terça-feira, 12 de novembro de 2013

“Não sou um candidato dos evangélicos”, diz Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC à presidência

O vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC) e pré-candidato à presidência da República pela legenda, Pastor Everaldo Pereira, afirma que não é “candidato dos evangélicos”. Em entrevista concedida ao radialista Evandro Nogueira, durante o programa Domingo Legal, no último domingo (10), o pastor explicou que o objetivo do partido – que ganhou fama com as polêmicas envolvendo o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) – é trazer a ética cristã para o debate político.

“O PSC não é religioso, é um partido que se norteia por princípios cristãos. Eu creio que Jesus morreu, nasceu da Virgem Maria, é meu salvador pessoal e essa é minha fé. Mas Jesus deixou princípios filosóficos que servem para todo mundo e qualquer pessoa, crendo ou não crendo Nele como o Salvador”, disse o presidenciável. “Não sou um candidato dos evangélicos, eu não tenho procuração de evangélico. Eu sou um pré-candidato do PSC”, completou.

Com discurso focado em temas considerados conservadores como proteção à família “de homem e mulher”, contrário ao aborto e a favor da redução da maioridade penal, Pereira – que além de político, é pregador da Assembléia de Deus, a maior igreja evangélica do País em número de fiéis – defende questões que, segundo ele, não têm caráter religioso. “Defendemos a família conforme está na Constituição brasileira. A Constituição diz que a família é homem e mulher, então, nós defendemos dessa maneira. É uma questão que independe de religião ou não”, argumentou.

Fonte: http://www.verdinha.com.br/noticias/nao-candidato-evangelicos-pastor-everaldo-pereira-pre-candidato-psc-presidencia-republica/

#AssessoriaPastorEveraldo


POEMA MATUTO

Poesia matuta não se aprende
É como a planta
Tem que regar para ficar viva
Caso contrário,
Ela fica inativa.

A poesia matuta
Ninguém é dono
Para chegar à liberdade
É preciso
Muita sensibilidade.

Lembro do meu torrão
Quando faço cultura
Através de poesia
Faço também crônica
Como uma verdadeira livraria.

O sol é causticante
Escrevo à sombra do oitão
Faço poesia ao luar
Lembro as coisas belas
Do meu querido lugar.

Escrever é esquecer amargura
É sentir ternura
É fugir dos lamentos
É ter bons pensamentos
Em belos momentos.

Marcos Calaça, jornalista (UFRN)

SÃO RAFAEL

Meu chão voltou
Repórter acompanha a sua mãe numa visita às ruínas da cidade que emerge das águas rasas da barragem Armando Ribeiro Gonçalves; com outros moradores da região colhe lembranças sobre a inundação ocorrida há 30 anos 

Tallyson Moura - DO NOVO JORNAL

“Nunca pensei que fosse pisar neste chão novamente”. As palavras foram ditas por Maria, ao reencontrar entre os escombros de sua velha casa os pedaços do piso de mosaico por onde andou na infância e parte da vida adulta. Mas poderiam ter saído da boca de José, Antônio, Rafael, Josimar e tantos outros que, como ela, foram expulsos de seus lares há exatos trinta anos, sem perspectiva nenhuma de retorno.

Para reencontrar a própria história, só confiando no destempero da natureza. Precisou que viesse ao sertão potiguar a maior seca dos últimos cinquenta anos para que as raízes de pedra, barro e madeira de um povo inteiro ressurgissem, a despeito do tempo, quase intactas. A antiga São Rafael, cidade do Vale do Açu encoberta pelas águas da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, está de volta. Por enquanto.
Foto: Vlademir Alexandre/NJ.
 
Maria da Conceição Moura, professora aposentada, volta a pisar o chão da casa em que viveu na cidade antiga de São Rafael, onde identificou cada cômodo: três quartos, três salas, uma dispensa, a cozinha e o banheiro Basta que volte a chover – e o povo sertanejo torce por isso – para que tudo desapareça novamente em meio as águas verdes do maior reservatório de água potável do Rio Grande do Norte. “Mas pelo menos, agora, a gente já sabe o quanto nossa base é resistente. A água pode até voltar a subir, mas a gente tem a certeza de que a nossa história estará para sempre lá, firme e forte”, comemorou a professora aposentada Maria da Conceição Moura, conhecida como Maria Perré.

A barragem alcançou o nível mais baixo desde sua inauguração em 20 de abril de 1983. Está hoje, de acordo com o monitoramento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, com apenas 38,23% de sua capacidade. Partes da cidade que jamais apareceram estão emergindo. A casa de Maria é um exemplo.

“Eu tenho dois sentimentos ao ver isso tudo aqui. O primeiro é de alegria por ver novamente minha casa; o outro é de tristeza, por ver toda esta destruição. E junto ainda vem um turbilhão de lembranças que eu vivi aqui”, conta. Maria morou a infância inteira na ‘cidade velha’. De lá, mudou-se para estudar o ensino fundamental II (na época, o ginásio) em Parelhas, mas voltou ao concluir o magistério.

Localizar a sua antiga casa, em meio ao monte de velhas estruturas, não foi difícil. A residência ficava próxima à praça, ao lado de algumas pedras, com cerca de um metro de altura. Maria, ao chegar no local, identificou cada cômodo: três quartos, três salas, uma dispensa, a cozinha e o banheiro. Entre os escombros, encontrou as travas das janelas (grandes pedaços de madeiras que garantiam a segurança da casa) e o antigo piso de mosaico, meio desbotado, mas ainda com a tonalidade vermelha preservada.

Rememorando uma foto feita no aniversário de 27 anos, em janeiro de 1983, Maria Moura, hoje com 57 anos, repetiu a pose e se escorou novamente na mesma pedra de 30 anos atrás. “É como se eu voltasse no tempo” destacou.

Escombros de uma cidade sob a seca

O projeto da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves foi uma iniciativa do Governo Federal, através do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS). As águas do rio Piranhas-Açu foram represadas cobrindo toda a área urbana e boa parte das propriedades rurais da cidade, localizadas, principalmente, no leito do rio. Foram desapropriados 20.636 hectares, dos quais 9.665 foram inundados já de início.

A população foi relocada para uma cidade projetada a 5 km da antiga. A nova São Rafael fica a 220 km da capital do estado, Natal. Para perder o mínimo possível, ao serem removidos da cidade antiga, os moradores retiraram partes do piso das velhas casas e todas as estruturas de madeira, deixando somente os escombros.

A baixa da Armando Ribeiro trouxe à tona detalhes históricos da vida dos antigos são rafaelenses. Como um bom guia, Maria mostrou onde ficava cada parte da cidade. Feitos de tijolos resistentes, como não se vê mais hoje, os alicerces e paredes das principais estruturas da cidade sobreviveram aos 30 anos de imersão sem muitos danos.

“Ali era a casa do motor que fornecia energia elétrica para a cidade até as 10h da noite”, apontou. Ela também mostrou onde ficava a praça, os Correios, e a rua da Prefeitura, da Câmara dos Vereadores, do Cine Teatro e do posto médico. Na quadra de esportes, ainda como todas as demarcações, era onde aconteciam o carnaval e as maiores festas da cidade. Mas nos dias comuns, o espaço era palco de partidas de futsal, vôlei e basquete.

A torre da antiga igreja, que se manteve de pé até 2010 em meio aquele ‘marzão’ de água doce, mantém suas bases expostas. Durante anos, foi o maior símbolo da cidade. Atualmente, até o cemitério, que ficava numa parte mais baixa da cidade, reapareceu. As cruzes dos túmulos emergiram mostrando que, ali, a história – com vida e morte - sobrevive.
Do Novo Jornal - Domingo 10/11/2013.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PAULO VARELA



Durante a XIX Cientec - Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura realizada entre os dias 22, 23, 24 e 25 do mês de outubro de 2013, pela UFRN, na Praça Cívica daquela universidade, deparo-me com o consagrado poeta matuto assuense Paulo Varela, onde ali coordenava o pavilhão Vila da Cultura. Paulo numa demonstração de amor a sua terra mãe - o Assu, contou-me que registrou a sua filhinha recém nascida  com o nome de Joana Francisca Assuense Macedo Varela. E para Joana escreveu o bardo Varela, os versos adiante.

Sou uma menina
Serei poetisa
E Bonita demais
Puxei a papai
Eu não aperreio
Tenho um irmão
E que não é feio
E uma mãe que me ama demais.

Fernando Caldas

DO LIVRO 'PÉ DE ESCADA'

MOTE

SEM BEBIDA NÃO HÁ FESTA

GLOSA

Dentro da mata sombria,
A passarada cantava!
O sabiá gorjeava
Uma peça de harmonia.
Toda mata era alegria
Mas, do meio da floresta,
Ouviu-se alguém que protesta.
Voaram todos pra ver,
Era meu louro a dizer:
- Sem bebida não há festa.
Poeta assuense
RENATO CALDAS
Assu/15 de outubro de 1985.

sábado, 9 de novembro de 2013

SOLUÇÃO CONTA GOTA

Por Aluízio Lacerda 
Existe hoje nos municípios brasileiros uma crise institucional por falta de recursos que leva alguns gestores a fazerem o que não desejam.
 
 Quem viu antes prefeitura fazendo greve, protestando, fechando suas portas como meio de chamar atenção do governo federal e da própria opinião pública?
 
Não é brinquedo não, pra um governante que tem o mínimo de responsabilidade, a situação é vexatória, preocupante.
Estamos vendo alguns prefeitos tomando atitudes extremas como salvamento da situação existente, uns são mais radicais demitindo todos com uma canetada, pensam apenas em sí, cortam na carne, sem dó, nem piedade.
Outros agem mais cautelosamente exonerando somente algumas funções gratificadas, cargos comissionados de menor expressão, evitando gastos superfluamentes cotidianos.
 
Neste bojo de providências alguns são mais prudentes, analisam consequências, retiram da folha mensal gradativamente uma função ou outra que acha ser possível dispensar.
 
Esta solução conta gota é um paliativo temporário, todavia as sequelas afetam quem dispensa e quem é dispensado, mas, é preciso saber agir, ter dimensão da gravidade, encarar o problema de frente com visão saneadora, sem precipitação e sem receio do que está fazendo, cada um sabe onde seu sapato aperta pra não querer machucar o calo do outro.
 
Sabemos que demitir não é bom negócio, pior é permanecer dando o emprego sem ter como efetuar o pagamento de quem trabalha.
 
A sinuca de bico está posta e se não houver uma urgente reforma tributária, os municípios brasileiros entrarão todos em colapso social.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

ASSU ANTIGO

Mercado Público do Assu, Atualmente denominado Mercado Prefeito Manoel Montenegro.  A fotografia, salvo engano, fora tirada no início da década de sessenta! Foto de Cleando Cortez Gomes.

Fernando Caldas

quinta-feira, 7 de novembro de 2013


O VELHO POTE

Numa volta à minha infância
Lembro o quanto fui feliz
Tomando água de pote de barro
Meu coração é quem diz.

Depois do almoço
Ia a pé para o grupo escolar
Antes, tomava água de pote
Para poder caminhar.

Voltava do Abel Furtado
Para a fazenda Alagamar
Ao chegar, bebia água de pote
Doce e fria de lascar.

Ao lado do pote
Adormecia um sapo cururu,
Para almoçar
Arroz, feijão verde, paçoca e tatu.

Está chovendo
Aparo o líquido na biqueira
Encho o velho pote
Mais natural que água de torneira.

O açude secou
Carrego água de galão
Para encher o pote
De água de cacimbão.

À noite a luz é de lamparina
A água é de pote
O fogão é à lenha
Da banda do serrote.

O pote de barro
Lamenta a ingratidão
De alguém que o deixou abandonado
Nas caatingas do sertão.

O velho pote
Hoje é imprestável
Matou a sede de muita gente
Quem bebeu ficou saudável.

Nos momentos felizes
Tinha muita utilidade
Triste do pote
Hoje é uma raridade.

Na última viagem
O matuto pegou na rodilha
Jogou o pote no lixo
Como se fosse uma ingrata filha.

O pote envelheceu
Mas cumpriu sua função
Tanto fora modelado
No meu velho sertão.

Na fazenda Alagamar
Um pote de água fria
Que servia como geladeira
Ao lado, esfriava até melancia.

Papai tinha fumo de rolo
Aos sábados ia vender
Antes de sair de casa
Tibungo, copo no pote para beber.

Quem falar de mim
Não vale uma presilha
Quem não pode com o pote
Não pegue na rodilha.

Amigo João
Que conservou o velho pote
Essa homenagem é para você
Numa época que era um frangote.

Depois de tantos anos
João Batista tem um velho pote
Se não gostou das rimas
Me devolva com glosa e mote.

Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)

Festa “Amigos do Tirol” será dia 30 na AABB

A 13ª edição da festa “Amigos do Tirol” será realizada no dia 30, às 14h, na AABB, com abertura de Francinaldo e Banda, seguido da Orquestra Antigos Carnavais, regida pelo maestro Rezende, com muito frevo e marchas que relembrarão os carnavais de outrora, quando a rapaziada do Tirol e adjacências brincavam nos chamados blocos de elite.

Este ano a festa terá como tema “Amigos do Tirol, a festa de Baíto”, e servirá para angariar fundos para o tratamento de saúde de um dos seus tradicionais organizadores, Maurício Baíto, que se encontra em tratamento de saúde no Hospital São Lucas.

Os organizadores do evento, o bancário aposentado ‘Doutor’, o dentista Lenilson Carvalho, jornalista Petit das Virgens, médico Áureo Borges, o bancário aposentado José Guedes da Fonseca, empresário André Barbosa, bioquímico Beto Rabelo, empresário Flávio Tonelli e o sociólogo Fernando Mousinho, contam com o apoio do clube bancário por meio de Edilson Fernandes (presidente) e Haroldo Ribeiro Dantas (vice-presidente), que ancestralmente sempre deram atenção especial ao evento.

Bons tempos

‘Amigos do Tirol, a festa de Baíto’ pretende reviver os bons tempos das décadas passadas, especialmente as 1960 e 1970 e também como promover o reencontro de amigos que moravam na região do bairro do Tirol e adjacências. Tradicionalmente ‘Amigos do Tirol’ fica mais forte e animado a cada ano que passa.

Serviço
14º Encontro Amigos do Tirol
AABB – Avenida Hermes da Fonseca S/N – Tirol
Camiseta de acesso: R$ 30,00
Data: Sábado, 30 de novembro de 2013
Horário: 14h.


Leonardo Sodré
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"ASSU PARA CRISTO"


UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO