922) merecendo muitas homenagens.
Amaro Cavalcanti Soares de Brito – Fonte – stf.jus.br
Amaro Cavalcanti nasceu no sítio Logradouro, hoje conhecido como Três Riachos, não muito longe da sede do município de Jardim de Piranhas, e desenvolveu ao longo de sua vida uma carreira excepcional.
Estudou direito nos Estados Unidos e no retorno ao Brasil, entre outras atividades exerceu em momentos distintos os cargos de Ministro das Relações Exteriores e da Fazenda, Ministro do Supremo Tribunal Federal e de prefeito do Rio de Janeiro, onde até hoje uma grande avenida leva seu nome. 
Eu continuo achando que alterar o tradicional nome de Caicó, ou de qualquer outra localidade, para homenagear alguém é algo complicado e problemático, mas o irônico disso tudo é que atualmente a vida e a excepcional carreira do potiguar Amaro Cavalcanti é pouco conhecida no seu estado de nascimento. Uma exceção é justamente em Caicó, onde o fórum local se chama Fórum Municipal Amaro Cavalcanti, na rua Dom Adelino Dantas.

PAULINHO MONTENEGRO - UMA VIDA COM SIMPLICIDADE SEM AMBIÇÃO DE PODER

Aluizio Lacerda: EX-DEPUTADO PAULO MONTENEGRO FAZ RECONCILIAÇÃO ... 


Paulo Roberto Macedo Montenegro (Paulinho Montenegro), pertencente a família originária da Espanha, é filho de Dona Maria Macedo Montenegro e de Doutor Edgard Borges Montenegro prefeito eleito de Assú e Deputado Estadual por várias legislaturas. Seu pai se vivo fosse, completaria 100 anos no próximo dia 22 do corrente mês. 
 Apesar da descendência aristocrática, neto do Major Manoel de Melo Montenegro, que por ser considerado um homem íntegro e austero tornou-se um dos chefes políticos mais respeitado da região. 
Seu avô era tão prestigiado que sua palavra valia por uma sentença judicial.
Paulo Montenegro nasceu no endereço da elite social e política do Assu/RN, teve uma intimidade quase cúmplice com as forças que ditavam a ação política. 
Candidata_se e se elege Deputado Estadual em 1986 com o objetivo de promover o bem comum e cuidar do patrimônio público.
Isto é, o bem de todos coletivamente.
A fraternidade e a simplicidade ditavam sua conduta de vida.
Na constituição estadual, demonstra sua verve política com os inesquecíveis debates travados em clima de pertinente exercício de inteligência e habilidade harmoniosa de um pacato tribunício.
Na solenidade que celebra os trinta anos da Constituição Estadual - Paulo Montenegro é homenageado com a comenda Arnóbio Abreu.
Mas as circunstâncias práticas do meio em que se vive na construção da desigualdade, a simplicidade de Paulo Montenegro, superou em intensidade toda a sua vida parlamentar . Por falta de vocação ou adequação para o sistema do toma lá da cá, abandonou a vida pública, vivendo seu cotidiano com simplicidade e sem ambição de poder.

CHICO TORQUATO


AUTORES DO ASSU I
TodoNatalense
➡️ UM 'DESERTO' NO RN
📌 Dunas do Rosado, Potgo do Mangue/RN
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Foto 📸: @vemcomkevin

quarta-feira, 10 de junho de 2020


Teatro Carlos Gomes (hoje Alberto Maranhão) já exibiu filmes


A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre


Entre 1900 e 1909 as exibições de filmes em Natal eram raras e em locais improvisados. A partir de 1909, entretanto, o Teatro Carlos Gomes (hoje Alberto Maranhão) passou a ter sessões com alguma regularidade. Este era também chamado de “Cinema Natal” e se caracterizou por exibir também films em sessões infantis. A máquina de projeção (cinematógrafo) chegou a Natal – vinda do Rio de Janeiro – em um dos navios do Loyd Brasileiro.

No dia 13 de outubro de 1928, ocorreu substituição do “cinematógafo falante” por equipamento projetor mais moderno e o local passou a ser chamado Cine-Theatro Carlos Gomes. A inauguração do empreendimento, segundo anúncio do jornal, ocorreu às 7h30 em ponto, com exibição do filme, “O Homem de Aço”. Os ingressos custavam: poltrona 2$000 (dois mil réis), galeria 1$500 (hum mil e quinhentos réis) e geral 1$000 (hum mil réis). Havia dias de sessão grátis. Como era de praxe nos cinemas de então, a sessão iniciava com o som de gongos. Enquanto a cortina lentamente se abria, ouvia-se pelos autofalantes a abertura da ópera “O Guarani”. Então, começava a projeção.

