Ex-governador Geraldo Melo publicou o livro “Luzes e sombras do Casarão”, um romance
O
presidente da ANL, o escritor e advogado Diógenes da Cunha Lima, disse que
“eleição é preferência e a preferência acadêmia foi em favor de Geraldo”.
Diógenes da C. Lima afirmou também que o concorrente de Geraldo Melo “é uma
pessoa de talento”, mas afirmou que Geraldo “é um talento superior, não vou
dizer que é um talento superior a ele, mas que é um talento superior no Rio
Grande do Norte”.
Diógenes
da Cunha Lima declarou, ainda, que Geraldo Melo “é um dos maiores romancistas
que o Estado já produziu”.
Para
o presidente da ANL, Geraldo Melo “é um talento fora do comum, já exerceu todas
as funções com brilho e inteligência, e merece estar na Academia. Nós
precisamos de pessoas como Geraldo”.
Diógenes
da Cunha Lima explicou que para ingressar na ANL “é obrigatório ter livro
publicado” e, no caso do ex-senador e ex-governador Geraldo Melo, “ele além de
ter outros trabalhos interessantes publicados”, escreveu um livro “fantástico
que foi apresentado por mim, que se chama 'Luzes e sombras do casarão”, um
romance de costumes passado em Campo Grande, terra natal do novo acadêmico“,
que não tem nada melhor do que esse romance aqui”.
Diógenes
da Cunha Lima disse também que Geraldo Melo “é talvez um dos grandes oradores
deste país” e ontem à noite lhe comunicou a sua eleição.
Geraldo
Melo encontra-se em Brasília e deverá, brevemente, agendar a data de sua posse
para a cadeira de nº 32, que tem como patrono Francisco Fausto, um historiador
mossoroense, que era avô do ministro Francisco Fausto, que também foi
acadêmico.
O
livro “Luzes e sombras do Casarão”, de Geraldo Melo, é a primeira obra de
ficção do político potiguar, escrito durante o período de isolamento por causa
da pandemia de coronavírus em 2020.
Desde
junho do ano passado que o livro está disponibilizado em plataforma digital na
Amazon.
Em
matéria do caderno “Viver”, da TRIBUNA DO NORTE de 16 de junho, Geraldo Melo
fala o que quis resgatar na obra: “É aquele tempo em que a fazenda tinha
de ser uma espécie de nação – ter capacidade de existir só, defender-se só e
sozinha proteger a vida, a casa, a terra das pessoas. Mas poderia ser em
qualquer lugar”.
A
matéria assinada por Tádzio França, diz que a trama se passa no começo a década
de 60, no interior do Rio Grande do Norte, na época em que Campo Grande
se chamava Augusto Severo (em 1991, o município voltou a ter o nome original do
século 19).
O
livro foi prefaciado por Diógenes da Cunha Lima, comentário de Ivan Maciel, que
foi auxiliar dele durante o seu governo (1987/1991), na contracapa da edição
impressa e ainda um artigo do jornalista Vicente Serejo.
Na
noite de ontem, Diógenes da Cunha Lima também foi reeleito presidente da ANL,
obtendo 34 dos 35 votos.
"E foi com destemor, silêncio, solidão e um esforço incomum que Zila Mamede, na década de 1960, ultrapassando todos os obstáculos que existem no caminho daqueles que pesquisam no Brasil, bibliografou 50 anos de vida intelectual desse "homem-biblioteca" chamado Luís da Câmara Cascudo. Destemidamente, observou Mamede no início do texto Câmara Cascudo, o pesquisador pesquisado. "Para mim, o suficiente é a existência de Luís da Câmara Cascudo, brasileiro do Rio Grande do Norte. E sua obra.""
"O único pássaro que se atreve a atacar uma águia é o corvo. Ele senta sobre suas costas e bica seu pescoço. No entanto, a águia não responde e nem luta, não perde tempo e nem gasta sua energia com ele. Simplesmente abre suas asas e começa a subir o mais alto que pode. Ou seja, quanto mais alto é seu vôo, mais difícil é para o corvo respirar e logo cai por falta de oxigênio.
