sábado, 23 de novembro de 2013

Lei brasileira permite ao presidente perdoar e soltar mensaleiros a qualquer momento

Juristas acreditam, porém, que desgaste político inviabiliza adoção da medida por Dilma 

Alexandre Saconi, do R7
Se o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, endurece cada vez mais a vida dos condenados na ação, existe uma possibilidade — ainda que improvável e muito remota — para os mensaleiros se livrarem da cadeia.
A legislação brasileira permite que a chefe do poder Executivo, a presidente Dilma Rousseff, conceda o perdão, denominado graça, a qualquer condenado no País, o que poderia beneficiar os condenados no julgamento do mensalão.
De acordo com a Constituição Federal de 1988, é competência exclusiva do presidente essa prática, geralmente oferecida em caráter excepcional para corrigir equívocos na aplicação da pena ou possíveis erros do Judiciário.
A possibilidade de o perdão acontecer é remota, segundo juristas ouvidos pelo R7. A própria presidente Dilma, em entrevista a rádios da região de Campinas (SP), nesta quarta-feira (20), declarou que não faria "qualquer observação, análise ou avaliação" sobre atos do Judiciário, em especial do STF.
Para Pedro Lazarini Neto, professor do Complexo Educacional Damásio de Jesus, essa possibilidade da graça presidencial aos condenados no mensalão é descartada.
— Não é possível fazermos isso. Se nós fizermos isso, haverá uma subversão da ordem do estado de direito. Aí, de repente, qualquer membro do PCC [Primeiro Comando da Capital] pode invocar este direito, dizer que é um preso político, dizer que é perseguido porque está ligado ao PT.
Para que o benefício seja concedido, ele deve ser pedido pelo próprio condenado, pelo Ministério Público, entre outras formas. Porém, Lazarini reforça que não há como o perdão ocorrer de maneira alguma, tendo em vista que há como interpretar como um crime político a condenação.
A presidente poderia, em caráter extremo, conceder o indulto humanitário, onde, em caso de sofrimento ou doença severa do condenado, a presidente, por questão de humanidade, concederia a graça. Essa prática, porém, é vista apenas por juristas como possibilidade em raros casos.
O advogado Filipe Schmidt Sarmento Fialdini, do escritório Fialdini, Guillon & Bernardes Jr Advogados, lembra que muitas pessoas acabam confundindo a graça, que é exclusiva a uma única pessoa, com o indulto, que é um benefício concedido a várias pessoas. Este último costuma acontecer anualmente, próximo ao Natal.
— O indulto é coletivo. Eles certamente vão se beneficiar dele em um momento, a não ser que se beneficiem da graça antes.
Fialdini lembra que, no final do ano, o presidente da República costuma conceder o indulto coletivo para presos que cumpram determinadas condições. Entre elas, costumam estar o cumprimento de certa fatia da pena, a pena máxima do crime cometido não ser elevada etc.
— Próximo ao dia 20 de dezembro, o presidente faz um decreto de indulto, onde ele estipula os casos em que os presos podem pedir o indulto ou a comutação da pena. Por exemplo: Se já cumpriu um terço da pena, pronto, poderia ir para casa.
Vale destacar que o indulto não deve ser confundido com as saídas temporárias. O indulto permite que o condenado cumpra o resto da pena em liberdade. Já a saída temporária obriga que o sentenciado retorne à prisão após determinado período, como as saídas de dia dos Pais, dia das mães etc.
Veja o que diz a Legislação
Constituição Federal:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
Lei de Execução Penal:
Art. 188. O indulto individual poderá ser provocado por petição do condenado, por iniciativa do Ministério Público, do Conselho Penitenciário, ou da autoridade administrativa.



O MUEZIM DE CAPIM MACIO


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O poeta Walflan de Queiroz pintado por Newton Navarro

No final dos anos oitenta, a pedido de amigos, organizei numa clínica de saúde mental, em Natal, uma pequena biblioteca. Sugeri aos diretores um nome, imediatamente aprovado: “WALFLAN DE QUEIROZ” (*). Era, o próprio, um dos pacientes mais antigos do lugar, parente dos donos da instituição. A um dos irmãos, pedi a doação dos livros do poeta e nas estantes os arrumei com carinho. Do homenageado, com muito jeito e agrado, auxiliado por um fotógrafo sorrateiro e camarada, descolei razoável fotografia colorida e ampliada, para a indispensável entronização na sala acanhada. Finalmente, na data aprazada, foi uma festa e tanto.

Conhecia Walflan há mais de quarenta anos – tinha eu uns seis ou sete - desde a casa do meu Pai, na Avenida Rio Branco, cercanias do velho Mercado. Sempre de terno de linho branco impecável, na gravata encarnada um alfinete de pérola, sapato “Fox”, brilhantina nos cabelos, com fala grave e sonora, ao cair da noite, papeava com meu Pai, velho amigo do seu. Uma algaravia, um charabiá repleto de erres que eu e meu irmão, um pouco mais velho, curiosos, não entendíamos. Era, descobrimos perguntando, tão somente dois poetas falando francês, o belo idioma de Hugo, Verlaine e Rimbaud! Bom mesmo, para nós, meninos, era a moeda de mil réis que o rapaz risonho nos dava “para comprar confeito”, terminada a conversa.

Anos depois, a luta pela vida me afastou de Natal e de Walflan por muitos lustros. Por onde andei, poucas notícias tinha do moço culto de terno branco que me dava moedas, do filho do Doutor Letício, bacharel no Recife, promotor público, monge trapista, sábio, embarcadiço, aventureiro, diretor de museu – que confessava em versos ser “poeta maldito” e ter “pedido esmola na porta de Notre Dame”.

Nos ocasos de alguns dias, quando o reencontrei na clínica de Capim Macio – abatido, o rosto cavado pela magreza, os dedos finos manchados pela nicotina -, nas raras ocasiões para o diálogo, instado, provocado, reconhecia-me, pedindo cigarros ao “filho de Othoniel”!  Recitava salmos e suratas, indagava pelo “Grande Ponto”…

No pico das doses mais fortes de aldol, no prelúdio do sossego, ainda agitado, subia a um dos bancos do jardim e, numa mescla de cantochão gregoriano e pregão de muezim, desandava o querido vate a declamar, com sofrível dicção, palavras e nomes do seu gigantesco vocabulário, algumas e alguns por mim gravados, à época: “Alá, Adonai, arrabil, Aluízio Alves, Apolinaire, Aramis, acadiano, Baudelaire, Gotardo, apocalipse, Miriam Coeli, Baal, Bel, Li Po, Vale de Josafá, Iavé, Jeová, Eloím, Trapa, Othoniel, Rancé, Cister, cisterciense, Dalton Melo, humanista, Djalma, Soligny, Islã, trapista, eloísta, mulçumana, Roldão, Brama, Parnaso, geena, faiança, Giralda, runa, Excalibur, Saladino, durindana, Natan, Betsabé, deambulatório, Leviatã, consitório, Patmos, Jó, Rimbaud, Patagônia, João Café, Moisés, Tânia, Genilda, paladino, Walt Whitman, Dom Quixote, Irene, França, Ulisses Cavalcanti, mamãe, Sheaskspeare, amidalite,  Sanderson Negreiros…"

Este é o registro e dou fé.

Laélio Ferreira

(*) “Walflan de Queiroz (1930-1995) era natural de São Miguel, região do alto oeste do Rio Grande do Norte. Eram seus pais Letício Fernandes de Queiroz e Raimunda Furtado de Queiroz . Ele formou-se pela famosa Faculdade de Direito do Recife, mas nunca exerceu a profissão. Certamente teria advogado com brilhantismo. Tipo baixo, fumante inveterado, teve uma juventude boêmia, intelectual, poeta dos melhores. Conheci aquela figura (que engrandece as letras potiguares), nos idos de setenta, na calçada do Café São Luiz, em Natal, declamando exaltado um poema de Rimbaud. Apresentei-me a ele, que me tratou com distância. Logo entendi. A última vez que estive com Walflan foi na clínica Santa Maria (quando ele estava em tratamento psiquiátrico). Vejamos o poeta visto por ele próprio, no poema sob o título “Autobiografia”, que diz assim: Nasci sob o signo de São Bento José de Labre. / Pedi esmola na porta de Notre Dame./ E fui encontrado morto numa rua de Madrid./ O primeiro hino foi meu, o primeiro canto/ Que comoveu a alma de Francesca de Rimini./ Fui monge, amei a virgem./ Fui marinheiro, estive no oriente./ Mais tarde, pertenci ao grupo dos poetas malditos/ E escrevi o meu último poema para uma menina espanhola.
Walflan publicou oito livros intitulados O Tempo da Salvação, 1960, O Livro de Tânia, 1963, O Testamento de Jó, 1967, A Colina de Deus, 1968, Nas Fontes da Salvação, 1970, Aos Pés do Senhor, 1972 e A Porta de Zeus, 1974. O solitário Walflan teve amores apaixonados. Vejamos o poema adiante: Três amores / E uma solidão. / Irene, Tânia / E Herna / Vi Abraão / No monte moriá / Três amores / E uma solidão,/ Irene Azul / Tânia amarga / E Herna triste.
Walflan “conhecia vários idiomas. Lia, escrevia e falava em latim. Era fluente em Francês e inglês”. Ele era da Marinha Mercante e percorreu o mundo. O produtor cultural Eduardo Gosson, depõe que Walflan nas suas andanças “apaixonou-se por uma bailarina cubana, gostou das noites da Martinica e quase casou-se com uma colegial de Buenos Aires”. É lindo o seu poema “Auto Retrato”, que vejamos adiante: Não tenho a beleza de Rimbaud,/ nem o rosto torturado de Baudelaire./ Tenho sim, olhos negros,/ Como os olhos de Poe. Meus cabelos são soltos, em desalinho como os de algum Anjo ou demônio./ Minha pele, queimada eternamente pelo sol, tem sal do mar e a cor morena dos que são náufragos./ Minhas mãos são pequenas, tristes embora como mãos de alguém que só as estendeu para o Adeus!

POETA ASSUENSE

JURAMENTO


 

Sá Dona, eu só quiria,
Qui mecê pudesse vê,
A dô qui trago nos peito,
Sofrendo pru seu respeito
Tudo pru vossa mecê.

Desde aquela tarde ingrata,
Meu coração parpitô:
Qui tava tudo acabado,
Tava tudo desgraçado...
Meu coração num faiô.

Prá eu, tem sido uma luta.
Tô mágo assim de pená!
Se as vez, eu pégo no pinho,
Coméço a cantá baxinho,
O pinho pega a chorá.

Se coméço oiá pra lua,
Me alembrando de mecê;
Vejo ela se escondendo,
Se incuiendo, se incuiendo,
Cum pena do meu sofrê.

Inté a lua, Sá Dona,
Chora, tem pena d’eu!
Só Sá Dona num simporta,
Inté me fechô a porta,
Cuma se eu fosse um judeu.

... Lá um dia Deus mióra,
mióra pruque Deus qué.
E eu juro ajueiado;
Inquanto tive lembrado,

Num oiá mais pra muié.

Renato Caldas - Poeta Assuense
* 08/10/1902  + 26/10/1991
Fonte: Fulô do Mato.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!"

Florbela Espanca
 
1

A chuva fina na vidraça,
Embaça o que eu preciso ver.
Seus passos apressados,
Pisando em poças d'agua,
Levando o meu viver.





domingo, 24 de abril de 2011
http://mediocridade-plural.blogspot.com.br

BAR NOGUEIRA - RENATO CALDAS

 
















O Bar Nogueira era estabelecido na praça do Rosário, de propriedade de João Nogueira.
Era um recinto aristocrático, seleto. Quando o freguês tomava três cervejas, João Nogueira 
não mais atendia. Ali frequentarammuitas figuras do Açu-RN como, por exemplo, 
o bardo matuto que o Brasil consagrou chamado Renato Caldas. Na fotografia podemos 
conferir da direita: Pedro Cícero, Cândida Nogueira [que herdoue explorou por um certo 
tempo aquele bar de muitas histórias e estórias, até, salvo engano, finais de 1980],
Renato tomando a sua 'fria' como ele gostava de dizer, apagando as velinhas dos seus
anos, [?[, João M. de Vasconcelos - Lou, [?]. E escreveu um dia, o poeta, o clássico 
soneto dedicado ao igualmente poeta e amigo João Fonseca, dizendo:

Vinte mil dias de tranquilidade,
De dor, de sofrimento, eu já vivi;
De poucas horas de felicidade;
De sonhos e venturas que perdi.

Vinte mil dias! Numerar quem ha de 
Os tragos de "veneno" que bebi.
As poucas vezes que falei verdade
E milhares de vezes que menti!...

Hoje alquebrado pelos desenganos;
Caminho sem sentir na mesma estrada
Que viajo há cinquenta e cinco anos...

E se breve parar meu coração,
A minha esposa, triste e desolada
Jogará flores sobre o meu caixão.

Postado por Fernando Caldas

PADRE MARCELINO (*) 


Igreja Martriz de Jardim do Seridó



(Nota de Othoniel Menezes aposta a uma das sextilhas do livro “Sertão de Espinho e de Flor” (poema em 16 Cantos), no livro “OTHONIEL MENEZES - Obra Reunida”. 


“Por que não, se o padre é um santo?
Lidou tanto, perdoou tanto,
que anda curvado, a tremer…
A cabeça, alva, é um capulho,
esgarçado ao sol de julho…
– São Marcelino há de ser.

* * *

Todo este poema, desde a primeira página, vê-se logo, é uma apologia, uma defesa do sertão e da admirável gente – vítimas, imbeles[1] e resignadas, do celerado abandono a que, de trezentos anos a esta época de atômica superfetação[2] da democracia, os relegaram, os políticos e o governo da república; vítimas da imbecil ironia de muitos “escritores’ e “poetas” granfinos, irmãos desnaturados, caluniadores de Jeca Tatu e Manoel Xiquexique, que aqui continuam a lutar sozinhos, pegando queda de corpo com o sol, para gáudio do parasitismo dourado dos “mestiços neurastênicos do litoral”.

A expressão anotada inspira-se nas recordações de infância do Autor, quando via ele, na figura do pároco de uma freguesia, a encarnação da pureza e da bondade dos velhos ministros da Igreja, e cujas mão eram beijadas, a cada encontro do dia, por todos os habitantes do lugar.

Seguem umas notas biográficas, devidas à incansável prestimosidade do Dr. Heráclio Pires, que já ilustrou várias das presentes NOTAS. Delas ressalta, simpática e original, a personalidade do vigário de Jardim do Seridó, naquela época (1899-1908), e evocada no poema:

“Era paraibano, e chegou ao Jardim em fins de 1899, como vigário. Foi um dos melhores homens – padres, sobretudo – de quantos tenho conhecido. Quando aqui chegou, já beirava pelos oitenta anos, trazendo uma velha criada e uma moçoila, que era sua sobrinha. O padre Marcelino Rogério dos Santos Freire era tio legítimo do major Umbelino Freire de Gouveia Melo, que foi administrador dos Correios, em Natal. A indumentária do velho sacerdote era o que havia de mais pitoresco, e assim o vi milhares de vezes. Avalie o amigo como ele resolveu o caso do preço, então elevadíssimo, dos chapéus sacerdotais: chamou a um dos nossos mais hábeis “carapuceiros” (fabricantes de chapéu-de-couro), deu-lhe todas as medidas, e mandou fazer um cahpéu de couro para o seu uso diário, com o formato dos chapéus de padre; depois de bem pintado a Nubian[3], ficou mesmo um belo chapéu.

Restava o caso da batina, o que, entretanto, não embraçou o nosso herói: mandou costurá-la de brim preto, com a dupla vantagem de ser mais fresca, neste rigoroso clima do sertão, e mais econômica! Veja que tudo ele resolveu sem ferir as exigências litúrgicas ou canônicas e, portanto, merecia aplausos. Também conheci aqui um oficial da nossa Polícia e que, um belo dia, me apareceu no balcão (o dr. Heráclio manteve uma ótima farmácia, em Jardim, por alguns decênios) com uma farda… de brim preto! Com os respectivos galões e botões próprios; menos, apenas, o cinturão… Censurando, eu, a propósito, o mau gosto da nossa Polícia, em adotar tal fazenda para os seus oficiais, ele me respondeu, com a maior naturalidade, que absolutamente não se tratava disso e, sim, que havia mandado confeccionar aquela farda funérea, porque lhe havia morrido o pai!… (…).

Voltando ao padre Marcelino: aqui passou ele cerca de 8 a 10 anos, durante os quais amealhou alguma pecúnia. Voltou à Paraíba, onde D. Adauto o agraciou com o título de Cônego. Ali morreu, com mais de 90 anos de idade”.

(*) Padre Marcelino Rogério dos Santos Freire (Vigário de Pedra Lavrada/PB, de 1860 a 1870 e de Jardim do Seridó/RN entre 1899 a 1908).
[1] Que não é belicoso; não beligerante.
[2] Coisa que se acrescenta inutilmente a outra; excrescência, redundância.
[3] Antiga marca de tinta para calçados.

LEMBRANDO ZÉ DA LUZ (*) - POETA PARAIBANO



(in “OTHONIEL MENEZES – Obra Reunida” – Editora UNA, Natal-RN, 2011)


“Me alembro qui um sordado
quaje perde farda e gorro
só pruquê Né Alejado
tinha um dado aviciado,
com três cabra e três cachorro.

Os butiquim, qui são feito,
uns maió, outros miúdo,
é um retrato perfeito
daquelas casa sem jeito
dos jagunço de Canudo!”


(Zé-da-Luz,51 “Um Natal na minha terra”,em O Cruzeiro, 18.12.1948)

Severino de Andrade Silva (Zé da Luz). Nasceu em Itabaiana em 29 de março de 1904 e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1965. Poeta popular, ficou famoso, nacionalmente, com o poema “As flô de Puxinanã”.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

CRC/RN


O contabilista assuense João Gregório Júnior venceu a eleição para dirigente do Conselho Regional de Contabilidade - CRC/RN, para um mandato de 4 anos, obtendo 2.134 votos (chapa 1), contra 1.154 (chapa 2). Fica os parabéns do editor deste blog. É o Assu sempre mais!


Fernando Caldas

Deputado Estadual George Soares participa de Encontro Estadual do PR/RN em Natal



Nesta sexta-feira (22/11), Deputado Estadual George Soares marcou presença no Encontro Estadual do Partido da República do Rio Grande do Norte (PR/RN) no Versailles Recepções de Cidade Jardim, em Natal. O parlamentar esteve na companhia do presidente do PR/RN, o deputado federal João Maia, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais lideranças e filiados do partido em todo o estado.



Em seu pronunciamento, George Soares classificou o evento como o maior encontro político partidário do estado em 2013 e exaltou a força do partido e seus correligionários. "Começamos com a ideia de criar núcleos pensantes de decisão, com mesmo peso para prefeitos, deputados, vereadores, ex-vereadores e prefeitos, o PR Jovem, o PR mulher. Todos têm participação no partido, diferentemente do que acontece com outras legendas", enfatizou o deputado, exaltando o caráter democrático do PR.

Quanto à proposta de afastamento político do Governo do Estado, o parlamentar criticou a falta de diálogo e o isolamento governista em relação aos aliados. "Vão dizer que parece fácil sair de um governo que não tem aprovação popular, mas o PR não pode levar a conta sem estar participando. Não somos consultados. Nós não estamos efetivamente no governo. Hoje nossa preocupação é fortalecer prefeitos, vereadores, lideranças. Estendemos a mão, mas não podemos ajudar quem não quer ser ajudado", posicionou-se o deputado. O rompimento foi confirmado pelos presentes em decisão tomada por consenso geral durante o encontro.

(Do face do deputado George Soares)




ARENA DAS DUNAS


Do face Arena das dunas

Os dois telões de LED da Arena das Dunas já estão instalados. Localizados no setor noroeste e setor sudeste, as estruturas possuem 63,7 metros quadrados, sendo 10,24 metros de largura e 6,22 de altura. O telão de alta resolução tem capacidade de definição de 280 trilhões de cores. Paralelo aos telões, está sendo montado o sistema de refletores, que contará com 306 peças.

BARBEIRADAS

Por Valério Mesquita, escritor

1) No Grande ponto dos anos sessenta, quem não se lembra da famosa Barbearia Bom Jesus onde pontificava o exímio cirurgião-barbeiro Antônio Guedes? Toinho, baixinho, bigode astucioso, era um mulherengo incorrigível. Aliás, sofria de uma doença benéfica e invejada por muitos chamada "priapismo (ereção permanente). Certa manhã, chega o seu freguês habitual: o não menos popular Luiz Tavares, com aquela "insustentável leveza de ser". A operação foi iniciada, com espuma em profusão espalhada pelo rosto de Luiz. Nisso, ao largo, passa uma mulher com os seus dotes expostos e generosos. Toinho não resistiu. Abandonou o freguês e iniciou o ritmo da busca. De repente, Luiz Tavares abriu o vozeirão: "Cadê Toinho? Aquele f.d.p. saiu assim e me deixa com essa porcaria na cara?". Irritadíssimo, vai a porta da barbearia de revolver em punho, esperar Guedes. A manicure percebendo o perigo iminente corre para avisara Toinho que lépido e fagueiro sem nada perceber se aproximava: "Guedes por favor não vá! O homem tá lá armado pra lhe dá um tiro!" Toinho escafede-se. E, por via de dúvidas, só voltou dia seguinte, após a providência preventiva de colocar um pastorador à porta da barbearia.

2) Fernando Macedo contou-me essa do nosso Antônio Guedes, cabeleireiro famoso de Natal. Toinho é o conhecido barbeiro das figuras políticas do estado, célebre pelas posições e votos afirmativos dependendo do freguês da hora. Quando o presidente João Batista Figueredo visitou Natal logo imaginaram uma presepada para o inefável Toinho. Recebeu um telefonema de um alguém se identificando coronel da segurança do Planalto chamando-o ao hotel a fim de barbear o presidente. Para um supremo mandatário da Revolução não poderiam faltar exigências e aquele clima de mistério. "Olha senhor Guedes, esteja no hotel às 06.30 da manhã munido de uma navalha n. 01, creme de barbear mentolado, talco neutro, bata branca com uma capa de chuva por cima. A senha para a segurança a fim de facilita ar a identificação é "Navalha afiada", entendeu?". "Entendi sim senhor", disse Guedes ao telefone já fazendo antecipadas reverências. Dia seguinte, partiu célere para o hotel conforme as recomendações. Ao chegar no saguão, dirigiu-se aos agentes e soltou a senha: "Navalha afiada!". Desconfiada, a turma da PF pensando em um atentado caiu em cima de Toinho que só foi liberado horas depois quando descobriram ter sido vítima de um trote.

3) O grande Luiz Tavares, de inesquecível memória, trabalhou na Merenda Escolar, em Natal. Vez em quando, dirigia uma velha pick-up Willys da repartição e fazia as suas "barbeiragens". Afobado e teimoso, com aquele corpanzil era difícil ser contraditado. Certa manhã, ao fazer uma manobra na pick-up guerreira subiu a calçada ameaçando alguns assustados pedestres que tiveram ainda de troco, do Luiz a sentença cavalar: "Olha os pés felas das putas"> Quem iria refutar aquela insustentável leveza de ser. "Esse povo não sabe que pick-up da Willys não tem jogo", justificou  sem contestação.


POETA ASSUENSE

INTUSIASMO


 


Teus óios esverdeado,
Só parece dois sordado
Do Exército Nacioná.
Ou dois cabo, dois sargente,
Dois Furrié, dois Tenente,
Dois Majó, dois Generá.

São dois fuzi, dois canhão,
Duas granada de mão,
Duas combré, dois punhá...
Tenho certeza qui morro
Mas, pra riba deles corro;
Eu quero é me estraçaiá.

São dois espinho reimôso,
São dois menino teimôso,
São dois pecado mortá.
Deus me perdói a lembrança –
Duas hósta de esperança
Prus meus ôio acumungá.
........................................
São duas pena de morte,
São duas lei marciá.

Renato Caldas - Poeta assuense
*08/10/1902 + 26/10/1991.






















PARABÉNS AOS MÚSICOS... HOJE É O DIA DE VOCÊS!!! 
Tem dia que parece magia, Dia encantado, Cheio de alegria, Dia de olhar ao redor e só ver poesia... Vejo flores se abrindo, Criança sorrindo, Idosos felizes. O sol brilha diferente, O sorriso amanhece estampado na cara da gente, O nosso olhar brilha mais que as estrelas, O nosso coração ao invés de pulsar, dança! A nossa alma semeia esperança, Acolhe, cura, edifica, Sonha, ama, compartilha... Traduz, transmite toda emoção vivida, Toda felicidade sentida. Ela simplesmente desabrocha vida.

Neidinha Borges 

  A BELA E INTERESSANTE “DEUSA DO ASSÚ” Imagem 24/04/2026 TOK DE HISTÓRIA Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros...