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VALE DO AÇU

Feira de negócios terá início A Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Assu fecharam um convênio com a Petrobrás para ser a patrocinadora oficial da V Feira de Negócios do Vale do Açu, que vai acontecer de 31 de julho a 2 de agosto, na praça Getúlio Vargas, em Assu. Presente desde a primeira edição, a Petrobrás já havia anunciado, desde o ano passado, sua intenção em contribuir mais ainda com a realização da Feira, reforçando sua presença na economia da região e interagindo cada vez mais com os empresários locais. A partir deste ano, a Feira de Negócios ganhou em sua programação uma nova proposta de qualificação e treinamento profissional que vem acontecendo desde o último dia 3 de julho. O projeto intitulado "Super quinta feira de empreendedorismo e de negócios do Vale do Açu" é aberto ao público e acontece uma vez por semana até o início da Feira, no escritório regional do Sebrae. São atendimentos personaliados e ...

JORGE FERNANDES, UM POETA MODERNISTA

O vate natalense Jorge Fernandes (1887-1953) é um dos precursores da poesia moderna no Brasil. Ele era proprietário do Café Magestic, um bar aristocrático e popular que funcionava no bairro Ribeira, da cidade do Natal. Naquele recinto também funcionava a célebre Diocésia , espécie de academia literária. Os poetas como Jayme Wanderley, Renato Caldas, o folclorista Luiz da Câmara Cascudo, era uns dos seus integrantes. Fernandes colaborou em jornais como A República, entre outros da capital potiguar, bem como nas revistas intituladas O Tempo, Pax, O Potiguar (hoje nome de um jornal cultural da cidade natalense). O poeta escrevia versos clássicos e depois virou poeta dos versos brancos, sem métrica, além de ter escrito obras teatrais. O seu livro de estreia intitulado de "Livro de Poemas", foi publicado em 1927, onde vamos encontrar poemas como o intitulado "Rede", que veremos adiante, para o nosso deleite: Emboladora do sono... Balanços dos alpendres e dos ranchos....

ARTIGO

"O centenário de um senhor parlamentar Djalma Aranha Marinho nasceu vocacionado para servir ao parlamento na plenitude democrática ou ameaçado pelas intérpéries ocasionais do autoritarismo. Com prudência e saber jurídico deu sua colaboração ao país quase à beira de colapso constitucional em 1961, quando os militares se opuseram à posse do seu vice-presidente João Goulart, após a renúncia de Jânio Quadros. Foi o relator da emenda constitucional que instituiu o parlamentarismo e evitou o impasse que teria gerado um conflito imprevisível assegurando a posse de Goulart no dia 7 de setembro daquele ano. Contrário a licença para processar o então deputado Márcio Moreira Alves solicitada pelo governo militar ao STF, naquela crise que resultaria na edição do AI-5 em 1968, defendeu com veemência a inviolabilidade da instituição, embora não tivesse concordado com o discurso inoportuno do deputado oposicionista. Valeu-se da frase do escritor espanhol Calderon de La Barca para concluir suas p...

É POTIGUAR DO ASSU, O REALIZADOR DA PRIMEIRA CAMPANHA ELEITORAL MARKETIZADA NO BRASIL

João Moacir de Medeiros era assuense, da família além de Medeiros, Lins Caldas do Assu e Ipanguaçu. Foi agente de publicidade no Rio de Janeiro, para onde regressou nos início da década de quarenta. Realizador da primeira campanha política marketizada no Brasil. . Doutor Medeiros como ele era mais conhecido nos meios empresariais do sul, centro-oeste e sudeste do Brasil, muito mais no Rio de Janeiro,  "tem trajetória marcante na propaganda brasileira". Fundou no ano de 1950, a JMM Publicidade (sigla do seu nome) que veio a ser uma das maiores empresas de publicidade do país, nos anos setenta e oitenta. Tinha escritório à Rua Almirante Barroso, Centro do Rio, próximo ao Largo da Carioca e ao Teatro Municipal. Cid Pacheco figura que eu tive o prazer de conhecer no escritório da JMM, na capital carioca, era seu parceiro, outro gigante da propaganda moderna, do marketing político eleitoral no Brasil. Anna Ramalho conceituada jornalista e colunista do Jornal do Br...

A MUTUCA

‘A Mutuca', antigo jornalzinho idealizado por Demócritico Amorim (Teté) que circulou em Assu nos anos 1967, 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74 e 78, durante os festejos do padroeiro do Assu, São João Batista, divulgava os acontecimentos da cidade durante nove dias, satirizando as pessoas, os relacionamentos amorosos, entre outros assuntos relacionado am município do Assu. Amores erram feitos e desfeitos. Os poetas da cidade como Maria Eugênia, Renato Caldas, Francisco Amorim, João Fonseca e Boanerges Wanderley, entre outros, davam as suas colaborações, publicando versos amorosos, além de crônicas e artigos sobre a festa do padroeiro. Enilda de Souza (Nildinha), Perpétua Wanderley, Osvaldo Amorim e Walter de Sá Leitão também colaboraram com aquele citado periódico.. Revendo meus guardados, o meu pequeno acervo sobre as coisas da minha terra natal – o Assu, deparo-me com uma das edições de A Mutuca, edição de 17 de junho de 1969 que, na sua primeira página, diz assim: "Bôa noite hab...

POESIA SERTANEJA

A FLOR DO MARACUJÁ Encontrando-me com um sertanejo Perto de um pé de maracujá, Eu lhe perguntei: Diga-me como sertanejo, Porque razão nasce branca e roxa, A flor do maracujá? Ah, pois então eu lhe conto, A estória que ouvi contá, A razão pro que nasce branca e roxa, A frô do maracujá. Maracujá já foi branco, Eu posso inté lhe ajurá, Mais branco do qui caridade, Mais branco do que o luá. Quando a frô brotava nele, Lá pros confins do sertão, Maracujá parecia, Um ninho de argudão. Mas um dia, há muito tempo, Num meis que inté num me alembro, Si foi maio, se foi junho, Si foi janeiro ou dezembro. Nosso sinhô Jesus Cristo, Foi condenado a morrê, Numa cruz crucificado, Longe daqui como o quê, Pregaro Cristo a martelo, E ao vê tamanha crueza, A natureza inteirinha Pois-se a chorá di tristeza. Chorava us campu, As foia, as ribeira, Sabiá também chorava Nos gaio a laranjeira, E havia junto da cruis, Um pé de maracujá, Carregadinho de frô Aos pé de nosso sinh...

CATÔTA, DE MOSSORÓ

Catôta era o apelido de uma figura (soldado de polícia) espirituosa que vivia no "pais de Mossoró", importante cidade do oeste potiguar. . Vamos conhecê-las e revivê-las algumas delas, para o nosso bem estar: 1 - Certa vez, certo cidadão praticava arruaças num dos bares do bairro Alto de São Manuel, em Mossoró. O delegado ao tomar conhecimento do fato, mandou Catôta resolver o problema. Ao chegar naquele botequim, aquele soldado foi logo dizendo: "Olha, meu amigo, eu trago ordem do delegado pra prender você. Vamos logo. "Taqui que você me prende." Disse o arruaceiro estirando o dedo médio. Catota respondeu e gesticular da mesma forma: "Taqui que eu lhe levo!" Botou o rabo entre as perna, no dizer popular, e escafedeu-se. 2 - Certa feita, Catôta foi designado para retirar as pessoas que estavam em cima do muro do Estádio Leonardo Nogueira (Nogueirão), de Mossoró, assistindo ao jogo Baraúnas X Potiguar. Times de futebol daquela terra oestana. Ao ch...