Diante disto, quer um conselho? Deixa de perder tempo com os corvos… Continue seu vôo nas alturas e eles, por si só, despencarão."
A Boa do Brejo, categoria Cristal, é a melhor cachaça do mundo no ano
de 2021. O título veio esta semana com o resultado do Concours Mondial
de Bruxelles, um dos mais rigorosos e reconhecidos, internacionalmente,
pela independência e rigor no processo de degustação. A mais nova
cachaça de Areia (PB) desbancou marcas consagradas do Brasil e do
exterior.
Degustada por um júri experiente, composto por especialistas do mundo
inteiro, que teve como objetivo comum distinguir cachaças de qualidade,
a Boa do Brejo, categoria Cristal, foi implacável e foi escolhida a
melhor do mundo em um concurso que faz parte dos eventos internacionais
mais importantes da bebida destilada do mundo.
Geralmente o Concours Mondial de Bruxelles destina três dias de
degustações, onde são avaliados o visual, olfativo, paladar e a
personalidade dentro dos parâmetros do guideline, que é entregue ao
corpo de jurados. A pontuação de cada bebida participante é medida
através de um sistema estatístico de média.
CONCURSO – O Concurso Mundial de Bruxelas acontece há 21 anos e,
assim como na Copa do Mundo, é sediado em diferentes países a cada
edição. Ele é levado muito a sério e, cada vez mais, produtores de
destilados do mundo inteiro querem ganhar nas categorias.
Um selo de premiação no Spirits Selection pode representar um aumento
de 30% nas vendas. Essa condição torna a premiação ainda mais almejada e
competitiva. A regra é clara e decide que apenas 30% dos participantes
levam medalhas entre Ouro, Prata e Grand Ouro – o que quer dizer se 100
produtos forem inscritos, somente 30 ganharão.
“É com grande satisfação e emoção que recebo essa premiação, fruto de
um sonho de produzir cachaça, colocado em prática há pouco tempo”,
argumentou o empresário e idealizador da Boa do Brejo, Cícero Ricardo.
Ele ainda ressaltou que distribuidores e consumidores podem ter a
certeza de que ao comprar a mais nova cachaça de Areia, estarão levando
pra casa um produto testado e de boa qualidade com sabor extremamente
macio e suave.
HISTÓRIA – Produzida no Engenho São Pedro, antigo Mofo, o qual foi
fundado no ano de 1961, pelo Sr. Valdo Pompeu. Em 2018, Cícero Ricardo
adquiriu o Engenho, já do senhor Paulino Arantes, que vendia a produção a
granel, e iniciou o processo de modernização dos equipamentos e
instalações, seguindo todo protocolo legal e sanitário.
Paralelamente, foi escolhida a variedade ideal da cana de açúcar, e
definida as áreas de plantio. Após a conclusão de toda reforma, da
colheita da cana de açúcar e o funcionamento autorizado pelo Ministério
da Agricultura, pela SUDEMA e pelo IBAMA, finalmente foi reinaugurado em
2020, com uma produção de 60.000 litros de cachaça de excelente
qualidade, utilizando apenas o seu “coração”, e separando as frações da
“cabeça” e da “cauda”, o que lhe confere qualidade inigualável e um
sabor extremamente macio e suave.
ATUALMENTE – Hoje a produção anual é limitada a 120.000 litros de cachaça e utilizada apenas a cana de açúcar do engenho.
O Engenho São Pedro possui várias nascentes de água, local para
trilha a pé, através de floresta nativa e alguns pontos interessantes, a
exemplo da pedra do grito (conta-se que no mês de maio escutam gritos
nessa pedra), a casa da bruxa (uma casa de taipa no meio da floresta), a
trilha das águas, passeio à cavalo, dentre outros.
LOCALIZAÇÃO – O Engenho está localizado na cidade de Areia (PB), numa
tríplice fronteira, entre os municípios de Areia, Pilões e Alagoinha, e
é aberto a visitação, com a condição de se respeitar o meio ambiente e
as normas internas de segurança.
Por José Valdez
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A IRREVERÊNCIA DE MANOEL FORTE
Valério Mesquita Mesquita.valerio@gmail.com
01)
Manoel Forte (personagem folclórico do Rio Grande do Norte e Paraíba),
alto, corpulento, vozeirão, foi conhecer Brasília acompanhado do seu
filho. Caminhando pelo Centro Comercial e revivendo o costume
nordestino, comprou um enorme pão doce e saiu devorando-o normalmente
pela calçada para indignação do filho: “Você quer que eu alugue aqui uma
casa só para comer esse pão, é?”, vociferou Mané Forte, soltando
pedaços de pão pela boca.
02) De outra feita, aconselhado a
fazer exame parasitológico, Mané Forte evacuou o material enchendo uma
lata grande de Bardhal e pegou o ônibus rumo a Mossoró. No banco da
frente, pernas abertas e sobre uma delas o produto, foi advertido de
saída por uma senhora moralista que subia no coletivo: “Feche as pernas,
tenha respeito!!”. Mané Forte, em cima da bucha, retruca: “Feche você,
que não tem o que quebrar!!”
03) Em Catolé do Rocha, Mané Forte,
parente distante dos Maia, foi convidado para o pomposo jantar
oferecido pela família da matriarca, genitora de Tarcísio Maia. Na
confraternização, tipo banquete, Mané Forte, consciente do parentesco
distante, sentou-se na extremidade da imensa mesa. O jantar foi
organizado seguindo a etiqueta da Escola Doméstica. Mocinhas da
sociedade enfileiradas portavam, cada uma, diferentes pratos que iam
servindo sucessivamente aos convivas. Carnes, massas, peixe, verduras,
frutos eram colocados nos pratos dos Maias ilustres, Tarcísio, João,
Otávio, Sérgio, Isauro, etc., etc., mas levantavam voo quando se
aproximavam de Mané Forte. Lá pras tantas, chega uma travessa de farofa
que sobrevoou os pratos dos notáveis mas aterrisou no de Mané,
enchendo-o até as bordas, para sua decepção. Inconformado, seu Mané
exclamou trovejante e contrafeito: “Preste atenção ao serviço menina,
aqui só ta chegando cereais!!”.
04) O Dr. Fábio Mariz viajou com
Mané Forte a João Pessoa e juntos se hospedaram na residência do
deputado estadual Américo Maia, representante de Catolé do Rocha na
Assembléleia. Na hora do jantar foi servida uma sopa aos convidados.
Para surpresa de todos, Mané Forte despejou o farinheiro na sopa e fez
aquele “grolado”. Advertido polidamente pelo deputado, Mané Forte foi
enfático: “Américo, só gosto de comer que faça bosta!!!”.
(*) Do livro "Pisa na Fulô - Anedotário Político e Social de Macaiba e Adjacências".
Nenhuma
região do país é tão pródiga na inventividade como o Nordeste. A arte do
repente identifica a nossa região. É o exercício da poética popular, do sertão
ao litoral, com versos de fazer inveja a poetas eruditos.
O repente nordestino é duelo verbal de cantadores com o acompanhamento de
viola, rabeca ou pandeiro (embolada). Em todas as suas formas, participa do
rico Patrimônio Imaterial do Brasil. É o diálogo do improviso e da liberdade
vocabular.
Muito se discute sobre a sua origem. Como sempre, Câmara Cascudo vai mais
longe. Para ele é o desafio oriundo do canto amebeu, grego, do tempo de Homero.
É canto alternado, obrigando resposta às perguntas do companheiro.
Muitos poetas cantadores tornaram-se célebres. Pinto do Monteiro (sempre
considerado o mestre da cantoria), um dia, recebeu Lourival Batista, crescente
em versos quentes. Glosaram os dias da semana com o humor produzido por
trocadilho. Pinto: “No lugar que Pinto canta/não vejo quem o confunda. / Que o
rio da poesia/o meu pensamento inunda. /Terça, quarta, quinta e sexta, /sábado,
domingo e segunda”. Lourival respondeu: ”Sábado, domingo e segunda, /quarta e
quinta. / Na sexta não me faltando/a tela, pincel e tinta/pinto pintando o que
eu pinto. /Eu pinto o que o Pinto pinta”.