Os ingressos eram considerados muito caros por parte da população, dessa forma os frequentadores eram tipicamente da elite da cidade. Os frequentadores do Cinema Natal e depois do Polytheama se vestiam muito bem para assistir filmes. Nos anos 1920, os rapazes iam de jaquetão, as moças usavam vestidos claros, indo até um pouco abaixo dos joelhos e sapatos com salto alto, além de se apresentar com os cabelos cortados à moda da atriz Luigi Rognoni.

 De:Adriano Medeiros para Fatos e fotos de Natal Antiga

ARTIGO - POÇO DE LAVAGEM, SANTA LUZIA E CARNAUBAIS




Com as decisões tomadas pelo Governo, quarentena e lockdown, distraído em meus monólogo entre as quatro paredes do meu habitat, espécie de muro das lamentações. Nenhum povo vive tranquilo sem razão de viver que repouse na confiança e na luta do bom senso de quantos creem na liberdade e no homem, nas ciências das grandes conquistas da humanidade.
Nesse aspecto procuro reunir o máximo de informações da terra de Santa Luzia.
Para mim o que deu vida real ao município foi as pessoas que por lá passaram ou vieram. Antônio Pereira de Albuquerque, primeiro habitante da localidade, em seguida chega Abel Alberto da Fonseca que iniciou as primeiras construções e foi pioneiro na organização urbanística da povoação que estava nascendo.
E no início do século XIX descendentes de portugueses e posteriormente grandes fazendeiros estabeleceram-se, as famílias Alves, Wanderley, Lacerda, Benevides e Montenegro.
A localidade recebeu o nome inicial de Poço da Lavagem e posteriormente mudou para Santa Luzia e em 30-12-43, teve seu nome mais uma vez mudado para Vila de Carnaubais.
Em 18/09/63 por proposição do deputado Olavo Lacerda Montenegro, ganhou autonomia definitiva em sua toponímia como município de CARNAUBAIS.
Sem esquecer da primeira professora Adalgisa Emília da Costa, da incentivadora cultural Celina Duarte de Moura e Monsenhor Honório que foi seu primeiro vigário.
 
Chico Torquato

Do blog de:

ARTIGO - ANTÔNIO DE SOUZA - UM GOVERNADOR ESQUECIDO


GOVERNADOR ANTÔNIO DE SOUSA

A diferença é sobre aquilo que o passado deveria ter sido para que a evidência faça o melhor sentido. Afirma GOLDSTEIN. 
Nunca é demais afirmar que Antônio de Souza é o personagem da história do Rio Grande do Norte que sofreu o mais injusto esquecimento. 
Fala-se muito e muito se escreve sobre Pedro Velho, Alberto Maranhão, José Augusto, Juvenal Lamartine e Aluísio Alves. Más não é reconhecido que Antônio de Souza foi o melhor Governador que já tivemos. Honradez, tino administrativo e conhecimento da problemática socioeconômico do Estado. 
Vejamos a cronologia política de Antônio de Souza.
1892/1894 Deputado Estadual;
1906-Em 09/12 é eleito Governador para completar o quadriênio em face da renuncia do Governador Augusto Tavares de Lira; 1907- 23/02 toma posse no cargo de Governador; 1908- 25/03 termina o mandato a frente do executivo estadual. Em 01/09 é eleito Senador na vaga de Pedro Velho; 1915- Reeleito Senador; 1920- 01/01, assume o cargo de Governador, para o qual foi eleito pela segunda vez; 1931- 09/08, assume o Governo no cargo de Interventor até 11/10;
1932- Em virtude da renúncia do Interventor, assume o Governo, permanecendo a frente do mesmo de 29/01 a 02/02. Nova substituição de 05/02 a 10/06; 1934- 23/01, ascende novamente a chefia do executivo estadual como substituto legal. Permanecerá no cargo até 06/03. Novas substituições de 08 a 17/10 e de 19 a 28/11. 1935- Substitui o Interventor de 2/9 e de 02/02 a 01/03.

1955 - 05 de julho, falece no Recife onde morava, seus restos mortais foram transladados para o cemitério do Alecrim - Natal/RN.
 
Chico Torquato

Do blog de:
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO