terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O GALO DA MADRUGADA



Hino do Galo da Madrugada

Composição: José Mário Chaves

Ei pessoal, vem moçada
Carnaval começa no Galo da Madrugada (BIS)
A manhã já vem surgindo,
O sol clareia a cidade com seus raios de cristal
E o Galo da madrugada, já está na rua, saldando o Carnaval
Ei pessoal...
As donzelas estão dormindo
As cores recebendo o orvalho matinal
E o Galo da Madrugada
Já está na rua, saldando o Carnaval
Ei pessoal...
O Galo também é de briga, as esporas afiadas
E a crista é coral
E o Galo da Madrugada, já está na rua
Saldando o Carnaval
Ei pessoal...

Nota do blog: Estarei sábado de carnal no bairro São José, Centro do Recife, para ver O Galo passar, claro! Ah, se eu me encontrar com Mário Amorim por lá [esse carnavalesco açuense do Recife, bom de copo e de frevo também] vai ser bom demais!

Fernando Caldas

PARA REGISTRAR - ANTIGAS REPORTAGENS SOBRE A BARRAGEM DO AÇU I

REBOLIÇO

Esquerda para direita: Renato Caldas, Ronaldo Soares [?].

A imagem acima é do disco (LP) da música potiguar Jarlene Maria intitulado Reboliço. Reboliço é um notório poema do bardo açuense Renato Caldas que aquela cantora gravou no referenciado LP, sal engano, em 1984. .

Postado por Fernando Caldas

Natal carnavalesca




Natal, sem dúvida, busca resgatar o verdadeiro Carnaval. São vários os grupos que se juntam para tentar reavivar os velhos tempos da alegria descontraída à base do frevo e das marchinhas ingênuas de antigamente.

As prévias, tanto de blocos de rua como os de salão começaram desde o ano passado e no rol delas não está incluído o Carnatal, porque este é um evento baiano que invadiu a cidade há mais de duas décadas em pleno clima natalino.

Mas, podemos citar os “Muitos Carnavais”, o baile dos “Amigos do Tirol”, “Antigos Carnavais”, “Banda da Ribeira”, “Banda dos Manicacas”, “Carnabeco”, “Carnaval do Dotô” e agora chegando o “Carnaval da Saudade dos Amigos do Tirol”, que busca resgatar os velhos bailes de antigamente, quando colombinas e pierrôs namoravam no clima da música Máscara Negra.

Esse sentimento geral de resgatar o antigo clima do Carnaval, também se transportou para os grupos que faziam os blocos de elite de Natal. Quem não se lembra dos carroções transformados em alegorias puxados por trator “assaltando” as casas dos amigos e transportando uma orquestra de frevos?

No ano passado um dos mais tradicionais blocos da cidade, Apaches, reviveu integralmente esse tempo, com muito sucesso. Quando passava na rua enchia de saudade os mais velhos, que viveram esse tempo e chamava a atenção dos mais jovens, que nunca haviam visto nada igual. (LS).

Assembleia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte abre hoje os trabalhos da 60ª Legislatura. Se multiplicarmos quatro anos de mandato por 60 teremos 240 anos de muitos discursos e produção de Leis.

Gabinetes

Os gabinetes dos deputados estaduais na AL lembram os cubículos dormitórios que existem no Japão usado por executivos que não têm tempo para chegar a casa. Chega a ser ridículo o espaço destinado aos deputados e seus auxiliares.

Reunião

Hoje tem reunião dos Amigos do Tirol, que estão preparando o Carnaval da Saudade que ocorrerá no dia 25, às 19h, com a Banda Anos Sessenta e Orquestra de Frevos do maestro Passinho.

Saudade

Aliás, os Amigos do Tirol abriram a venda de mesas na última sexta-feira, 11, e no início da tarde do sábado, 12, já haviam sido vendidas 47, das 120 disponíveis. Uma prova inequívoca da força da mídia e das articulações do grupo.

Buracão

Existe um buraco profundo na avenida Jaguarari, no sentido sul para o centro, do lado direito de uma calçada alta, entre os cruzamentos com a Bernardo Vieira e Presidente Bandeira, quase chegando numa rotatória, que pode ser causador de danos em rodas e provocar acidentes. Como ninguém da Prefeitura de Natal deva costuma andar por essa avenida, neste sentido, considerando que o buracão sobrevive há muito tempo, deixo neste espaço o pedido: tapem o bicho...

Copa 2014

As conversas em torno da Copa do Mundo de 2014 em Natal estão rareando e ainda existe muito gente (como eu) que ainda duvida da possibilidade da Cidade do Sol ser uma das sedes do evento.

Piada

O brasileiro e especialmente os norteriograndenses fazem piada sobre tudo, até da própria desgraça. Não é a toa que neste sábado, num reduto etílico-cultural um Mossoroense dizia: “Mossoró não ter praia, mas tem beira-mar”.

Postado por LEONARDO SODRÉ 

BECOPRESS

O AR TAFUL E O SUBSTANTIVO DICIONARIZADO QUE VEIO DE SÃO PAULO


Hoje, quando ele aí vai, de áloe [aloés] e cardamomo / Na cabeça, com ar taful, / Dizem que ensandeceu” (Machado de Assis, Poesias Completas, p. 316).”


Veado: A origem é o latim 'venatus' que significa 'caça' e, mais tarde, 'carne de caça'. Tornou-se sinônimo de 'cervo' porque este é um dos animais mais caçados pelo homem. No Brasil, a palavra passou a ser empregada como sinônimo de homossexual masculino. Há quem acredite que tenha sido feita uma associação entre o tipo esguio do animal, com movimentos graciosos, revestidos de um certo ar de nobreza, e o estereótipo, ou caricatura, do homossexual masculino. O brasilianista James Green reproduz uma história que ouviu no Brasil, alertando que não foi possível confirmá-la. A expressão teria surgido no Rio de Janeiro, na década de 1920. Um comissário de polícia, chefiando um grupo de policiais, foi incumbido de prender os homossexuais que se encontravam na praça Tiradentes (ou da República), no centro da cidade. Retornando de mãos vazias, sem ter feito sequer uma prisão, explicou ao chefe que todas as vezes que os policiais se aproximavam para executar as prisões eles corriam como veados. O episódio teria tido uma grande repercussão na imprensa. O jornalista Sérgio Cabral lembra que existiu no Rio de Janeiro um bloco carnavalesco chamado 'Caçadores de Veados'. O bloco, no qual fez muito sucesso o famoso Madame Satã, surgiu no carnaval de 1930, durou até a década de 1940 e seus integrantes saíam vestidos de mulher. É possível que tenha sido uma forma de se ridicularizar os policiais em sua tentativa frustrada de prisão dos homossexuais.

Havia alguns produtos cuja marca era 'Veado' e que desapareceram também nesta época. É o caso da Grande Manufactora de Fumos e Cigarros Veado, uma das primeiras empresas a promover coleções de figurinhas, que eram colocadas nos maços de cigarros. Como demonstração de que não havia a menor 'rejeição' ao nome, o comercial da companhia dizia: 'O Brasil só vai fumar / cigarros marca Veado / pita, pita, devagar / se é chic ou pé-rapado.

O tal bloco 'Caçadores de Veados' surgiu no Rio em 1930 e era formado basicamente por homossexuais. Eu achava que tinha sido uma forma de ironizar a tal expedição do inspetor para prender os homossexuais no centro do Rio. Mas agora descobri que havia um outro bloco, também de homossexuais, na cidade de Santos, já em 1924, com o mesmo nome. Vi num site, com reprodução de textos e fotos de um jornal local. Como essa época coincide com o desaparecimento progressivo de nomes de produtos (e cidades) com o nome Veado, é praticamente certo que esses blocos deram origem a essa nova acepção para a palavra. Engraçado é que em São Paulo há uma drogaria que resiste até hoje. Fica bem no centro, na rua São Bento, ou perto: 'Ao Veado de Ouro.'"

(A origem curiosa das palavras', de Márcio Bueno - José Olympio Editora, 5ª edição, Rio de Janeiro, 2006.)

Por Laélio Ferreira















segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CHICO CARUSO

Do blog de Aluízio Lacerda


PRA TREPAR E CHUPAR MUITO


Postado por Fernando Caldas

E SE HOUVESSE MISERICÓRDIA?


Públio José – jornalista
(publiojose@gmail.com)

Misericórdia é um termo composto em sua raiz pela soma das palavras “miseri”, relacionada a miséria, pobreza, aflição, desespero, e “córdia”, relacionada a coração no sentido de matriz geradora de nossos sentimentos. A junção, então, compôs o termo misericórdia que, em última análise, representa o domínio, a prevalência dos bons sentimentos em relação aos sentimentos negativos. É também lastro para a compreensão das situações aflitivas vividas pelos outros. A misericórdia ainda significa o ato de tratar um ofensor, um transgressor com menor rigor do que este merece. Atualmente, muitos conceitos existem em torno do termo, mas, indiscutivelmente, nenhum deles se afasta desse eixo central que trata a misericórdia como um sentimento nobre, desprovido da presença do egoísmo, do individualismo, e forte aliado da bondade, da benignidade, da compaixão, da paciência – do amor enfim, de onde sobrevêm todos os outros sentimentos.

Segundo os dicionários atuais, misericórdia significa compaixão suscitada pela miséria, pela dor alheia. Trata-se do ato de não aplicar um castigo merecido, mas também envolve a idéia de dar a alguém algo que este não merece. Aponta ainda para o ato de aliviar o sofrimento de outrem, inteiramente à parte da questão do mérito pessoal de quem recebe. A misericórdia, enfim, é um gesto que parte de alguém em estado de amor para com outra pessoa, com a particularidade de que o favorecido encontra-se, naquele momento, desprovido da condição de exigir, de propor uma troca – já que nada tem a oferecer. O misericordioso tem o que o outro precisa, enquanto o necessitado nada tem para justificar o bem recebido. A misericórdia se resume, portanto, a um sentimento altamente valioso do ponto de vista cristão, qualidade espiritual que procura aliviar o sofrimento humano e retém, por conta disso, a vingança e os atos de retaliação.

E é precisamente esse ponto que gostaríamos de ressaltar. Pois a falta de misericórdia no coração dos homens gera todo tipo de sentimento de revolta, de revanche, de sanha vingativa naquele que busca no outro um gesto compassivo e recebe, de volta, a moeda firme, crua, dura da insensibilidade. O mundo de hoje, com a obrigatoriedade do ganhar, do ter, realidade que coloca as pessoas na trilha da exaltação ao individualismo, tem contribuído para a eclosão constante de situações de conflito, de injustiças. Estas, por sua vez, têm originado, de um lado, uma geração de pessoas marcadas pela dor, pela desesperança, pela desilusão, e, de outro, uma geração árida de sentimentos, seca, desconectada e alheia às necessidades e carências dos mais necessitados. É indiscutível, então, a conclusão de que misericórdia é sentimento a se cultivar incessantemente como forma de ajuda aos outros, mas também para preservação de nossa qualidade de vida.

Segundo Bultmann, estudioso cristão, “tem razão quem conceitua a misericórdia como a qualidade da fidelidade na ajuda”. É a postura, enfim, de quem se mantém fiel aos seus princípios, independente do ganho que, porventura, possa auferir. Nesse sentido, ninguém é mais misericordioso do que Deus. Ele, através de Jesus, ministra sobre nós, a todo instante, a sua capacidade infinita de nos entender, de nos compreender, de nos perdoar. E isso é misericórdia pura. Ah, se o homem entendesse os propósitos de Deus e estivesse de coração sempre aberto para receber – e agir a favor do outro em misericórdia! Com certeza o mundo não seria o mesmo. Pois, se houvesse misericórdia em nossas ações, o dinheiro público não seria desviado para outros fins e o leite das crianças jamais serviria a outros objetivos que não o de alimentá-las. Ah, pobres crianças! Aliás, para estes que agem assim, só mesmo a misericórdia. A de Deus. Bem entendido?

Postado por Fernando Caldas





















Novos conceitos para vender bem e fidelizar o cliente


Com a dinamização do mercado de equipamentos de informática os conceitos de técnica de vendas e a facilidade de manuseio dos produtos tendem a ficar cada vez mais acessíveis aos compradores. Isso implica diretamente em vários aspectos mercadológicos, entre eles, a diminuição dos tamanhos dos PCs. Entretanto, em meio à enxurrada de ofertas, muitos consumidores não se preocupam com a assistência técnica fornecida pela empresa na hora da compra. Estão voltados para os preços e as facilidades de pagamento.

Reclamações feitas ao sistema de pós venda de produtos é um dos maiores problemas para quem não observou bem como a assistência técnica era considerada importante pelo vendedor. “É comum o cliente comprar um produto baratíssimo num magazine e na hora de recorrer a garantia a loja mandar o produto para técnicos de um fornecedor, que, na maioria das vezes, se encontra em outro estado e o cliente chega á ficar mais de 30 dias sem o equipamento”, informou Derossi Mariz, diretor da Rede ID (Inteligência Digital).

E, é justamente essa empresa que promete inovar, mais uma vez, nessa área. Neste mês de fevereiro, ocorrerá o lançamento no Notebook ID, nos estados do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, onde a rede já possui lojas. A máquina possui tela de 14 polegadas, HD de 320 e dois GB de memória. Além de um preço acessível, dividido em até 10 meses, a empresa oferece também garantia de um ano – com direito a garantia estendida com 10% do valor do produto para mais um ano, e 20% para dois anos.

Diferencial

O diferencial do produto é a assistência pós venda. “A vantagem do Notebook ID é que todo o suporte é oferecido na loja onde o cliente comprou o aparelho. Com isso, o cliente vai ter seu equipamento em mãos – devidamente reparado - em menos de 48 horas”, garantiu Derossi, acrescentando que, por causa disso, a ID é um exemplo de bom atendimento aos seus clientes.

ECOAR AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
Leonardo Sodré João Maria Medeiros
Editor Geral Diretor de Redação
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Postado por Fernando Caldas

sábado, 12 de fevereiro de 2011

PUPÚCA

Arte de Wagner, artista plastico açuense

Meu patrão, sô sertanejo.
Eu nasci neste torrão!
Fui tarvez o mais andêjo
Dos cantadô do sertão...
Fui cachaceiro chapado
Fui cantadô macriado
No martelo e no rojão.

Conheço o Brasí, todinho: -
Agreste, mata e sertão.
Arrastei pelos caminho
Muita alegria e afrição!
Eu tive a felicidade:
De quage in toda cidade
Causá admiração.

Eu era desempenado,
No braço do violão.
Fazia um tarrabufado
Da prima para o bordão.
E naquele remeleixo,
A nega caía o queixo,
E eu, entrava de cão.

Tive umas mi namorada
De todo tipo e padrão.
Céga, muda e aleijada
Tudo entrava no arrastão
Toda muié me servia...
E a todas eu prometia
Um lugá no coração.

Namorei uma maluca
No Estado do Maranhão
Chamavam ela, Pupúca
A doida era um peixão.
- Por essa fui enbeiçado -
Se não fosse o Delegado
Tinha feito a arrumação.

...Porém, o tempo marchando
Sem dó, nem contempração
Foi pouco, a pouco matando
A minha reputação...
Hôje tô veio, cançado
Tristeza e rescordação.

Num tenho mais alegria,
Morreu minha inspiração!
Num faço mais poesia
Num tóco mais violão,
Só uma coisa me cutúca
É a sodade da maluca
Que deixei no Maranhão.

Por Renato Caldas, poeta matuto (um dos maires do Brasil) potiguar do Açu, falecido em 1991

Postado por Fernando Caldas 

PESSOAS DO BEM

PANORAMA DO VALE (RÁDIO PRINCESA)
Sou ouvinte assíduo do panorama do vale, admiro a forma como ele é conduzido, programa aberto as vozes do vale do Assú que desejam e querem falar através de suas idéias o que possa contribuir para o crescimento do nosso vale, seja na política, religião, educação e etc. Este programa está contribuindo para o desenvolvimento do nosso vale, do nosso estado e por que não dizer do nosso país através da Net. Parabéns Nelson Dantas e Rodrigo Medeiros apesar de vocês não serem Ipanguaçuense, temos muito admiração por vocês. Tenho certeza que nesse horário o seu programa é o dos mais ouvidos do vale do Assú, é bom ter vocês como amigos.

Postado por IPANGUAÇU DO BEM

Escrito por juscelinofranca





 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.