sábado, 21 de março de 2009

MENSAGEM

O soneto transcrito abaixo, é uma das lindas mensagens (nos versos da poeta Célia de Lima) que uma amiga me enviou (através do orkut) pela passagem dos meus 54 anos de idade que, no dizer do poeta Renato Caldas "está guardado no posta restante do meu coração". Vejamos:

É tão somente mais um dia, eu sei,
Pra que eu possa dizer "seja feliz!!!
Mas se é em marco, que eu lhe diga em bis:
Meus parabéns! Parabéns, outra vez!!!

E acredite que é meu esse prazer
De poder lhe dizer, com o coração,
Que é cada vez maior a admiração
Por tudo de bom que vem de você!

Do que eu possa querer, é que sorria
O bom sorrizo que trouxer o dia
Florescido na razão mais urgente:

Estar aqui, e compreender que a vida,
Em magia e festa, ou em dor, ainda,
É o poema que Deus dá de presente!

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NOTA CONVITE

HERVAL TAVARES e família, convidam amigos para se fazerem presentes a missa em ação de graça pelo seu restabelecimento, a ser celebrada às 18:00 horas do dia 21 de março de 2009, na igreja São Pedro.
Por oportuno, agradece a todos que em suas preces e promessas oraram pelo seu restabelecimento, e ainda, agradece aos amigos que residem em Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul e do interior do estado, telefonaram dando-lhe força e demonstração de solidariedade.

domingo, 15 de março de 2009

CINQUENTA E QUATRO PONTO ZERO

Hoje aniversario na mais sublime existência. São cinquenta ponto quatro anos de idade, recheados de felicidades e de aversidades também. É a vida! E ela continua como assim Deus determinou! Já recebí com felicidade ao abrir o meu orkut, várias mensagens singelas, mas sinceras de familiares, de amigos, de conterrâneos meus, por esta data natalícia. Choro ao escrever este texto, mais choro primeiramente de alegria por ainda exitir, por aquilo de bom que Deus me deu, apesar também dos problemas que a vida me proporcionou. Mas, nas minhas reflexões eu me lembro de um poemeto de Jorge Fernandes, que diz assim: "Deus lembrou-se de mim, lembrou-se / ungindo-me de bondade e de amor! / Martirizou-me pra tornar-me santo / e deu-me azas pra fulgir da dor." Obrigado a todos vocês. Contem comigo.

Fernando Caldas

sábado, 14 de março de 2009

NOTA

Vanessa Lima é minha conterrânea, assuense de boa cepa, interessada pela história, pelos costumes, pelas tradições, afinal, pela memória do velho Assu de antigas glória, de tantos poetas, de boas recordações. Não conheço ela pessoalmente, mas sei que é inteligente. Afinal de contas ela não é do Assu? Pois bem, mandou-me o seguinte comentário que muito me alegra e engrndece este blog: "Olá Fanfa, tudo bem? Olha eu fui fazer uma pesquisa do colégio de meu filho sobre o Assu antigo e não encontrei em lugar nenhum. Mas, graças ao seu amor por Assu e a sua divulgação pela história de nossa terra eu encontrei no seu blog. Parabéns e muito obrigado. Sucesso para você. Sim, lembrando que amanhã é o dia da poesia. Espero que seja lembrado os ilustres poetas da nossa cidade, pelo menos amanhã né? Um abraço".

Um depoimento como este faz aquele que gosta e que ama a sua terra, redobra o prazer de escrever sobre ela.

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domingo, 8 de março de 2009

LEMBRANDO ZÉ AREIA

Zé Areia era tipo gordo, popular, espirituoso, um boa vida para não chamá-lo de malandro. Vendia loterias, jogo do bicho, rifa, e era amigo de muitas figuras da sociedade natalense. Dele, Areia, conta-se que certa vez, ao chegar na penção de dona Zefinha, no bairro das Rocas, em Natal, pediu uma galinha. No que foi atendido no prato preferido, fez o convite: "Vamos comer a galinha dona Zefinha!" Aquela senhora bruscamente respondeu: "Eu não gosto de galinha." Zé Areia não perdeu a esportiva, respondendo desta forma: "Ou que classe desunida!"

Certa feita, passando pelas ruas de Natal, foi indagado (por certa pessoa que lhe conhecia) de tal modo: "Zé Areia quantos quilos você pesa?" Zé Areia respondeu: "Já te esqueceste!"

ANEDOTÁRIO

O escritor Valério Mesquita conta que Zé Buchudo, de Macaiba (RN), "era um comerciante, proprietário de um pequeno açougue, nos fundos do mercado. Certa feita, numa dessas manhãs chatas da cidade, foi convidado pelo farmacêutico Manoel Guedes e patota, empreenderem uma viagem de circunavegação pelos bares da cidade. Guedes, capitão de longo curso, dirigiu logo a nau dos insensatos à cidade de Parnamirim, onde ancoraram no famoso cabaré de Tibinha. Desnecessário dizer das abluções profundas e repetidas até a hora vespertina, quando pressentiram, que o náufrago Zé buchudo havia mergulhado a estibordo, em abismal sono etílico. Retornaram a Macaíba e entregaram a domicílo o invólucro corpóreo do que restou do nosso herói. Estirado no sofá da sala, Zé Buchudo sobreviveu a tododos os exercícios de ressureição ministrados pela esposa e filhos. Findas algumas horas, aí então, veio a cena patética: Zé Buchudo abriu os olhos, viu de plano, a esposa inclinada sobre si, soltou a catastrófica exclamação denunciadora: Mas, fia, que é que você está fazendo aqui no cabaré de Tibinha?" Depois dessa Zé Buchudo era a imagem do próprio cristão trucidado".

sexta-feira, 6 de março de 2009

DE "POUCAS E BOAS"

Do livro sob o título "Poucas e Boas",2008, já em segunda edição, o autor Valério Mesquita conta que "o mestre Odilon Ribeiro Coutinho, usineiro, intelectual, homem de finesse, acabara de se eleger deputado federal em 1963, pelo Rio Grande do Norte. Estava no Rio Hospedado no Copacabana Palace. Lá fora fluía naturalmente uma linda manhã carioca. No hotel, mulheres exuberantes pintavam em cada metro quadrado. O nosso Odilon tal um finíssimo lorde inglês era atendido no saguão por uma bonita pedicure. Em meio aquele torvelinho de bom gosto e elegância, o deputado sorvia os primeiros goles matinais de uisque on the rocks, balançando o copo "softamente". De chofre, é reconhecido por um potiguar, empregado do hotel: "Deputado, o senhor por aqui? Eu sou do Rio Grande do Norte e votei no senhor! Como vai o senhor?" Odilon sem perder a postura nobre, mexendo suavemente o copo, após outro gole: "É luta, meu filho! A luta é grande".

Em tempo: Eu tive o prazer de ter partipado de uma farra na minha querida cidade de Assu, entrando pela madrugada e até ao amanhecer, com aquela figura de tantas histórias na política e na literatura brasieleira, chamada Odilon Ribeiro Coutinho, Por sinal, quando ele ia ao Assu, frequentava e era hospede do seu amigo Francisco Fonseca que era conhecida na ciade de Assu, como "Tururu", que tinha naquela terra assunse, uma afamada casa de jogo de cartas (baralho) na rua Frei Miguelinho, bem como de Costa Leitão que certa vez, promoveu uma festa no Clube Municipal (autos da prefeitura), nos idos de cinquenta, com a presença de misses dos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e pernambuco, que chegaram de avião (de aluguel) naquela terra assuense. Fica o registro para as futuras gerações.


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segunda-feira, 2 de março de 2009

POESIA

PORQUE AMO A NATUREZA

Eu amo o mar,
O vento, as estrelas, o sol,
As noites de luar,
As serras, o arrebol!
Amo a torrente do rio,
Que, em louco desvariu
Se despeja no mar...
O gorgeio sutiu da passarada,
Deixa minh' alma
Em êxtase, pairada!
Eu amo a solidão,
O imprevisto, a incerteza,
A imensidão
Azul do firmamento,
As flores, as campinas verdejantes...
Eu adoro o lamento
Das vagas arquejantes,
O silêncio, a tristeza...
Enfim, eu amo a natureza!
Porque,
Tudo me traz uma lembrança,
Uma saudade louca de você.

Renato Caldas

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domingo, 1 de março de 2009

CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA

O Cemitério (público) São João Batista foi construído na administração do intendente Joaquim Antão de Sena. O cargo de intendente é o que hoje representa o prefeito municipal. Observa-se que o portão daquele cemitério fica de frente a porta principal da igreja Matriz de São João Batista. Foi o primeiro da cidade.

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LUIZ CAMPOS


Luiz Campos é um dos maiores poetas cordelistas do Nordeste, natural da oestana cidade de Mossoró (RN). Aquele imortal da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, escreveu:
Quando solteiro eu vivia
Era o maior aperreio
Devido eu ser muito feio
As muié não me queria
Quando prum forró eu ia
Com qualquer amigo meu
Ele confiava neu
Iam beber e brincar
No fim da festa arengar
Quem ia preso era eu.
De Luiz Campos há uma estória engraçada. Certa vez dirigiu-se ao açougue mais próximo da sua casa. Ao chegar naquele estabelecimento comercial, pediu ao açougueiro 900 gramas de carne. Aquele comerciante disse a ele: "Seu Luiz, por que o senhor não leva logo um quilo?" Luiz foi taxativo: "É que você não pesa".

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RARIDADE


Vasculhando a minha pobre biblioteca, deparo-me com mais outra raridade sobre o Assu. É o livro (capa acima) do escritor Rômulo Wandereley sob o título "Canção da Terra dos Carnaubais", 1965. Tem um pouco de poesia e história do Assu. Rômulo era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Academia Norte-Riograndense de Letras. Por sinal, quem assumiu a cadeira deixada por ele, Rômulo, foi a escritora assuense Maria Eugênia Montenegro. No referenciado livro aquele ilustre assuense enaltece a sua terra dizendo asim:
Minha terra tem poetas
De inspirações magistrais,
Nascidos ao farfalhar
Dos verdes carnaubais.
Minha terra floresceu
Às margens do rio Assú,
E deu filhos que lutaram
Nos campos de Curuzu.
Minha gente provém
De indígenas e portugueses,
E traz, no sangue, também,
O sangue dos holandeses.
Se os seus filhos, quando nasceram,
Talento não denunciam,
Morrem na infância primeira,
Porque asnos lá não se criam.
Muitos deles, quando querem
Dar asas à inspiração,
Emigram para outras plagas,
Como aves de arribação.
E, mesmo sentindo nalma
Fundas saudades dalí,
Vêm cantar seus amores
Às margens do Potengí.
E OLHAR de perto a praieira
Da canção de Otoniel,
De olhos ternos, cismadores,
Lábios doces como mel,
Que ama escutar trovadores,
Que tenham vindo de lá,
Para dizer-lhe ao ouvido
Estrofes de Itajubá.
Minha terra tem história,
Poesia e tradição!
E em tempos idos, já foi
A Atenas do meu sertão.
Antigamente, a escola
lá era risonha e franca,
E o negro, banqueteado,
Nos salões do amplo sobrado
Do Barão de Serra Branca.
Teve seu berço no Assu,
Luiz Carlos Lins Wanderley,
Que, médicin, malgré tout,
Era poeta de lei.
E os Soares e Amorins,
Macedos, Caldas e Lins,
E outros mais, que ainda há,
- Os quais, logo que nasceram,
Inspiração receberam
Nas águas do Poassá.
Na poesia popular,
Houve Moisés Sesiom,
Que, semelhante a Bocage,
Glosava no melhor tom.
E não se deve esquecer
João Celso e Palmério Filho,
Que, na tribuna e na imprensa,
Pontificaram com brilho.
DEUS te salve, terra amada,
Berço dos meus ancestrais!
Eu morreria de mágua
Se não te revesse mais.
Se não pudesse beijar-te,
Nos meus dias outonais,
Escutando o farfalhar
Dos verdes carnaubais.

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.