quinta-feira, 21 de abril de 2011

Salinas do RN na Rede Globo

Deu no DN Online

Nesta quinta-feira (21), o programa Globo Mar, da rede Globo de Televisão vai mostrar as Salinas do Rio Grande do Norte. Apresentado pela jornalista Glenda Kozlowski, a atração televisiva pretende explorar o Terminal Salineiro de Areia Branca-RN, considerado a maior reserva de sal do Brasil. O RN produz cerca de 95% de todo o sal consumido no país.
Através da exibição, o programa pretende explorar o sal como potência econômica, aliado as belezas naturais da cidade de Areia Branca que seram veiculados para o Brasil e o Mundo.
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Escrito por juscelinofranca às 09h43

Agnelo Alves uma cabeça pensante



Da série recordar é preciso, lembro que conheci o jornalista Agnelo Alves nos áureos tempo da ditadura militar, em 1969, servia o exército no 3º Batalhão de Engenharia e Costrução, sediado em Natal.

Neste periodo tive oportunidade de ver Agnelo Alves na prisão, estava detido no hospital HGUN, unidade hospitalar do quartel 16 RI, servindo as demais corporações, da capital, havia baixado com problemas de sarampo, ao receber alta, minha curiosidade me levou até a cela que se encontrava Agnelo, ví na relativa distância sua imagem, as pessoas comentavam, o prefeito está preso.  

Dois anos depois, em 1971, tive a oportunidade de apertar sua mão na casa de Olavo Montenegro, nossa relação de parentesco me fez ser apresentado ao irmão de Aluizio Alves, a visita aconteceu na rua Joaquim Fabricio, bem próximo do Atheneu colégio em que estudava.

Na conversa travada na casa de Olavo, pude perceber que o governador Aluizio Alves era o grande estadista da familia, embora o cabeça pensante fosse na verdade Agnelo, seu perfil sempre o caracterizou como un elaborador de idéias, projetos, alternativas. 

Sua militância no jornalismo o destacou como um dos grandes profissionais da imprensa do RN e por ser Aluizio Alves a estrela mais brilhante, Agnelo exerceu na politica caminhos mais modestos, sendo na verdade um grande coadjuvante para o papel exercido pelo o protagonista principal.

Agnelo Alves é uma memória viva da história passada e presente do estado, um livro será editado resgatando todo o seu acervo, sua trajetória profissional e politica, está no forno para sair ainda neste semestre, um novo livro de crônicas e artigos de Agnelo Alves, brevemente será lançado.

Escrito por aluiziolacerda às 08h45


Postado por Fernando Caldas

Seu Costa tem Pasta?



Arcelino Costa Leitão, sem ser filho nato do Assu, recebeu da gente assuense todos louros de prestigio que um homem público deve merecer.

Chegou a cidade dos poetas através do senador João Câmara, sendo seu preposto comercial, dirigindo a antiga Cuka, empresa de capital estrangeiro compradora de algodão e outros produtos de interesse do empresário representante da multinacional do algodão e agave (Sisal).

Ficou conhecido e respeitado na cidade pelo prenome de " Seu Costa", solidificou conhecimento na região, enraizou amizades e depois da decadência da empresa, resolveu permanecer em Assu, criando seu próprio negócio, uma espécie de mercearia ampliada para o varejo consumidor da época.

A convite de alguns assuenses, entrou pra politica enfrentando a dinastia dos Amorins/Macedos/Montenegros, candidatou-se contra a fina flor da aristocracia, vencendo a eleição de prefeito pra Edgard Borges Montenegro.

"Seu Costa" ainda hoje, é visto como um dos maiores administradores da cidade de Assu, venceu preconceitos e discriminações, por conta de ter a pele escura, além de ser taxado de negro pelos os adversários, os mais radicais lhe chamavam de "Barrão".
Viveu maritalmente com D. Maria Olímpia ( Maroquinha), uma mulher de fibra longa, inteligente, hábil no trato com as pessoas, vindo a suceder " Seu Costa na Prefeitura".

O casal dominou politicamente  o Assu por um bom tempo, viveu também o declinio do poder, sendo derrotado por João Batista Lacerda Montenegro, num resultado eleitoral, passivo de suspeição, sua derrota só veio acontecer com a abertura das última urna, por apenas 26 votos, estando seus aliados fazendo passeata antecipada, quando a surpresa da vitória adversária foi anunciada.

O blog publica algumas reminiscências presenciada por seu redator a respeito do saudoso Arcelino Costa Leitão, desportista abnegado, patrocinou o Centro Esportivo por muitos anos, dando ao time assuense o maior destaque futebolistico, celeiro de craques que engradeceram a história do futebol regional.

Foi "Seu Costa" uma figura irreverente na comunicação cotidiana com as pessoas simples do lugar.

Conta-se que certa vez uma mulata bem vestida, pisando macio e com timbre de voz falante, se dirigiu ao balconista dono da merceria sortida e assim perguntou: Seu Costa tem pasta?

O proprietário da venda no seu peculiar humor, sentindo o nivel da chiadeira da consumidora, respondeu: Tem bosta, nega besta! retrucando com chiadeira maior o que antes lhe fora perguntado.

Escrito por aluiziolacerda às 09h33


Postado por Fernando Caldas

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O homem nasce e morre, mas a história fica pra ser lembrado, pelas futuras gerações!



Quem veio dá distância tem história pra contar, assim se expressava o saudoso Sivuca, relembramos com imensa satisfação a figura de Olavo Lacerda Montenegro, politico a moda antiga, discurso inflamante, palavra dita sempre com precisão cirúrgica, quando desejava penetrar na sensibilidade de quem queria atingir, era amigo dos amigos, não interessava se certo ou errado, dava guarida aos seus seguidores.
Pra Olavo, adversário, era pra ser tratado com desinteresse, não recebia sua atenção, irreverente, polêmico, ousado ao extremo de atirar num seu desafeto dentro do próprio plenário da Assembléia Legislativa.
Olavo Lacerda Montenegro, era destemido, afoito, sem medir consequências quando estava diante de um embate, na politica varzeano topou muitos desafios, amigo inseparável de Aluizio Alves, enfrentava sempre a fúria dos Dinartistas (Dinarte Mariz).
Teve com Ângelo Varela insípidos debates, chegando a via dos fatos, o deputado seu oponente era filho do ex-governador José Varela, possuia estilo atrevido semelhante ao seu, com esse prestigio tentava invadir as bases eleitorais de Olavo no vale, uma atitude extremada foi tomada pelo o filho de D.Marieta, quando sentiu que sua honra pessoal estava sendo ultrajada, sacou do revólver e em plena sessão alvejou seu agressor. 
Com Edgar Montenegro apesar do espirito pacifico do seu rival, turbinou muitos ataques frontais, fez escola com linguagem direta, sem medo de confronto, sem usar covardia diante das impetuosas respostas de seus antagonistas.
Olavo Lacerda, além de valente era um grande sonhador, antes de se fazer a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, sendo por ele contestada sua localização, lutava para que o desperdicio das águas ficassem retidas no Alagamar, área geograficamente mais perto do mar, localizada na parte litorânea da varzea do Açu. 
Outro grande desafio do deputado varzeano foi a luta pela emancipação de Carnaubais, seu projeto deu autonomia politica a nossa terra, libertou Carnaubais do dominio assuense, ensejando a oportunidade de caminhar administrativamente com suas próprias pernas.
Seu nome ficou na história, embora, o reconhecimento da sua façanha ainda não tenha sido efetivamente traduzida por nossos governantes, sua lembrança existe apenas na memória de algumas pessoas, nenhum monumento robusto foi feito em seu louvor, estamos no 11º mandato costitucional e a figura de Olavo Lacerda Montenegro, tem tido pouca relevância, o que se destaca oficialmente é irrisório, muito pouco para quem tanto realizou. 
Bem que nosso emancipador merecia um púlpito mais honroso, mais significativo da proeza feita em nosso favor.
 Continuo lutando pelo o resgate do seu reconhecimento cívico/patriótico, independente do parentesco que temos, seus laços de trabalho são bem superiores, não merece a injustiça ou descaso feito a sua luta, enquanto representante da nossa terra e região.
Esse artigo é uma forma de deixá-lo insepulto, trazendo a tona a magnitude da sua corajosa presença, uma forma de não excluí-lo definitavamente do nosso calendário de recordações.  

Escrito por aluiziolacerda às 10h54

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quantos depois dele?




Ninguém sabe a conta, Aluizio Alves com sua inteligência tornou-se um mito pluralisado, cultuado, odiado e amado como ninguém no Rio Grtande do Norte.
Suas origens vieram do cabugí, lugar de relevo elevado, ponto culminante regional, sua trajetória de luta e vida pública ganharam semelhantes alturas, serviu de exemplo, espelho, transformando seu nome em esperanças de uma realidade que ardorosamente lutou pra mudar, desenvolvendo nossas singelas potencialidades culturais e econômicas.
Formado em Jornalismo, fundou com Carlos Lacerda a Tribuna da Imprensa no Rio de Janeiro, no exercicio da profissão propagou sua imagem, foi deputado constituinte em 46, governador do estado em 1960 e por aí sequenciou sua maratona de lutas, alcançando alguns revés, me refiro a sua cassação no seu auge político, afastando-o das lides populares por quase 10 anos, na sua maioria denominou-se um vitorioso.
Deputados federal outras vezes, Ministro em dois governos distintos, morreu deixando um legado pra ser relembrado, foi através do seu inconteste valor que recebi o sacramento bastimal com o seu nome. 
 Pra meu orgulho, entre os muitos xarás que tenho, Aluizio Alves e Aluizio Azevedo (escritor/literato), representam toda uma geração de homens inteligentes.
Assim como fez minha estimada mãe, outras seguiram  a lição, dando o nome de Aluizio como uma referência ao grande potiguar, cuja história é uma legenda histórica, reconhecida além das nossas fronteiras.

Escrito por aluiziolacerda

domingo, 17 de abril de 2011

Aluízio Alves em revista

Yuno Silva - repórter

A trajetória do jornalista Aluízio Alves (1921-2006) se confunde com a recente história do Rio Grande do Norte. A afirmativa pode até soar exagerada para alguns, mas, como diz o velho ditado, “a César o que é de César”. Advogado e político atuante, foi Aluízio Alves quem ressaltou a presença do até então inexpressivo RN no mapa do Brasil. Responsável pelo desenvolvimento de diversos setores que impulsionaram, e impulsionam até hoje, a economia potiguar, colecionou série de cargos nos poderes legislativo e executivo: foi deputado federal, governador, ministro de Estado e teve seus direitos políticos suspensos pelo famigerado Ato Institucional nº 5 (AI-5), durante a ditadura militar. Visionário, fundou esta TRIBUNA DO NORTE há exatos 61 anos, e ajudou a construir o grupo Cabugi de Comunicação.

adriano abreuAluízio Alves Filho homenageará o pai com edição sobre sua sua históriaAluízio Alves Filho homenageará o pai com edição sobre sua sua história
Mas, por trás da figura pública e da face empreendedora, um homem simples ligado à família. Amigo e conselheiro. “A família sempre foi sua prioridade, e ele transmitiu isso para todos os filhos e amigos à sua volta”, lembra o amigo Luiz Antônio Porpino, 69.

Natural de Angicos, município da região central do Estado, distante 170km da capital, Aluízio Alves ganha merecida homenagem – por sua dedicação e compromisso com o Estado – no próximo dia 11 de agosto, quando será lançada a revista “Revivendo Aluízio Alves, a luta da esperança”, a ser encartada nos principais jornais de Natal. A data escolhida marca o dia de seu nascimento. “Há pelo menos seis meses venho trabalhando nessa ideia, colecionando depoimentos, juntando informações, reportagens e fotografias”, disse Aluízio Alves Filho, empresário e coordenador do projeto. “A intenção é produzir recorte fiel de uma época, norteada pelos fatos políticos que marcaram a vida de papai”, adiantou.

‘Aluizinho’, como é mais conhecido entre os amigos, quer editar um documento definitivo sobre a vida política do pai. “São fatos isolados que vamos costurar com textos e fotos. Escolhemos um formato grande para evidenciarmos o conteúdo da revista”, adianta.

Testemunha ocular de boa parte dos acontecimentos políticos que figurarão na revista, Aluízio Filho já lançou outros dois livros em homenagem ao pai: “Lições que aprendi com ele”, de janeiro de 2009; e “Repensando o tempo, enfrentando a saudade e a vida”, de agosto do ano passado. “Depois da perda, vivo de saudade e sempre em busca de força e motivação para enfrentar a vida”, diz emocionado.

A revista está sendo editada por Márcio Xavier, pelo jornalista Sílvio Santiago e pelo designer Jimmy Free. “Revivendo Aluízio Alves, a luta da esperança” também conta com colabores de peso como o jornalista Vicente Serejo, que assinará um dos artigos, mais trechos de discursos, detalhes de campanhas e depoimentos dos amigos e ex-assessores Ivanaldo Bezerra, Cláudio Emerenciano e Luiz Antônio Porpino, o ‘Marechal Porpa’. Grande parte do conteúdo histórico faz parte do Memorial Aluízio Alves, em funcionamento na rua Raimundo Chaves, 2200, Candelária (em frente a Inter TV Cabugi) – aberto ao público de terça à quinta-feira, das 9h às 12h e das 15h às 18h. Informações pelo telefone 3234-3422.

Entre as passagens citadas por Aluízio Filho que estarão na revista, destaque para a inauguração do hotel Reis Magos, em 1965; a iluminação da avenida Mário Negócio e o início da construção da Cidade da Esperança. “O que era para ser uma simples inauguração, se transformou em um grande acontecimento”, contou Aluizinho sobre a iluminação da Mário Negócio. “Lembro bem: quando chegamos lá tinha um mar de gente nos esperando”, orgulha-se. Ainda sobre a revista, o primogênito de quatro filhos também considera a possibilidade de ser encartado material multimídia. “Esse material multimídia também pode ser organizado em uma próxima oportunidade. Vou estudar isso, pois conteúdo não falta”, garante.

