quarta-feira, 24 de março de 2021
terça-feira, 23 de março de 2021
segunda-feira, 22 de março de 2021
domingo, 21 de março de 2021
SOB A TREVA
Ontem de madrugada encontraram-se as duas,
A minha e a tu'alma.
Deserta a rua entre as desertas ruas,
Era a hora mais calma.
Sem ver a minha que sozinha errava
A tua ia de frente.
Súbito a minha súbito parava...
Ali passava gente.
Parado o olhar nas orbitas dormentes,
A minha reparou
Tinhas na tua as alvas mãos trementes...
Meu Deus! hoje o que eu sou.
A verdade tão longe do meu sonho,
E sonhava e te via
O teu olhar, tão doce, tão risonho,
Para mim que sorria.
E agora és longe, e longe eternamente,
Para mim és perdida.
Baldado o sonho deste amor fremente,
Baldada a minha vida.
Não me valeu por toda a natureza
Por tudo procurar.
Provado o fogo da imortal beleza,
Quis o fogo de amar.
E do mundo tão belo, tão perfeito,
- A terra prometida,
Vi o céu tão perto: - achei-o estreito
O céu da minha vida.
E por tudo do tudo divisado
Que se foi, que cresceu,
Alguma cousa houve com meu brado...
Minha fé que morreu.
(João Lins Caldas, em Revista Souza Cruz, Rio de Janeiro, 1924)
sábado, 20 de março de 2021
PAIXÃO ARDENTE
Jadson de Queiroz Alves
Esse amor intenso que vivemos
Que transcende a tudo que existe,
É tudo na vida que queremos
É paixão ardente que sofre e resiste.
Ter os teus carinhos e os teus beijos
É como um bálsamo que cura a ferida
Do meu coração quando estais ausente,
É fazer revigorar e alegrar a minha vida.
Quando estamos juntos, tudo é diferente,
O mar é mais belo, o sol brilha mais,
A lua inspira mais o boêmio e o poeta
Formando uma aquarela que não esquecemos jamais.
Nenhum pintor é capaz de retratar
A grandeza da nossa imensa paixão...
Nenhun poeta poderá definir em versos,
A força das nossas emoções.
Só nós dois sabemos o alto preço
Que pagamos por nos querermos tanto,
Mas, Deus, na sua infinita bondade,
Nos perdoa e nos protege com o seu manto.
Aqui na minha mesa
Não pode faltar cuscuz
Me falte a bolacha e o pão
Me falte o bolo a coalhada
Me falte a carne assada
Me falte o ovo e o sopão
Me falte a carne cozida e o pirão
Me falte a salsicha e a calabresa
Me falte qualquer sobremesa
Me falte a água e a luz
Mas com fé no meu Jesus
Aqui na minha mesa
Não pode faltar cuscuz
(Chagas Matias)
quarta-feira, 17 de março de 2021
São Rafael: Situação de conservação da Casa do Barão da Serra Branca é averiguada pelo MPRN
Imagem Reprodução
Para sequenciar a apuração dos fatos, a fiscal da lei solicitou à Central de Apoio Técnico Especializado (Cate), órgão do MPRN, na capital do estado, especificamente à analista ministerial de Arquitetura Suely Mendes, visita técnica ao mencionado bem público.
O Ministério Público do RN (MPRN), por intermédio da 1ª Promotoria de Justiça de Assú, converteu a Notícia de Fato 02.23.2372.0000472/2020-96 no Inquérito Civil nº 04.23.2041.0000019/2021-86, medida oficializada pela Portaria nº 1292093/2020, assinada pela promotora pública Fernanda Bezerra Guerreiro Lobo, divulgada na edição desta quarta-feira (17) do Diário Oficial do Estado.
O procedimento objetiva apurar a situação de conservação da Casa do Barão de Serra Branca (foto), bem tombado pelo Decreto nº 19.931/2007, do Governo do Estado, localizado no município de São Rafael, adotando as medidas que possam ser necessárias, no âmbito administrativo e/ou judicial, para restauração e preservação da estruturaPara sequenciar a apuração dos fatos, a fiscal da lei solicitou à Central de Apoio Técnico Especializado (Cate), órgão do MPRN, na capital do estado, especificamente à analista ministerial de Arquitetura Suely Mendes, visita técnica ao mencionado bem público.
De: http://blogpautaaberta.blogspot.com/
terça-feira, 16 de março de 2021
segunda-feira, 15 de março de 2021
Neste dia 14 de março, não podíamos deixar de fora nessas homenagens, o nosso maior poeta. O maior poeta matuto do Brasil, Renato Caldas. Conta-se que lá nos idos dos anos trinta ou quarenta, quando a nossa cidade ainda era praticamente uma vila, existiam nas imediações do final de onde é hoje as ruas Ulisses Caldas e Onze de agosto, uns poucos casebres ou choupanas de taipa e palhas, denominada de rua da palha, onde ali, morava gente muito pobre. Então o poeta Renato, como era também uma pessoa muito humilde, e para se solidarizar com aquela gente, fez uma bela poesia a qual transcrevo a seguir:
Essa é a antiga rua da fome
E nela eu quero o meu nome
Quando algum dia morrer
Não quero placa esmaltada
Quero mesmo enferrujada
De acordo com o meu viver
E caso isso aconteça
Faço questão que apareça
Essa sincera inscrição:
Renato Caldas um nobre
Que na choupana do pobre
Entrava qual um irmão
Nunca foi oportunista
E nem ao neologista
Estendeu a sua mão
Viveu sempre embriagado
E só não foi no seu passado
Ingrato, injusto e ladrão.
(Renato Caldas)
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO






