POEMA MATUTO
Poesia matuta não se aprende
É como a planta
Tem que regar para ficar viva
Caso contrário,
Ela fica inativa.
A poesia matuta
Ninguém é dono
Para chegar à liberdade
É preciso
Muita sensibilidade.
Lembro do meu torrão
Quando faço cultura
Através de poesia
Faço também crônica
Como uma verdadeira livraria.
O sol é causticante
Escrevo à sombra do oitão
Faço poesia ao luar
Lembro as coisas belas
Do meu querido lugar.
Escrever é esquecer amargura
É sentir ternura
É fugir dos lamentos
É ter bons pensamentos
Em belos momentos.
Marcos Calaça, jornalista (UFRN)
POEMA MATUTO
Poesia matuta não se aprende
É como a planta
Tem que regar para ficar viva
Caso contrário,
Ela fica inativa.
A poesia matuta
Ninguém é dono
Para chegar à liberdade
É preciso
Muita sensibilidade.
Lembro do meu torrão
Quando faço cultura
Através de poesia
Faço também crônica
Como uma verdadeira livraria.
O sol é causticante
Escrevo à sombra do oitão
Faço poesia ao luar
Lembro as coisas belas
Do meu querido lugar.
Escrever é esquecer amargura
É sentir ternura
É fugir dos lamentos
É ter bons pensamentos
Em belos momentos.
Poesia matuta não se aprende
É como a planta
Tem que regar para ficar viva
Caso contrário,
Ela fica inativa.
A poesia matuta
Ninguém é dono
Para chegar à liberdade
É preciso
Muita sensibilidade.
Lembro do meu torrão
Quando faço cultura
Através de poesia
Faço também crônica
Como uma verdadeira livraria.
O sol é causticante
Escrevo à sombra do oitão
Faço poesia ao luar
Lembro as coisas belas
Do meu querido lugar.
Escrever é esquecer amargura
É sentir ternura
É fugir dos lamentos
É ter bons pensamentos
Em belos momentos.
Marcos Calaça, jornalista (UFRN)





![O VELHO POTE
Numa volta à minha infância
Lembro o quanto fui feliz
Tomando água de pote de barro
Meu coração é quem diz.
Depois do almoço
Ia a pé para o grupo escolar
Antes, tomava água de pote
Para poder caminhar.
Voltava do Abel @[100002749540691:2048:Furtado]
Para a fazenda Alagamar
Ao chegar, bebia água de pote
Doce e fria de lascar.
Ao lado do pote
Adormecia um sapo cururu,
Para almoçar
Arroz, feijão verde, paçoca e tatu.
Está chovendo
Aparo o líquido na biqueira
Encho o velho pote
Mais natural que água de torneira.
O açude secou
Carrego água de galão
Para encher o pote
De água de cacimbão.
À noite a luz é de lamparina
A água é de pote
O fogão é à lenha
Da banda do serrote.
O pote de barro
Lamenta a ingratidão
De alguém que o deixou abandonado
Nas caatingas do sertão.
O velho pote
Hoje é imprestável
Matou a sede de muita gente
Quem bebeu ficou saudável.
Nos momentos felizes
Tinha muita utilidade
Triste do pote
Hoje é uma raridade.
Na última viagem
O matuto pegou na rodilha
Jogou o pote no lixo
Como se fosse uma ingrata filha.
O pote envelheceu
Mas cumpriu sua função
Tanto fora modelado
No meu velho sertão.
Na fazenda Alagamar
Um pote de água fria
Que servia como geladeira
Ao lado, esfriava até melancia.
Papai tinha fumo de rolo
Aos sábados ia vender
Antes de sair de casa
Tibungo, copo no pote para beber.
Quem falar de mim
Não vale uma presilha
Quem não pode com o pote
Não pegue na rodilha.
Amigo João
Que conservou o velho pote
Essa homenagem é para você
Numa época que era um frangote.
Depois de tantos anos
João Batista tem um velho pote
Se não gostou das rimas
Me devolva com glosa e mote.
Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)](https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/s403x403/1458469_284984521626659_534917163_n.jpg)


















