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ASSU ANTIGO

Praça Getúlio Vargas Praça getúlio vargas. Comentários: Parabens Fanfa, muita saude , paz e harmonia em sua vida e dos seus. É muito prazeiroso acessar o seu blog e ver e reler coisas do nosso querido Torrão natal, se possível sempre coloque fotos antigas da nossa querida Assu ou simplesmente Açu. Joselito da Silveira Macaiba-Rn Amigo e conterrâneo Fanfa: É muita satisfação que apresento a você os meus verdadeiros parabéns, pela passagem de mais um aniversário em sua vida. Aproveito, para lhe dizer, que estou sempre atento a todas as notícias divulgadas em seu bem elaborado BLOG, que deixa bem informado sobre as coisas do nosso Assu. Um abraço. Nilo Fonseca Natal-Rn Muito grato. Você hoje é uma referência em blog. Toda vida que quero algo sobre o Assu, logo vem seu blog na minha cabeça. Falei no programa do Regis que não tinha uma notícia sobre João Celso Filho na net, logo no outro dia me deparei com aquela biografia. Valeuu!!! Espero encontrar logo biografia do saudoso Sebast...

ASSU NA GUERRA DO PARAGUAI

No meu tempo de criança ouvia-se frequentemente uma referência hilariante usada para ridicularizar a figura autoritária do presidente paraguaio Francisco Solano Lopez, tão sanguinário que ordenou a execução de dois irmãos e submeteu a Conselho de Guerra a própria mãe, deixando que fosse seviciada pelos julgadores. A expressão era "a posição que Lopez perdeu a guerra". A interpretação é de que o invasor do território brasileiro teria se avacalhado na hora da rendição que lhe foi imposta pelas forças nacionais. Dava a impressão de que teria se "borrado" todo, num "trono" sanitário. Ou que teria sido vítima de uma dessas diarreias líquidas provocadas pelo nervosismo da derrota e da perspectiva de humilhação. Mas, passado o tempo, sabemos hoje que Lopez era de topar parada e não se rendeu como um amedrontando. Repeliu enquanto pôde ao cerco do Exército Brasileiro e foi rendido gritando vivas ao seu paraguaio. Enquanto isso, aqui no Nordeste brasileiro ...

MENSAGEM

O soneto transcrito abaixo, é uma das lindas mensagens (nos versos da poeta Célia de Lima) que uma amiga me enviou (através do orkut) pela passagem dos meus 54 anos de idade que, no dizer do poeta Renato Caldas "está guardado no posta restante do meu coração". Vejamos: É tão somente mais um dia, eu sei, Pra que eu possa dizer "seja feliz!!! Mas se é em marco, que eu lhe diga em bis: Meus parabéns! Parabéns, outra vez!!! E acredite que é meu esse prazer De poder lhe dizer, com o coração, Que é cada vez maior a admiração Por tudo de bom que vem de você! Do que eu possa querer, é que sorria O bom sorrizo que trouxer o dia Florescido na razão mais urgente: Estar aqui, e compreender que a vida, Em magia e festa, ou em dor, ainda, É o poema que Deus dá de presente! blogdofernandocaldas.blogspot.com

NOTA CONVITE

HERVAL TAVARES e família, convidam amigos para se fazerem presentes a missa em ação de graça pelo seu restabelecimento, a ser celebrada às 18:00 horas do dia 21 de março de 2009, na igreja São Pedro. Por oportuno, agradece a todos que em suas preces e promessas oraram pelo seu restabelecimento, e ainda, agradece aos amigos que residem em Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul e do interior do estado, telefonaram dando-lhe força e demonstração de solidariedade.

CINQUENTA E QUATRO PONTO ZERO

Hoje aniversario na mais sublime existência. São cinquenta ponto quatro anos de idade, recheados de felicidades e de aversidades também. É a vida! E ela continua como assim Deus determinou! Já recebí com felicidade ao abrir o meu orkut, várias mensagens singelas, mas sinceras de familiares, de amigos, de conterrâneos meus, por esta data natalícia. Choro ao escrever este texto, mais choro primeiramente de alegria por ainda exitir, por aquilo de bom que Deus me deu, apesar também dos problemas que a vida me proporcionou. Mas, nas minhas reflexões eu me lembro de um poemeto de Jorge Fernandes, que diz assim: "Deus lembrou-se de mim, lembrou-se / ungindo-me de bondade e de amor! / Martirizou-me pra tornar-me santo / e deu-me azas pra fulgir da dor." Obrigado a todos vocês. Contem comigo. Fernando Caldas