Outra passagem marcante, segundo Aluízio Filho, foi “a reconciliação de papai com (o ex-Governador) Dinarte Mariz (1903-1984), quando este estava no hospital”.

Sobre esse episódio, Porpino    traz alguns detalhes: “Aluízio e Dinarte eram parceiros políticos até 1959, quando Mariz decidiu apoiar Djalma Marinho para o governo estadual. Foi um rompimento traumático, pois a carreira política de Aluízio iniciou-se, inclusive, com apoio de Dinarte, então líder da UDN (União Democrática Nacional)”, contou. Aluízio ganhou as eleições para Governador do RN em 1960, e os ânimos esquentaram de vez quando a ditadura militar entrou em cena: Dinarte Mariz voltaria ao comando da política papa-jerimum, fato que culminaria com a cassação de Alves.

“Aluízio Alves contrariou a tendência natural das coisas e derrotou o candidato (Marinho) que tinha a máquina pública a seu favor. Também foi pioneiro na utilização do marketing eleitoral e de pesquisas de opinião pública para nortear campanha eleitoral. Nunca foi apegado a nenhuma ideologia, tanto que aglutinava políticos e simpatizantes de várias tendências”, completa. Administrador, articulista, pesquisador e graduando em História pela UFRN, ‘Marechal Porpa’ cultivou mais de meio século de amizade com Aluízio.

Vale ressaltar que Aluízio Alves participou ativamente do circuito nacional político e jornalístico, fundou a Tribuna da Imprensa com Carlos Lacerda, no Rio de Janeiro, e foi responsável por significativas melhorias nos setores de Turismo (interiorizou a rede de hotéis e inaugurou o Reis Magos), educação (chegou a construir 1,3 mil salas de aula em um mandato), transporte (ampliou a malha viária) e incrementou os recursos energéticos  (criou a Cosern e construiu açudes). “Foi, sem dúvida, a maior figura política do século 20 no RN”, finaliza Porpino.

Zelito Coringa

O CARNAUBAENSE ZELITO CORINGA TERÁ MÚSICA APRESENTADA NO FESTIN DE CINEMA EM PORTUGAL.

Por Larissa Newton


A equipe que produziu o curta-metragem "O Poeta e a Bicicleta" comemora a aprovação do filme para participar da mostra competitiva do FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa que acontecerá de 26 de abril a 1º de maio no cinema São Jorge em Lisboa, Portugal.
 
O filme O Poeta e a Bicicleta foi um dos cinco documentários de curta-metragem produzidos como conclusão do projeto Curta Mossoró, realizado em 2010. Gravado em Mini DV, o filme é um documentário sobre o poeta Antônio Francisco, considerado um dos maiores poetas populares da atualidade.

Com 12 minutos de duração, o curta-metragem presta uma belíssima homenagem ao poeta mossoroense que também é bacharel em História, e é conhecido como homem simples, cordelista, ocupando desde 2006 a cadeira 15 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel cujo patrono é o poeta cearense Patativa do Assaré. O filme mostra a história de Antônio Francisco, que antes de tudo é um cidadão que ama sua bicicleta e a utiliza para diversos fins. O poeta iniciou a sua trajetória no mundo literário aos 46 anos, e até hoje, aos 61, não abandona sua bicicleta companheira de suas andanças. O filme revela uma alma liberta e artística, cuja sabedoria profunda e amor pela natureza são uma emocionante lição de vida para que assiste ao filme. A trilha sonora original foi composta pelo músico Zelito Coringa, da cidade de Carnaubais.
Em pouco tempo o curta-metragem já tem uma carreira de festivais, nacionais e internacionais, e agora a equipe se prepara para viajar a Portugal para acompanhar a mostra competitiva do FESTin. "Será uma ótima oportunidade por proporcionar um contato com a indústria cinematográfica mundial e para o próprio poeta Antônio Francisco, que terá sua obra lançada na Europa", disse Thalles Chaves, um dos diretores do filme."Como se trata de um festival itinerante, existe a possibilidade do filme percorrer todos os países que fazem parte da comunidade da língua portuguesa, como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Macau na China," concluiu.A equipe produtora do curta contou com a participação de Thalles Chaves, que acumula diversas experiências em cinema quando estudou no Rio de Janeiro; de Gustavo Luz, diretor da Editora Queima Bucha e produtor de programas de TV; de Toinha Lopes, que é produtora cultural e trabalha com música, teatro, cinema e TV. O filme também contou com a colaboração de Mario Ilo, formando em Comunicação Social pela Uern e de Raimundo Batista, diretor do estúdio Sonora Pro Music, e das montadoras Edileusa Martins e Ana Lúcia Gomes da produtora Caminhos Comunicação e Cultura, responsável pelo projeto Curta Mossoró.
 

(Do Blog de Aluíziolalerda



Como mitigar a desertificação no Vale do Açu - RN, agora utilizando como biomassa a palha da carnaúba e folhas e caule de banana prensados, matéria orgânica que possuimos em abundância em nossa região

Pelo Geólogo Eugênio Fonseca Pimentel
Projeto Carvão Verde - Fazenda São Domingos - Janeiro/2009

Em 19 de dezembro de 2008 operou com sucesso, em caráter experimental, uma unidade industrial para produzir carvão vegetal, bio-óleos e extrato ácido usando capim elefante como insumo de biomassa.
O equipamento está instalado na sede da Cooperativa do As- sentamento da Fa- zenda São Domingos, em Conceição de Macabu, no Norte do Estado do RJ em um prédio de 5m x 8m (figura acima), compatível com a produção de uma pequena comunidade agrícola, devendo utilizar o capim produzido em uma área de 12,5 ha. Trata-se da primeira unidade desenvolvida para a produção contínua.
Processo Industrial
Biomassas submetidas a temperaturas elevadas (300 a 500oC), na ausência de ar, se decompõem produzindo gases, líquidos (bio-óleo e extrato ácido) e carvão vegetal, resíduo sólido formado basicamente por carbono. Esse processo é chamado de "pirólise" (para mais informações, clique aqui).
O equipamento de Macabu é um forno pirolítico projetado para ser operado em pequenas propriedades e que se caracteriza pela simplicidade operacional. Tem como principal componente um forno, apresentado na figura a seguir, atravessado por um tubo com três segmentos superpostos, dentro do qual ocorrem as reações pirolíticas. O capim picado (setas azuis) é alimentado na superior e é arrastado de forma contínua através do tubo.
Submetido às elevadas temperaturas, o capim vai "cozinhando" ao longo do percurso dentro do tubo. Primeiro, quando a temperatura do material atinge os 100oC, evapora-se a água do capim e, a partir desta temperatura são produzidos os gases e líquidos de bio-óleo. Ao final do percurso sobra o carvão vegetal que sai do tubo na parte inferior do forno (seta amarela).
Os gases e vapores são conduzidos para a parte superior do forno (seta vermelha) que encaminha para a unidade de condensação (seta vermelha da figura abaixo) com uma torre cilíndrica de 7m de altura onde são resfriados, condensados e separados os gases e líquidos.
Na entrada deste equipamento um soprador (ciclone) retira partículas de carvão arrastadas com os gases e voláteis e que são recolhidas em um depósito de carvão auxiliar (seta amarela). Os líquidos produzidos são coletados na parte inferior, separados: de um lado, os bio-óleos (seta verde) e, de outro, os extratos ácidos (seta cor de laranja).
O gás produzido no processo é separado e encaminhado (seta azul clara da figura acima) para o queimador (ao lado). Este gás é o combus- tível usado para suprir o calor que mantém o forno operando na tem- peratura adequada, de forma con- tinuada. Os car- vões produzidos mantêm as dimen- sões físicas do capim picado e, neste caso, são chamados de "finos" pois têm origem no capim picado.
À medida que deixam o forno, os "finos" são acumulados em tambores de aço (ao lado). Como o carvão sai com temperaturas elevadas, os tambores, à medida que ficam cheios, são selados para evitar que o material entre em combustão em contato com o ar. Os tambores devem permanecer fechados por um período de até dois dias para resfriarem até a temperatura ambiente. Devem ainda ser mencionados dois equipamentos auxiliares importantes ao processo industrial: o gasificador e o quadro de medidores, mostrados nas figuras abaixo.
O gasificador, alimentado com serragem, opera em temperatura mais elevada que o forno e, com a presença controlada de oxigênio, produz apenas o gás combustível (basicamente CO) que é usado para dar a partida do equipamento até que o processo entre em regime.
Outro equipamento importante é o quadro com os medidores das temperaturas em variados pontos do processo (os termo-pares onde a temperatura é lida são pequenos discos amarelos visíveis na figura do forno) que auxiliam os operadores.
Produtos
As quantidades de carvão, bio-óleo e gases variam de- pendendo do tipo de biomassa, sua umidade, temperatura e outros parâmetros do processo. Os gases, em grande parte combustíveis (CO, CH4 e H2), são usados como fonte de energia para o próprio processo.
O carvão vegetal fino pode ter diversas destinações. Para o empreendimento da Fazenda São Domingos, foi prevista a sua briquetagem, um processo em que os finos do carvão misturados a uma substância aglutinante (o bio-óleo produzido ou amido), são comprimidos por um equipamento especial, denominado briquetador (figura acima), tomando a forma de um prisma hexagonal com um raio de 4 cm e comprimento de 10 a 20 cm. De forma imediata visa-se atender a demanda local de carvão.
Ao lado, a figura apresenta esse carvão briquetado, em chamas, sendo utilizado. Como, no entanto, ele é mais denso que o carvão vegetal produzido diretamente a partir da lenha é possível imaginar que no futuro venha a ser comercializado para usos mais especializados uma vez que tem características físico-químicas melhor definidas e estáveis que o carvão produzido normalmente nos fornos de rabo quente.
Será importante estudar mercados para os finos do carvão (uso em forjas, por exemplo) ou do pó do carvão que pode ser obtido pela moagem dos finos.
Os bio-óleos são formados por um complexo de produtos orgânicos (fundamentalmente derivados fenólicos) que têm elevado poder calorífico, podem ser usados diretamente como fonte de energia para, por exemplo, gerar energia elétrica.
Este complexo de produtos químicos, no entanto, tem uma grande gama de usos não energéticos que vão do uso direto como adubo, defumador, usos veterinários até a substituição do fenol petroquímico e asfalto. No século XIX esta era a principal fonte de produtos orgânicos para a indústria (ácido acético, por exemplo) que foi trocada para subprodutos do petróleo.
O extrato ácido é composto de ácidos carboxílicos como o ácido acético (vinagre), fórmico, butanol, propanol, etc. Ele também tem uma ampla gama de usos seja localmente como inseticida natural, fungicida e adubo orgânico seja como inumo para a produção de biodiesel leve.
Quando a unidade estiver trabalhando de forma contínua, um produto energético de grande valor local será o calor residual do processo obtido com o resfriamento dos finos. O calor poderia manter aquecida uma estufa para a secagem de frutas, cristalização de frutas e outros usos desta natureza.
Fundamentos do projeto
O carvão vegetal é das mais antigas fontes de energia usadas pelo homem. Há mais de cinco mil anos, este combustível que pode produzir chamas com temperaturas mais elevadas que a madeira, foi usado para fundir metais e fabricar artefatos que permitiram à humanidade evoluir da era da “pedra lascada” para a “era do bronze”.
Ele é usado até hoje em todo o mundo como uma fonte para usos doméstico e rural, em grande parte não comercial. Devido ao fácil acesso à madeira e à possibilidade de produzir CV com tecnologias rudimentares, é a principal fonte de energia de países africanos e asiáticos. Assim, seu uso intensivo é percebido como uma medida de subdesenvolvimento.
No Brasil, no entanto, o CV é muito usado na indústria e, em 2006, foi insumo de 35% na produção do ferro gusa que no resto do mundo é produzido com coque do carvão mineral. Como o CV não tem as impurezas presentes no carvão mineral, o gusa tem uma qualidade superior, importante para a produção de aços especiais.
Apesar da sua importância como fonte de energia, sua produção, comercialização, logística e utilização não estão sujeitas a uma regulamentação de natureza energética, ao contrário do que ocorre com todas as demais formas de energia em uso no país.
Algumas indús- trias de gusa produzem o CV. Usam fornos de diferentes forma- tos e capacidade. O forno da figura ao lado (retangu- lar da V&M), converte 42 toneladas de madeira por mês em aproxima- damente 14 toneladas de carvão. Fornos circulares têm um quinto desta capacidade, porém, apresentam ciclos mais rápidos de produção.
Mais de metade do carvão usado no Brasil, porém, é produzido de forma primitiva e insustentável. Ainda são usados fornos de terra (ao lado), uma tecnologia que não deve estar muito distante da utilizada pelos hititas há milhares de anos atrás. O forno mais comum é o “rabo quente” (abaixo), feito com material disponível na floresta, que também tem uma baixa eficiência.
Em todos esses fornos industriais ou primitivos, ao contrário do forno da Fazenda S. Dominngos, os bio-óleos são dispersados (“fumaça”) para o meio ambiente constituindo-se em uma fonte de poluição e resultando na perda do equivalente a um barril de petróleo por tonelada de carvão. Dada a facilidade para produzir CV com tecnologias primitivas em áreas isoladas e de difícil acesso e em um ambiente desprovido de qualquer norma, a demanda da bioenergia cria um mercado caótico com conseqüências ambientais desastrosas. Nas condições da região amazônica, são desmatados cerca de 600 m2 para produzir uma tonelada de ferro gusa. As extensões são maiores e os efeitos ambientais mais dramáticos no Cerrado, no Semi-Árido e no Pantanal.
É difícil coibir estas práticas pela proibição pura e simples: apesar de o país ter intensificado o combate à derrubada de florestas, entre 1998 e 2006, a produção brasileira de gusa com carvão vegetal saltou de 6,5 milhões para 11,3 milhões de toneladas sem que houvesse expansão significativa de florestas plantadas para esta finalidade.
O INEE defende que a falta de regras desincentiva a organização de um mercado formal ao longo da cadeia de transformações, incentiva mercados informais e predadores do meio ambiente além da verticalização da produção da madeira. Esta definição dos produtos deveria ser estendida aos demais subprodutos que ajudariam a reorganizar um mercado que foi importante no século XIX e abandonado.
Hoje é mínimo o incentivo para que os centros de pesquisa e tecnologia, laboratórios e universidades se debrucem sobre este grupo de questões energéticas essencialmente brasileiras, na medida em que elas não são vistas de forma proporcional à sua importância na matriz energética. Uma maior visibilidade vai permitir ampliar tecnologias como a da Fazenda São Domingos.
Vale notar, finalmente, que a atividade de transformação de biomassa em carvão não exige as grandes escalas de produção, pois devido a propriedades físicas da madeira há uma deseconomia de escala. Ao mesmo tempo, nada obriga que seja usada apenas a madeira como insumo, como mostra a experiência de São Domingos, pois tanto plantações de crescimento rápido, quanto resíduos, podem ser empregados.
Informações complementares
O projeto faz parte das iniciativas do INEE - Instituto Nacional de Eficiência Energética, para criar no país uma política para o uso energético da madeira e de seus derivados.
Em princípio, a tecnologia pode operar a partir de qualquer biomassa tal como casca de coco, palhas de arroz, etc. A escolha do capim elefante se deveu a sua altíssima produtividade (20 - 40 ton/ha), que é quatro ou mais vezes maior do que a da madeira de eucalipto, com a vantagem de que esta leva até seis anos para o primeiro corte enquanto o capim fica disponível para o primeiro corte apenas seis meses após o plantio. Estima-se, portanto que a tecnologia deva produzir um carvão em bases renováveis e com custo competitivo.
O projeto está sendo desenvolvido também para dar a uma comunidade de agricultura familiar uma atividade diferente e que agrega valor aos usos tradicionais. O projeto inicial deve gerar de 10 a 14 postos de trabalho no assentamento para atender as diversas etapas da produção que vão da plantação à produção do CV. No começo de 2009 serão feitos os ajustes do equipamento para que possa vir a produzir de forma contínua.
A tecnologia foi desenvolvida e patenteada pela empresa BIOWARE Tecnologia, incubada na UNICAMP, em Campinas, SP. O equipamento foi projetado para que a produção possa ser feita de forma descentralizada e plenamente adaptada ao mundo rural. O dimensionamento da unidade é uma solução de compromisso onde se observa uma escala de produção relativamente baixa e que absorve a produção inicial de 4 ha de capineira. O projeto visa uma produção anual de até 100 toneladas de carvão e 90 m3 de alcatrão, utilizando a biomassa de uma área plantada de 12,5 ha.
O equipamento deve ser otimizado no início do ano de 2009 e em seguida será enfrentado o desafio de fazer integrá-lo a um processo produtivo mais completo casando a venda dos produtos com as etapas de produção e secagem do capim. O objetivo é que a operação seja realizada pelo pessoal da própria comunidade.
O projeto teve a preocupação de ter um balanço energético positivo uma vez que a principal demanda de energia - para produzir o calor usado no processo - é provida pelo processo.
Registre-se, finalmente, que o projeto está sendo realizado com a participação da Cooperativa São Domingos no Município de Conceição de Macabu, composta de produtores rurais assentados, situando-se no norte do Estado do Rio de Janeiro, próxima à maior bacia petrolífera do país.
A iniciativa, original do INEE, conta com o decisivo apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Energia, da TermoRio, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF (Ministério de Desenvolvimento Agrário) e da Prefeitura de Conceição de Macabu. A participação do INEE concentra-se nos aspectos conceptivo e gerencial da implantação do projeto.
A MENSAGEM DA CRUZ
                                                                                                                                                           


                                                                                                                                     Públio José – jornalista

 Todos sabem que Jesus Cristo morreu crucificado. Muitos conhecem particularidades e minúcias da vida que viveu entre nós. Alguns até defendem teses tecendo mil comentários a respeito do fenômeno que foi Cristo. Em todos os momentos, principalmente no período da Semana Santa, a humanidade, quase por inteiro, celebra a sua morte. Encenações teatrais, filmes, reuniões, retiros, conferências – enfim, os eventos mais diversos marcam a paixão, a vida, o ministério e a morte do homem que dividiu o tempo do mundo em dois tempos: antes e depois Dele. Mas, nesse momento de tanto emocionalismo, de tanta comoção, algumas perguntas necessitam ser feitas: o que o sacrifício de Jesus na cruz representa para nós? O conhecimento do gesto de Jesus na cruz traz alguma diferença no nosso dia-a-dia?  A morte de Jesus nos fez pessoas diferentes ou continuamos os mesmos?
A questão vital é se tomar conhecimento de que nada do que Jesus fez foi gratuito. O menor dos seus gestos teve uma significação especial. E o evento no Monte do Calvário, com sua crucificação, morte e ressurreição, foi o fato mais extraordinário já acontecido até hoje na história do homem. Aliás, Jesus só rivaliza com ele próprio. Pois outro acontecimento que pode se ombrear em magnitude à sua morte e ressurreição é o seu nascimento, único até hoje ocorrido nas condições especiais em que ocorreu. Mas hoje o assunto é a sua morte; do nascimento de Jesus cuidaremos outro dia. O relato sobre como tudo se passou recai na leitura do livro de Lucas, capítulo 23, a partir do versículo 33. Ali, após ser crucificado, Jesus profere uma das sentenças de maior significado prático para as nossas vidas, ao dizer “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Nunca, jamais – e em nenhum outro momento da história humana – alguém manteve tamanha lucidez diante de uma realidade de tanto desconforto físico e tanta dor espiritual. Rejeitado, traído, cuspido, execrado, Jesus exalou amor até os minutos finais de sua vida. A humanidade O matava, porém Ele intercedia junto ao Pai em favor dos homens. Este gesto de Cristo deve ser seguido, praticado em todos os momentos de nossa vida. Afinal, se não perdoarmos a quem nos magoa, terminamos por transformar em acontecimento inútil o sacrifício de Jesus na cruz. Esta é, portanto, a primeira mensagem que Jesus nos envia da cruz – daqueles dias até os dias de hoje: o perdoar em qualquer circunstância. Pelo seu gesto, o perdão é uma condicionante fundamental para um viver cristão, para todos aqueles que se dizem seguidores de suas idéias e detentores de seu legado espiritual.
Passemos agora ao versículo 46, do mesmo capítulo 33 de Lucas. Ainda na cruz, já exalando seus últimos minutos de vida, Jesus faz uma confissão surpreendente – naquelas circunstâncias – de fidelidade incondicional ao Pai, dizendo: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. O que é o espírito? A vida, a nossa essência, o nosso eu. Com a sua exclamação, Jesus queria dizer que o seu espírito, a sua essência Ele só entregaria ao Pai – e a mais ninguém. O que isso significa? Comunhão total, absoluta com Deus, apesar do extremo sofrimento que estava enfrentando. Com seu gesto, Jesus nos remete à segunda mensagem da cruz: mantermos a comunhão com Deus em qualquer situação, mesmo nos momentos mais dolorosos. Será que é fácil? Não, não é. Daí a necessidade de não apagarmos da mente o cenário da cruz, local onde Jesus praticou comunhão e fidelidade a Deus em condições extremamente adversas.
Ao lado de Jesus dois homens também foram crucificados, conforme o mesmo Lucas capítulo 33, versículo 43. Numa delas, um homem ruma para a morte. De repente, de forma surpreendente, se volta para Jesus: “Mestre, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”. Momento terrível para ele descobrir que Jesus era mestre, um título nobilíssimo naquele tempo, e proprietário de um reino. Noutra cruz, o Filho de Deus, também nas piores condições físicas, se volta para ele: “Filho, ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Estranho momento para chamar um marginal de filho e lhe garantir a salvação, não é verdade? Aí está, então, a terceira mensagem da cruz: ao nos voltarmos para Jesus – seja qual for a circunstância – Ele nos garante a salvação, a morada com Ele no paraíso! Portanto, sem a aceitação e vivência dessas três mensagens, de que serve, para nós, o sacrifício de Jesus? Perdão, comunhão e salvação – a verdadeira essência da cruz. Vamos vivê-la?    

sábado, 16 de abril de 2011

Carlinhos de Ewerton um valente e destemido lutador




Receba Carlinhos de forma online nosso afetuoso abraço, seguido das benção divinas que rogamos ao senhor pai celestial pra ti cobrir de felicidades nesta aflitiva hora da sua trajetória de vida.
Ficamos sabendo de maneira virtual a sua condição de saúde, fazendo quimioterapia, lutando como é do seu feitio pra superar as adversidades que a vida impõe, sei da sua capacidade de luta, da sua valentia e do seu destemor diante dos obstáculos.
Você tem sido um vencedor, guerreiro de fé, militante politico atuante e antes de tudo isso, um bom amigo.
Tenho ciência do seu forte caráter desde tenra infância, seu comportamento de seriedade, honestidade e competência na vida pública e privada, traduz o perfil de valor da sua personalidade.
Estamos torcendo por você, desjamos mais uma vez vê sua chegada no pódio, firme, alegre e recuperado do problema de saúde que está se tratando, rezando pra que volte ao aconchego das suas raízes, das amizades constituidas, enfim ao seio da familia que tanto lhe estima.
Nada é desanimador quando se tem Deus no coração e você sempre foi um cristão de fé, obediente aos mandamentos divinos e temente aos rigores da natureza com profundo respeito as leis estabelecidas constitucionalmente... Valeu Carlinhos, fazemos parte desta corrente solidária... Você merece!

Escrito por aluiziolacerda às 11h09

VOLÚPIA

 

Eu fui perturbar teu sono. Despertar a carne da tua mocidade.
Desgrenhar teu cabelo, dar febre ao teu sangue.
Perdoa, pela minha mocidade.
Pela tua mocidade.
O lençol revolvido,
O travesseiro molhado...
Se houve a tua a tremer, a minha cama na noite não soube também o que era ter sono.

Caldas, poeta potiguar de Açu


sexta-feira, 15 de abril de 2011

VALEU!

Ipanguaçu do bem agradece a Wilson Raimundo de Melo pelos textos enviados a esse Blog.
Veja os textos na íntegra:

Ipanguaçu HOJE tem em que se orgulhar!!!

"...Ipanguaçu que desfralda no tronco velho dos Caldas..."

Esse comentário se fazia o poeta Renato Caldas. Levando o nome de Ipanguaçu às suas grandes origens. Elevando o poder de suas famílias, culturas, histórias de homens e mulheres que por essa terra fez e faz o continuar de seu fatos.

É relevante hoje, contarmos no poder público um filho de nossa terra. Nossas raízes tendo o poder de construir, moldar, fazendo do seu pedaço de chão o que eu, somados a outros sonhava em pôr em prática.

Aquele que espelha cada cidadão, os que apoiaram ou não a sua candidatura, mas se faz das diferenças o DIFERENCIAL de outros que por aqui passaram. Hoje se pode gritar em voz alta dizendo sou filho desta amada terra e conheço e reconheço cada canto daqui deste chão e procurarei sempre fazer o melhor.

Acreditamos que seu intuito maior é de erguer pilares antigos -(Hospital e MATERNIDADE Marola Caldas) -, e outros valores que para muitos ficaram no esquecimento.

Hoje, vejo o teatro de Ipanguaçu, abrindo as portas e breve abrirá as cortinas para grandes encenações, mostrando que TODOS nós temos vez e voz. Representamos muito bem, isso eu posso afirmar.

Lembro-me de nossas apresentações de teatro muitas vezes sem espaço, sem incentivo, sem motivação..., mas o que nunca faltou foi a boa vontade e a disciplina. Confesso que por muitas vezes igualamos a muitos teatros que por ai é atuante.

É preciso apoiar a todos na busca de formar grupos de teatros, por que só assim se faz homens de conceito, com idéia firme e que fica distante da alienação do mal.
Os incentivos ao Social é INDISCUTIVEL.

A marginalização está chegando às cidades pequenas também numa velocidade muito grande. Os jovens têm que ter uma ocupação, eles têm que ficar distante da ociosidade. No espaço do teatro pode-se englobar aulas de dança, violão, canto...e outros, e não vamos esquecer de ajudar futebol mirim.

Temos que formar cidadãos do bem, para que esse torrão de terra e esse espaço "PREFEITURA" seja sempre ocupado por NÓS - filho desta TERRA - Ilha Grande - Ipanguaçu-.

Só assim o orgulho será sempre triunfado por Todos.
Wilson Raimundo de Melo
Postado por IPANGUAÇU DO BEM

[Do Blog de Juscelino França]

quinta-feira, 14 de abril de 2011

TRABALHO DE *DIDIO

*Didio é artista plástico potiguar de Açu que vem com o seu trabalho enriquecer as artes plásticas do Rio Grande do Norte.

14 de abril de 1974, Sábado de Aleluia


 "Eu nunca esqueci daquela enchente de 74"

Uma das maiores enchentes no Vale do Assú, passamos mais de 30 dias fora da nossa casa, na época ainda não tinha barragem e a estrada era de piçarra, a enchente foi tão violenta que torou a estrada em 4 lugares do Baldum a Ipanguaçu, muitos se abrigaram na ACAUÂ outros no antigo Batalhão em frente ao posto Nossa Senhora dos Impossíveis, outras famílias foram para o JK em Assú. Nós ficamos na 24 de junho em Assú na casa de minha tia. Eu tinha 15 anos e lembro que nessa enchente morreu o saudoso Jamen, hoje fazem exatamente 37 anos de uma Das maiores enchentes no Vale do Assú. Será que você ainda lembra?
(Do Blog do Juscelino França)

Carnaubais uma cidade que respira cultura



Orgulho, ufanismo, prazer, satisfação, adjetivam o sentimento atávico dos filhos Carnaubaenses ao verem o cotidiano peculiar da nossa gente, respirando cultura como ponto forte e marcante do nosso caracteristico perfil, composto de homens e mulheres inteligentes, participando dos grandes desafios.
Somos na verdade um povo criativo, usufruimos sem sensacionalismo o brilhante papel de praticar atividades que bem nos represente, exibindo com simplicidade a potencialidade talentosa dos demais conterrâneos.
 A administração Luizinho Cavalcante, tem procurado ser o elo incentivador do permanente desabrochar da arte em toda sua dimensão, dando apoio logistico e participando dos eventos, cumprindo institucionalmente seu dever, obrigação natural de exercicio eletivo, pleno de cidadania, oferecendo aos seus municipes a oportunidade de vivenciar  democraticamente, uma trajetória de vida com aspirações de progresso e desenvolvimento social.
A cultura, a arte, o saber, tem sido o campo fértil de produções, diversificando modalidades do setor esportivo, no cinema, teatro, úsica, dando apoio literário etc  e tal,  criando alternativas de lazer, descontração, divertimento, com apresentação de danças folclóricas e outras manifestações populares de cunho coletivo.
A prática destas atividades tem colocado nosso municipio em posição de destaque, pra isso, a administração "Fazendo O Futuro", tem se empenhado ao máximo pra conresponder as espectativas culturais do nosso povo, mantendo uma boa equipe de colaboradores, responsáveis pela pujante elaboração dos projetos e programas. 

Escrito por Aluízio Lacerda (Blog de Aluíziolacerda).

Pequenas coisas De:


Por Clênio Lins Caldas

Nada é bastante para quem considera pouco o que é suficiente.
Uma pérola começa a ser produzida com um diminuto grão de areia inserido na concha da ostra. Uma grande caminhada principia com um simples passo avante. Uma carreira de sucesso pode se iniciar com um modesto cargo na empresa. E por aí vai.
Lamentavelmente ainda há muitos que desejam começar a sua vida de êxitos construindo “telhados” e não fundamentos, alicerces. Não irão longe.
A característica dos humildes e simples é justamente o inverso do que tenta realizar os soberbos e pretensiosos.
O artigo anexo traduz o que desejamos passar para sua meditação neste final de semana. Experimentar as recomendações ali inerentes certamente provocará sensações de alegria e contentamento em seu íntimo. Pode não lhe proporcionar retumbantes vitórias, mas, por certo lhe trará agradáveis sentimentos que inundarão oi seu interior. E correrá o “risco” de “contaminar” quem estiver à sua volta...
Como de hábito, sugerimos que recorra a Deus para que Ele administre os seus sentimentos, suas atitudes, seu agir e verá que a tarefa se tornará mais amena. Lembre-se que o Senhor Jesus mostrou-se humilde e simples de coração e deseja que Seu exemplo seja seguido para que venha a obter resultados altamente positivos em seu viver diário.
Que o seu final de semana seja de tranquilidade, relaxamento e descanso junto com os seus familiares.
O abraço deste amigo de hoje e de sempre
Clênio


"Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus" (Mateus 18:4).

Pequenas gotas de água, poucos grãos de areia, fazem o oceano poderoso e a terra aprazível. Pequenas ações de generosidade, pequenas palavras de amor, fazem nosso mundo agradável e perfeito como o Céu." (Julia Carney)
Nós costumamos nos preocupar em alcançar grandes coisas. Muito dinheiro, muita fama, muitos aplausos, muito reconhecimento e assim por diante. Parece que a vitória só virá através de coisas grandiosas. Mas, da mesma forma que podemos cair ao tropeçar em uma pequena pedra, também podemos alcançar grandes conquistas através de pequeníssimas coisas.
Há muitos provérbios populares que traduzem essa verdade: "Devagar se vai ao longe", "De grão em grão a galinha enche o papo", "Os menores frascos trazem os melhores perfumes", etc. A Palavra de Deus nos ensina que maior é aquele que se faz pequeno; que será exaltado aquele que se humilha; que muito mais honra tem aquele que serve.
Buscamos realizar grandes sonhos imaginando que são eles que nos trarão a felicidade. E por que não começar a buscá-la com um pequeno gesto de amor? Por que não começar com uma palavra de estímulo para uma pessoa que já fez várias tentativas em busca de uma realização sem qualquer sucesso? Por que não começar com uma atitude de carinho para alguém que só experimentou frustrações em sua vida?
Prefiro ter pouco dinheiro, com a bênção de Deus, a uma grande fortuna, adquirida com desonestidade. Prefiro ter uma pequena casa, repleta de paz e harmonia a uma grande mansão, cheia de ódio e desavenças.
Eu prefiro ser um "pequeno" homem com Deus a ser um "grande" homem sem Deus.

Pr. Paulo Roberto Barbosa

Postado po Fernando Caldas



AÇU, AÇÚ, ASSU OU ASSÚ?

(Título do blog).

Esta página é parte do site GIRAFAMANIA

"Querem os gramáticos que se use assú com palavras paroxítonas (pyndobussú, ocaussú) e guassú com palavras oxítonas (Paraguassú, toroguassú). Acham ainda os tupinólogos que a grafia açú deve ser corrigida para assú e guaçú para guassú...
Entretanto, toda palavra derivada do tupi-guarani grafa-se sempre com “ç”, como: Turiaçu, Pirajuçara, Embu-Guaçu, Paraguaçu etc. Como informa o livro: “COM TODAS AS LETRAS”, O português simplificado, de Eduardo Martins... Editora Moderna...
Eu, como os tupinólogos, prefiro a grafia com “ss”...
Outra informação relevante é sobre a expressão generalizada que nós utilizamos com frequência: “tupi-guarani”.
Tupi-Guarani é uma família de línguas; por exemplo: eu posso falar tupi porque é uma língua, eu posso falar guarani porque também é uma língua, mas não posso falar tupi-guarani, pois essa palavra composta é na verdade uma generalização, refere-se a uma família de línguas e não é uma língua falada. Para melhor compreensão: o português, por exemplo, é da família românica; eu posso falar português, mas não posso falar românico."

Nota bo blog: Depõe Câmara Cascudo que "açu é o mesmo que guaçu". Sou mais Açu!

Fernando Caldas


 

É tempo de calor intenso
Calor que desesperta os sentidos
E desejos incontidos

Não me detenho em preconceitos
E deixo voar meus devaneios
No aconchego do seu leito

E no embalo de meus sonhos
Transporto-me à beira mar
Meu calor confunde-se com a estação
Calor, delírio, desejos, paixão.

 

Cristina Costa, Portimão, Portugal

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Drummond de Andrade

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Rosalba e Ricardo Mota em Recife

Política da boa convivência entre os poderes.
A Governadora Rosalba Ciarlini convidou  o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta, para acompanhá-la a  Recife nesta quinta-feira.
Na agenda, almoço oferecido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos e assistir a encenação da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém. 

Postado por 13-04-2011. (Do saite Diginet).  

HOJE É O DIA DO BEIJO


O beijo nos dá vitórias
Maiores que a vida inteira...
- Arrasta todas memórias
O lema desta bandeira...