Ninguém sabe dizer melhor das coisas da região do que o poeta mossoroense
Antônio Francisco. É sempre expressiva a sua linguagem para fazer pensar. Brevíssimo
exemplo: Falando sobre a fome, ele começa: “Engoli três vezes nada...”.
Fabião das Queimadas, escravo que tangia bem o verso e a rabeca, foi provocado
para falar sobre a paga dos seus vinténs arrecadados. Que seria um poeta? Ele
explicou: “Canta longe um passarinho/do outro lado do rio, /uns cantam porque
têm fome, /outros cantam por ter frio. /Uns cantam de papo cheio, /outros de
papo vazio”.
Não era cantador, mas poeta popular, popularíssimo. Aliás, Renato Caldas foi um
lírico, improvisador, bem-humorado. Pediram-lhe que fizesse saudação ao
escritor e pintor Newton Navarro. Versejou: “Adão foi feito de barro/mas você
Newton Navarro foi feito de inspiração. / Dos passarinhos, das cores/da noite
feita de amores/do luar do meu sertão”. Certa vez, o poeta tomou café em uma
residência na cidade de Angicos e ao guardar suas coisas, distraidamente,
incluiu uma colherinha. Já na sua cidade, em Assu, verificou o equívoco e
voltou. Desculpou-se dizendo: “Eis aqui, dona Chiquinha, /devolvo sua colher. /
De coisa que não é minha/eu só aceito mulher”.
Na função de conselheiro do Iphan, esforçar-me-ei para que o Repente Nordestino
seja reconhecido como Patrimônio Imaterial Brasileiro.
A implantação da tecnologia 5G em Natal, a internet de
quinta geração, dependerá de investimentos em infraestrutura e
modernização na legislação municipal para sair do papel, segundo
especialistas. Aliado a isso, a pesquisa “Cidades Amigas da Internet”,
da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações
(Abrintel), colocou Natal em 21º lugar entre as 27 capitais no tocante a
legislações, exigências e prazos para emissão de licenças e
autorizações para antenas.
Alex Régis
Instalação de antenas é um dos gargalos apontados. Semurb diz que licenças saem com rapidez
A Secretaria de Meio e
Ambiente e Urbanismo (Semurb) discorda do relatório e aponta que as
emissões de licenças possuem uma média 10 dias de finalização
processual, caso a documentação esteja toda de acordo com a legislação
por parte do solicitante. A lei que regulamenta a instalação de antenas
em Natal é datada de 2001 e a pasta avalia modernizar a legislação em
virtude da chegada do 5G.
O leilão do 5G no
Brasil foi feito nesta quinta-feira (04) pela Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel). As empresas vencedoras têm compromissos de
investimento definidos pelo Ministério das Comunicações e aprovadas pelo
Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Anatel. O objetivo das
contrapartidas é sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as
tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de
telecomunicações do país.
Para o professor Luiz Gonzaga de
Queiroz Silveira Junior, do Departamento de Engenharia de
Telecomunicações da UFRN, a tecnologia 5G, voltada em maior parte para
indústrias, vai exigir uma mudança na infraestrutura das cidades, isto
é, serão necessárias adequações para instalações de antenas e núcleos,
que propiciarão a velocidade e os ganhos do 5G. Ele cita que além dessas
instalações, datas-centers precisarão ser implementados em Natal.
“O
5G não é para as pessoas e sim para a indústria. E para termos todas as
vantagens do 5G na indústria, precisaremos do núcleo da rede. Quando
temos isso e o rádio 5G, temos o 5G puro, o objeto do leilão. Esse
núcleo vai exigir a instalação de datas-centers, centros enormes de
processamento de dados, separados nessas regiões de Natal e até do
Estado”, explica. Caso se instale só as antenas para 5G, segundo ele,
apenas pequenos problemas das operadoras serão resolvidos.
Já
para o professor Augusto Venâncio Neto, do Departamento de Informática e
Matemática Aplicada da UFRN, o 5G vai propiciar uma série de ganhos à
população, entre eles a consolidação de aplicações de software mais
exigentes.
