sexta-feira, 7 de maio de 2010

IBERÊ DEVE OFICALIZAR FERNANDO MINEIRO NA LIDERANÇA DO GOVERNO NA AL ATÉ A PRÓXIMA SEMANA

Charge: Blog do Brito

Já está definido: o deputado Fernando Mineiro(PT) será mesmo o líder do Governo Iberê Ferreira na Assembléia Legislativa.

Mineiro espera somente o anúncio oficial de Iberê, que deve ocorrer até o início da próxima semana.

Mesmo sem ter sido oficializado ainda como líder governista, Mineiro é quem está defendendo o Governo Iberê dos ataques da oposição.

Durante as três sessões ordinárias da Assembléia nesta semana – terça, quarta e quinta – nenhum outro deputado governista saiu em defesa do Governo Iberê.

Foi Mineiro quem rebateu todas as críticas da oposição e mostrou o sotaque de líder governista.



Escrito por juscelinofranca às 13h22
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domingo, 2 de maio de 2010

ANOS DOURADOS - PRAIS DO MEIO E DOS ARTISTAS


Os anos dourados da Praia dos Artistas começam na década de 70, quando a grande frequencia da galera que fazia teatro, artes plásticas e música começou a frequentar aquele pequeno trecho de areia. Por causa exatamente desses frequentadores é que o local terminou conhecido como Praia dos Artistas. A partir das onze horas da manhã, o pedaço começava a se encher de gente.
No barzinho que ficava embaixo do Salva-Vidas, o Caravela, ficavam os surfistas e os campeonatos de surfe também eram famosos, apresentados ao microfone com muita gíria e loucura.

À noite, nos dividíamos entre o Castanhola e o Asfarn, bares onde comíamos isca de peixe com molho rosé e sempre havia confusão na hora de pagar a conta. No Asfarn, havia uma cadelinha chamada Nuvem, adotada como mascote pela turma.

Na eleição de
1976 – se não me engano – nos juntamos todos num mutirão para eleger Sérgio Dieb nosso vereador, o que fizemos, e era uma graça ver Serginho usando paletó e gravata, dizendo "Vossa Excelência podes crer..."

Eram dias e noites de muita criação. Poesia, literatura, teatro, música, cada um naquilo que sabia fazer. Tudo isso ao som de Belchior ("Eu sou apenas um rapaz..."), Fagner ("Ave noturna"), Ellis Regina ("Como nossos pais"), João Bosco ("Transversal do tempo"), Gonzaguinha ("Doidivanas"), Milton Nascimento ("Paula e Bebeto") e Chico Buarque ("Meus caros amigos"). Bebíamos qualquer coisa que contivesse álcool e os nossos vestidos eram bordados de lantejoulas. Os rapazes (com exceção dos que faziam política) usavam camisas floridas e cabelos enormes e passávamos a noite de bar em bar. Às vezes, a violência da ditadura descia o seu punho selvagem sobre nós, e os tiras entravam nos bares, ameaçavam todo mundo, derramavam no chão o conteúdo de nossas bolsas. Mas na maioria das noites tudo era curtição na República Independente da Praia dos Artistas onde amanhecíamos o dia e muitas vezes subíamos direto para a Faculdade, onde tentávamos assistir às aulas, mortinhos de sono.

Daquele núcleo de gente maluca surgiu a Banda Gália, que revolucionou o Carnaval de rua na cidade e que também fez história, em época posterior.

Mas o movimento da vida é esse mesmo, e como diz João Bosco na música memorável não podemos ficar "parados dentro dum táxi, numa transversal do tempo". Mudamos, evoluímos, crescemos, ficamos mais velhos e hoje somos empresários, profissionais liberais, políticos e, é claro, artistas. Alguns já se foram: Sergio Dieb, Chico Miséria, André de Mello Lima, Malu Aguiar...

Não podemos mais viver aquela época, que pertence ao passado. O que dá tristeza é ver aquele belo pedaço de praia, que foi palco de um momento de intensa efervescência cultural para a cidade entregue ao abandono e ao descaso. No nome da praia – Artistas – está a sua vocação e seu destino. Talvez com um centro de Artes e um pequeno espaço para shows e espetáculos de teatro – um teatro de bolso, com uns
100 lugares – a Praia dos Artistas poderia ser conduzida de volta ao seu clima original. Fica o recado para os donos do poder e do dinheiro que, quando querem, podem e pagam.
Extraído do texto de Clotilde Tavares
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"VIAJANDO O SERTÃO (II)"

"Até Santa Cruz rodamos sobre areia úmida e quase silenciosa. Oscar Guedes, inspetor do serviço de plantas têxteis, arriscava idéias sobre campos experimentais. O outro companheiro era Alcides Franco, chefe de serviço, um técnico de renome, com cursos especiais nos Estados Unidos e Inglaterra , saudoso da vida universitária e contando story deliciosas. Anfiloquio, junto ao motorista, só falava para desmentir quem o julgava cochilando." [companheiros de viagem]
"Serro Corá é uma surpresa. Povoado claro, com instalações elétricas, escola, capela, comércio, residências amplas e com um ar leve e frio que lembra Teresópoles, encantou-nos."
"O Ford dança no piso irregular. São Romão passa vagaroso como uma amostra de trabalho raciocinado e tranqüilo. A usina domina a eminência. Parece uma vila operária, azafamada e trepidante."
"Duma colina, bruscamente, aparece Angicos, um Angicos duplicado, espalhando uma casario numa área infinitamente maior que há dez anos passados. Prédios novos, estradas (...), caminhões pesados de algodão dizem índices de produção radicada.
O interventor visita o Grupo Escolar. Eu fico olhando as calçadas cheias de povo que afirma a impossibilidade de transpor o rio Assú, trasbordante e seu aliado, o Paraú, de barreira a barreira."
[Percurso – Santa Cruz – Cabeço Branco – Serro Corá – São Romão – Angicos.]
"Duas canoas oscilam como pêndulos no dorso trêmulo daquela água viva. Anfiloquio pergunta se tenho seguro de vida. Respondo que tenho a vida segura na confiança de Deus. (...) Apesar de contar algumas coragens, para que não confessar, estou com medo. Medo de molhar-me que, algumas vezes, é pior que morrer."

Assina desta forma:

L. da C. C.

Ao lado da segunda crônica de Câmara Cascudo da série "Viajando o Sertão", o jornal publica uma reportagem intitulada "A excursão do Interventor ao Interior do Estado".
"Partindo de Natal no dia 16 de maio (...), o interventor Federal [Mário Camara], que se fazia acompanhar dos drs. Anfiloquio Camara, diretor geral do departamento de Educação, Antônio Soares Júnior, Prefeito de Mossoró, Alcides Franco, chefe da segunda seção técnica do Serviço de Plantas Têxteis, Oscar Guedes, inspetor do mesmo Serviço e Camara Cascudo, chegou a Santa Cruz."
A reportagem descreve a trajetória do interventor Federal pelas cidades do interior do Rio Grande do Norte, as homenagens prestadas a ele, almoços, jantares, as recepções e condecorações. É interessante contrastar essa versão oficial da viagem com as crônicas escritas por Cascudo. Tanto a crônica quanto a reportagem relatam a viagem para o Sertão, mas com perspectivas diferenciadas; são olhares que se direcionam para paisagens distintas.
Na minha opinião, importam menos a Cascudo, e isto, fica claro em seu relato, as homenagens, o caráter político da ida ao Sertão e mais a preocupação em descrever o cotidiano das cidades, a gente simples e anônima.
Cascudo transita tanto no espaço oficial, âmbito da política e da notoriedade (cargos importantes, amizades influentes etc.), quanto no espaço anônimo onde reside o popular (conversas, estórias, casos, etc.).
Cascudo aparece na versão oficial discursando:
"Concedida a palavra, o Dr. Dario de Andrade pediu que o Dr. Câmara Cascudo, filho do município [Paraú] , falasse. (...), falou o Dr. Câmara Cascudo aceitando o título de saudar a velha terra de seus pais e avós. Falou sobre a função das escolas e a saudade de seus dias de menino decorridos naquela terra, sob a benção carinhosa daquela bondade que novamente o recebia e agasalhava. A grande assistência aplaudiu longamente o orador.(...)"

03/06/1934

PREFEITO DE ASSU, IVAN JUNIOR ANUNCIA QUE SEGUNDO VOTO DO SENADO É DE AGRIPINO

Domingo amanheceu gordo para o senador José Agripino. Numa reunião agora há pouco na casa da governadorável Rosalba Ciarlini, o prefeito de Assu, Ivan Júnior, definiu seu segundo voto para o Senado: será do senador José Agripino. Ivan foi ao apartamento da Rosa, em Natal, onde estavam Agripino e o deputado-vice Robinson Faria. O primeiro voto de Ivan Júnior já estava definido para o senador Garibaldi Filho. Anteontem Ivan Júnior saiu de Assu para encontrar com a ex-governadora Wilma de Faria, exatamente para tratar sobre segundo voto para o Senado.
Do Blog de Thaisa Galvão

EM ASSU CARLOS EDUARDO DIZ QUE O PRESIDENTE LULA VEM AO RN E SUBIRÁ NO SEU PALANQUE

Em entrevista à imprensa na cidade de Assú, neste sábado(1º), o pré-candidato a governador pelo PDT, Carlos Eduardo, afirmou que a prioridade do PDT é fazer coligação com partidos que integram a base do presidente Lula no Rio Grande do Norte.
"Até junho, quando ocorrerão as convenções, nós estaremos conversando. Mas a prioridade será para os partidos da base aliada do presidente Lula", disse Carlos Eduardo.
O pré-candidato ao Governo revelou ter recebido a informação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, de que o presidente Lula virá ao Rio Grande do Norte durante a campanha para subir em seu palanque.
"Como prefeito, fui um grande parceiro do Governo Lula e conseguimos projetos importantes para Natal", lembrou Carlos Eduardo.
Ainda durante entrevista à imprensa de Assú, o líder pedetista respondeu que o quadro eleitoral para o PDT é animador e que ele está confiante de que atingirá a liderança durante a campanha.
"O que eu sei dessas pesquisas é que 70% do eleitorado do Rio Grande do Norte ainda não sabe em quem vai votar. Então, eu estou viajando pelo interior e tenho sido muito bem recebido, o que é bom", enfatizou Carlos Eduardo.

Postado por Oliveira Wanderley

sexta-feira, 30 de abril de 2010

EXECUTIVO PODE EMITIR ORDEM DE SERVIÇO PARA CALÇAMENTO NO FELIZ ASSÚ NA PRÓXIMA SEMANA

Por todo o decorrer da próxima semana a prefeitura do Assú poderá publicar a Ordem de Serviço referente à execução de obras de pavimentação a paralelepípedos em varas artérias públicas do conjunto Feliz Assú Pra Você. De acordo com informação do secretário municipal de Planejamento e coordenação de Infra-estrutura, Antonio Virgílio Ferreira Machado, desde o ano passado o poder Executivo aguarda pelo desfecho judicial de um contencioso envolvendo duas empresas que participaram da licitação com referência ao empreendimento.
Ele registrou que durante todo este tempo a prefeitura aguardou unicamente pela manifestação do poder Judiciário com referência ao litígio envolvendo as empresas licitantes para que possa iniciar uma agenda de obras de pavimentação compreendendo o Conjunto Feliz Assú Pra Você. O secretário municipal declarou que da parte do poder público está tudo pronto para começar as obras já determinadas dentro do planejamento ordenado pelo prefeito Ivan Lopes Júnior. “O prefeito é ciente da carência de calçamento naquele trecho urbano e sabe que esta é uma velha reivindicação dos habitantes”, frisou.
“A preocupação do prefeito Ivan Júnior é no sentido de que haja uma definição imediata em torno deste problema e a administração possa dar andamento ao itinerário de obras de calçamento no Feliz Assú Pra Você”, registrou o secretário. Para esse investimento a prefeitura disporá de um aporte financeiro de R$ 311 mil. As artérias que serão dotadas de pavimentação a paralelepípedos no Conjunto Feliz Assú Pra Você são: Rua Prefeito Walter de Sá Leitão, Travessa Prefeito Walter de Sá Leitão, Travessa Nova Esperança, Travessa Linda Flor e Travessa João Batista Lacerda Montenegro.
Investimento será feito por intermédio de parceria com a União
O projeto será executado em parceria com o governo federal, por intermédio do programa Pró-Municípios, do Ministério das Cidades. Serão R$ 295.300,00 transferidos através da Caixa Econômica Federal e outros R$ 15.700,00 relativos à contrapartida do município. O titular da pasta municipal de Obras enfatizou que o interesse do prefeito é na execução do calçamento do conjunto residencial. O secretário municipal de Planejamento e Coordenação de Infra-estrutura informou que a determinação do prefeito foi no sentido de incluir no organograma de pavimentação todas as ruas e travessas não-calçadas do município.

Postado por Nelson Dantas às 15:44 0 comentários

'VIAJANDO O SERTÃO"

CÂMARA CASCUDO, Luis da. Viajando o Sertão . 3ª ed. Natal: Fundação José Augusto - CERN, 1984; por Mirella Farias


• Ementa:

"Viajando o Sertão" foi publicado em 1934 no formato de livro e também como uma série de crônicas no jornal "A República" de 31/05 a 22/07 de 1934. Precederam a primeira edição mais duas, uma em 1975 e outra, em 1984, decorrente da "I Semana de Estudos Cascudianos", promovida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Livro composto por dezoito crônicas, que narram a viagem realizada por Luis da Câmara Cascudo, no período de 16 a 29 de maio de 1934, ao interior do Estado do Rio Grande do Norte. Cascudo faz esta viagem a convite do Interventor Federal Mário Câmara e ingressa na comitiva oficial composta por mais outras quatro personalidades ligadas a Educação, a Agricultura e Açudagem; Anfilóquio Câmara (Diretor geral do departamento de Educação), Antônio Soares Júnior (Prefeito de Mossoró), Alcides Franco (Chefe da segunda seção técnica do Serviço de Plantas Têxteis) e Oscar Guedes (inspetor do mesmo Serviço). Em 1934, Luis da Câmara Cascudo, ocupava o cargo de Chefe Provincial do Integralismo.
Segundo uma nota presente na edição de 1975, escrita por M. Rodrigues de Melo, o fato de Câmara Cascudo ser um integrante da comitiva oficial do Interventor Federal Mário Câmara, acabou por suscitar uma grande polêmica. A ala revolucionária do Integralismo não gostou nem um pouco, assim como, o grupo político que tinha por chefe o Deputado José Augusto Bezerra de Medeiros, segundo a nota, um "político apeado do poder pela revolução de 1930 julgando-se herdeiro natural da política do Seridó" e que por isto, não queria que "lhe escapassem as rédeas e a liderança da política do Estado." O Deputado levou publicamente a acusação de suborno (27 de abril de 1934), afirmando, que Luis da Câmara Cascudo teria recebido o " ‘pagamento de quatro contos e tantos mil réis’ " do governo do Estado, transformando-se em "orador das caravanas interventoriais". A nota apresenta a transcrição da acusação e da defesa.
Cascudo defende-se da acusação afirmando:
"(...) Tenho feito vários discursos em presença de chefes locais do Partido Popular e Povo, e desafio, de maneira formal, que qualquer um desses senhores afirme, sob sua assinatura, que me ouviu abordar qualquer tema que se referisse ao momento político atual. Se o tivesse feito, assumiria absolutamente toda e completa responsabilidade.
Chefe Provincial Integralista, miliciano convicto, considero os Partidos Políticos meras fórmulas desacreditadas e incapazes de uma renovação social. Não pertenço a nenhuma agremiação partidária e mantenho relações íntimas com vários próceres que não ignoram a retidão de minha atitude assumida publicamente a 14 de julho de 1933.
Aos ‘camisas – verdes’ de minha Província não dou explicações, porque eles me conhecem de perto. Aos políticos é desnecessária qualquer justificação em contrário às suas afirmações, porque ‘política é isso mesmo.’ (Ver "A República" de 04. 09. 1934.)"

31/05/34

"Viajando o Sertão (I)"

"Viajamos, da madrugada de 16 à manhã de 29 de maio, 1307 quilômetros: 837 de automóvel, 40 de auto-de-linha, 38 de trem, 30 de canoa, 2 de rebocador e 360 de hidroavião.
Esse cômputo é a expressão oficial e sisuda, mas não corresponde inteiramente à verdade. Andamos a pé, de cadeirinha, de macaquinho, dentro d’água, na lama (...), saltando de pau em pau (...), carregando maletas, levando companheiros no ombro, livrando os xiquexiques, galopando a cavalo, apostando velocidade nas retas areientas enquanto o Ford empacava, atolado."
"Falta anotar a fome, o frio das roupas molhadas, a fadiga das caminhadas, a mania obsequiosa do sertanejo oferecer-nos galinha e macarrão em vez de carne-de-sol e coalhada. Tudo se compensava, quando chegávamos aos povoados, às vilas e cidades embandeiradas e cheias de povo, assombrados com a ousadia dos ‘pracianos’."
"Minha curiosidade acendia-se ao contato dos temas prediletos. Os portões dos cemitérios, todos guardando reminiscências do barroco jesuítico (...); a jornada pelo rio Mossoró, noitinha, numa canoa balouçante, ao palor dum luar hesitante (...), vinte outros assuntos, perdem espaço para registo e saudade."
"(...) tipos, anedotas, casos, observações (...) a incrível espirituosidade das respostas sertanejas, são dignos de maior demora numa leve e breve série de registos."
[Termina afirmando]
"Por mim, não escreveria nada. Creio que não interessaria a ninguém saber se gostei ou não das terras que visitei. Mas pedidos foram muitos e em várias localidades. Acabei prometendo e as promessas, digam lá o que disserem, cumprem-se ..."

Assina desta forma:

L. da C. C.
02/06/1934

 Paulo Varela, o Poeta Abandonado Pelas ruas da cidade caminhava devagar, levando nos ombros versos que ninguém quis escutar. Era Paulo Vare...