NOTA

Vanessa Lima é minha conterrânea, assuense de boa cepa, interessada pela história, pelos costumes, pelas tradições, afinal, pela memória do velho Assu de antigas glória, de tantos poetas, de boas recordações. Não conheço ela pessoalmente, mas sei que é inteligente. Afinal de contas ela não é do Assu? Pois bem, mandou-me o seguinte comentário que muito me alegra e engrndece este blog: "Olá Fanfa, tudo bem? Olha eu fui fazer uma pesquisa do colégio de meu filho sobre o Assu antigo e não encontrei em lugar nenhum. Mas, graças ao seu amor por Assu e a sua divulgação pela história de nossa terra eu encontrei no seu blog. Parabéns e muito obrigado. Sucesso para você. Sim, lembrando que amanhã é o dia da poesia. Espero que seja lembrado os ilustres poetas da nossa cidade, pelo menos amanhã né? Um abraço". Um depoimento como este faz aquele que gosta e que ama a sua terra, redobra o prazer de escrever sobre ela. blogdofernandocaldas.blogspot.com

LEMBRANDO ZÉ AREIA

Zé Areia era tipo gordo, popular, espirituoso, um boa vida para não chamá-lo de malandro. Vendia loterias, jogo do bicho, rifa, e era amigo de muitas figuras da sociedade natalense. Dele, Areia, conta-se que certa vez, ao chegar na penção de dona Zefinha, no bairro das Rocas, em Natal, pediu uma galinha. No que foi atendido no prato preferido, fez o convite: "Vamos comer a galinha dona Zefinha!" Aquela senhora bruscamente respondeu: "Eu não gosto de galinha." Zé Areia não perdeu a esportiva, respondendo desta forma: "Ou que classe desunida!" Certa feita, passando pelas ruas de Natal, foi indagado (por certa pessoa que lhe conhecia) de tal modo: "Zé Areia quantos quilos você pesa?" Zé Areia respondeu: "Já te esqueceste!"

ANEDOTÁRIO

O escritor Valério Mesquita conta que Zé Buchudo, de Macaiba (RN), "era um comerciante, proprietário de um pequeno açougue, nos fundos do mercado. Certa feita, numa dessas manhãs chatas da cidade, foi convidado pelo farmacêutico Manoel Guedes e patota, empreenderem uma viagem de circunavegação pelos bares da cidade. Guedes, capitão de longo curso, dirigiu logo a nau dos insensatos à cidade de Parnamirim, onde ancoraram no famoso cabaré de Tibinha. Desnecessário dizer das abluções profundas e repetidas até a hora vespertina, quando pressentiram, que o náufrago Zé buchudo havia mergulhado a estibordo, em abismal sono etílico. Retornaram a Macaíba e entregaram a domicílo o invólucro corpóreo do que restou do nosso herói. Estirado no sofá da sala, Zé Buchudo sobreviveu a tododos os exercícios de ressureição ministrados pela esposa e filhos. Findas algumas horas, aí então, veio a cena patética: Zé Buchudo abriu os olhos, viu de plano, a esposa inclinada sobre si, soltou a catastrófica ...

DE "POUCAS E BOAS"

Do livro sob o título "Poucas e Boas",2008, já em segunda edição, o autor Valério Mesquita conta que "o mestre Odilon Ribeiro Coutinho, usineiro, intelectual, homem de finesse, acabara de se eleger deputado federal em 1963, pelo Rio Grande do Norte. Estava no Rio Hospedado no Copacabana Palace. Lá fora fluía naturalmente uma linda manhã carioca. No hotel, mulheres exuberantes pintavam em cada metro quadrado. O nosso Odilon tal um finíssimo lorde inglês era atendido no saguão por uma bonita pedicure. Em meio aquele torvelinho de bom gosto e elegância, o deputado sorvia os primeiros goles matinais de uisque on the rocks, balançando o copo "softamente". De chofre, é reconhecido por um potiguar, empregado do hotel: "Deputado, o senhor por aqui? Eu sou do Rio Grande do Norte e votei no senhor! Como vai o senhor?" Odilon sem perder a postura nobre, mexendo suavemente o copo, após outro gole: "É luta, meu filho! A luta é grande". Em tempo: Eu tive ...

POESIA

PORQUE AMO A NATUREZA Eu amo o mar, O vento, as estrelas, o sol, As noites de luar, As serras, o arrebol! Amo a torrente do rio, Que, em louco desvariu Se despeja no mar... O gorgeio sutiu da passarada, Deixa minh' alma Em êxtase, pairada! Eu amo a solidão, O imprevisto, a incerteza, A imensidão Azul do firmamento, As flores, as campinas verdejantes... Eu adoro o lamento Das vagas arquejantes, O silêncio, a tristeza... Enfim, eu amo a natureza! Porque, Tudo me traz uma lembrança, Uma saudade louca de você. Renato Caldas bblogdofernandocaldas.blogspot.com

CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA

O Cemitério (público) São João Batista foi construído na administração do intendente Joaquim Antão de Sena. O cargo de intendente é o que hoje representa o prefeito municipal. Observa-se que o portão daquele cemitério fica de frente a porta principal da igreja Matriz de São João Batista. Foi o primeiro da cidade. blogdofernandocaldas.blogspot.com

LUIZ CAMPOS

Luiz Campos é um dos maiores poetas cordelistas do Nordeste, natural da oestana cidade de Mossoró (RN). Aquele imortal da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, escreveu: Quando solteiro eu vivia Era o maior aperreio Devido eu ser muito feio As muié não me queria Quando prum forró eu ia Com qualquer amigo meu Ele confiava neu Iam beber e brincar No fim da festa arengar Quem ia preso era eu. De Luiz Campos há uma estória engraçada. Certa vez dirigiu-se ao açougue mais próximo da sua casa. Ao chegar naquele estabelecimento comercial, pediu ao açougueiro 900 gramas de carne. Aquele comerciante disse a ele: "Seu Luiz, por que o senhor não leva logo um quilo?" Luiz foi taxativo: "É que você não pesa". blogdofernandocaldas.blogspot.com

RARIDADE

Vasculhando a minha pobre biblioteca, deparo-me com mais outra raridade sobre o Assu. É o livro (capa acima) do escritor Rômulo Wandereley sob o título "Canção da Terra dos Carnaubais", 1965. Tem um pouco de poesia e história do Assu. Rômulo era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Academia Norte-Riograndense de Letras. Por sinal, quem assumiu a cadeira deixada por ele, Rômulo, foi a escritora assuense Maria Eugênia Montenegro. No referenciado livro aquele ilustre assuense enaltece a sua terra dizendo asim: Minha terra tem poetas De inspirações magistrais, Nascidos ao farfalhar Dos verdes carnaubais. Minha terra floresceu Às margens do rio Assú, E deu filhos que lutaram Nos campos de Curuzu. Minha gente provém De indígenas e portugueses, E traz, no sangue, também, O sangue dos holandeses. Se os seus filhos, quando nasceram, Talento não denunciam, Morrem na infância primeira, Porque asnos lá não se criam. Muitos deles, quando querem Dar asas...

MANOEL CALIXTO CHEIO DE GRAÇA

E quem não se lembra de Manoel Calixto Dantas também chamado de "Manoel do Lanche?" Era um dos nossos poetas tipo populares. Ele tinha um local (box) no Mercado Público do Assu. Pois bem, na década de setenta, Calixto candidatou-se disputando uma vaga no legislativo assuense, pelo MDB. Ele era natural de Carnaúba dos Dantas e assuense por opção e escolha, terra que viveu durante mais de cinquenta anos e fez boas amizades). Como não podia ser diferente, por ter  convivido com os poetas do Assu, Manoel começou a escrever versos populares. Sua predileção para versejar era a glosa (décima) e a trova, a sua predileção para versejar. Tempos atrás, os poetas da terra assuense aproveitavam os momentos de campanhas políticas para satirizar os candidatos em forma de versos. E Manoel Calixto era um deles. Candidato a vereador, escreveu: Negue o soldado ao Tenente, Negue esmola ao aleijado, Negue ao faminto o bocado, Negue ao Major a patente, Negue ao seu filho a benção, Neg...

ASSU ONTEM E HOJE

A fotografia de Assu antigo (a esquerda) é arquivo do blogdofernandocaldas.blogspot.com. A fotografia de Assu hoje, é de autoria do fotógrafo Jean Lopes, inclusive a idéia da montagem. Valeu Jean.

LEMBRANDO NEWTON NAVARRO

Eu tive o prazer de ter conhecido o pintor, o cronista, o poeta, o boêmio chamado Newton Navarro (1928-1992), quando das suas idas em Assu para visitar João Meira Lima então juiz do Assu, e o poeta Renato Caldas ainda se encontrava no auge da sua boemia, nos idos de sessenta. Eu era menino ainda. Tempos depois, convivi com ele, Navarro, no bar "Postinho", na Praia do Meio, no início da década de setenta, através de Paulinho Montenegro, em Natal. Navarro sempre gostava de ouvir, o poema "Isabel" do grande poeta João Lins Caldas. Para Celso da Silveira, Navarro era o "poeta do desenho, da oratória, do conto e do poema". Será que é a toa que a segunda maior ponte do Nordeste leva o seu nome? A ele, Navarro, cabe um bom cronista e um grande biógrafo para traçar a sua fantástica trajetória Fernando Caldas

ASSÚ LIDERA O CAMPENATO ESTADUAL

É CARNAVAL

DONA MARIA EDITE

Do blog intitulado "Serra de Luiz Gomes" transcrevo um artigo de Cidinha Pascoal sob o título ("Conheça a Biografia de Maria Edite Martins") em homenagem a essa mulher que escolheu o Assu (RN), para viver ao lado do seu marido Sandoval Martins. Eu (autor deste blog) fui contemporâneo de Sande Martins, seu filho, estudando juntos no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, de boas recordações. Por ele, Sande, Edival, Marival, Valdite e Valmar Martins e pela propria dona Maria Edite, é que transcrevo neste blog o já referenciado artigo (por sinal, somos ainda parentes distante, pelo lado de minha avô paterna chamada Odete Fernandes de Queiroz, também como dona Maria Edite natural da cidade serrana de Luiz Gomes, região do alto oeste do Rio Grande do Norte).Vejamos o citado texto, adiante: "Maria Edite Germano Martins, filha do Coronel Antônio Germano da Silveira e Antônia Fernandes da Silveira - D. Tonheira, nasceu no dia 29 de novembro de 1918, em Luiz Gomes, Rio Gr...

QUADRINHAS MATUTAS DE RENATO CALDAS

I Num existe maió pená, E nem dô mais renitente: Do que a gente gostá De quem num gosta da gente II Eu tenho tanta vontade De sê dono de você... Deus prumita qui num fique, Somente no meu querê. III Quem me dêra ser piano, Vivê de bôca pru á... Só pra sinti nos meus dente, Os seus dedinhos roça. IV Cuma o tempo tá mudado! Quem fui eu, quem hoje sô?! Cuma tô dispilorádo... Tô qui nem carro quebrado. Sem boiáda e tangedô. V Na cara de sinha dona, Tem duas coisa ingraçada! Nos óio, vejo um Só posto, Na bôca, vejo uma arvorada. VI O tóque dessa vióla, Tem tanta macunaíma; Que é mais triste q'um um sino Tocando as Ave-Maria. VII Acabôse as inlusão, Qui tive no meu passado! O meu póbe coração, Tá cuma inxuí largado. blogdofernandocaldas.blogsapot.com Renato Caldas (um dos maiores poetas matuto do Brasil de todos os tempos).

ZÉ FREDERICO

Zé Frederico era um certo cidadão espirituoso da cidade do Alto do Rodrigues (RN). Quando ele bebia odiava ouvir falar a palavra burro, jumento, jegue ou qualquer outra denominação dada a aquele animal. Pois bem, certo dia de cessão na Câmara Municipal daquele município, um certo vereador que seguia em direção a câmara, econtrou-se com Zé Frederico embriagado, montado em seu jerico, perguntando assim: "Seu Zé como se chama esse burro?" Ao que respondeu repentinamente: "Vereador!" Em tempo: Apesar de ser o vereador que está mais proximo aos anseios do povo, é a classe política mais atingida pela sátira ainda hoje. Penso eu, que somente acabaria com as gosações com o edil se voltasse a tramitar na Câmara dos Deputados, um projeto de lei (que não me recordo de quem era a autoria) mudando a nomenclatura de vereador para deputado municipal. E por que não? Fica o registro. blogdofernandocaldas.blogspot.com

QUANDO A POLÍTICA VALE A PENA

1 - Conta-se que o ex-prefeito do Alto do Rodrigues (hoje importante município do Vale do Assu), chamado João Tereza, detestava discursar em público. Numa certa concentração pública naquele município, presente no palanque diversas autoridades municipais e estaduais, foi insentivado por alguns amigos para que falasse um pouco ao povo daquele lugar. Dito e feito. Pegou no microfone nervoso e desajeitado, soltando as seguintes palavras: "Trabalhadores do campo e trabalhadores rural". (sic) E papo encerrado. Padre Zé Luiz (que foi páraco em Pendências), presente no palanque, indagou-lhe: "Ô João Tereza, porque no seu discurso você disse "trabalhadores do campo e trabalhadores rural?" "Ora padre Zé Luiz, trabalhador do campo é quem trabalha no roçado, e trabalhador rural é quem trabalha na rua". 2 - Um certo senhor conhecedor da política do Alto do Rodrigues, ouvia atentamente Padre Zé Luiz combater a compra de votos naquele município, no tempo em que ele,...

