UM POUCO SOBRE LULUDA
quarta-feira, 29 de maio de 2024
segunda-feira, 27 de maio de 2024
De: Fernando Caldas, Poemas & Canções
sexta-feira, 24 de maio de 2024
DEVOLVA MEU CORAÇÃO
Renato Caldas, poeta do Assu, Rio Grande do Norte, namorava uma
jovem chamada Maria da Conceição, que, certo dia resolveu viajar à São Paulo
para passear e rever familiares e amigos que tinha naquela capital Paulistana. Isso,
provavelmente na década de trinta. Pois bem. Conceição comprometeu-se com Renato
retornar em pouco tempo. Na hora da despedida Renato entrega a sua amada, um
bilhete rimado conforme adiante:
Maria da Conceição
Faça uma boa viagem
E leve meu coração
Dentro da sua bagagem.
Passaram-se dias, meses, anos, e nada de notícia de Conceição. Ao tomar
conhecimento que ela, sua namorada, teria se casado, bem como do seu endereço, Renato vingou-se num telegrama endereçado a
Conceição, dizendo assim:
Maria da Conceição
Você fez boa viagem?
Devolva meu coração
Que foi na sua bagagem.
(Fernando Caldas)
quinta-feira, 23 de maio de 2024
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís de Camões, no livro “Sonetos”).
As sem razões do amor
segunda-feira, 20 de maio de 2024
UM POUCO DE TUDO
Admiro Drummond de Andrade
O grande Vinícius de Morais.
Hoje vivem na eternidade,
O poeta, não morre jamais.
Não uso ninguém como espelho,
Tenho minha própria poesia.
Não sigo nem o Paulo Coelho,
Sigo a minha própria fantasia.
Quero ser um pouco de tudo, de todos,
Me sinto um pouco do mundo,
Um pouco dos sábios e dos tolos,
Escrevendo um pouco de tudo...
O que pode haver em comum,
Entre eu e um outro poeta?
Na comparação não há mistério algum,
Cada um tem a sua meta...
Do tudo sou apenas um pouco,
De todos os poetas nenhum renego.
Como todos, sou um pouco de médico,
Sou também um pouco de louco.
Minha poesia é fragmentada,
Como fragmentados são os poetas,
Sou um pouco na minha longa estrada,
Esse é o desafio que me resta...
Sou um pouco de Carlos, de Paulo, de João,
Da união de muitos, nasce minha poesia,
Fala de coisa simples, das coisas desse chão,
Do sentimento e do sonho de cada dia.
Autor: Wiliam Caldas.
Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.

