quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DO AMOR QUE PASSA

Por Bartolomeu Correia de Melo
(Transcrito do blog de Gibson Machado)

Receba, nesta flor, minha proposta
que, parecendo tímida, é insistente.
Daquelas fantasias que mais gosta,
pretendo partilhar, discretamente...
Mais que sorriso, espero por resposta,
aquele suspirar que, então, pressente
cada arrepio, quando alguém lhe encosta,
na morna flor do corpo, um beijo ardente.
Mas, além da paixão, não queira laços
de saudade ou remorso e, sem dilema,
esqueça a flor, os versos, os abraços...
E aceite, assim sem juras, este amor
que apenas dura, intenso qual poema,
enquanto passa, frágil como flor.

RICA GEO HISTÓRIA DO VALE DO AÇU - BRASIL COLONIAL

Por Eugênio Fonseca Pimentel, historiador, pesquisador, geólogo potiguar do Açu


.1 - HISTÓRICO DA REOCUPAÇÃO DO VALE DO AÇU – RN (1ª parte - Em andamento).

Os verdadeiros donos da terra

As glebas de terras que hoje compõem os municípios do Vale do Açu, no início da colonização do Brasil, eram habitadas por índios da tribo Janduís, nome derivado do grande chefe Janduí, que de um modo natural e por tradição, também, se estendeu à tribo.

Os índios Janduís eram nômades e pertenciam à grande nação dos Tapuias, também, chamada de Cariri. O nome Cariri ou Kiriri, segundo o etnógrafo Luis da Câmara Cascudo1, provinha de um apelido dado pelos indígenas da tribo Potiguar vizinha pertencente à grande nação Tupi e significava calado, silencioso e taciturno. Quando falavam, articulavam mal as palavras, sendo, por isso chamado de Gentios da Língua Travada ou genericamente de Bárbaros.

A palavra Tapuia segundo explica o jesuíta Simão de Vasconcelos1 no livro do pesquisador Abdias Moura2 não corresponde a uma designação dada a si próprio pelos índios refugiados no sertão. Trata-se de uma expressão pejorativa, a eles atribuída pelos que viviam no litoral e falavam a língua tupi. O historiador Varnhagen3 haveria de insistir na inexistência de uma nação tapuia. Escreve, todavia, que esta palavra quer dizer contrario e os indígenas a aplicavam até aos franceses, contrario dos nossos, chamando-lhes de tapuy-tinga, isto é tapuia branco.

O nome Janduí ou Nhandui quer dizer na língua tupi ema pequena. Corresponde a uma ave de pequeno porte, de pernas longas e corredeira, muito comum nos largos campos cheio de lagoas e olhos d’água do atual estado do Rio Grande do Norte.

Viviam na ribeira do Açu e outras regiões do interior do nordeste setentrional do Brasil, em plena harmonia com o meio ambiente, só retirando da natureza aquilo necessário para a sua sobrevivência. Alimentava-se da caça, da pesca e da coleta de frutos, raízes, ervas e mel silvestre. Cultivavam a lavoura de subsistência, onde plantavam principalmente o milho, o jerimum e a mandioca.

O grande chefe Janduí, segundo antigos cronistas europeus viveu nesta região por mais de cem anos. Ele, juntamente com seu irmão Caracará, e três de seus filhos, o Canindé, Oquenaçu, Taya Açu e o cruel Jerereca foram importantes ícones da civilização indígena brasileira, na época da colonização do Brasil e Guerra dos Bárbaros ou Guerra do Açu, de uma maneira não correta conhecida nacionalmente como Confederação dos Cariris.

O historiador potiguar Olavo de Medeiros Filho com base em relatos de cronistas flamengos, da região de Flandres, norte da Europa, discorda da concepção de que a tribo Janduís pertencia à nação Cariri. Defende que os índios tapuias Janduís pertenceram à nação dos Tairurús (Janduís e Aparentados) na qual habitavam principalmente as ribeiras do Açu e Mossoró. Advoga, inclusive que na Guerra dos Bárbaros ou Levante dos Gentios Tapuias, que na época recebeu por parte de escritores mais românticos, a denominação de Confederação dos Cariris, que os índios Cariris, em grande número, foram inclusive utilizados como combatentes, na repressão ao levante dos Gentios Tapuias, em que tinha predominância do elemento Tairurús, cuja tribo mais famosa e temida do Brasil colonial era a tribo dos Janduís.

Contudo, o que é de consenso entre os diversos historiadores da civilização indígena do Brasil, seja os mais antigos, seja os historiadores contemporâneos é que os índios da tribo Janduís habitavam o território em que hoje corresponde a bacia hidrográfica do rio Açu. Tal fato pode ser confirmado inclusive por experientes cientistas europeus que por aqui estiveram.

Jorge Marcgrave, famoso naturalista e astrônomo alemão, que veio ao Brasil em 1638 em missão científica a convite do conde holandês Mauricio de Nassau, com a colaboração de Guilherme Piso produziram a importante obra Historia Natural do Brasil, Amsterdã 1648, na qual teceu considerações importantes sobre os costumes e habitat dos Janduís. Confeccionou o mais antigo desenho da nossa carnaubeira, palmeira nativa, genuinamente brasileira e abundante nos municípios do Vale do Açu. Neste importante documento histórico e geográfico Marcgrave escreveu este aspecto curioso e interessante a respeito desta decente e histórica região brasileira:

“Este rio também chamado de Otshunogh, penetra, no continente , em direção ao Austro numa distância de mais de 100 milhas. A uma distancia de mais de vinte e cinco milhas do litoral, acha-se o grande lago Bajatagh, com grande quantidade de peixes. À esquerda deste, em direção ao nascente, acha-se outro chamado de Igtug, pelos indígenas, mas ninguém penetra nele, por causa dos peixes que mordem e são muito inimigos dos homem. A este fica adjacente ao vale Kuniangeya, tendo comprimento de 20 milhas e a largura de duas. Atravessa-o rio Otshunogh, abundante de peixes: aí se encontra grande abundancia de animais silvestre.”

Correlacionando com a geografia da região podemos concluir que o vale Kuniangeya mencionada pelo cronista flamengo corresponde ao atual Vale do Açu. O rio Otshunogh é o rio Açu ou Piranhas-Açu. O grande lago Bajatagh é a lagoa do Piató no município do Assu. O outro lago Igtu é a Lagoa Ponta Grande no município de Ipanguaçu no Rio Grande do Norte. Os peixes que mordem e são inimigos do homem é a espécie Piranha que com certeza influenciou na denominação do grande rio Piranhas ou Açu.

Postado por FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456

PERFIL DE VALÉRIO MESQUITA

Querido(a)s amigo(a)s:


Falar de Valério é uma empreitada difícil, não porque ele seja complexo, mas porque é multifacetado.

Homem versátil, esbanja talento e competência em tudo que faz. Atualmente, é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Mas já foi Prefeito de Macaíba, Deputado Estadual em muitas legislaturas, Presidente da Fundação José Augusto. Integra os quadros da Academia Norte-Riograndense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da União Brasileira de Escritores. É advogado e ex-aluno Marista, condições que nos fixaram no tempo como amigos.

Sei que alguns poucos poderão julgar exageradas as minhas exortações em favor do amigo, mas são justas e merecidas. Os perfis que elaboro não pretendem ser imparciais, porque as minhas opiniões sobre os perfilados não mantêm a equidistância ensaística, nem a avaliação crítica isenta. São relatos emocionais que se mantêm fiéis à minha valoração pessoal, à minha ótica pessoal.

Assim entendido, espero que vocês possam ter acesso à personalidade desse extraordinário norte-rio-grandense e valorosíssimo amigo.

Gostaria de receber comentários e opiniões sobre o perfilado, por ciência própria ou do que foi dado a conhecer nesta crônica.

Um bom fim de semana.

Abraços fraternos

Pedro Simões

Postado por FERNANDO CALDAS DEPUTADO ESTADUAL 23456

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

AGRONEGÓCIOS

Sistema Faern/Senar na Festa do Bode 2010

O evento, que é destaque no cenário regional, faz parte do calendário de eventos de Mossoró

O presidente do Sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira, juntamente com o Gerente de Aprendizagem Rural do Senar, Ubirajara de Araújo, participam nesta quinta-feira (05), da abertura da 12ª edição da Festa do Bode, na cidade de Mossoró, na região Oeste do estado.

O evento é promovido pela Prefeitura de Mossoró em parceria com o Governo do Estado, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), a Associação dos Criadores de Caprinos de Mossoró (Asscom) e a Associação Nacional dos Criadores de Caprinos (Ancoc).

Durante os três dias da Festa do Bode, os organizadores esperam atrair um público diversificado, desde o visitante comum a criadores interessados em ampliar seus rebanhos.

Seminários

Os seminários tecnológicos realizados pela prefeitura, em parceria com a Ufersa e associações de criadores, repassará aos participantes informações sobre melhoria genética dos rebanhos, novos métodos de criação, inseminação artificial, entre outras orientações.

“A Festa do Bode é um evento consolidado para o agronegócio potiguar. Uma oportunidade de se fazer bons contatos e ampliar a técnica de nossos produtores rurais”, disse o presidente do Sistema Faern/Senar, José Vieira.

A Festa do Bode 2010 terá ainda cursos técnicos, festival de gastronomia, leilão de equinos e shows artístico-culturais, valorizando, sobretudo, o artista da terra.

Força do agronegócio

O evento, que é destaque no cenário regional, faz parte do calendário de eventos de Mossoró e integra o roteiro de feiras de animais da região Nordeste. “Essas feiras agropecuárias são uma mostra da força dos produtores do estado. Uma força que impulsiona muito a economia do Rio Grande do Norte. E uma força que deseja a parceria dos governantes para continuar crescendo e gerando emprego e renda”, finalizou Vieira.

Paulo Correia

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Postado por FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456

domingo, 1 de agosto de 2010

UM RIO FEDERAL

Zelito Coringa (*)

Ele nasce na serra do Bongá divisa da Paraíba com o Ceará, percorre grande parte do torrão paraibano, sendo conhecido por Piranhas-Açu. Porém, quando atravessa o Estado Potiguar, passa a ser chamado simplesmente de Rio Açu. Após a construção da "Barragem Armando Ribeiro Gonçalves" - Inaugurada oficialmente em 1984, tornou-se totalmente perene. Ouviu-se de olhos apitombados as promessas fabulosas do desenvolvimento que chegaria a esta região riquissima. Dado pelo corte da fita inaugural das autoridades e estudiosos proféticos da época. Sob o controle das sangrias haveria financiamentos: Eletrificação com baixos custos, implementos agrícolas, capacitação e direito a muita pabulagem nas pontas de calçadas do puxaquismo, e até amedrontamentos de baleias destruidoras de altares. Fui menino que pinotava de barreira à barreira no leito do rio Olho D'água, mergulhava feito piaba tonta, este um de seus afluentes. Naquela meninice não imaginava que as águas ficassem presas por comportas gigantes e acabasse a diversão dos pobres inocentes como eu. O vírus causador da sua morte lenta, pode ser batizado pelo povo de apoderamento do que é nosso, que migra de terra em terra, principalmente se o solo for rico em nutrientes e as leis ambientais forem dissimuladas. Configura-se nocivo aos que forem defensores desta causa. Num tempo não muito distante atribuiam-se toda a maldade aos justiceiros, bandoleiros e aos cidadãos conscientes. Agora parece tudo invisível aos olhos de muitas autoridades. Não há mais Manoel Torquato com seu sindicato do Garranho, Lampião com o seu bando de saquedores, nem fanatismo, tabus e pudores, nem a ilusão ou razão de nem um idealismo. Tudo é questão de sobrevivência e solidariedade aos que já quebraram seus potes de água ao beberem seus agrotóxicos. E quem daqui pra frente pagará a conta do consumo potável das irrigações gigantes? Será que é somente a população ao escovar os dentes na pia? De quem é o dever de cuidar das nossas fontes? O presidente, o governador, o prefeito, o vereador do povo, o deputado doido, o senador afoito, e os mais defensores do povo? E os meninotes do presente que lavam suas motos e carros no leito do rio, mijando o álcool do último porre? - Não digam que é inverdade, nem atirem a primeira pedra. Isso tudo quem disse foi um cabra metido a doido das bandas dos carnaubais, e eu na escutação da conversa esqueci de gravar seu nome. Façamos valer um novo gesto educativo, reafirmando que somos varzeanos da mesma nascente.

O autor é músico e poeta, natural da Cidade de Carnaubais-RN.

Postado por Gilberto Freire de Melo

PRINCIPAIS ATRAÇÕES DE ASSU

Prédio da Igreja Matriz: É o mais imponente da cidade. Não é um templo rico, mas nem por isso deixa de inspirar confiança e fé no assuense e em milhares de pessoas que todos os anos, durante o mês de junho, chegam para visitar parentes e comemorar o nascimento do Santo Padroeiro, São João Batista.

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves: A Barragem do Assu, como também é conhecida na Região, tem capacidade de armazenamento de 2 bilhões e 400 milhões de metros cúbicos de água. Banha parte dos territórios dos municípios de Assu, Itajá, São Rafael e Jucurutu. O melhor acesso é por Itajá. Às margens da Barragem, no Município de Itajá, existe um pequeno povoado habitado por pescadores, onde encontram-se casas rústicas, ao lado de verdadeiras mansões e também dois balneários e um restaurante. A gastronomia local é variada, porém o prato principal é o peixe, especialmente o tucunaré frito e cozido. Do lado oeste, já no Município de Assu, está localizado o sangradouro, algumas ilhas e duas pequenas comunidades, onde estão construídas algumas casas de camping que são verdadeiros paraísos.

Rio Assu: Razão maior da existência do Município, possuindo 405 km de extensão. Nasce na Serra da Borborema, na cidade de Bonito de Santa Fé (Estado da Paraíba), com a denominação de Rio Piancó. À sua margem esquerda no Município existem diversas barracas de comercialização de bebidas e comidas, local onde se concentra o maior número de foliões no carnaval, conhecido popularmente por Carnaval do Rio Assu.

Açude do Mendubim: Está localizado no Rio Paraú, afluente à margem esquerda do Rio Piranhas ou Assu. Localiza-se a 11km do centro da cidade. O Açude do Mendubim possui uma das mais belas vistas da Região, sobretudo quando está sangrando.

Lagoa do Piató: Considerada o maior reservatório de água do Estado, com capacidade para armazenar 96 bilhões de metros cúbicos de água. Possui uma extensão de 18 km de comprimento por 2,5 de largura. O seu entorno é propício para a realização de trilhas ecológicas e para a prática de espeleologia nas cavernas existentes às margens da lagoa. No anel da Lagoa de Piató, pode-se visitar diversos baobás, árvore rara no Brasil e de extraordinária beleza. Esses atrativos fazem da Lagoa de Piató uma das maiores referências turísticas da Região.

Gruta dos Pingos: Localiza-se aproximadamente a 14 km do centro do Assu, na localidade denominada de Pingos. Esta caverna tem aproximadamente 22 m de largura por 8 m de altura. Do teto da gruta, pingam gotas de água incessantemente durante todas as estações do ano. Visitar a gruta é uma aventura repleta de emoções.

Casarios Antigos: Resquícios das primeiras edificações da cidade de Assu, onde foram instalados o primeiro hotel, a farmácia, os primeiros salões de festas, a primeira agência dos correios e telégrafos, a casa paroquial, a Casa da Baronesa, o mercado, a primeira panificadora, entre outros.

Postado por Jota Maria

FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456

A  TIA Por João Lins Caldas A tia velhinha Se   eu tenho essa tia Se viva ela mora Se canta baixinho Rendendo cantigas Serzindo lembranças A...