quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Paula Fernandes mostra em Natal "seus encantos"


Canções românticas ao violão, voz grave, e uma estampa marcante. Talvez sejam essas as qualidades às quais se refere a cantora mineira Paula Fernandes no novo disco "Meus encantos", cujo show ela apresenta nesta quinta-feira, às 21h, no Teatro Riachuelo. Apesar de o sucesso nacional só ter surgido no final de 2010, após participar do tradicional show de Roberto Carlos, a moça já conta com um bom tempo de carreira. Começou cantando em bares, e na metade da década passada, já emplacava canções em telenovelas. "Meus encantos" é o seu sétimo disco de carreira, onde conserva o mesmo estilo de música sertaneja contemporânea, com pitadas de rock, folk e pop - algo evidente na parceria que Paula fez este ano com a cantora americana Taylor Swift. Nesta entrevista, ela fala sobre suas motivações para compôr, parcerias, músicaiss, e a alegria de estar no palco.
 Guto CostaSegundo a cantora, título do novo disco traduz a liberdade de composição das músicasSegundo a cantora, título do novo disco traduz a liberdade de composição das músicas

Sua voz é considerada uma das revelações da música brasileira atual. Conte como foi o início da sua carreira e qual o momento foi mais marcante para seu sucesso?
Comecei a carreira ainda muito jovem, com apenas oito anos de idade, na cidade de Sete Lagoas, Minas Gerais. simples e comecei a cantar de repente. Desde então, busco com garra e responsabilidade, o tão sonhado reconhecimento. Hoje me sinto uma vitoriosa por ter chegado tão longe e alcançado voos tão altos como interprete e também como compositora. Um momento marcante certamente foi assinar o contrato com a Universal Music. Feita a parceria, minha vida mudou completamente.

Além de cantora você também é compositora. Como vocêc trabalha as duas coisas?
O compor é muito particular e intenso, uma situação, uma sensação, um cheiro, tudo pode me inspirar. Para começar a compor basta ler uma frase bonita, ouvir uma canção. As vezes acordo no meio da noite para compor...Meu processo criativo é totalmente intuitivo. Só componho quando a inspiração vem, e ela não tem hora nem momento pra chegar. É bom falar do que as pessoas sentem. Do cotidiano, dos sentimentos de uma forma mais pura.

Seu novo trabalho é o seu sétimo CD "Meus encantos". Como é este novo disco?
Ele traduz "os meus encantos", tenho muita liberdade em meu trabalho, me permito fazer as escolhas que tenham haver comigo, isso é muito importante, porque reflete direto no público em pouco tempo, percebo as pessoas cantando as músicas o que torna este trabalho especial e gratificante.

O álbum "Meus encantos" tem apenas uma participação especial que é com o nordestino Zé Ramalho, na música "Harmonia do amor". Como foi fazer essa parceria?
Genial, cantar ao lado de um ícone, no qual sempre admirei, foi uma experiência incrível. Quando penso em uma participação sempre penso na relação direta com o meu trabalho. Se ela é de verdade coerente com o que faço, no caso de Zé Ramalho dispenso comentários.

Qual sua relação com os cantores nordestinos e com os ritmos desta região como o forró?
Sou muito ligada à canções que falam da terra e o Nordeste tem uma riqueza muito grande deste tema. Sem contar, a alegria contagiante do ritmo e das pessoas. Em meu show tenho um momento que retrata minha infância e trago elementos típicos da região e das festas de São João.

Apesar de ser uma jovem cantora, o público pede que sejam tocados nos shows as suas músicas de maior sucesso? Qual a que não pode faltar?
Felizmente, construí m repertório bem conhecido. As canções que marcaram minha trajetória como "Pássaro de fogo", "Sensações", "Sem você", entre outras, não podem faltar. E claro, "Meus encantos", mesmo sendo recente, é uma das mais pedidas também.