POESIA MATUTA

Capa do livro organizado por Ivan Pinheiro e Gilvan Lopes. . VIAGE BÊSTA . Os terém, tão arrumado. Já engraxei o carçado, Qui ganhei nas inleição, E, fui comprá na polista* Duas camisa de lista E uma carça de azulão. Comprei na venda um caixote, Eu mesmo fiz um malóte E botei um cadeádo. Tenho medo do sabido, Pra eles, tô prevenido E vivo sempre acordado. . Pra mostrá minha cachóla: Encordoei a vióla E enfeitei o maracá. Quero mostrá as polista O tutano do nortista E cuma nós sabe amá. Já fiz a matalotagem, Já acertei a passagem Em riaba do caminhão. A boléia é muito cára Tenho que sê "pau de arára..." O pió é a mangação. Já vasei minha peixeira, Se essa cambáda instrangeira, Intendê de me xingá... Pois dizem que o taliano In S. Paulo dá de cana E gostam de matratá. Num tem nada, vô e vórto. Se num prestá me revórto, Ou vô falá com Ademá. Confio nesse badejo... Mesmo proque, eu desejo Lá in S, Paulo, o encontrá. Adeus moçal desta terra, "Morenas véia de guerra", Qu...

DITADOS POPULARES

"Qem é desconfiado, mora na ponta da rua". "Quem nasceu pra relar coco, morre de cóca". "Farinha pouca, meu pirão primeiro" "Mulher, cachaça e bolacha, em toda parte se acha". "Ferida pequena é que dói". "Quem não sabe resar, xinga Deus". "Pra quem está perdido, toda vereda é caminho". "Água fria não escalda pirão". "Sogra, sogro, milho e feijão, só dão lucro debaixo do chão". "Pobre quando acha um ovo é goro". "Mula estrela, mulher faceira e tubiba de aroeira, o diabo que queira." "Quem não acha o que caça, pega no que acha". "Quem come tudo num dia, no outro assobia". "C- de bêbado, não tem dono". "Parente é quem faz mal a gente". "Pote velho é quem esfria a água". "Queda de velho não levanta poeira". "Velho nãO se senta sem "UI, nem se levanta sem "AI". blogdofernandocaldas.blogspot.com

ENCHENTE DO VALE DO ASSU, 2008

O assuense Nilo Fonseca, é formado em contabilidade, filho de Ezequiel Fonseca, que foi médico, prefeito do Assu e deputado estadual, presidente da Assembléia Legislativa. Nilo é um pesquisador atento das coisas do Vale do Assu, principalmente do seu Assu. Ele colabora com este blog e remeteu 43 fotografias aéreas, um belo trabalho de Getúlio Moura "sobre o efeito das chuvas no rio e nas cidades do Vale do Açu, da Barragem Armando Ribeiro até o litoral". Vamos conferir adiante. Clique na fotografia para uma melhor visulisação. blogdofernandocaldas.blogspot.com (Publicarei o restante mais tarde)

ZÉ AREIA

1 - Zé Areia era uma figura boêmia, folclórica, presepeira e espirituosa de Natal. Alguns autores potiguares como Veríssimo de Melo, já publicaram livros sobre as suas tiradas. Nasceu em Natal, morador do bairro das Rocas, daquela capital potiguar. Na Ribeira velha de guerra, viveu os melhores momentos da sua vida. Foi barbeiro de profissão, vendedor de loteria, jogo do bicho, rifa. Ele já virou até samba canção por um dos seus admiradores como o compositor natalense Gomes de Melo que versejou assim "Zé Areia nas Rocas você nasceu / era poeta e trovador / foi na Ribeira que viveu / No seu cotidiano vendia jogo do bicho, rifa, loteria / quem na sua rifa ganhava / uma desculpa ele dava /o prêmio foi adiado para o outro dia". Pois bem, certa vez, Zé Areia, na época da Segunda Grande Guerra, vendeu um papagaio cego a um certo soldado americano. Um amigo ao tomar conhecimento do ocorrido, disse: "Rapaz, você não tem vergonha, não! Vender um papagaio cego ao americano?...

ALUÍZIO ALVES

A cassação de Aluízio Alves, completa 40 anos. Era uma sexta-feira, como hoje, próximo ao carnaval. O clima político atingia o auge com as ações, cada vez mais violentas, especialmente, no que se prendia à cassação dos direitos políticos e o clima de incerteza aterrorizava. Aluízio, deputado da Arena, que apoiava o governo militar, não foi poupado, mesmo com a garantia do Marechal Castelo Branco, quando comandava o regime, que "Dr. Aluízio Alves, só será cassado com a conclusão de um inquérito militar..." Era visível pelo que se publicava em todos os órgãos da imprensa, a guerrida TRIBUNA DO NORTE, sob o comando editorial e operacional do redator Cassiano Arruda e Francisco Macedo, colunista/jornalista Woden Madruga (supervisor de produção) fazendo com que o jornal não deixasse de circular. Faltava a TRIBUNA papel, tinta, pessoal (linotipista, principalmente) e mais ainda, o principal, que eram os anunciantes. Manchetes "audaciosas", como a que causou rebuliço (...

O OLHO PENETRANTE DE CALDAS

João Lins Caldas quando jovem O poeta João Lins Caldas odiava a política, porém conviveu com grandes nomes da política brasileira (nos seus tempos de Rio de Janeiro), e chegou a fazer militância política no Estado de Minas Gerais. Desejava fundar um partido que teria a denominação de Partido Seletivo ou União Seletiva Nacional, ao qual somente poderia fazer parte, intelectuais, "homens de espírito". Caldas defenia o seu partido em dez mandamentos. Ei-los adiante: 1 - De dez em dez anos mudar a capital do pais, para levar a todas as regiões do país, o progresso, 2 - Nenhum Estado da federação poderá ter população a 3 milhões de habitantes, 3 - As dívidas não prescrevem, 4 - Os direitos não caducam, 5 - Os assassinos considerados culpados, seriam condenados também as idenizações das famílias das vítimas, 6 - Pena de morte para os ladrôes do erário (público), 7 - Criação do Ministério da Cultura ou das Artes, 8 - Construção às margens da estrada e no meio da mata, de légua em l...

COISAS DA POLÍTICA

Padre Zé Luiz candidatou-se a deputado federal, nos idos de setenta e, em Pendência (RN), onde foi páraco, decidiu ir buscar o voto. Chegando naquela terra pendencense, encontrou-se com um velho amigo chamado Cícero que, ao tomar conhecimento da sua candidatura, prometeu-lhe arranjar uns dez votos num certo destrito daquele lugar. Cicero durante a campanha teria doado a um certo senhor chamado Zé, que se comprometeu com ele, Cícero, arranjar os dez votos prometidos a Zé Luiz. Pois bem, aberto as urnas Zé Luiz não obteve nenhum voto na localidade onde seu Zé prometeu aqueles votos. Não deu outra, indgnado com o fracasso do amigo, ao vê-lo na porta do Mercado Pública daquela cidade, não pensou duas vezes: "Compadre Zé, abra a boca que eu quero ver se a dentadura ficou boa. Espere agora filho da puta quatro anos para sorrir outra vez". São coisas da política. blogdofernandocaldas.blogspot.com

DE JARBAS, SOBRE AGENOR E DINARTE

Jarbas Passarinho foi governador do Pará nomeado pelo regime militar (1964-1966), senador da República por aquele Estado maranhense por várias vezes, milistro de Estado nos governos Costa e Silva, Garrastazu Médice, João Figuerêdo e Fernando Collor. Intelectual, presidiu o senado Federal entre 1981 a 1983. Jarbas alé de ter si9do colega do senador potiguar de caicó, Dinarte Mariz, era amigo íntimo. Conta-se que ele ao se encontrar em Brasilia com um certo potiguar, teria dito que precisa fazer um reparo na fraze do senador também norte-riograndense, do seridó Agenor Maria que em pronunciamento teria dito certa vez num pronunciamento que "melhor do que o senado só o céu". Para Jarbas Dinarte teria dito melhor: "O senado é melhor do que o céu porque para alcançá-lo não é preciso morrer." blogdofernandocaldas.blogspot.com

O POPULAR "BONZINHO"

"Bonzinho" era uma figura (que não girava bem da cabeça) natural de Assu-RN, que bebia, fumava e, às vezes jogava cartas (baralho) quando tinha algum dinheiro. Ele gostava também de observar o jogo dos outros. Certa vez, observando Walter de Sá Leitão jogar numa certa casa de jogo da cidade, foi convidado por ele, Walter, que ao sentir-se encomodado com a sua presença, disse de tal modo: "Bonzinho, vá até a esquina e veja se eu estou lá!" Bonzinho retrucou: "Walter, me dê o cabresto, se você estiver lá eu trago logo!" Certa vez, embriagado num certo bar de Assu, foi convidado por seu pai chamado Joca Marreiro, para ir dormir em casa. Bonzinho aceitou o convite paterno, mas foi taxativo e solene: "Papai, vá na frente que o mundo tá cheio de gente ruir!" De outra feita, foi convidado por um certo cacheiro viajante (vendedor de tecidos que fazia a praça de Assu) para ir comprar uma caixa de charuto numa charutaria mais próxima. No que aceitou fazer ...