“Aplicações que são inovadoras,
como a telesaúde, a interação com dispositivos robóticos, por exemplo. A
infraestrutura vai abarcar as invenções que ninguém tem nem ideia do
que está por vir, como aplicações desafiadoras, como os veículos
autônomos. Seria integrar o sistema embarcado no veículo com os sistemas
externos da cidade, como notificações de semáforos, bases de dados,
controladores. Tem as chamadas holográficas também. Com o 5G será
possível isso”, cita.
Os professores citam que
o 5G foi concebido para revolucionar o cenário das comunicações. “Não é
um 4G melhorado, é uma nova visão de rede”, diz Augusto Neto. Além
disso, os investimentos serão feitos em boa parte pelas próprias
empresas vencedoras do leilão, mas o Poder Público também terá papel
importante nas questões estruturais das cidades, avaliam os
pesquisadores.
O professor Luiz Gonzaga de
Queiroz, do Departamento de Engenharia de Telecomunicações da UFRN,
explica ainda que questões locais de cada cidade e particularidades
urbanas precisarão ser revistas.
“Vamos ter
uma necessidade de ajustar locais urbanos para instalação dessas
antenas, como distância, altura, com a necessidade dessa geração. Não
serão ajustes apenas numéricos, serão ajustes diferentes que deverão
levar em consideração as características do 5G para a indústria, que não
é um sistema pensado para as pessoas”, explica.
Pesquisa
A
6ª Edição do “Ranking Cidades Amigas da Internet” tem como objetivo
identificar, dentre os 100 maiores municípios brasileiros, aqueles que
mais estimulam a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil, por
meio da elaboração de políticas e ações públicas que incentivem e
facilitem a instalação de infraestrutura necessária à expansão desses
serviços.
Entre as 100 cidades, Natal ficou na
79ª posição, com nota 2,6. A queda em relação ao último ranking foi de
16 posições. Já só entre as capitais, a principal cidade do Rio Grande
do Norte ficou na 21ª colocação. Segundo o estudo, 100% das cidades
levam mais de 6 meses para emitir uma autorização para instalação de
Estações Rádio-Base.
Entre a metodologia da
pesquisa, foram feitas análises teóricas da legislação e avaliações
junto às principais prestadoras de serviço de telecomunicações e a
Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações
(Abrintel).
Porém, segundo a chefe do setor de
licenciamento de obras públicas da Semurb, Suely Rodrigues, e a
analista de processos Cláudia Oliveira, a análise dos processos é feita
na mesma semana e caso a documentação esteja em acordo com a legislação,
a licença é emitida logo após a análise.
“A
prefeitura não teve conhecimento dos critérios utilizados para se chegar
nesse ranking, porque não demoramos seis meses para dar uma resposta de
licença. O processo depende da documentação. Em média levamos no máximo
10 dias para analisar”, apontam.
Natal avalia mudanças em legislação
Com
uma legislação datada de 20 anos atrás, a Prefeitura de Natal vai
avaliar mudanças na lei para receber a tecnologia 5G, a internet de
quinta geração, que passou a ser leiloada pela Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) a partir desta quinta-feira (04). O executivo
precisará se adequar à Lei das Antenas (Lei Federal 13.116/2015), que
estabelece normas gerais para implantação e compartilhamento da
infraestrutura de telecomunicações.
Conforme
a legislação federal, o licenciamento para instalação de antenas deve
se dar de forma simplificada e em um prazo de 60 dias de forma integrada
entre todos os órgãos públicos envolvidos.
“Quem
regulamenta a emissão de radiação é a Anatel. Verificamos a estrutura
de suporte. No caso do 5G, como a emissão é pequena, pouco maior que uma
caixa de sapato, não serão necessárias estruturas especiais. A Semurb
está avaliando se vamos precisar de uma legislação nova ou não. E caso
ela saia, ela será elaborada para que a regularização seja de maneira
simplificada”, cita a analista de processos Cláudia Oliveira.
A
mais recente alteração na legislação de licenciamento de antenas em
Natal aconteceu em 2001. O texto regulamenta os padrões urbanísticos,
sanitários e ambientais para instalação de antenas transmissoras de
radiação eletromagnética e outros em Natal.
Pela
lei, é proibida a instalação de estação de Rádio-Base de telefone
celular e microcélulas para reprodução de sinal e equipamentos afins em
áreas de praças, parques urbanos, verdes complementares, escolas,
centros comunitários, centros culturais, museus, teatros e no entorno de
equipamentos de interesse sócio-cultural e paisagístico.
Ainda
de acordo com a chefe do setor de licenciamento de obras públicas da
Semurb, Suely Rodrigues, e a analista de processos Cláudia Oliveira, uma
portaria baixada pela pasta em 2019 tratou de simplificar a
regularização de antenas já instaladas em Natal.
“De
dois anos para cá regularizamos cerca de 600 torres de celulares em
Natal. É um valor considerável para termos sido colocados nessa
posição”, cita.
Não
se trata aqui de mais uma coletânea de 50 crônicas do carioca Lima
Barreto (1881-1922), esquecido em sua época e hoje entre os grandes
vultos da literatura nacional no despontar do século XX. Adornado com
dezenas de imagens a cargo de famosos (Marc Ferrez, Augusto Malta) e
alguns anônimos, o cotidiano da então capital federal ganha movimento se
lida junto aos textos, ora sérios ora irônicos e extraídas de vários
periódicos. As crônicas seguem de 1911 até 1922, dando para voltar no
tempo diante da bela narrativa de Barreto sobre o Rio de Janeiro. A
percepção de Lima acerca da realidade fluminense possui ares de
profecia, como na crônica “O nosso esporte” (adivinhe qual!), apresenta
um olhar atento ao lado cultural urbano (“Sobre o carnaval”, “Amor,
cinema e telefone”, “Bailes e divertimentos suburbanos”) e cenas urbanas
pouco percebidas (“Os enterros de Inhaúma”, “A revolta do mar”, “O trem
de subúrbios”, “A estação”).
Divulgação
mundo livro 1
Atenção seja dada ao texto
“A polianteia dos burocratas”, na qual Barreto trata do que ele chama de
“feminismo burocrático”, crônica claramente crítica quanto à presença
da mulher no funcionalismo público, tudo porque ele via tal ação como
mero “feminismo de fachada” (uma das mulheres diz que sua grande
aspiração seria não ter outra mulher como chefe). Em outro texto,
Barreto afirma ser um “andarilho de vocação”. Caminhar ao lado dele no
Rio de Janeiro daquela época, eis uma experiência nostálgica frente aos
tiros e tensões nas ruas cariocas de hoje.
Vários, “Arquivos de correspondências: carta e vida literária de escritores do RN” (2017, Edufrn, 182 p.)
Em
mais uma investida do Núcleo Câmara Cascudo de Estudos
Norte-rio-grandenses, os profs. Humberto Hermenegildo e José Luiz
Ferreira, ambos da UFRN, organizam um volume dedicado à epistolografia
potiguar. O (sub)gênero da carta vem sendo estudado com mais afinco nas
últimas décadas, provavelmente devido à dinâmica entre autores em tempos
bem distantes da internet (e antes que as cartas se autodestruam!). O
Modernismo brasileiro – incluindo o potiguar – foi moldado também, ainda
que parcialmente, na troca mútua de missivas. Corroborando tal tese,
surgem artigos de Humberto Hermenegildo (“O Modernismo como memória nas
cartas trocadas entre Câmara Cascudo e Joaquim Inojosa”) e de Edna Maria
Rangel (UFRN), tratando do autor de “Alma patrícia” com o criador de
“Macunaíma” (“Câmara Cascudo e Mário de Andrade nos anos 30: desafios da
política e da pesquisa sob tensão”).
Divulgação
mundo livro 2
Já Maria Suely da Costa
(UEPB) e Wellington Medeiros (UERN), no texto “Poema-carta: sob um
contrato do gênero”, afirmam que a carta foi “Usada por longo período da
história humana como fonte, não apenas, de documentação, mas como
recurso usual de comunicação”. Nos 08 capítulos, há ainda artigos sobre
Zila Mamede e suas cartas a Drummond, sobre o poeta açuense João Lins
Caldas e sobre o ainda obscuro acariense José Gonçalves Pires de
Medeiros. São notícias de um mundo no qual as pessoas se entendiam,
mesmo à distância. Hoje, por vezes, nem frente a frente o diálogo se faz
possível.