João Lins Caldas

terça-feira, 12 de abril de 2011

PRAIA DE AREIA PRETA ANTIGA - NATAL

Antiga fotografia da Praia de Areia Preta, Natal-RN

Por *Renato Caldas

Na Areia Preta,
Quando a gente se agazaia,
Pelas peneiras das páia,
Vê-se a lua passiá.
N'arma da gente, a sódade
Se arvoróça,
Debaixo dessa paióça,
Nossa dô, pôe-se a chorá.

Na Areia Preta,
Quando a noite, a lua é cheia,
No lençó branco da areia,
Ela vai se agazaiá...
E no rochêdo,
Onde a onda se debruça,
Parece que o má soluça
Com ciúme do luá.

Essa tormenta,
Omenta minha tristeza
Contemprando a Fortaleza,
Chóro em vão a minha dô.
Enquanto a lua,
Se penéra pelas páia,
Daquela casa de práia
Onde móra meu amô.

*Renato Caldas (1902-1991) era poeta potiguar do Açu, um dos responsáveis [junto com Catulo da Paixão Cearense, autor da famosa canção Luar do Sertão] pela introdução da poesia matuta na Literatura Popular Brasileira.

Postado por Fernando Caldas

INFORMAÇÕES DO AÇUDE DE PATAXÓ

http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/small/23336713.jpg
O Açude público de Pataxó já começou a sangrar por volta de 10 horas da manhã de hoje. E ainda não temos informações da cota.

Com infomações Radio Princesa do Vale 

Fonte: Blog do Juscelino França, às 14h16

Postado por Fernando Caldas

Flores tropicais na páscoa; Para ir além do chocolate



As flores tropicais têm como principal característica sua beleza e durabilidade. Muitas espécies não são nativas do Brasil, mas nossa condição climática contribuiu para o desenvolvimento de novas espécies e produção em larga escala de flores de excelente qualidade. A diversidade de formas, cores e a durabilidade que elas apresentam são características importantes para a arte floral, o que tem proporcionado um significativo aumento no consumo destas espécies no Brasil e fora dele.
A região Nordeste do Brasil é a maior produtora de flores tropicais do país, sendo que no Rio Grande do Norte são encontrados importantes produtores de flores tropicais, que se destacam pela variedade e abundância de produção. Tanto, que sentiram a necessidade de se reorganizar no sistema de cooperativismo e criaram a Potyflores (Cooperativa dos produtores de plantas e flores tropicais do Rio Grande do Norte) que funciona na Ceasa de Natal. Ao todo, somando todos os proprietários, são de 15 hectares de plantações, que geram mais de 100 empregos diretos nos 13 municípios em que a cooperativa atua.
Estas plantas são muito apreciadas em arranjos florais e nos jardins devido à rusticidade e ao valor ornamental que apresentam. Além disso, têm a vantagem de serem mais duradouras do que as flores mais tradicionais. “Ao contrário das temperadas, que duram de cinco a sete dias, as flores tropicais podem durar até 20 dias”, informou João Maria Medeiros, produtor e um dos diretores da Potyflores.
Páscoa
Com a aproximação da páscoa a cooperativa oferece ótimas propostas de presentes, para ir além do chocolate. “Estamos oferecendo arranjos em vários tamanhos, buquês, cestas com arranjos e flores e folhagens tropicais em hastes. Os arranjos poderão ser confeccionados na hora com a adequação que o cliente desejar” explica Adriana Duarte, gerente da loja. O pagamento, por ocasião da páscoa, pode ser feito com cartões Visa ou Master dividindo em até três vezes. À vista, há um desconto de até 5% para compras acima de R$ 100,00.
Com reportagem de Larissa Moura
ECOAR AGÊNCIA DE NOTÍCIAS


Leonardo Sodré João Maria Medeiros
Editor Geral Diretor de Redação
9986-2453 9144-6632
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Postado por Fernando Caldas

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PRA RECORDAR - VELHOS CARNAVAIS DO AÇU-RN

Foto de Jaci Dantas. Da direita: Carminha Magalhães, Fátima Dantas, Ana Maria Caldas, Rita Lacerda, Lúcia Dantas, Mayre, Ana Lúcia galizza e Angela Santos. (Começo da década de setenta). 

DO FUNDO DO BAÚ - ANTIGOS FUNCIONÁRIOS DO BB DE AÇU-RN


Foto de Jaci Dantas

OBOTEQUEIRO

Após uma breve parada, o jornal Obotequeiro volta às ruas com uma edição em homenagem ao roqueiro Reinaldo Azevedo. O lançamento será feito neste sábado (16) a partir das 16h na AABB. Este será o sexto número do jornal, que tem por finalidade resgatar figuras importantes da boemia natalense e fortalecer a cultura de boteco no nosso Estado.


Além da nova edição o jornal inaugura o Obotequeiro Clube, que será um bar sazonal que rec...eberá uma vez por mês os leitores, colaboradores e parceiros do nosso periódico. O boteco abrirá suas portas nesse sábado (16) e terá como atrações o rock'roll do For Sale e da Banda dos Anos 60 e o som do Dj Berto.

O evento terá 200 LITROS DE CHOPP FREE. Degustação de Jagermaister, Mexicana Ice, Syn Lemon Ice e energético BadBoy.

Ingressos promocionais até o dia 15/04 – R$ 15,00 para mulheres; R$ 20,00 para homens.

Vendas:

Gringos Bar – Av. Praia de Ponta Negra, 9012 loja 2 - Ponta Negra
88236289

Emy Som – Av. Princesa Isabel com a Rua General Osório – Centro
3211.2419

Hiper Banca – Av. Nascimento de Castro com a Av. Jaguarari – Lagoa Nova
3213.1697

Fonte: Obotequeiro



Imagem do Facebook de uma amiga

JORGE FERNANDES, UM DOS PIONEIROS DA POESIA MODERNA NO BRASIL

O poeta natalense Jorge Fernandes [1887-1953] é considerado um dos precursores da poesia moderna brasileira. O seu livro de estréia intitulado Livro de Poemas fora editado em 1927, constituido de quarenta poemas [versos  brancos, emancipados de métricas]. Do referenciado livro, vamos encontrar o poema sob o título Manhença, que diz assim para o nosso deleite:

O dia nasce grunindo pelos bicos
Dos urumarais...
Dos azulões... da asa branca...
Mama o leite quente que chia nas cuias espumando...
Os chocalhos repicam na alegria do chouto das vacas...
As janels das serras estão todas enfeitadas
De cipó florado...
E o coên! coên! do dia novo —
Vai subindo nas asas peneirantes dos caracarás...
Correndo os campos no mugido do gado...
No — mên — fanhoso dos bezerros...
Nas carreiras da cutias... no zunzum de asas dos besouros,
das abelhas... nos pinotes dos cabritos...
Nos trotes fortes e luzidos dos poltros...
E todo ensangüentado do vermelhão das barras
Leva o primeiro banho nos açudes
E é embrulhado na toalha quente do sol
E vai mudando a primeira passada pelos
Campos todo forrado de capim panasco..

Postado por Fernando Caldas





  Luizinho Cavalcante IV Cultura Viva, acontecerá no 1º de junho no bar de Ninha - Pacheco O blog Carnaubais Para Todos segue promovendo a n...