VEREADOR FILHO DA PUTA

1 - Ezequiel Fonseca Filho (dr. Ezequiel), foi intendente, prefeito do Assu e deputado estadual, presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Quando chefe político da terra assuense, numa certa eleição convidou "Michico" (um afamado alfaiate naquele lugar nos anos trinta, quarenta e cinquenta) para se candidatar a vereador. Michico somente aceitou disputar a vereança, com muita insistência de Chico Pinheiro, correligionário de Ezequiel, chegando a primeiro suplente. Em virtude da vacância do cargo de um dos edis daquela casa legislativa assuense, Michico assumiu a titularidade. Chico Pinheiro tomou conhecimento do ocorrido e foi até a residência daquele vereador recém-empossado e, ao chegar na sua morada, saiu-se com essa: "Michico, meus parabéns, todo filho da puta pode ser vereadoar!" blogdofernandocaldas.blogspot.com

POESIA SOBRE O RIO PIRANHAS/ASSU

O RIO Vem de longe, potente, magestoso, Inunda o leito branco das areias; Seus possantes canais as suas veias Serpejam num marulho rumoroso. Suas margens de um todo grandioso, De arvoredos robustos, todas cheias, Parasitas formando lindas teias, No tronco da oiticica, alto, rugoso. Os cavaletes, balsas e canoas Velejando, defendem-se das croas, Indo aporta à entrada do Cipó. Carnaúbas na várzea, enfileiradas, Parecem contemplar, extasiadas, O rio, a despejar no Piató. Sinhazinha Wanderley (poeta assuense).

LUIZ XAVIER, UM BOÊMIO GLOSADOR

Luiz Francisco Xavier , é tipo alto, nem gordo e nem magro. É bom poeta glosador, foi bom de garfo e de copo. No Assu, viveu quase toda a sua vida. Ele foi funcionário do Banco do Brasil, daquela terra assuense e de outras cidades do Rio Grande do Norte. Atualmente reside na cidade de Natal. É portador de diabete que o levou (em razão da sua estravagância) quase a cegueira. É de sua autoria a glosa (lembrando uma canção da cantora assuense Núbia Lafaiete) que diz assim: Disse núbia que na vida Da mulher quando casada, Para não lhe faltar nada Não é só casa e comida. Tem que ser compreendida E eu entendo o que ela diz. Ela quer pau pro verniz... Também gosta de verdura, Com certeza é pomba dura Que faz a mulher feliz. blogdofernandocaldas.blogspot.com

RÁDIODIFUSÃO NO ASSU

A história da rádiodifusão no Assu, é preciso saber que não começa pelos fundadores da Rádio Princesa do Vale, não! Foram precursores de radiodifusão por ondas eletromagnéticas no Assu, o advogado João Marcolino de Vasconcelos e o técnico em eletrônica José Edzés de Paiva. A emissora funcionava em (no início da década de sessenta), caráter clandestino, nas dependências da Sede dos Escoteiros. José Nazareno Fernandes, conhecido como Dedé de Lou, era o apresentador e locutor principal, e o nome daquela rádio pirata, chamava-se Rádio Princesa do Vale. Uma griffe que a futorologia e o idealismo de três jovens viria a se consagrar ao longo do tempo. Para registrar ainda, aquela emissora chegou a irradiar uma partida de futebol (de pessoas maduras), ralizado naquela época, no Estádio Senador João Câmara, da cidade de Assu. blogdofernandocaldas.blogspot.com

PRAÇA DA CARNAUBINHA

Praça Prefeito Francisco Amorim, conhecida como Praça da Carnaubinha. Hoje totalmente reformada. A fotografia é do poeta fotografo assuense Jean Lopes.

UM POUCO MAIS DE RENATO CALDAS

Da esquerda para direita: o poeta Rento Caldas, dona Mariná Fonseca e o ex-deputado Nelson Montenegro. 1 - Certa vez, Renato Caldas se dirigiu ao Grande Hotel, em Natal, do major e deputado Theodorico Bezerra. Ao oferecer vender um exemplar do seu já afamado livro Fulô do Mato a aquele hoteleiro e parlamentar, surpreendeu-se com a deselegante e ofensiva frase: "Vá trabalhar vagabundo!" Sobre esse fato dizia não guardar ressentimento. Pois bem, como não deixava de versejava sobre aquilo que acontecia ao seu entorno, escreveu a sextilha transcrita adiante: Eu conheci Theodorico, Quando lavava penico No hotel da velha Danona. Hoje é rico, é potentado. É major, é deputado... Oh sorte velha sacana! blogdofernandocaldas.blogspot.com

ASSU DE ANTIGAMENTE

Parte da praça Getúlio Vargas, início da década de oitenta. O prédio da esquina, parede-e-meia com a casa da escritora Maria Eugênia, era um pequeno sobrado, de propriedade da Paróquia de São João Batista. Naquela edificação funcionou nos idos de sessenta, o centro de telefonia paroquial, além de ter sido nos anos setenta, sede da Casa dos Estudantes (casa de diversões) e a Divulgadora Assuense, fundada por Herval Tavares. Foi demolido no governo do prefeito Ronaldo Soares, para alargar quela travessa denominada travessa Fernando Tavares, desde 1975, uma homenagem do prefeito Walter de Sá Leitão (1972-75). Ainda hoje é reconhecida pelos mais antigos, como "Beco do Padre". blogdofernandocaldas.blogspot.com

TRANSPORTE ANTIGO DO RGNORTE II

TRANSPORTE ANTIGO DO RGNORTE I

POEMETOS DE JOÃO LINS CALDAS

I E essa carta esperada, Que dizia somente, Simplesmente: - "Consola-te. Afinal não há mais nada" - "Não há mais nada? E o coração da gente? II A lua que me dirão? Precisa talvez de irmão. Eu sou tão só sobre a Terra, Tanta luta, tanta guerra... A lua que me dirão? Se ela precisa irmão Eu já que abandono a Terra. III Culpa-te a ti somente, a ti culpa. A ti somente, ó grande desgraçado! Culpa-te a ti de ser desventurado Culpa-te a ti de ser já sem desculpa, Amaste por amor. Amaste crendo. IV Quero-te. Vem. As carnes palpitantes A forma nua onde a beleza mora... És tu. Quero-te assim. Meu corpo implora A graça que desce dos contornos... Trêmulas as mãos e os lábios mornos. blogdofernandocaldas.blogspot.com

POESIA

Poeta natalene Jorge Fernandes. . Deus lembrou-se de mim, lembrou-se ungindo-me de bondade e de amor! Martirizou-me pra tornar-me santo e deu-me asas pra fugir da dor...

MANOEL RODRIGUES DE MELO

Manoel Rodrigues de Melo (1907-1996), nasceu na fazenda Queimado, na várzea do Assu. Era membro da Academia Norte-riograndense de Letras (chegando a construir a sede própria daquela academia, onde foi seu presidente), da Academia de Trovas e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Viveu a sua infância na área rural daquela região varzeana. Viu de perto com os seus olhos a seca e a enxurrada que ainda atormenta aquela região. Estudou apenas o curso primário que  inciou  em Macau e terminou em Currais Novos (RN), onde em 1926, fundou e redigiu o jornal  estudantil  intitulado O Porvir.  Rodrigues de Melo estreou  nas letras potiguares publicando o livro sob o título "Várzea do Açu", 1940. O poeta, o jornalista e escritor, "o cronista da várzea do Açu" como ficou conhecido Manoel Rodrigues de Melo (quatro anos após a publicação do seu primeiro livro), publicou ainda o volume intitulado " Patriarcas  e Carreiros", 1944, 54 e 85 (prim...

É TARDE, MAS ARDE A ESPERANÇA

Paulo Sérgio Martins Jornalista e pesquisador Especial para o Nasemana Nada embriaga mais a vida do que o vinho da verdade. E verdade seja dita: Machado de Assis foi, indubitavelmente, o maior escritor brasileiro. Fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, a forma inconcistente como teve celebrado oficialmente o seu centenário de morte, neste controvertido e terminal 2008, é, na realidade, mais uma das injustiças que marcaram a densa biografia do "bruxo". Ele faleceu num quarto térreo do sobradinho alugado em que vivia na rua Cosme Velho, número 18, no Rio de Janeiro. Machado de Assis andava muito doente. Enxergava mal e sofria com as dores de uma antiga infecção intestinal. As convulsões epiléticas eram mais frequente. Por causa delas, seus dentes abriram um ferimento na língua que virou úlcera cancerosa. Não podia mais mastigar e comer - passou seus últimos dias à base de leite levado pelos amigos. O autor de "Dom Camurro" estava afastado hav...

POESIA

PARÁFRASE "No meu tempo de menino Minha vida era um colosso: Fazia currá de pedra Pra prendê vaca de osso... Abria espiga de mio, Pra vê se tinha caroço" - As morenas me chamavam Pra tomá banho, num poço; Quando elas tiravam a rôpa Faziam aquele alvoroço... Se agarravam cum eu, Mordiam no meu pescoço! Deus me livre qui inda vorte Aquele tempo de moço. Quero ruê a sodade Qui nem cachorro rói osso. Mas, quando eu era menino... Minha vida era um colosso! Renato Caldas

ASSU AÉREO I

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