O que os fãs podem esperar de seu show em Natal?
Um show de arte, alegria, magia, criado e pensado com muito carinho pra vocês!

Quais são seus próximos projetos?
Trabalhar bastante este CD "Meus Encantos" e preparar um DVD lindo, para registrar este repertório e outras inéditas! Afinal de contas, a minha missão continua: emocionar o público.

Serviço

Paula Fernandes em "Meus Encantos". Quinta, às 21h, no Teatro Riachuelo. Preço da plateia e camarotes: R$180 (inteira) e R$90 (estudante). Tel.: 4008-3700.

Tribuna do Norte - Viver
Que eu não perca a
luz e o brilho no
olhar, mesmo
sabendo que muitas
coisas que verei no
mundo escurecerão
meus olhos.

Chico Xavier
 
Que eu não perca a
luz e o brilho no
olhar, mesmo
sabendo que muitas
coisas que verei no
mundo escurecerão
meus olhos.

Chico Xavier
Alguém me responde: qual o maior mistério do mundo?
O coração de uma mulher, ou o mar?
Vai e vem... vem e vai, correntes, tempestades, calmarias.
Chego a uma conclusão natural, quase infantil: O mar é feminino.
  
Fernanda Mello 
 
Se tens espaço, abre os braços,
Se não tens, abre o pensamento.
Não deixes jamais de ser livre!

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

Do poema: Num campo de girassóis não há senão girassóis… [Emílio Miranda]

Estende as tuas mãos vazias no escuro
percorre a imensidão oculta dentro de nós.
Vai e rompe as amarras do presente
solta-me das correntes amargas das sombras.
Extingue a dor, o sofrimento, o vazio
estende as tuas mãos vazias no nada
e toca-me suavemente no rosto.
Devolve-me os momentos perdidos
na mais sublime e completa forma de amar, a incondicional.
Sinto-me descrita num passado a preto e branco
de fantasias, miragens e sonhos
em caminhos arduamente traçados
num futuro de palavras pintadas num muro.
Trespassa de vez estas paredes apertadas da alma
de clausura das (des)ilusões
onde a vida se semeia de parábolas inacabadas
com um fim pré-determinado
num ensaio já realizado
e escrito nas constelações do universo.
 
Cristina Costa
 


O maior cajueiro do mundo, também conhecido como Cajueiro de Pirangi, está localizado na Praia de Pirangi do Norte no município de Parnamirim, à 12 km ao sul da capital Natal.

 Guia Comercial do RN

 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Palavras agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.
Provérbios 16:24

Futilidade

Por Virgínia Victorino* 

Não saias hoje, amor. Dize que sim!
Passaremos a noite a conversar.
Se queres vou tocar, dançar, cantar...
O que eu desejo é ter-te ao pé de mim!

Não saias hoje... Iremos ao jardim...
apanho rosas para me enfeitar,
e fico presa à luz do teu olhar,
e perfumo-me toda de jasmim!

Não sais? Dizes que não? Meu bem! Meu bem!
Como a gente é feliz quando ama alguém!
Ouço apenas na terra a tua voz...

Vamos, senta-te aqui. Lê versos, fuma.
Enquanto lês, eu olho a sala... — Bruma...
Vejo-me ao espelho e ponho pó-de-arroz.

*poetisa portuguesa,uma das maiores voses da poesia lusitana do século XX.
Confissão
Virgínia Victorino

Quando às vezes me queixo, não é nada
pelas loucuras que tens feito. Não!
A gente não domina o coração,
antes por ele é sempre dominada...

Sei que ainda em teus olhos, disfarçada,
vibra a chama da última paixão!
Que falas da saudade e da ilusão
numa voz triste, lenta, perturbada!

Tu procuraste sempre em toda a parte
emoções raras, e eu não posso dar-te
mais do que um calmo, um grande amor sem fim!...

Viveste horas febris, horas serenas...
Não as lamento, não. Lamento apenas
as que tu não guardaste para mim!

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO